sábado, 12 de setembro de 2015

Documentário que denuncia a mídia americana sobre a farsa do 11 de setembro (September Clues)



Entenda que um avião comercial (precisamente, um boeing de modelo 757) é, basicamente, feito de aço, alumínio e titânio. Imagina então, se este mesmo avião com esta descrição de estrutura, voa baixo em uma velocidade de aproximadamente 860 km/h; atravessa um prédio reforçado com várias estruturas de vigas de aço, sem que partes da fuselagem do avião caiam no solo. Houston, acho que temos um problema...físico.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Palavras de um bom pastor.



Nesta mais recente alocução dedicada ao ano da Misericórdia, "decretado" pelo Papa Francisco, Sua Excelência Dom Fellay, mostra-nos o caminho da verdadeira misericórdia.

http://www.fsspx.com.br/carta-aos-amigos-e-benfeitores-n-84/

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Para não dizer que não falei do carnaval...





Por que não a missa tridentina?

O  vídeo referido já tem cinco anos, mas a mensagem é atual. Assistam!


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Devoção aos Santos Anjos (Parte I) - São Miguel Arcanjo

Seu nome significa: "Quem como Deus? ou "Nada é como Deus". São Miguel é citado três vezes na Bíblia. No livro de Daniel: "Ao final dos tempos aparecerá Miguel, o grande Príncipe que defende os filhos do povo de Deus. E então os mortos ressuscitarão. Os que fizeram o bem irão para a Vida Eterna, e os que fizeram o mal, para o horror eterno." (Dn 12, 1-3) No Livro do Apocalipse: "Houve uma batalha no céu: Miguel e seus anjos tiveram de combater o dragão. O dragão e seus anjos combateram mas não puderam vencer e não houve mais lugar para eles no céu" (Ap 12, 7-8). Na carta de São Judas (Jud 9): O Arcanjo Miguel, quando enfrentou o diabo, disse: "Que o Senhor te repreenda".  Por isso São Miguel é mostrado em combate com o dragão infernal. A Igreja Católica tem uma especial devoção por São Miguel Arcanjo, especialmente para pedir-lhe que nos livre das ciladas do demônio e dos espíritos maléficos. 

(Seleta de Orações. Ed. Cultor de livros, pg. 190)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

É isso aê! Demorou..


O ecumenismo de Francisco (II).

Um preâmbulo de Sandro Magister – tradução de Fratres in Unum.com – Quando vazou a notícia, confirmada pelo padre Federico Lombardi, que o Papa pretendia ir privadamente a Caserta para encontrar um amigo [Giovanni Traettino], pastor de uma comunidade evangélica local, o bispo da cidade, Giovanni D’Alise, ficou surpreso. Nada sabia de nada.
Ademais, o Papa havia programado esta visita relâmpago a Caserta justamente no dia da festa de Sant’ana, padroeira da cidade. Ao se verem marginalizados, houve entre os fiéis a ameaça de revolta. Foi necessária toda uma semana para convencer o Papa a mudar a programação e a dividir a viagem em duas partes: a primeira, sábado, 26 de julho, publicamente, aos fiéis de Caserta, e a segunda, de maneira privada, na segunda-feira seguinte, ao amigo evangélico.
[...]
[Em encontro com pastores evangélicos, Francisco] lhes disse ter tomado conhecimento, por sua amizade com o pastor Traettino, que a Igreja Católica, com sua presença imponente, obstaculiza demais o crescimento e o testemunho dessas comunidades [evangélicas]. E que, também por esse motivo, tinha pensado em visitar a comunidade pentecostal de Caserta: “para desculpar-se pelas dificuldades provocadas à comunidade”.
* * *
Papa pede perdão por perseguições dos católicos aos pentecostais.
Francisco foi a Caserta para se reunir com pastor que é seu amigo. A visita já foi qualificada como histórica.
G1 – O Papa Francisco pediu nesta segunda-feira (28) perdão pelas perseguições cometidas pelos católicos aos pentecostais, durante viagem à cidade de Caserta (no sul da Itália) onde se reuniu com seu amigo e pastor evangélico Giovanni Traettino.
A visita já foi qualificada como histórica, pois é a primeira vez que um Papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante.
“Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos: eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”, afirmou o pontífice.
Francisco esteve em Caserta, em 26 de julho, para celebrar uma missa em honra à padroeira Santa Ana diante de 200 mil católicos.
Desta vez Francisco retornou para se reunir com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de todas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unam na diversidade.
“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, assinalou.
O Papa também pediu que os cristãos ajudem os mais fracos e os necessitados, e que caminhem ao lado de Deus.
“Não compreendo um cristão que está quieto, o cristão deve caminhar. Há cristãos que caminham ao lado de Jesus, mas em alguns momentos não caminham na presença de Jesus. Isto é porque são cristãos que confundem caminhar com andar, são errantes”, ponderou.
Após o ato, que durou cerca de hora e meia, o Papa almoçou com a comunidade, divulgou a Santa Sé em comunicado.
Francisco saiu esta manhã de helicóptero da Cidade do Vaticano e aterrissou em Caserta às 10h15 (05h15 de Brasília), no heliporto da Escola de Suboficiais da Aeronáutica Militar italiana no Palácio Real de Caserta e seguiu de carro até a casa do pastor.
Após esta conversa privada, os dois religiosos foram de carro à igreja evangélica da reconciliação de Caserta, onde alguns fiéis curiosos aguardavam a chegada do papa.
Francisco os cumprimentou antes de entrar na igreja, onde a reunião aconteceu longe das câmeras.
http://fratresinunum.com/2014/07/28/o-ecumenismo-de-francisco-ii/

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Para recordar - Prof. Orlando Fedeli sobre a polêmica das "duas Irmãs Lúcias": "é possível ter acontecido".

O Quinto Segredo de Fátima?

PERGUNTA
Nome: Joel Xavier de Macedo Jr
Local: Belo horizonte - MG, Brasil
Religião:Católica

Caríssimo Professor,

Apenas para conhecimento.


Encaminho texto e link postada na lista de BH

Salve Maria

Joel.


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Bom dia amigos,
salve Maria!

Eu recebi este texto de um blog sobre o segredo de Fátima, confesso que fiquei assustado sobre o artigo da Dra. Marian T. Horvat, o artigo está nos endereços:

http://www.traditio ninaction. org/HotTopics/ g12htArt2_ TwoSisterLucys. htm

e

http://www.traditio ninaction. org/HotTopics/ g11htTwoSisterLu cys_Horvat. htm

Realmente muito sinistro !!!

Abraços,

Paulo

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O Quinto Segredo de Fátima?

Antes de falar sobre o contundente artigo da Dra. Marian T. Horvat Phd, volto um pouco, e escrevo um resumo histórico, lembrando a trajetória de Antonio Socci, jornalista italiano e católico, que envolveu-se em uma intensa polêmica contra o Cardeal Bertone, que conseqüentemente envolveu toda a Cúria Romana. Socci, outrora negador do acobertamento do Terceiro Segredo de Fátima, “virou a casaca” e chegou a um nível de questionamento lógico acerca da publicação e divulgação visivelmente incompleta do Terceiro Segredo. Sua indignação se transformou em um livro de sua autoria chamado “O Quarto Segredo de Fátima”, que pretendia denunciar o encobrimento do Terceiro Segredo publicado em 2000. Socci repudiou a idéia do “bispo vestido de branco que cai morto era João Paulo II”, percebendo um sofisma envolto num quarto segredo ( que esconde a interpretação correta da visão profética de Lúcia) com que o Vaticano implicitamente deixou pistas por meio das interpretações simplistas e enganadoras do Cardeal Bertone, Ratzinger e Sodano.

Segundo Socci, o Vaticano esconderia algo mais no “etc”, o restante da mensagem que Nossa Senhora confidencia a Lúcia: “Em Portugal sempre se conservará o dogma da fé e etc”. Mas não foi só Antonio Socci que percebeu a incoerência nas interpretações dos textos e o controverso “etc” na frase de Nossa Senhora. Infelizmente, ele e os outros críticos teriam razão, infelizmente, há outros etcs, outros enigmas que envolvem o Terceiro Segredo de Fátima, que daria um ótimo filme de suspense.

É doloroso, como católico, pensar que além desses etcs, o Vaticano, seguindo as coordenadas do Pacto de Metz ou atendendo os apelos dos homens de boa vontade aceitariam a infiltração de uma agente duplo, uma espiã da KGB, uma impostora no Carmelo de Coimbra. E nem quero pensar muito sobre tal possibilidade, contundo, deixo claro, para não haver mal-entendidos, que esse é o meu pensamento.

Sabemos que a revelação do Terceiro Segredo deveria ter se tornado público pelo Sumo Pontífice em 1960. A Irmã Lucia queria sua publicação em 1960 porque Nossa Senhora mandou que assim o fosse, tal fato foi confirmando por vários prelados, um deles, o último entrevistador de Lúcia antes de 1960, o Padre Alonso.

A Irmã Lúcia trocou a Ordem das Irmãs Dorotéias da Espanha pelo Carmelo de Coimbra, de lá pra cá, após o Concílio Vaticano II, Irmã Lucia apareceria a Paulo VI mais forte (ver foto acima), ou gorda, e desinibida, seu comportamento tímido, fechado e sua expressão triste haviam sumido, dando lugar uma expressão alegre, aberta e satisfeita com que não foi cumprido.

Essas observações foram feitas pela Dra. Marian Horvat (não a conheço, só enfatizo como ela se apresenta) embora eu as coloque com minhas próprias palavras, ela mesma suspeita que “Irmã Lúcia II”, a versão gorda e alegre, só reapareça depois de 1960. Sem dúvida, a “Irmã Lúcia I” tinha uma feição triste e sofrida, conforme se observa nas fotos da fonte (obviamente, não na foto ao lado esquerdo). E Padre Alonso tinha tido a mesma impressão dela pessoalmente na sua entrevista em 1957.

É duro o que Marian Horvat nos apresenta. São duas irmãs lúcias completamente diferentes, no físico, comportamento, expressão facial. Há detalhes que não resta duvida, por exemplo, a diferença da boca, do sorriso, dos dentes da Irmã Lúcia I Dorotéia.

Em relação à boca da Irmã Lúcia I, quando sorri forma um “U”, enquanto a Irmã Lúcia Carmelita, a Irmã Lúcia II, seu sorriso forma um “U” invertido. Outro argumento da Dra. Horvat é que a “Irmã Lúcia II” aceita a missa nova e não combate os erros do Vaticano II. De fato, isso poderia ser explicado pela regra da obediência, porém hoje em dia é um argumento tipicamente sustentado por “conservadores” . Para finalizar coloco aqui alguns questionamentos pertinentes:

1- Onde está a verdadeira Irmã Lúcia (viva ou morta)?

2- Por que só a Dra. Horvat conseguiu perceber em fotos a diferença gritante entre a Irmã Lúcia Dorotéia e a Irmã Lúcia Carmelita o que Antonio Socci, FSSPX, Padre Kramer, Prof. Orlando Fedeli e tantos outros naõ conseguiram perceber na Irmã Lucia ainda em vida?

3- Onde estão os parentes da verdadeira Irmã Lúcia? E por que não se manifestaram?

Essas e outras interrogações devem estar com os leitores, se for mesmo uma impostora, está lá uma farsante com nome da Irmã Lúcia na lápide, sepultada na Basílica de Fátima ao lado de Francisco e Jacinta.

Rezemos pela a consagração da Rússia que venha o mais breve possivel! Para que os anseios da verdadeira Lúcia e a vontade de Deus e a Santa Virgem de Fátima enfim se concretizem! Rezemos!

É só.


RESPOSTA

Muito prezado Joel, salve Maria.

Não consegui abrir o link que você me enviou. Mas vi que é do Tradition in Action dos irmãos Horvat, que conheci na TFP, e do Atila Sink Guimaraes, que falsificou textos de minhas cartas a Dr. Plínio Corrêa de Oliveira.

Essa história de uma sósia de Irmã Lúcia é possível ter acontecido. Mas isso estaria superado, porque, hoje, Irmã Lúcia teria 102 anos. E o que mais importa não é tanto saber de uma sósia e sim conhecer o texto do Terceiro Segredo que o Vaticano não publicou, como bem demosntrou Antonio Socci.

Quanto ao valor de Átila Sinke Guimerães do Tradition in Action passo para você umas frases do próprio sobre o relacionamento dele com Dr. Plinio:

“O grande Moisés, com sua sarça ardente no alto do Sinai, não me faz inveja. Pois se ele ali se relacionou com Deus durante quarenta dias, eu me relacionei com Dr. Plínio há trinta e três anos. E, em tais relações, vejo talvez mais a presença divina do que ele ante o sagrado arbusto. E guardo a esperança de ainda vencer o Profeta nesta tertúlia, quando eu passar do atual degredo para a Pátria”. (Átila Sinke Guimarães, secretário do MNF, in O Ultimato – A Defesa, 1998, p. 28).

Quer dizer, Átila era tão fanático que considerava que Deus estava mais presente em Dr. Plinio do que na sarça ardente, que ele, ignorantemente, coloca no alto do Sinai, quando a sarça ardente aconteceu no deserto, e não no alto do Sinai.

Por essa loucura, pode-se aquilatar o valor desses pensadores in action.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20090823150506&lang=bra

terça-feira, 8 de julho de 2014

A culpa é do Mick!

Por favor, parem de culpar o Felipão! Olha aí o verdadeiro culpado pelo desastre da seleção brasileira  diante do selecionado alemão..

sábado, 28 de junho de 2014

Pode a Igreja morrer?

Pode a Igreja morrer?

Dom Lourenço Fleichman OSB

Muitas pessoas me pedem que atualize com mais freqüência o site. Confesso que não tenho conseguido me dedicar mais a este apostolado, levado pelo excesso de trabalho nas quatro capelas sob minha responsabilidade, nas revisões doutrinárias dos livros que editamos e na cura das almas. Estamos iniciando agora o projeto do Colégio São Bernardo, a primeira escola da Tradição no Brasil, sobre a qual falaremos a seu tempo.

Felizmente tenho a ajuda de uma equipe atuante no que toca a produção da Revista Permanência, de outra forma não conseguiria manter o ritmo dos lançamentos trimensais. Confesso que é um trabalho que nos traz muita satisfação.

Agora mesmo assistimos a mais um grave escândalo do ecumenismo desenfreado. A reunião promovida pelo papa Francisco I dentro do Vaticano, no domingo de Pentecostes é apenas um gemido naturalista, um grunhido da História, dentro da obra destruidora do Vaticano II.

Porque toda a ação do atual bispo de Roma, como ele gosta de se nomear, parece ter esse objetivo: tratar das coisas de modo naturalista, horizontal. Seu modo de ser é de atitudes que poderiam vir de um Ghandi, ou de um Luther King, mas não poderia ser a de São Francisco de Assis, do Cura d´Ars, ou de um São Francisco de Sales. A santidade, o espírito sobrenatural que sobra nesses grandes santos, falta na simplicidade humanitária de Francisco I.

Tampouco devemos nos escandalizar demasiado, visto que rezar em árabe, ou ouvir orações dos hereges inimigos da Igreja dentro do Vaticano não representa nada de novo no mundo da nova igreja ecumênica de Vaticano II.

No Editorial da Revista Permanência 274, que acaba de ser lançada, eu trato da atuação do Cardeal Kasper, junto com o próprio papa, na destruição da família, do matrimônio católico.

Quando eu escrevi o Editorial não havia acontecido esta reuniaozinha demoníaca.

Ela me inclina a considerar a crise da Igreja sob um aspecto novo, conseqüência do sofrimento gigantesco que tem sido a apostasia de tantos bispos, padres e fiéis espalhados pelo mundo todo. Muitos já escreveram sobre a Paixão da Igreja. De Gustavo Corção, na década de 70, a Dom Marcel Lefebvre, nos anos 80, e depois, na pluma de muitos padres da Tradição.

Parece claro que Nosso Senhor quis levar a sua Esposa, a Santa Igreja, a sofrer algo semelhante ao que Ele mesmo sofreu em sua Paixão. Como Jesus Cristo, a Igreja está sendo desfigurada há mais de 50 anos. Apresenta-se de tal forma flagelada em todo o seu Corpo, que mais parece uma Esposa das Dores, sem beleza, irreconhecível.

Parece, de fato, possível, descrever a Paixão da Igreja nos mesmos moldes usados por Isaías para profetizar sobre a Paixão de Cristo, ou na descrição impressionante do Salmo 21 sobre o Cristo padecente. Assim vive a Igreja desde os anos 60, desde a morte do papa Pio XII, ocorrida em outubro de 1958.

Nesse ponto nos deparamos com o medo terrível de alguns autores de lidar com esta situação que me parece ser mais real do que metafórica. Nesse ponto desviam a atenção da realidade, afirmando que "as portas do Inferno não prevalecerão sobre ela" (S. Mateus, 16, 18), logo a crise há de passar e tudo voltará ao normal.

Me parece que não podemos agir assim. Porque Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, é mais divino do que a sua Igreja. Ele aceitou sofrer a Paixão medonha e iníqua para nos salvar. Mas foi além. Aceitou a morte. Ora, afirmar que a Igreja não pode morrer porque as portas do Inferno teriam prevalecido sobre ela, é o mesmo de afirmar que as portas do Inferno prevaleceram contra Cristo, o que seria uma grande heresia e uma blasfêmia.

Nós sabemos que Cristo morreu por nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia, e a morte não terá mais império sobre ele. Logo, podemos sim, afirmar que a Igreja poderá passar pela morte, já que é evidente que ela passa pela Paixão.

A questão seria, pois, de compreender em que consiste essa morte da Igreja. Morte de tal forma eficaz e fecunda que representaria para a vida social do Corpo Místico de Cristo, o que a morte física de Nosso Senhor representou para o início do Cristianismo. Porque Cristo morreu no início da obra da nossa Redenção; a Igreja morreria no fim dela. Jesus Cristo morreu para apagar e extirpar do mundo o Pecado original e suas consqüências; a Igreja morreria para apagar e extirpar do mundo o Pecado terminal, essa realidade imaginada pelo gênio de Gustavo Corção no final do seu livro O Século do Nada, e que consistiria na obra da grande apostasia, último lance do demônio antes do grande combate de Nosso Senhor contra o Anti-Cristo.

Levemos nossa reflexão adiante, e consideremos que a morte de Nosso Senhor foi um acontecimento da sua natureza humana. De fato, Deus não morre. Jesus não morreu enquanto Deus, mas apenas enquanto homem. Morreu depois de ter ficado completamente desfigurado, irreconhecível, sem beleza, ou seja, sem que nada no seu Corpo manifestasse a Divindade que permanecia ali escondida, apagada, mas viva. Nessa hora Jesus lança seu último brado, oferece ao Pai o seu espírito, dá o último sopro de sua vida natural. Morre a natureza humana.

Levemos, pois, essa comparação à vida da Igreja. Como dissemos, há 50 anos que a Igreja é flagelada, desfigurada, cuspida, pregada a uma dura Cruz, que foi apagando dela toda beleza, ou seja, toda manifestação da sua seiva divina, da sua santidade, do seu sacerdócio, dos seus Sacramentos. Tudo isso foi demolido, vilipendiado, rebaixado e dessacralizado. A Paixão da Igreja nos mostra a Esposa de Cristo nua como Cristo na Cruz. Seus sacramentos já não são integralmente católicos, a pregação dos padres já não converte ninguém, a vida sacerdotal e religiosa está muito longe da santidade, e tudo se resume num amálgama rasteiro e sem vida sobrenatural.

Nesse momento, a morte da Igreja poderia advir pelo extermínio do sopro de vida humana que ainda lhe restaria. Cristo morreu assim, a Igreja pode, muito bem, morrer também. No momento em que a vida divina já não aparece mais, basta cessar a vida natural e humana, e a Igreja já não viveria mais.

Ora, me parece que a obra do papa Francisco consiste em tirar do resto de vida que ainda restava na Igreja, seu sopro natural. Levantou-se este estranho papa contra tudo o que é natural, as únicas coisas que ainda restavam na pregação dos seus predecessores.

Sobre o aborto, ele afirmou que não devemos mais tratar desse assunto;

Sobre o adultério, ele afirmou que não se deve mais imputar o pecado, podendo comungar os divorciados que vivem em novo casamento.

Sobre a família, ele afirmou, ao aplaudir o discurso do Card. Kasper, que é preciso aceitar essa nova família do mundo moderno, regida pelo divórcio.

Sobre os graves pecados contra a natureza, ele induziu a sua prática ao afirmar que um padre não pode julgar o pecado de homossexualidade.

Sobre a Religião, sobre o culto que se deve prestar ao único e verdadeiro Deus, ele confirmou o ecumenismo de João Paulo II e de Bento XVI, retirando da Igreja até mesmo o pouco de prevalência que os outros ainda guardavam para ela.

Os papas que o precederam na obra nefasta de Vaticano II não ousaram negar a verdade da natureza das coisas. Demoliram a seiva sobrenatural, mas guardaram, ao menos tentaram guardar, a família, a luta contra o aborto, a condenação dos atos sexuais contra a natureza etc.

O que restava de vida natural na Igreja está desaparecendo. E não restará mais nada.

Nossa Esperança sobrenatural, no entanto, não nos permite desanimar. Ao contrário. Não sejamos fracos como foram os Apóstolos, que fugiram diante da morte de Cristo, e iam tristes pelo caminho, ou se esconderam no Cenáculo com medo dos judeus. Porque Cristo ressuscitou ao terceiro dia. A Igreja, ela também ressuscitará. A vida divina que não a abandona, mesmo quando o Corpo humano da Igreja morre como Cristo morreu, ressurgirá da morte para uma vida nova.

Então estaremos no júbilo e na alegria. A Santa Igreja se apresentará a nós em seu Corpo glorioso, como Jesus se apresentou diante dos Apóstolos e de seus discípulos. Então terá chegada a hora do derradeiro combate contra o Anti-Cristo, e Jesus o derrotará, enfim, com o sopro da sua boca.

http://permanencia.org.br/drupal/node/4627

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Para descontrair

Ah, Brasil e França!Há rumores de que o narrador é argentino!