sábado, 27 de dezembro de 2008

Campos resistente (por Dom Willianson)

Campos resistente

Os católicos regularmente perguntam, “O que aconteceu com Campos?” Pelo jeito, eles se referem naturalmente à diocese brasileira do Bispo Dom Castro Mayer, herói solitário do episcopado pós-conciliar ao lado do Arcebispo Lefebvre, mantendo a tradição católica até sua morte em 1991, mas que seu segundo sucessor, Bispo Rifan, deu passos para trás sob as autoridades romanas a dez ou alguns anos mais tarde.

A pergunta então é, como vai a boa tradição católica longe de Campos agora sob o controle de Roma? E a resposta é que a guerra de mais de 40 anos entre o catolicismo e o conciliarismo é infundante ao longo das linhas usuais: os leigos que se unem à tradição estão tranqüilos em sua fé; o melhor dos padres agora, ultimamente, às ordens da Roma neo-modernista está sofrendo das lealdades da separação; seu bispo, leal à mesma Roma - ou a sua própria ambição - está manobrando o tempo todo o trabalho do Bispo Castro Mayer para o conciliarismo.

A ambição é a única explicação que os fiéis mais perspicazes podem encontrar para a defecção a Roma neo-modernista do Bispo Rifan. Estes fiéis dizem, “Se ele estava errado em seguir a tradição durante tanto tempo, por que ele estaria certo agora? Os livros válidos que escreveu então, se tornaram inválidos?” O Bispo ameaça-os com a retirada dos seus padres. Resposta de um destes fiéis - “Vossa Excelência, isso incumbe inteiramente a você. Quanto à mim, na Páscoa eu trarei um padre de fora, caso for necessário.” Sobre tais almas o Bispo perdeu toda a influência.

Alguns destes leigos dizem que nada mudou nas onze paróquias da tradição, e declaram que não há erro no que Bispo Rifan faz. Outros observam o começo das mudanças, por exemplo, como os padres já não dizem para o povo jogar fora o aparelho de televisão porque é bastante para o manter sob controle. Logicamente, para bispos e padres deixarem ir a verdade completa, suas pregações tendem a tornar-se mais autoritárias. Entretanto, são responsáveis em recuar aonde detectam uma resistência que diminua os números de seu rebanho.

Tipicamente, os leigos mais perspicazes, em particular um grupo de umas 180 almas em três capelas da paróquia tradicional de Varre-Sai, estão voltados aos padres descompromissados tradicionais para dizer missa para eles e para manter sua fé. A longo prazo, suas esperanças estão na Fraternidade Sacerdotal São Pio X, aonde está o maior sistema de apoio de tais padres, e que não mostram nenhum sinal de estarem a ponto de caírem junto com os neo-modernistas de Roma. Mas o esforço deve continuar. Como Nosso Senhor diz, “Se esses dias não fossem abreviados...”

Kyrie Eleison.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um Menino nos foi dado



"Porque nasceu para nós um Menino, um Filho nos foi dado. Foi deposto em uma manjedoura, porque não havia lugar na estalagem ( Is 9,6; Lc 2,7). Gloria a Deus no mais alto dos céus, a paz na terra aos homens por eles amados ( Lc 2, 14)."

São Francisco de Assis.

Orações de São Francisco de Assis (Preghiano con San Francesco) Gebete. Tradução: Floriano Tescarolo. 3ª Ed. 1999

domingo, 21 de dezembro de 2008

Os Templários

Um “mistério histórico” é contado de diferentes formas, seja por históriadores de matizes ideológicas anticristãs, por apologistas ou por historiadores ditos imparciais, de grande prestigio intelectual. Este “mistério histórico” do qual me refiro é a trajetória e o aparente fim triste de uma Ordem da Cavalaria, o fim que levou os Templários.

Não foram os Cruzados que desejaram morrer com honra, mas do que vencer batalhas temporais? Antes do que blasfemar ou negar sua fé, se fossem feitos prisioneiros pelo o inimigo, preferiam a morte. Se tinha uma coisa que os Templários defendiam com fervorosa avidez, era primeiro a Igreja, depois a honra, e na honra, estava um “código de ética” que eles seguiam até a morte. A honra lhes era muito cara, e sendo cara era demasiada preciosa aos olhos daqueles monges e santos guerreiros.

Reis, príncipes, nobres e artesãos estavam misturados entre estes soldados, para desmentir o que certos historiadores afirmam sobre os cruzados serem recrutados apenas no meio do povo. Até o maometano Octai, inimigo da Igreja, desejou ser um cruzado, os soldados de Cristo imputavam respeito aonde quer que passassem.

Os bons cruzados morreram com honra, mesmo perdendo batalhas e tidos como perdedores ou fanáticos por alguns, Deus atendeu seus anseios, para a Glória Dele e da Santa Igreja. Contudo não morreram sem lutar, de todas as formas contra os inimigos de Deus visiveis e invisiveis, e contra eles mesmos, nas tentações. No caso dos Templários, poderiam alguns deles terem sido inocentes, pois é evidente que a acusação contra aqueles soldados que confessaram suas “culpas” sob tortura era injusta. Nos livros de história e nas apologéticas se vê claramente isso.

Os Templários, assim como todas as Ordens da Cavalaria, tinham o objetivo de defender a Santa Igreja dos invasores infiéis, a Ordem dos Templários tinha esse nome porque eram responsáveis pela a guarda do Templo, onde ficara o Santo Sepulcro, lugar onde o Corpo de Jesus foi sepultado durante três dias e três noites, em Jerusalém. A Ordem foi constituida lá, e além de guardar o Templo e preservar os lugares santos, acabaram por tornar-se guardiães não só de Jerusalém, mas de toda a Terra Santa.

“Os templários foram fundados por Hugo de Payens, depois da primeira Cruzada. São Bernardo escreveu a regra dessa ordem monacal e militar. Ela teve um grande desenvolvimento, e se destacou na luta pela defesa do reino Cristão de Jerusalém.” (Fedeli, http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20040730163849&lang=bra)

São Bernardo de Claraval foi o autor da oração do “Lembrai-vos” e outras orações a Nossa Senhora como o “Salve Maria”, que se reza devotadamente após o rosário.

“Memorare, o piisima Virgo Maria, non esse auditum a saeculo, quemquam ad tua currentem praesidia, tua implorantem auxilia, tua petentem suffragia esse derelicta. Nos tali animati confidentia ad te, Virgo Virginum, Mater, currimus; ad te venimus; coram te gementes peccatores assistimus. Noli, Mater Verbi, verba nostra despicere, sed audi propitia et exaudi.

Amen”.

E São Bernardo deve ter entoado estes cânticos a Nossa Senhora junto aos Cruzados. Foi ele quem apoiou e pregou a Segunda Cruzada, encorajando os Templários:

“Este é um gênero de milícia não conhecido nos séculos passados, no qual se dão ao mesmo tempo dois combates com um valor invencível: contra a carne e o sangue e contra os espíritos de malícia espalhados pelos ares. Em verdade, acho que não é maravilhoso nem raro resistir generosamente a um inimigo corporal somente com as forças do corpo. Tampouco é coisa muito extraordinária, se bem que seja louvável, fazer guerra aos vícios ou aos demônios com a virtude do espírito, pois se vê todo o mundo cheio de monges que estão continuamente neste exercício. Mas quem não se pasmará por uma coisa tão admirável e tão pouco usada como é ver a um e outro homem poderosamente armado dessas duas espadas, e nobremente revestido do caráter militar”? (As Cruzadas, http://ascruzadas.blogspot.com/2008/11/elogio-dos-templrios-feito-por-so.html)

Sabiamente, São Bernardo advertia metodologicamente aos soldados monges de que eles tinham duas espadas, uma seria usada contra os inimigos visíveis e a outra contra as potestades do Reino de Lúcifer. Teriam alguns soldados se portado como Judas? Não seria algo raro de acontecer. E continua São Bernardo de Claraval:

“Certamente esse soldado [templário] é intrépido e está garantido por todos os lados. Seu espírito se acha armado do elmo da fé, da mesma forma que seu corpo da couraça de ferro. Estando fortalecido por essas duas espécies de armas, não teme nem aos homens nem aos demônios. E digo mais: não teme a morte, posto que deseja morrer. Com efeito, o que pode fazer temer, seja a morte ou a vida, quem encontra sua vida em Jesus Cristo e sua recompensa na morte? É certo que ele combate com confiança e com ardor por Jesus Cristo, entretanto deseja mais morrer e estar com Jesus Cristo, porque este é seu fim supremo.” ( As Cruzadas, http://ascruzadas.blogspot.com/2008/11/elogio-dos-templrios-feito-por-so.html)

Há católicos que se decepcionam com a história dos cruzados, isso acontece porque ainda não entenderam que a maior glória para o cristão é o desprezo por este mundo, como dizia São Paulo. Os cruzados tinham bem em mente esta admoestação do Apóstolo dos Gentios:morte para o mundo, vida nova em Cristo Jesus! Entretanto, os Cruzados não deixavam-se cortar e serem mutilados pelos os inimigos para morrerem logo, neste sentido os meios tinham que justificar os fins. Não haveria morte sem luta, pois que sua honra exigia que não fossem covardes, se algum valente soldado tombasse, que tombasse com honra, que morresse como um cristão.

Os Templários tinham uma grande responsabilidade pela a frente, expulsar os mulçumanos da Terra Santa e livrar os cristãos orientais do seu julgo. Dá-se início o sofrimento destes santos guerreiros. As citações tiradas da internet e alguns dos links inseridos no meu blogue mostram aos ignorantes e apresentam aos leitores que os Templários não foram bichos papões. A polêmica com os Templários começou com as acusações do Rei ganancioso, Felipe O Belo.

“Rumores acerca da cerimónia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças, e o rei Filipe IV de França, profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o Papa Clemente V a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem na França foram detidos, torturados até darem falsas confissões, e então, serem queimados em estacas. Em 1312, o Papa Clemente, sob contínua pressão do rei Filipe, dissolveu a Ordem. O súbito desaparecimento da maior parte da infra-estrutura européia da Ordem deu origem a especulações e lendas, que têm mantido o nome dos Templários vivo até aos nossos dias.” (Wikipédia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_dos_Templ%C3%A1rios)

Essas tais cerimônias secretas seriam ritos sacrílegos e macabros em que os Templários supostamente estariam envolvidos. Nisto, reconhece-se que há especulações e lendas sobre o assunto. O que é de praxe quando se vai contar a história da Igreja. Vejamos o que diz o Prof. Orlando Fedeli:

“O patrono dessa ordem foi um grão-mestre dos templários medievais - Jacques DeMolay - que comandava a ordem religiosa mais importante da época das cruzadas. Ele foi morto e teve a ordem dissolvida por Felipe o Belo, rei de França, por meio da Inquisição. Aproveitando-se desse fato, os maçons imputam à Igreja Católica uma injusta culpa pela dissolução desta ordem.”(Fedeli, http://www.montfort.org.br/index.phpsecao=cartas&subsecao=outros&artigo=20040812202323&lang=bra)

Os Templários nunca foram os “primeiros maçons”, mesmo porque a maçonaria surgiu muito depois da Idade Média. Na Idade Média já em declínio, os pedreiros medievais que construíram as catedrais naquele período, se reuniram para formar uma sociedade com fins filantrópicos. O Tempo passou, essa sociedade se tornou intelectualizada com a entrada de filósofos humanistas (eu diria, gnósticos e panteístas). Havia umas quatro lojas espalhadas pela a Europa descristianizada quando em 1717, uniram essas quatro lojas para fundar o primeiro templo maçônico, em Londres. A nova sociedade de pedreiros que ressurgia tinham ajudado a reconstruir Londres, destruída e arrasada depois do grande incêndio em 1666, dando o primeiro passo e motivo para uma avaliação da sociedade moderna e necessidade para uma nova consciência universal.

Jacques DeMonlay foi o líder dos Templários, os maçons se gabam de que o cruzado francês teria sido o primeiro a gritar: liberdade, fraternidade e igualdade, tamanha é a ignorância histórica destes “Demolays”. Felipe o Belo, estava de olho gordo nos bens dos Templários, portanto não perdeu tempo em acusá-los de blasfemos e sacrílegos. O Papa Clemente V, preso em Avinhão, pouco pode fazer. Para explicar a punição a pena de morte para os Templários, argumenta o Padre Devivier , sob recomendação do Grande Papa São Pio X:

“Prestou-se a Inquisição eclesiástica (...), a atos dignos de censura, como geralmente acontece com as instituições humanas. Tornaram-se verdadeiras iniqüidades certos processos, como o dos templários, no reinado de Filipe o Belo (...). Foram tais as queixas que houve, sobretudo por causa das violências praticadas pelos inquisidores de Carcassona, que chegaram a Roma e causaram muito desgosto ao Papa Clemente V, que, em 1306, nomeou uma comissão composta de vários cardeais para irem àquela região a averiguar o que havia de verdade nestas queixas; e tais foram os abusos que observaram nos processos, e tais os maus tratos usados com os encarcerados que tiveram de reformar muitos abusos e despediram todo o pessoal inquisitorial de Carcassona”. (Devivier, http://www.permanencia.org.br/revista/atualidades/inquisicao.htm )

Esta foi uma das medidas tomadas pelo o Papa, mas depois iria fracassar ante as pressões políticas e interesseiras do Rei Felipe. Outro argumento a favor dos Templários, vem de Dom Estevão Bettencourt:

“Os Templários podiam apresentar suas falhas - o que é humano; mas certamente estas não eram tão graves nem universais quanto diziam os adversários; as confissões extorquidas nada significam. Nos países que não dependiam do rei da França as acusações colhidas contra os Templários foram insignificantes; na Espanha (Aragão, Barcelona) e em Chipre o processo demonstrou claramente a sua inocência. Embora tenha havido historiadores desfavoráveis à dignidade dos Templários, hoje em dia não resta dúvida de que foram vitimas de graves calúnias. Certas sociedades em nossos tempos dizem-se herdeiras dos Templários medievais, com os quais teriam uma vinculação secreta; teriam uma gnose ou conhecimentos esotéricos reservados aos iniciados. Ora estas afirmações são fantasiosas e alheias à verdade.” (Bettencourt, http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESTEVAO&id=deb0103)

Confesso que me surpreendeu esta defesa de Dom Estevão aos Templários, esperava algo terrivelmente conciliar, do jeitinho de Dom Estevão, porém continua o teólogo conciliar:

“Os cavaleiros do Templo grangearam grandes méritos por seus feitos militares; mas, como as demais Ordens congêneres, perderam sua finalidade em 1291. Para justificar sua ulterior existência, tornaram-se os grandes banqueiros da Europa (possuíam, sem dúvida, avultadas riquezas, que benfeitores lhes haviam doado para poderem exercer mais livremente a profissão das armas). Tanto poder excitou contra os Irmãos a inveja do público. É de crer também que a prosperidade material tenha acarretado arrefecimento do espírito religioso entre eles. O fato é que no fim do séc. XIII a opinião pública lhes era desfavorável, lançando-lhes as acusações de venalidade ecostumes depravados. (Bettencourt, http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESTEVAO&id=deb0102)

O Rei Felipe o Belo, teria conseguido jogar a opinião pública contra os Templários, e é claro alguns soldados poderiam ter se corrompido com tanto dinheiro na sua frente, mas nada foi provado. O Prof. Orlando Fedeli considera duas vertentes “históricas” para explicar a suposta heresia dos Templários:

“Os erros insinuados entre os Templários, ao que parece, penetraram por duas fontes. A primeira fonte teria sido de natureza maometana. Em contato com os infiéis, especialmente com membros da seita dos Assassinos, os Templários teriam aceito certas doutrinas iniciáticas gnósticas. A segunda fonte de penetração teria sido causada pela própria Inquisição. O Grande Inquisidor, Bernard Guy, recomendara em seu Manual do Inquisidor que não se condenassem os cátaros -gnósticos do Languedoc - à morte, e sim a longas penas de prisão. Essa recomendação era feita porque o Grande Inquisidor notara que os cátaros temiam mais o tempo do que a morte, e que, condenados a longas penas de cárcere, os cátaros tendiam a se converter. Depois de convertidos, o grande inquisidor recomendava que os hereges arrependidos fossem colocados na Ordem do Templo.
Ora, é claro que os cátaros souberam dessas instruções e, depois de condenados a penas longas de prisão, eles pediam perdão e reintegração na Igreja. Eram então encaminhados, por penitência, para servir na Ordem do Templo.” (Fedeli, http://www.montfort.org.br/perguntas/templarios.html)

Teriam os cátaros se infiltrado na maior Ordem da Cavalaria? É possível. No entanto, as acusações contra os Templários não procedia “pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas pelas leis da Igreja e da Inquisição: confissão sob tortura era tida como nula, pois sob a dor a pessoa confessaria qualquer coisa.” (Fedeli, http://www.montfort.org.br/perguntas/templarios.html)

E Maisonneuve afirma:

“As acusações dirigidas contra os templários não parecem fundadas, a despeito das confissões obtidas por meio da tortura. Como essas confissões não foram desmentidas, por temor a uma continuação da tortura, elas podiam ser tomadas juridicamente em consideração e justificar, consoante o Direito inquisitorial, a condenação das vitimas. (...) Os inquisidores estão às ordens do papa, mas o papa está praticamente sob as ordens do rei”. (Gonzaga apud Maisonneuve, A Inquisição em seu mundo, 2ª Edição. 1993, pg.156)

E psicologicamente afetado, pois “o Papa Clemente V, que Felipe, o Belo, fizera eleger e que forçara a residir em Avignon [ou Avinhão], na França, era dominado pelo Rei, e, ao invés de reformar a ordem eliminando o que havia de vícios e de erros, fechou a Ordem.”(Fedeli, http://www.montfort.org.br/index.phpsecao=cartas&subsecao=historia&artigo=20051225191107&lang=bra . colchetes meus)

Acerca dos Templários, depois de toda essa análise com citações, ficou provado historicamente que:

1-Eram soldados de carater militar a serviço da Igreja e do Estado;
2-Eram monges, faziam votos segundo a Ordem do Templo, regida e apoiada por nada mais nada menos que São Bernado de Claraval.
3-Eram honrados, preferiam morrer por Cristo do que trai-Lo, e seguiam rigorosamente os mandamentos da Cavalaria.
4-Adquiriram riquezas, possuiam um banco e outros bens para a compra de instrumentos de guerra, daí a revolta de Felipe o Belo.

O que não ficou provado:

1-Que eram bruxos, hereges ou apóstatas,
2-Que faziam reuniões secretas;
3-Que aceitaram certas doutrinas gnósticas dos maometanos.
4-Que divergiam-se entre si.
5-Que haviam hereges cátaros infiltrados na Ordem.

O que é mentira ou lenda:

1-Os Templários foram os primeiros maçons, (os primeiros Demolaynianos).
2-Os Templários sempre foram perversos e fanáticos, como os demais cruzados.

Agora, a pena de morte imputada aos Templários foi justa? Tudo indica que não. Quando se fala de Inquisição, logo vem ao pensamento a rigorosa “crueldade da Igreja” contra os hereges. Padres e bispos mal encarados que tudo fazem para matar em nome de Deus. Como os bons católicos, peculiarmente chamados de tradicionalistas devem saber, as execuções eram praticadas pelo o braço secular do Estado. Pois bem, não é minha pretensão entrar em detalhes acerca da Inquisição, porque não é sobre esse tema que estou tratando. Acredito que os leitores rad-trads do blogue tenham uma consciência tranquila e esclarecida sobre o assunto, só devo dizer que o Papa Clemente V, enganado e pressionado pelo o Rei, poderia pensar estar-se dando aos “culpados” a pena justa e merecida. Dom Estevão Bettencourt e o Padre Devivier afirmam que o Papa Clemente V interviu e fez o que podia para impedir a condenação dos Templários.

“O rei, porém, não esperou o pronunciamento dos bispos e da Inquisição anunciado por Clemente V, mas, tendo constituído um tribunal provincial em Paris, obteve, sem ouvir os legados pontifícios, que este, aos 11 de maio de 1310, condenasse 54 Templários a morte do fogo.”(Bettencourt, http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESTEVAO&id=deb0102)

Devo dizer aos inimigos da Igreja, mesmo se fosse comprovado que o Papa Clemente V tivesse agido de má-fé em condenar os Templários, por livre e espontânea vontade, a Igreja NUNCA seria culpada por uma execução a mando de um papa não santo, assim como a Medicina, por exemplo, não pode ser culpada por uma cirurgia inresponsável de um médico chefe diretor geral do hospital que mata vários pacientes.

Com a extinção da Ordem dos Templários, as outras tomaram o mesmo destino. As Cruzadas perderam sua força em meados do século 13, as causas seriam as pressões politicas dos reis, possiveis ambições pessoais , e porque não, a falta de fé dos soldados.

Mas é bom lembrar que a morte por causa de Cristo e em honra da Igreja, para os Cruzados, era mais importante do que vencer as batalhas, a guerra verdadeira era contra o Diabo. O objetivo principal de expulsar os mulçumanos deu lugar a muitas conversões naquela região de Jerusalém, livrando os convertidos (ex-mulçumanos) do julgo do Demônio. Por obra dos Cruzados, por obra dos Templários e pela a Graça de Deus.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Por essa eu não esperava!

Prezados leitores,

Ontem à noite, tarde da noite, passando de um canal para o outro, esbarrei na Canção Nova. Estava lá o falecido Padre Léo, pregando certamente em um destes acampamentos promovidos pela a tv do profeta moderno, Monsenhor Jonas Abib.

Mas que coisa hein? E eu que não iria mais falar da Canção Nova, desculpem caros leitores, é que ontem ouvi e vi através da desgraçada da tv, da boca de Padre Léo uma heresia, repetida duas vezes por este padre que certos carismáticos julgam santo.

Fiquei horrorizado, como um padre pode cometer tamanha...heresia?! E como os fiéis e sócios contribuintes podem ser tão..otários? Desculpem mais uma vez...

Ahh.. mas ele era um padre da Igreja Católica, ele era um carismático, é Monsenhor Jonas Abib na terra e Padre Léo no céu! Gostaria tanto de ter um video cassete naquela hora para registrar a palestra de Padre Léo, que pena que não tenho nenhuma prova para apresentar aos leitores do blogue. Fica então a minha palavra, como registro.

Na palestra, Padre Léo afirma: "Jesus converteu Deus!" Isso mesmo que você acabou de ler, ele frisa que Deus, no antigo testamento era perverso, castigador, mas veio Jesus e converteu Deus. Jesus converteu o Deus do antigo testamento, em outras palavras, Jesus converteu teologicamente Ele mesmo, no novo testamento.

Superou a heresia da cachoeira ecumênica, superou a rídicula entrevista no Jô Soares, superou a declaração de amor do seu mestre Monsenhor Jonas Abib aos pentecostais "lindos e santos".

Tirem as crianças e os adultos da sala, a pontifícia Canção Nova está no ar!

ps: existem dvds que gravam? estou por fora destas novidades.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Indicação de blogue

Prezados leitores,

Aí sim, é um blogue anticomunista que indico, se chama Realismo socialista, é muito bom, vale a pena conferir. Estou nestes dias escrevendo pouco, atolado em trabalhos da faculdade.

Estou, por enquanto, só planejando alguns artigos.

Há coisas horrosas sobre o comunismo que temos o direito de saber. Penso em comprar "O livro negro do Comunismo", dizem que é muito bom.

Regina Pacis, ora pro nobis!

O Serviço Social brasileiro contemporâneo: história, mentiras e ideologia em meio a contos acadêmicos.

Prezados leitores,

Para um estudante do Serviço Social como eu, católico, ter a brilhante ideía de expor algumas experiências em sala de aula do que eu aprendi - salvo o que eu já sabia - acerca dos livros curriculares e extracurriculares que andei lendo e fazer uma crítica contra tudo o que vem sendo ensinado, certamente, não é agradar gregos e troianos. O Serviço Social, como poucos devem saber, é uma profissão que sofreu uma metamorfose no Brasil, ao longo dos tempos. De um grupo católico de moças, passou por períodos de adaptações com outras correntes filosóficas, do estudo de caso de Mary Richmond, passando pelo o positivismo de Auguste Comte, até a atual doutrina marxista. Sem obviamente fazer acusações pessoais ad hominem, buscarei tratar do assunto com honestidade e sublime verdade.

O Serviço Social e o seu surgimento no Brasil.

O Serviço Social surge no Brasil na década de 30, organizado por um grupo de moças católicas leigas da classe média alta (ou como gosta os comunistas, classe burguesa). O grupo baseava sua ação assistencial na doutrina social da Igreja, fundamentando-se nas encíclicas dos papas que tratavam desta questão, e em destaque para a Rerum Novarum do Papa Leão XIII. Muitos marxistas assistentes sociais obscurantizam esta encíclica. Mais adiante explicarei o porquê.

Exportado da Europa, chega ao Brasil por meio da Ação Social católica, não como uma profissão exatamente, e sim mais como um apostolado de leigos, de voluntárias católicas que se doavam a caridade cristã para os pobres, combinando assistencialismo ao ensinamento cristão. Faziam entrevistas, preenchiam fichas, entrega de cestas básicas e etc. Algo parecido com que faz as “gerentes de igreja” hoje.

O Serviço Social tinha como meta salvar almas, ao contrário que fazem os bispos e padres da TL, que preferem salvar o Rio São Francisco. O Serviço Social tinha o compromisso com Deus, os bispos da CNBB tem o compromisso só com os pobres, como se Jesus fizesse distinção de classes.
O Serviço Social passou por um processo de evolução nas suas técnicas e na sua prática, e numa crise existencial no período da "ditadura" no Brasil, hoje diriamos que o Serviço Social é apóstata. Época difícil aquela da dita ditadura militar, alguns assistentes sociais cansaram de serem “bonzinhos” e começaram a trocar Cristo por Che Guevara e Fidel. Os assistentes sociais já não era um grupo homogeneamente cristão e feminino, para se juntar as mulheres, havia muitos homens desempregados que iam se integrando a profissão. Sim, a essas alturas o Serviço Social já era de fato uma profissão regulamentada pelo o Estado, dentro das escolas de Serviço Social e nas universidades católicas. Alguns (algumas) assistentes sociais queriam permanecer “bonzinhos” sendo católicos, outros tiveram que fugir para outro país, pois descobririam mais tarde que a cor das suas idéias eram tão vermelhas quanto o sangue derramado nos conflitos armados.

É de conhecimento histórico que a dita ditadura estourou com o famoso "golpe de 64", plano estratégico e emergencial dos militares que, segundo alguns, foram para tomar controle do Brasil e gozar das delícias do capitalismo. Para os comunistas e muitos assistentes sociais contemporâneos igualmente comunistas, fora uma união conjunta de forças entre Estado, Igreja e burguesia que derrubou o “pobre” Jango e tornou o Uruguai o seu destino.

A Igreja Católica e a ditadura militar: união de forças?

A década de 60 foi a época também de um acontecimento dentro da Igreja, em Roma, o Papa João XXIII tinha reclamado ar fresco para a Igreja, ela estava muito fechada, precisava abrir suas janelas para os ventos do mundo. Portanto, abriu não só as janelas, mas as portas. Entrou poeira, entrou hereges e cismáticos, entrou uma fumaça que iria causar problemas no futuro, mas nada que tirasse o sossego do Papa João XXIII e o impedisse de convocar o Concílio Vaticano II. João XXIII estava entusiasmado, queria paz para o mundo e mudanças na Igreja. Já Paulo VI, seu sucessor, denunciador da fumaça e continuador do Concílio, não queria nem ouvir a palavra guerra, em vez disso, optou pelo o "amor" à humanidade.

Com isso, reforça que a teoria da tal união conjunta entre Igreja, Estado e burguesia é uma teoria tendenciosa. A "Igreja" desejava a paz e a união com o mundo, e já não era a religião oficial do Estado desde da implementação da república em 1889 (a primeira constituição da república foi em 1891) mas exercia influência ainda na sociedade brasileira, é verdade, pois existia o ensino religioso nas escolas, os padres ensinavam as verdades de fé, (ah, bons tempos aqueles!) as pastorais eram doutrinais e não sociológicas, os bispos se preocupavam somente com as almas dos pobres, não existia as"gerentes de igreja" e sim sacristãos. Haviam muitos militares católicos e o Brasil era um País predominantemente católico, muitos destes militares acreditavam estarem fazendo a vontade de Deus (e muitos deles fizeram), impedindo os comunistas de avançarem. Se sentiam uns verdadeiros cruzados modernos, com rifles nas mãos em vez de espadas, sem deixar de notar que todo o trabalho de repressão foi a polícia quem fez, na maioria das vezes. Porém , sei que devo esclarecer mais os meus argumentos. A Igreja, infelizmente, está separada do Estado desde de 1889, mas a maioria da sociedade brasileira era católica. Então, a pergunta: a Igreja se aliou ao Estado para rapidamente aplicar o golpe junto com os militares?

Mas afinal de contas, quem eram esses “benditos” comunistas que avançavam? O povo? A CNBB? Os terroristas? Os políticos e partidários da esquerda? Todos eles e mais alguns. É claro que tinha muita gente sendo iludida e manipulada pela a ideologia da esquerda e também da direita. Ora, tanto o comunismo expressava-se nos atos do povo que brandavam por seus direitos sociais e trabalhistas quanto na cabeça de alguns militares. E é claro que ambos poderiam não saber disso. Permito-me fazer uma conjectura sobre a grande massa do povo brasileiro pobre e fragilizada na cuca e no bolso da década de 60, época do começo da influência moderna através da televisão, da jovem guarda, dos costumes importados americanos em bailes e propaganda Rockroll, de crise política, econômica e social. Militares e povo desejavam a democracia, isto é sabido, a ordem, a paz. Muitos entre o povo, acreditavam na revolução marxista, e sem necessariamente terem ouvido falar em Marx. Aliás o povo foi o menos culpado nesta história. Muitos grupos terroristas, treinados em Cuba, se aproveitaram desta situação de ignorância popular e de caos nas cidades, iludidos por sua ideologia, para fazerem seus saques, seus assaltos, seus vandalismos. As duas classes (povo e militares) eram instigadas de muitos os lados, pela a mídia, panfletos, jornais, padres e bispos vermelhos, e finalmente pela a política partidária. Se por um lado a direita militar estava interessada em dominar os trabalhadores e os proletariados, o que eu não acredito, por outro a esquerda reagia subversivamente com os grupos revolucionários. A hipocrisia é querer impor a ideologia vermelha, vigente mais do que nunca no governo de Luís Inácio Lula da Silva, nos meios de comunicação, nas universidades para se contar a história de uma outra maneira. Algumas palavrinhas que dão força ao discurso e os chavões comunistas contra os militares são tortura, repressão, violência, ditadura, regime. E isso só citei algumas. Enquanto a tortura, os tribunais revolucionários se encarregavam de "familiarizar-se" com os interrogatórios dos militares.

O Brasil antes do "golpe" vivia uma crise sócio-econômica e politica, isso também foi um fator que pesou a favor dos militares. Mas creio que o plano de Jango fazer a reforma agrária foi o estopim. E Jango era vice-presidente de seu antecessor Jânio Quadros, que outrora condecorou Che Guevara em Brasilia. Os militares desde da década de 30, vinham se preparando para uma possível avalanche comunista. Havia razões sérias para conter os movimentos revolucionários de Carlos Prestes e de outros comunistas perigosos.

União entre Igreja, Estado e Burguesia na ditadura: uma mentira comunista.

Mas voltando para a teoria da tríplice força capitalista: Igreja, Estado e Burguesia, Jango parecia se considerar católico, talvez a seu modo como o nosso atual Presidente Lula, e cita João XIII em um de seus discursos:

“O inolvidável Papa João XXIII é que nos ensina, povo brasileiro, que a dignidade da pessoa humana exige, normalmente como fundamento natural para a vida, o direito e o uso dos bens das terras, ao qual corresponde a obrigação fundamental de conceder uma propriedade para todos." (SILVA, Hélio, Golpe ou contra golpe? Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1975 p. 458.)

De fato a Igreja sempre defendeu a propriedade privada como legitimo direito natural do homem, só restava saber se essa de “conceder uma propriedade para todos”, no dizer de Jango, era a promessa tipo Robin Hood: “tirar dos ricos para dar aos pobres”, de conceder aos trabalhadores uma terra que já tinha dono.
E João XXIII tão entusiasmado e certamente ocupado com o Concílio Vaticano II, ficou doente e morreu antes do golpe, em 1963. Caberia à Paulo VI a "missão" de dar apoio a investida militar? Pois é o que dizem, dizem que a Igreja ajudou a fazer a revolução militar em 1964. Partindo da concepção comunista de que a Igreja é uma mera instituição humana, criada ideologicamente por um homem que se autoproclamava Deus ou por vários homens representados nas pessoas dos apóstolos e dos padres da Igreja, a descoberta da teoria mentirosa destes escritores do Serviço Social e professores de faculdade vem à tona. Portanto, dar- lhe- eis a refutação que é a seguinte, eles chamam de Igreja os padres, bispos e leigos que participaram e apoiaram a ação dos militares, eles chamam de Igreja os manifestantes que marcharam na “Marcha da Família com Deus pela a liberdade”, em São Paulo em 1964. E os bispos da CNBB? E Dom Helder Câmara? E Dom Evaristo Arms? Também não são eles a Igreja? Eles estavam claramente do lado dos "proletariados" e não dos militares. Há um documento assinado pelo o Papa Paulo VI incentivando o golpe militar? Ou pelo menos uma carta, ou qualquer outro registro histórico que a “Igreja” teria incentivado o golpe militar? Afinal quem manda na Igreja é o Papa, não? Outra questão interessante, mesmo como na visão marxista poderia a "Igreja" querer derrubar o Estado representado por um presidente da república que aclamava João XXIII? João XXIII tinha feito o acordo de Metz, e o Concílio, conduzido pelo seu sucessor o Papa Paulo VI que aderiu as concepções humanistas da ONU, nem de longe pensou em condenar o comunismo. Acho que vão ter que criar outra teoria mais convincente.

Com efeito a "Igreja" não se aliou ao Estado, e se não se aliou ao Estado, não se aliou a burguesia que compactuava com os interesses do Estado, conforme os marxistas. Logo, não teve nenhuma participação direta ou indireta que implicasse no golpe de 64. Os méritos desta vez, foram apenas dos militares ou dos burgueses acatólicos. E essa teoria do apoio da "Igreja" aos militares contra o comunismo, mais do que uma teoria tendenciosa, é infelizmente uma mentira comunista.

Assistentes sociais mediadores e trabalhadores.

Conheço alguns assistentes sociais no meio acadêmico que se declaram mediadores, ou seja, não pertencem a nenhuma classe, outros se dizem trabalhadores, pois mediam os direitos sociais deles e estão em nível de igualdade com eles, fazendo assim parte da classe subalterna. Investiguemos primeiro esta tese de que os assistentes sociais estão em condições iguais aos trabalhadores, no nível de conjectura, como fazem com a Igreja Católica.

Muitos tem carros do ano, coisa que um trabalhador custa ter, e olhe lá quando isto é possível, o sistema capitalista é fogo! Com todo o respeito, é verdade que não conheço a vida pessoal de nenhum deles e muito menos seus cartões de créditos e suas contas correntes. Mas há aspectos importantes de se notar, suas roupas, seus carros e seus respectivos empregos nas faculdades. Um trabalhador, conforme a análise dos professores de Serviço Social, não se vestiria igual e não teriam roupas iguais, concordo inteiramente com isso. Acrescento que não teriam conseqüentemente um emprego igual, pois não teriam dinheiro para pagar a faculdade, e estou falando de uma faculdade particular, é óbvio!

Porém ainda não teriam dinheiro, segundo a análise dos mestres acadêmicos, para a sobreviver na Universidade Federal de Alagoas por exemplo, pois se livraram da mensalidade, entretanto terão que enfrentar o problema da barriga, sem nenhum dinheiro do mísero salário, nem para fazer um lanche, salário que o capitalismo arrancou também da condução, temos agora a expressão social da fome e a expressão social da ida para universidade e a volta para a casa. Desculpe, mas isso acontece frequentemente com um assistente social? Eu creio que não, pelo menos no meio acadêmico da faculdade onde estudo.

Pergunto: onde que o assistente social é igual ou pertencente a mesma classe dos trabalhadores? E estou falando dos trabalhadores considerados por Marx, transformadores da natureza, estou falando do operário, do pedreiro, do marcineiro. E aqueles assistentes sociais que tem outros empregos por fora, que escrevem livros e ganham um dinheirinho extra? Onde está a igualdade? Não falo para que deixem tudo e se tornem miseráveis (economicamente). Mas uma reflexão sobre isso cairia bem.

Resta a tese do assistente social mediador, que seria uma espécie de classe neutra, meia que em cima do muro, que media as inter-relações institucionais e viabiliza os direitos por estas postas. Ora, isso não existe! Não existe classe neutra, e olha que estou me fundamentando na teoria de Marx que diz que em todas as sociedades que já existiram houve luta de classes. Onde se encaixaria a classe neutra nesta luta? Marx errou? Seu dogma é fajunto? A classe neutra lutaria contra quem? Ela não é neutra? O assistente social então não teria razão para "lutar" contra o capitalismo. Logo, o assistente social teria que pertencer a alguma classe, e analisando dentro desta minha lógica, resta duas hipóteses: classe média, classe média alta ou simplesmente burguesa.

A quem posssa argumentar para salvar a teoria da classe neutra que não existia Serviço Social no tempo de Marx, tirando disto a conclusão de que a classe neutra é o próprio Serviço Social.
Não seja por isso, a Igreja já abordava e mediava estas questões antes de Marx, a Igreja então seria esta classe neutra. Mesmo para os comunistas que não aceitam a Igreja como classe neutra, ainda assim, o dogma marxista fica complicado para eles. Sabe-se que Marx não fala de nenhuma classe neutra, para ele só existiram classes antagônicas: a classe dominante e a classe dominada (já que não existia o todo poderoso Serviço Social mediador e marxista) Mas nunca é demais repetir o que Marx disse: "A história de todas as sociedades que já existiram é a história de luta de classes". A luta de classes, segundo os marxistas, ainda não acabou.

A crítica desastrosa à Rerum Novarum.

Os críticos do Serviço Social têm como alvo predileto as encíclicas da doutrina social da Igreja. E minha explicação para isso, é a visão distorcida da realidade causada pela a ideologia vermelha. E é essa visão, preconizada pelo próprio Marx em "Ideologia Alemã". Para os escritores do Serviço Social que vêem exploração capitalista em toda a parte, é raro uma analise crítica de acordo com a realidade. A realidade, para estes ideológos, é extremamente material. A história se resume em dinheiro, poder e dominação para uma classe e pobreza, exploração e escravização para outra. Segundo eles, e o próprio Marx, os chefes, os patrões, os reis, os governantes em geral, são uns canalhas mal-intencionados e interesseiros que nadam em ouro. Condenados por Marx e seus díscipulos a serem eternos canalhas mal-intencionados e interesseiros, só haveria uma chance de se salvarem e se redimirem dos seus pecados, distribuindo suas riquezas aos socialistas ou cedendo suas piscinas de ouro (metáfora para propriedades privadas) aos proletariados. Esta é uma espécie de indulgência plenária marxiana concedida aos capitalistas.

A Igreja seria um antro de usura e cobiça, pois sempre estimula as produções capitalistas (destes canalhas e dominadores burgueses) e em troca o Papa ganha com o dízimo e fortalece seu cofre. Lembra até as reclamações violentas de Lutero que parecia querer sua parte da bolada. Se Marx declara Lutero como um grande revolucionário que errou apenas nas suas "convicções religiosas" na sua obra "Manuscristos Econômico-filosóficos" , a crítica a Rerum Novarum não seria projetada de outra forma.

Há um livro do Serviço Social, que eu não tenho a sua referência agora (ficarei devendo), que foi o motivo do tópico acima, eis uma citação do mesmo:

"De fato, por longos séculos a Igreja fundou o seu poder (juntamente com o dinheiro, os exércitos e as prisões) na organização não apenas de um aparelho político, mas ainda na profissionalização das suas hierarquias, pretendendo que estas subordinassem o desenvolvimento e a difusão do conhecimento aos dogmas da fé católica." (... grifo meu)

Esta citação é tão caluniosa e sem fundamento, que dispensa comentários. Coloquei este trecho só para os leitores ter uma idéia do que é apresentado em salas de aula. O(a) autor(a) faz algumas considerações e comentários sobre a encíclica, e observa que o Papa Leão XIII, Sumo Pontífice autor da encíclica, aponta os erros capitalistas e socialistas. Pelo menos, nisto não se dirá que a Igreja foi omissa ao capitalismo.

"A encíclica salienta as formas de exploração da força de trabalho assalariada, que permitiram a acumulação capitalista. Se é certo que critica a insensibilidade dos 'homens riquíssimos e opulentos', ela tem, igualmente, o objetivo de enfrentar as propostas socialistas (que, à época, ganhavam numerosos adeptos nas fileiras do movimento operário), defendendo a propriedade privada, pilar fundamental das relações de produção capitalistas"

O irônico aí, é que esse(a) autor(a) parece não ter entendido "O Manifesto do Partido Comunista", pois creio que ele(a) apenas o leu, e não entendeu. Marx defendeu a propriedade privada para o Estado, o Estado totalitário socialista-comunista, usando direcionamentos diferentes. Ele "pede" e convoca os socialistas e proletariados a abolir a terra, a propriedade privada, tirar do Estado atual - o Estado capitalista-burguês - e da classe dominante e fazer alugar estas terras na perspectiva de obteção de lucros para "fins públicos", em um projeto imaginário de sociedade comunista. Marx força ainda que confisque as terras de todos "os emigrantes e rebeldes". Que centralizem toda a riqueza de uma sociedade em um banco único socialista, para assim distribuir estas riquezas igualmente a todos, quando a fase de transição da ditadura socialista tivesse sido consumada. Para Marx, a solução seria que a classe dominada se tornasse a classe dominante, ou seja, que se tornassem novos burgueses e novos capitalistas.

O projeto, já foi aplicado em países como a ex- União Soviética e Cuba, lembrando que as medidas não podem ser as mesmas para ambos, como observou Marx. O primeiro, um país rico em cultura e em econômia, sofreu uma crise terrivel sócio-econômica, englobando assassinatos, pobreza, perseguições a religiosos, divisões entre os partidários e entre os países unidos. Acabou se redendo ao capitalismo e se dividindo após a queda do Muro de Berlim. Cuba, de país pobre se tornou miserável com Fidel, perseguições, mortes, bloqueio econômico dos Estados Unidos, assassinatos, pobreza e desigualdade.

Analisando as conjecturas do(a) autor(a) acerca da enciclica, faz-se notar a negação de um dos direitos fundamentais do homem, o direito a propriedade privada. Se o autor(a) mora em um barracão ou numa tenda de lona, o que acho difícil, de qualquer que seja a estrutura de sua posse habitacional, ele(a) possui uma propriedade privada, que é só dele(a). E aí é bom que se diga que quando o Papa defende a propriedade privada, ele não está defendendo castelos para uns e barracos para outros. Mas um direito intócavel, inalienável e inerente ao homem.

Acusam os socialistas à Rerum Novarum: propagar o conformismo de classes, da pobreza e da riqueza, pois Deus criou pobres e ricos, e é vontade Dele que assim seja por todos os séculos. Deus criou pobres e ricos, sim isso é verdadeiro. O sentido é que Deus criou os homens desiguais, no físico, na inteligência, na capacidade de trabalho, o que quer dizer que só poderia resultar em classes sociais diferentes. Deus criou ricos e pobres para serem eternamente ricos e pobres, e por isso, teriam que conforma-se? Nada mais falso, se fosse assim o Papa Leão XIII pediria também que o pobre deixassem de trabalhar ou de obter seu sustento por vias legais jurídicas. Pediria aos ricos que tirassem mais vantagens dos seus lucros (da mais-valia), para se tornarem ainda mais ricos. Ao contrário do que pede Marx, que os ricos abandonassem tudo, suas terras, suas posses e entregasse tudo nas mãos do Estado totalitário e centralizador comunista, e se tornassem miseráveis, e os pobres que se esforçassem (sensibilizassem para a revolução) para se tornarem burgueses. Ora, o que a Rerum Novarum ou a Igreja pede é que não haja conflitos entre classes e não uma acomodação, isto esta visivel na encíclica. Para os radicais socialistas este conflito é frutuoso e necessário, para que se faça a revolução, mesmo havendo discórdias e disputas sangrentas, mesmo que outras pessoas pensem diferente.

Acusam os socialistas à Rerum Novarum: de favorecer os direitos das classes dominantes mais do que dos trabalhadores. Ora, como argumentei acima, a Igreja defende os direitos de todas as classes. Marx é quem favorece os direitos de uma só classe, a classe dominante proletariada. Eles (os socialistas) concebem direitos que deixaram de serem direitos porque Marx determinou o que seriam os "verdadeiros direitos" através de um projeto imaginário escrito em um opúsculo de 65 páginas.

Com razão estava o Papa Leão XIII:

"Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens de um individuo qualquer deve ser comum a todos, e que sua administração deve voltar para os Municípios ou para o Estado." (Rerum Novarum http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=enciclicas&artigo=rerumnovarum&lang=bra )

Depois de desdenhar sutilmente do Papa, o autor(a) insinua uma suposta contradição na encíclica a saber: uma igualdade entre classes apresentada pela a Igreja e ao mesmo tempo uma vivência harmônica na diferença entre elas, que criadas por Deus, os proletariados devem se orientar sob as ordens do Papa. Na tradução usada por ele o Papa fala que:

"Na questão que tratamos há um mal elementar: o de supor-se e pensar-se que umas classes da sociedade são, por seu caráter, inimigas de outras, como se a natureza houvesse feito os ricos e os proletários para se guerrearem numa luta perpétua" (Rerum novarum, tradução usada por ele(a)]

E rebatendo a essa afirmação, ele(a) coloca uma interpretação materialista do Serviço Social:

"Mas, como sabemos, as classes não são produtos naturais: resultam de formas determinadas de relação social entre os homens e, no capitalismo, das suas desiguais situações em face dos meios de produção, enquanto critério que legitima a apropriação privada do excedente socialmente produzido. (citação do livro, grifos meus)

"Como sabemos", é uma forma de indentificar um suposto erro ou fragilizar o argumento opositor, porém, se sabe que o Papa não quis dizer -- nem na tradução usada por ele(a) -- que as classes sociais não passam de produtos naturais. Antes são indivíduos dotados de inteligência e racionalidade, antes de qualquer relação social com os outros. Alguns marxistas saberiam responder quem veio primeiro se as relações sociais e suas classes ou o homem? Será que o(a) autor(a) deste livro pensa coletivamente com os outros? Decide algo de sua vontade mais íntima em sintonia com os outros?

Enxergar as relações sociais como únicas determinantes das classes sociais, é negar a liberdade do homem enquanto ser pensante e racional. Como dizem que a religião, a política, a ideologia dominante é determinante nas relações sociais, então o homossexualismo é causado pelas relações sociais, pois normalmente o homem nasce homem, e mulher nasce mulher, se não for o caso de emafroditismo. No entanto, tirando as ressalvas científicas, no parecer do Serviço Social homossexualismo se torna uma ideologia, pois é uma determinante da classe dominante contemporânea.

É evidente que todos procuram condições melhores de sobrevivência, mas cada um sabe o seu limite. O pescador sabe que talvez nunca consiga uma mansão para morar, mas sabe também que não teve uma capacidade intelectual para terminar a quarta série. O que ele faz? Vive da pesca que é o seu sustento, mais feliz talvez do que muitos ricaços preocupados com os assaltos ou sequestros. Mas os pais dele sempre o deixaram livre nas ruas e nunca se preocuparam em estudar e fazê-lo estudar. O que o fez nascer em família pobre e continuar sendo pobre foram somente as relações sociais ou irresponsabilidade dos pais? Tal teoria nega a capacidade do ser humano de fazer escolhas. E não estou colocando a questão do capitalismo, pobres e ricos sempre existiram antes do capitalismo, e os marxistas sabem disso.

E é essa a idéia presa à corrente marxista, da qual o(a) autor(a) trata na sua crítica a Rerum Novarum, é que o trabalhador não tem opção de escolha frente ao jugo capitalista. Para quem considera que o trabalho é mal e os patrões canalhas se estiverem dentro do sistema, desconsidera o outro lado do jugo, o jugo dos capitalistas que se tornam mais pesados por suportar a canalhice dos empregados que dormem (não por cansaço, mas por pirraça) nos estabelecimentos, que roubam da caixa registradora, que difamam os patrões e os colegas de trabalho. Se não há vontade de trabalhar para ninguém isso requer uma opção alternativa que pode ser "melhor" (para o indivíduo) do que trabalhar em uma fábrica, e com certeza melhor do que fazer besteiras. É só ter como exemplo a realidade do pescador. Entretanto, é o salário e a "vida boa" que conta para estes idéologos, isso só será possivel extiguindo o capitalismo. A desigualdade acabaria junto com o capitalismo. Será mesmo? Até agora a história tem provado o contrário.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Copie e cole no seu blogue!

Prezados Leitores,

O que parecia impossível para alguns tradicionalistas aconteceu. A Canção Nova se tornou uma instituição de direito pontifício, com seus estatutos misteriosos aprovados. Ouvi dizer que a festa foi grande, com direito pontifício bem aproveitado para "honrar" São João de Latrão na Basílica que tem seu nome.

Ainda lembrando o antigo site, tinha decidido não colocar mais nada em relação a Canção Nova, mais o convite do site abibiano foi tentador: "copie e cole no seu blogue". Este convite é para que qualquer blogueiro divulgue os videos do site Canção Nova. Quem quiser se dar o trabalho de fazer isso, ainda há tempo, pois os links ainda estão lá e estarão por muito, muito, muito tempo, agora que a Canção Nova não tem nenhum motivo para tira-los.

Não colocarei os links, pois não farei esse favor para eles, já basta o favor que Roma a fez!

"Copie e cole no seu blogue", quanta generosidade!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Origem do Catecismo

Prezados leitores,

Tomei emprestado de um nobre amigo, o “Catecismo Romano”, também conhecido como o “Catecismo de Trento”, porque foi escrito pelo o Santo Papa Pio V que fechou o Concílio (de Trento), que canonizou ou codificou (por via das dúvidas, usarei os dois termos) a missa com a Bula Quo Primum Tempore, o mesmo papa da inesquecível “Vitória de Lepanto”.

O catecismo de Trento é absurdamente, extremamente e doutrinariamente oposto do catecismo moderno de João Paulo II. Só podia, enquanto o catecismo de João Paulo II intencionava ser escrito à luz do espírito do Concílio Vaticano II, o catecismo de Trento se inspirava à luz da tradição católica de 1500 anos. E inspirava-se divinamente.

É um belíssimo catecismo, de formato grande e grosso, capa dura e letras tamanho médio, a linguagem é claríssima, de raciocínio seguro e católico do Santo Papa. Para indicar outro catecismo, só o catecismo formulado por outro Santo Papa, o catecismo de São Pio X ,que é um pouco mais simples, mas também de grande riqueza doutrinal e espiritual.

Desejo aos leitores que desfrutem deste trecho, transcrito por mim, que explica a história do catecismo de forma leal como exatamente está na tradução da língua portuguesa:


1 Noção e origem do catecismo

Na linguagem atual, catecismo é uma exposição das principais verdades de fé, elaborada por escrito, em forma de perguntas e respostas. Primitivamente, designava a instrução dos catecúmenos, e o exame de religião que deviam prestar antes do batismo. Neste sentido ocorre ainda nas obras de Santo Tomás de Aquino. No século XV, já indicava simplesmente a instrução que se fazia às crianças batizadas. ²

Este termo tradicional, Lutero passou a aplicá-lo, desde 1525, ao próximo livro que continha os pontos de instrução, exposto sistematicamente em linguagem simples e popular. ³ Os católicos perfilharam a inovação, sem nenhuma dificuldade. Obedeciam a considerações de ordem pratica, e nem de longe suspeitavam que, mais tarde, os protestantes iriam reivindicar para Lutero, não só a introdução do nome, mas até a invenção do atual catecismo como tal, um legítimo patrimônio da Santa Mãe Igreja. Por isso é que, no fim do século XVI, o Núncio Apostólico Possevin, S.J., protestou energicamente: “Repetimus nostra, non usurparmus aliena.” 4

2 A questão de prioridade

Verdade é que, na Alemanha, a primeira obra catequística, com o título de “Catecismo”, se deve ao humanista e reformador protestante André Altahamer. Publicou-a em 1528, na cidade de Nuremberga. 5 Em 1529, editava Lutero seus dois catecismos, cujo valor didático excedia, e em todos os pontos de vista, ao de Althamer e outros reformadores. Consta que, por ocasião da Dieta de Augsburgo, em 1530, os católicos compuseram também um catecismo, do qual já não existe nenhum exemplar. 6 O primeiro catecismo católico na Alemanha, do qual temos notícia certa, é o do jesuíta Jorge Wicelius, 7 impresso cinco anos mais tarde, em 1533.
Cumpre notar que só na Alemanha existe, propriamente, uma prioridade cronológica a favor dos protestantes. Nas missões da América, como se verá mais adiante , houve catecismos católicos do feitio atual, que são anteriores a Althamer e Lutero.

Não cabe, pois, a Lutero, nem aos demais reformadores, a criação formal do Catecismo. Com efeito, Lutero só lhe usurpou o nome. Quanto à matéria, chegou até a inspirar-se diretamente em antigas tradições da Igreja. Seu pequeno Catecismo contém a explicação dos Mandamentos, do Símbolo, do Pai-Nosso, do Batismo e da Eucaristia.

Ora, desde que Santo Tomás de Aquino, em 1256, expôs em cinco opúsculos separados o Símbolo, o Pai- Nosso, a Saudação Angélica, o Decálogo e os Sacramentos, não é temerário dizer-se que já havia uma ordem tradicional de matérias.

Nesses opúsculos, o Doutor Angélico afasta-se, por assim, dizer, de seu habitual método científico. Adapta-se melhor à compreensão dos engenhos mais simples. Não aduz provas de alta filosofia, prodigaliza exemplos e comparações da vida cotidiana, e de seus arrazoados tira conclusões de alcance prático. 8

Em 1281, o Sínodo de Lambeth fazia dos opúsculos tomistas um conjunto doutrinário, ao qual acrescentou explicações sobre as obras de misericórdia, os sete pecados capitais, e as virtudes que lhe são contrárias.

Mas o primeiro catecismo propriamente dito foi elaborado por ordem do segundo Sínodo Provincial de Lavaur, em 1368. Inspirando-se nos opúsculos de Santo Tomás, expõe, para uso do clero, o nexo orgânico dos principais artigos da fé. Precursor remoto do Catecismo Romano, o manual de Lavaur teve várias edições, mas nenhuma delas chegou até nós. “Catechismus Vaurensis” é o título, pelo qual costuma ser citado em estudos bibliográficos. 9


2) Explica-se a freqüência de notas, neste trabalho, pela a necessidade de documentar. Os dados acham-se dispersos, e não raro discordam entre si. O que dizemos acerca do catecismo católico no século XVI excede os moldes de nosso tema. Não obstante, julgamos útil arquivar, numa obra destinada ao clero, o fruto de pesquisas menos divulgadas através dos manuais escolares. Além disso, convém não esquecer que o século XVI é o século do Catecismo Romano. – 3) LTK V 880. – 4) “Reclamamos o que é nosso, não nos arrogamos o que é dos outros”. Epist. ad Ivonem Tarterium de necessitate, utilitate ac ratione catholici catechismi, Ed. 1576 et 1583 (ap. KL VII 288). – 5) LTK V 880. – 6) LTK V 880. O próprio Lutero alude a esse Catecismo numa de suas palestras de mesa: “Após a Dieta de 1530, foi impresso em Augsburgo um catecismo que difere muito do nosso” (Tischreden S. 116, Frankfurt, 1568 ap. KL VII 296). – 7) Latinização de “Witzel”. – 8) Opusc. XVI VII VIII IV V cf. KL VII 290-291. – 9) KL VII 292.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Crise no capitalismo? A solução é comprar livros de Marx.

Da Alemanha, surge uma noticia bem interessante publicada pelo o jornal “O Globo” na net, diz que:

“A atual crise financeira global parece estar aumentando a busca por obras de um dos maios conhecidos e ferozes críticos do capitalismo: o pai do comunismo, Karl Marx.” (O Globo)

Concordo, foi um dos maiores e ferozes críticos do capitalismo, Karl Marx conseguiu fazer isso com papel e caneta (duas matérias primas transformadas, certamente fruto da exploração capitalista, mas ele não teve culpa nisso).

Mas o mais interessante é no quarto parágrafo que diz:

“O correspondente da BBC David Bamford afirma que muitos vêem a atual crise como um fracasso do capitalismo e que a obra de Marx poderia ajudar a entender o que deu errado.” (O Globo)

Sim, se algum alemão está sofrendo no bolso, vai comprar livros de “auto-ajuda” de Marx para entender o que deu errado no capitalismo. Mas o capitalismo não é para ser só entendido, e sim para ser combatido? No entanto, essa crise foi ótima para loja especialista em livros da esquerda. Segundo a noticia, foram vendidos 1,5 mil cópias, 5.400 livros em um ano é muita coisa. E quanto não deve ter sido a mais-valia tirada do salário dos empregados desta loja. Karl Marx ficaria triste com tanta exploração! E segue a infeliz notícia:

“Só no mês passado, foram vendidas 200 cópias, o mesmo número que, no passado, costumava ser vendido em um ano.”(O Globo)

Uau! Isso quer dizer que se continuasse no mesmo ritmo, no ritmo igualitário, chegaria a aproximadamente 72.000 livros vendidos! Tadinhos dos proletariados que transformaram a matéria e reproduziram estas cópias.

Então o que deu errado com o capital? Estava indo (horrivelmente) tão bem, o capitalismo tava entendido e (infelizmente) saudável, de repente, dá uma louca na bolsa de Nova Yorque (Viva!), bancos entram em greve, livros de Marx são comprados (repito, Marx não ficaria feliz com a compra destes livros!), é o fim do mundo!
E ainda, mais exploração, o turismo na cidade natal de Marx aumentou 40 mil. Camareiras, garçons, mensageiros e etc uni-vos!
Ah, se houvesse uma revolução! Ah, se os trabalhadores se unissem, ah se a galinha criasse dente...