sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mensagem de natal



Com alegria que só Cristo pode me proporcionar, quero apenas saudar os leitores que tem me acompanhado. Aos amigos, a promessa de orações e aos inimigos...orações e a certeza do combate. Enfim, gostaria mesmo de agradecer a todos que fazem a razão de ser do Sublime Verdade, sejam eles amigos ou inimigos. Deus recompense os leitores católicos com muitas graças.

O blogue entrará em recesso a partir da data da publicação desta postagem, e só volta em janeiro.
Tenham um Feliz e Santo Natal em Cristo com Maria!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Morre o "papa" Pedro II..ou será Pio XIII?



Padre Lucian Pulvermacher (OFM) – também conhecido como Papa Pio XIII e desde o ano passado Pedro II – morreu no dia 30 de novembro e foi enterrado esta semana em Washington. Ele e seus três irmãos eram todos padres Capuchinhos, uma vez foi missionário fervoroso nas ilhas japonesas. Mais tarde ajudou a FSSPX em seu início (como seu irmão Padre Carl até sua morte) tornou-se então independente, e foi eleito eventualmente por um pequeno conclave em Montana.

No ano passado eu recebi um email interessante deste papa. Ele tomou o nome de Pedro II após ter declarado que todos os batismos eram inválidos, exceto na exata forma: “Eu te batizo em nome de Deus o Pai, de Deus o Filho, e de Deus o Espírito Santo". Mudou as orações incluindo o sinal da cruz, o credo dos Apóstolos, a Ave-Maria e muitas outras [orações] básicas… Ele mesmo - disse em sua lista de email - foi preservado de modo miraculoso por séculos de batismos inválidos e expulsou a vasta maioria de seus antecessores pelo fato de já não serem católicos, com isso explica porque mudou seu nome para Pedro II… porque ele não poderia ser Pio XIII desde que não ouve um predecessor Pio. Ele entrou também no vedorismo e respondia a seu próprio telefone com um entusiasmado “Boa tarde”

Rezemos pela consagração da Rússia!

Traduzido do sítio Angelqueen

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Sim, os homossexuais jamais herdarão o Reino dos Céus

Os homossexuais herdarão o Reino dos céus. Sim, eles herdarão o Reino dos céus – dizem – porque na medida em que um homossexual se arrepende dos seus pecados, se foram homossexuais cristãos que levaram uma vida casta, e estiveram profunda e sinceramente arrependidos, estes poderão ver a Deus.

Porventura poderia existir assassinos e ladrões cristãos? Ou quem sabe prostitutas cristãs? Aonde querem chegar? Eu falo de um modo objetivo e muito claro, não é para se mostrarem objetivos e claros que muitos escrevem em blogues? Pois então...

Acho sinceramente, que na visão de alguns católicos, o que causa esse equívoco, é pensar que o individuo está para nascer com “tendência homossexual”, assim como toda criancinha está para nascer com a mancha do pecado original.

Antes de mais nada, é totalmente contrário a doutrina da Igreja admitir a hipótese de um ser humano nascer com "tendência homossexual" pelo simples fato de que a Igreja nunca ensinou isso, seja pelo seu magistério extraordinário ou seja pelo magistério ordinário. E depois, se assim fosse, teriam que admitir a tendência ao roubo ou ao assassinato infundida em fulano e sicrano e dizer: “Oh puxa! Deus quis assim, vamos então converter essa tendência má para o bem...

Eu não estou dizendo que todo o mundo não tende a pecar, só estou dizendo que a ninguém Deus quis predestinar uma tendência de pecado especifica e nem infudir uma essência homossexual, ambas alternativas revelam um absurdo! E nem pretendo desconsiderar a questão psicológica, genética, hormonal e etc, que podem muito contribuir, influenciando diretamente na tal "tendência". Mas uma coisa é gene e patologia, outra coisa é justificar o pecado como causa genética e patológica.

Sua Excelência Cardeal Javier Lozano Barragán, afirma com razão: “os transexuais e os homossexuais jamais entrarão no reino dos céus, já que tudo o que vai contra a natureza ofende a Deus". Mas por outro lado, explica de forma ambígua que: “Talvez não sejam culpados”. Se ele estiver se referindo a uma patologia ou problema genético, sim talvez, mas veja bem, talvez não sejam culpados porque podem nascer assim, mas serão culpados se alimentarem por qualquer forma consciente, expresso em idéias ou em atos esse pecado.

sábado, 5 de dezembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma sétima vez

Nossa Senhora prometeu a Lúcia que ainda apareceria uma sétima vez. Mas estaria a Virgem Santíssima a falar de uma aparição privada à Lúcia? Ou de uma aparição futura em Fátima e sem Lúcia? E se já houve a sétima aparição privadamente à Lúcia? Mas a irmã Lúcia não deixou relatada essa sétima aparição nos seus manuscritos. Ela esqueceu? E se não houve, cabe perguntar, Nossa Senhora aparecerá pela sétima vez a quem?

Quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez à Lúcia, Francisco e Jacinta em 13 de Maio de 1917, eis o que disse a Nossa Mãe do Céu a Lúcia:

Nossa Senhora: “Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.”
Lúcia: “De donde é Vossemecê?”
Nossa Senhora: “Sou do céu.”
Lúcia:”E que é que Vossemecê me quer?”
Nossa Senhora: “Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois, voltarei ainda aqui uma sétima vez”.
Ora, as aparições em público de Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, se encerraram no dia 13 de outubro de 1917, quando uma multidão que os acompanhava viram o sol bailar. De 13 de maio de 1917 – início das aparições -- a 13 de outubro, conta-se seis vezes, exatamente como pediu Nossa Senhora. Mas o que será que Nossa Senhora quis dizer com “voltar aqui uma sétima vez? É certo que Lúcia ainda continuou a ter visões de Nossa Senhora após Jacinta e Francisco terem sido levados por Ela ao céu.

Em particular e antes disso, a Virgem Santíssima ainda apareceu a Lúcia no dia 19 de agosto*, seis dias depois da 4ª visão na Cova da Iria, para confortá-la e convidá-la a não desistir. Daí poderia alguém atribuir essa sétima vez incluindo essa visão privada. No entanto, foram todos os dias 13, durante seis meses, no mesmo horário e subtende-se, no mesmo local – na Cova da Iria - que Nossa Senhora tinha pedido. Com isso, a aparição de 19 de Agosto, ao meu ver, poderia ser descartada uma vez que Lúcia mesma estava sozinha, não se encontrava no lugar das aparições e fora do horário e dia previstos, por isso, o chamado da Mãe de Deus para que ela voltasse lá nestas condições estabelecidas.

Certamente, a frase “ainda voltarei aqui uma sétima vez” expressa um futuro enigmático. As outras aparições que se seguiam seria já com a irmã Lúcia no Convento de Tuy. Nestas aparições, Nossa Senhora vinha muitas vezes acompanhada de Nosso Senhor Jesus Cristo como criança no seu colo. Ainda no Convento das irmãs Dorotéias, na década de 40, os seus famosos manuscritos revelam a aparição apenas de Nosso Senhor.

E as aparições continuavam, agora no Carmelo de Coimbra, Nossa Senhora avisara à Lúcia a necessidade de revelar o terceiro Segredo em 1960, pois aí seria mais claro, dizia o relato do Padre Augustín Fuentes em 1957.

Será que o número sete pode ser atribuído a essas tantas aparições privadas à Irmã Lúcia em Espanha e Portugal?

O número sete é identificado pela Igreja como perfeição. Nossa Senhora nunca atribuiria essa perfeição a Ela própria. Mas poderia significar, em razão de suas aparições para se cumprir o que Deus -- que é Ser Perfeito – quer realizar no mundo por meio do Triunfo do Coração de Maria. Para mim, parece absurdo aplicar o significado teológico do número sete a quantidade de vezes que Ela apareceu a Lúcia privadamente ou até mesmo publicamente na presença de Francisco, Jacinta, os crentes, descrentes e os curiosos ao redor deles no dia 13 de outubro, mesmo porque Nossa Senhora pedia retorno à Cova da Iria aos três videntes, e não tão somente Lúcia, embora fosse Lúcia que desempenharia um papel fundamental. Logo eles também faziam parte dessas condições ditadas pela Virgem e assim foi, foram seis vezes com os três videntes reunidos no mesmo local, hora e dia. **

Por isso, não creio que Nossa Senhora se referia a outra localidade que não fosse Fátima ou a Cova da Iria quando diz: “voltarei aqui uma sétima vez”. O “aqui” só poderia ser Fátima, só poderia ser a Cova da Iria, e não Garabandal, por exemplo. Ou será que não? Instigante!

*Lúcia revela, no seu manuscrito, não lembrar ao certo a data, e menciona a data de 15 de agosto, porém, segundo a nota de rodapé do livro O segredo de Fátima, lúcia se enganou e a data da aparição teria sido realmente no dia 19.
** O Prof. Orlando Fedeli analisa como cada vidente exerce diferentes méritos e dons hierarquicamente constituidos. Tendo Lúcia como vidente principal na história, pode-se concluir que ela possuia os dons completos: ver, ouvir e conversar com a Virgem Santissíma, enquanto Francisco só via, não ouvia e não conversava e Jacinta via e ouvia, mas também não conversava.

sábado, 21 de novembro de 2009

Che Guevara: assassino e trapalhão



“Execuções. Nós sem dúvida executamos! E continuaremos a executar tanto quanto necessário! Esta é uma guerra de morte contra os inimigos da Revolução!”

Discurso de Che no dia 11 de Dezembro de 1964 na sede da ONU em Nova Jersey.

Che Guevara é hoje em dia, um baluarte do heroísmo, defensor dos pobres e injustiçados, intelectual, exemplo de vida, ...tudo mentira!

A imagem de Ernesto Guevara que se vende é fruto de uma propaganda mundial manipuladora de massas que contaminou muitos intelectuais e sobretudo professores acadêmicos, uma propaganda que escondeu do povo - que desconhece o que seja um regime comunista real - a verdade sobre um mito. Uma propaganda que iniciou-se no começo do século XX pelos bolcheviques da antiga União Soviética e dura ainda hoje. Na verdade, Che foi uma figura que preconizou o terror e o cinismo, que assassinou covardemente, sem compaixão e misericórdia, milhares de cubanos incapazes de reagir e desarmados, sob a mira do seu fuzil, por serem considerados por ele como antirevolucionários ou partidários de Batista.

É claro que os pobres coitados que eram capturados e arrancados de suas residências por Che e sua tropa de elite, a mando de Fidel Castro, de nada tinham a ver com Batista, último presidente eleito democraticamente em Cuba e depois acusado de ter aplicado um golpe de Estado, que o tornaria ditador de Cuba no seu segundo mandato. Muitos exerciam cargos publicos, mas muitos eram ex- funcionários dispensados pelo o governo Batista, e nem o conheciam pessoalmente. Como qualquer cidadão, só faziam seu trabalho, independente de quem governava o país. Além de aposentados, mulheres e adolescentes que também foram executados por Che, houve um caso de estupro contra uma moça católica, que atormentada, suicidou-se. Ela, como os outros encarcerados no campo de concentração de La Cabana, tinha sido acusada de conspirar contra o regime castrista.

Após a revolução cubana, Che Guevara apropriou-se de uma luxuosa mansão que antes pertencia a um empresário cubano, assim descreve Humberto Fontova: “Após um dia de trabalho árduo no escritório assinando sentenças de morte, Che se recolhia em sua nova mansão em Tarara, a vinte e poucos quilometros de Havana, à beira mar de uma praia deserta - um local hoje reservado exclusivamente a turistas e membros da elite do Partido”.(p.70)

Che ficara irritadíssímo ao saber que alguém teria descrevido sua modesta e nova morada, alguém chamado LIano Montes, jornalista cubano. A resposta não poderia ser outra, mandou o prender. Chegando ao seu escritório em La Cabana que era também o local de execuções, Che perguntou-lhe:

“Ora, então você é LIamo Montes, 'ele sorria', e diz que me apropriei de uma casa luxuosa. Eu apenas escrevi que o Sr. se mudou para uma casa luxuosa, o que é realmente verdade, 'disse o jornalista (…) Posso manda-lo executa-lo hoje mesmo. E então? O Sr, precisaria de alguma prova de que infringi a lei, 'respondeu Montes'. Não precisamos de prova nenhuma. Nós é que fabricamos as provas”.(p.71)

Mas há também um outro lado de Che que poucos conhecem, o lado trapalhão e medroso. Che parecia atrair para si certas situações cômicas: “No dificil trajeto de barco da província de Yucatán à de Oriente, através de mares turbulentos e utilizando um velho iate – o Granma – como veiculo, um rebelde encontrou Guevara em estado letárgico na cabine. Ele correu até o comandante e disse: Fidel, parece que Che está morto! Bem, se ele está morto, então o jogue no mar, respondeu Fidel Castro. Mas Guevara, que sofria ao mesmo tempo um ataque de asma e uma crise de enjoo, permaneceu a bordo”. (p.82)

Após desembarcar, embrenhando-se numa plantação de cana, Che sente que foi atingido por um tiro, e reclama: "Fui atingindo!" (idem) Che então começa a relatar em seu diário como gostaria de morrer, como um verdadeiro heroí, dizendo, entre outras patetices, assim: “Imediatamente, eu começei a pensar na melhor maneira de morrer, já que tudo parecia perdido. Lembrei-me então de uma velha história de Jack London em que o heroí (...).”(ibidem)

Porém para o alívio de Che, seu camarada de milicia lhe constatou que o tal ferimento não passara de um simples arranhão. É que a bala tinha passado de raspão no pescoço de Che.

Essas e outras patetices de Che, bem como o horror espalhado pela turma de Fidel, podem ser encontradas na vasta documentação de Humberto Fontova transformada em livro. Fontova é mais um exilado cubano, que mora atualmente nos Estados Unidos*. Só advirto que sua obra embora contenha informações importantes, e as vezes divertidissímas, há certo teor de palavrões e linguagem chula em determinadas linhas do livro.

Citações e frases entre aspas extraídas do livro O verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram

*Humberto Fontova é formado em Ciência Politica pela Universidade de Nova Orleans e mestre em Estudos Latino-Americanos pela Universidade de Tulane, e atua como jornalista. (vide livro)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fotos e fatos

As Duas Irmãs Lúcias

Fotos e Fatos
Marian T. Horvat, Ph.D.
Fui convidada pelo editor do site da TIA, Átila Guimarães, para escrever mais sobre a possibilidade de ter não uma, mas duas irmãs Lúcias, uma questão que levantei em outro artigo. Por causa da desinformação sobre uma das fotos que usei no artigo, eu estou voltando ao tema, a fim de defender que a hipótese continua válida.

Eu não tinha idéia de que o aumento da possibilidade de ter duas irmãs Lúcias iria acender a enorme polêmica que ainda está se espalhando como um incêndio. Independente de qualquer outra conclusão, este simples fato parece mostrar como muitos católicos estão suspeitando de tudo que vem do cume direcionado à Fátima. Para eles, Fátima não é uma história concluída, como algumas autoridades eclesiásticas fingem a dizer. Ela ainda está viva, muito viva. É uma reação curiosa que percebo ocorrer e deixo para quem quiser analisá-la.

Esta controvérsia trouxe muitos pratos novos para a mesa: dados históricos que tinham sido esquecidos sobre a Irmã Lúcia, as observações sobre suas características e psicologia, que enriqueceram o quadro, bem como muitas fotos que nunca tinha visto antes. Estou incorporando essas adições de meus leitores, sem citar fontes para garantir sua privacidade e permitir que eles se expressem livremente a TIA. Agradeço-lhes as colaborações.

Além disso, todos os tipos de objeções foram feitas. Não posso deixar de partilhar com alguma ironia, um gênero de oposição. Quando, no meu artigo anterior, eu dei a minha opinião de que a primeira série de fotos mostrava duas pessoas diferentes, alguns protestaram veementemente, afirmando que eu estava errada e que as pessoas nas duas primeiras fotos se tratam da mesma pessoa. Algumas observações foram violentas e ofensivas - "Você só pode estar drogada para ver duas pessoas diferentes ..."

Pouco depois, a fonte de uma dessas fotos, uma revista conhecida, emitiu um pedido de desculpas para a sua legenda identificando a freira em uma das fotos como a Irmã Lúcia, na verdade não era. Meus violentos opositores foram fechados em seus caminhos. Suas parcialidades foram plenamente reveladas com esta confusão. Como é verdade que muitas vezes as pessoas não querem ver a realidade diante de seus olhos.

Mas eu também recebi objeções sérias, e eu estou respondendo aqui como os temas surgem. Novamente, não vou citar as fontes. Agradeço também aos meus opositores por suas contribuições.

Eu separei seis conjuntos de imagens da Irmã Lúcia de sua coleção de fotos que tenho. Na comparação das séries, eu tentei encontrar posições semelhantes de estados de espírito entre as duas, a jovem e a velha irmã Lúcia, para ordenar uma forma válida, a fim de apoiar esta avaliação: elas parecem serem pessoas diferentes.

Depois de apresentar as imagens de cada série, eu darei um zoom nas partes do rosto - as sobrancelhas, nariz, boca e queixo - para melhor analisar os diferentes recursos e permitir que o leitor siga as minhas colocações, mais próxima de uma análise científica que posso fazer, sem a necessidade de demasiada elaboração.

Como em meu artigo anterior, por uma questão de conveniência, vou chamar a pessoa mais nova no conjunto de fotos de Irmã Lúcia I, e a pessoa mais velha de Irmã Lúcia II.

1. O meio sorriso das Irmãs Lúcias.


Série. 1 Mostra uma aproximação[da foto] da Irmã Lúcia I a meio sorriso. A foto é datada, mas ela veste o hábito de uma irmã Dorotéia e parece ter aproximadamente seus 30 anos. No máximo, ela terá 41 anos, desde que ela nasceu em 1907 e entrou para o Carmelo, em 1948.

A aproximação da Irmã Lúcia II, também a meio sorriso, é uma foto datada de 13 de maio de 1982, e ela teria então 75 anos. Há muitos pontos de diferença nas características que me indicam que estamos olhando para duas pessoas diferentes.

• A linha natural da espessura, as sobrancelhas grossas da Irmã Lúcia I é reta (Foto 1a). As sobrancelhas estendem-se para a área da testa acima do nariz e nos últimos cantos do interior dos olhos.

As sobrancelhas da Irmã Lúcia II, parcialmente encoberta pela armação escura de seus óculos, não estão em linha reta, mas ligeiramente arqueadas e diminuídas, o arco começa diretamente sobre o olho. Há um espaço amplo, sem sobrancelhas acima do nariz entre as duas sobrancelhas.

• Alguns leitores objetam que as sobrancelhas ficariam finas com o avanço da idade de algumas pessoas, o que explicaria a diferença clara entre as sobrancelhas. Eu não acredito que seja necessariamente deste jeito. Mesmo que isso fosse admitido, sem cirurgia ou algum meio artificial, a forma da testa não muda de uma linha reta para um arco, porque a forma das sobrancelhas seguem a forma da estrutura óssea da testa.

• Em relação ao foco dos olhos da Irmã Lúcia I, que parece normal, com uma pequena tendência em direção a esotropia, ou estrabismo divergente, isto é, os olhos um pouco desviados do seu centro. No entanto, os olhos da Irmã Lúcia II claramente sofrem de esotropia ou estrabismo convergente, isto é, os olhos fortemente voltados em direção ao nariz.

• Quando a Irmã Lúcia I sorri, sua face superior (Foto 1b) aparece como duas pequenas maçãs arredondadas.

Embora as bochechas da Irmã Lúcia II são parcialmente cobertas por seus óculos grandes, parece claro que ela não tem essas protuberâncias.

• Eu não poderia encontrar qualquer foto da Irmã Lúcia I, sorrindo ou séria, com as narinas abertas. Elas não abrem naturalmente. Todas as fotos da irmã II, no entanto, mostram-na com suas narinas. Elas abrem naturalmente.

• Acima das bochechas de maçã da Irmã Lúcia I estão definitivos vincos de ondulação (foto 1c). William Thomas Walsh menciona "as ondulações pouco vincadas das suas bochechas quando ela sorri" em sua descrição dela em seu conhecido livro Nossa Senhora de Fátima. (Ver nota 1)

Mas, as bochechas da Irmã Lúcia II são planas e largas, sem dobras ou ondulações quando ela sorri.

• Em sua descrição da Irmã Lúcia, Walsh também observa o lábio superior e saliente "mais pesado" que não reage. Os dois lábios têm larguras diferentes.

Os lábios da Irmã Lúcia II, no entanto, são lisos, finos, forte e de uma largura igual.

• Os opositores alegaram que uma prótese seria possível explicar os dentes diferentes das duas Lúcias. Vou tratar os dentes como um tópico especial abaixo em conjunto 4. Aqui irei simplesmente discutir o efeito dos dentes das bocas de ambas as fotos.

Se uma pessoa tem lábios grandes para cobrir os dentes longos, como a Irmã Lúcia evidentemente tinha quando era jovem, então essa pessoa trocaria dentes longos por dentes curtos, os lábios devem facilmente cobrir estes dentes agora muito menores. Assim, teríamos fotos de uma irmã Lúcia mais velha, com os lábios mais do que suficientemente cobrindo os dentes menores. Mas acontece o contrário. Os lábios da Irmã Lúcia II, normalmente, não cobrem os dentes muito menores.

• Quando a Irmã Lúcia I sorri, as extremidades de sua boca apontam para cima. Mas quando a Irmã Lúcia II sorri, as extremidades de sua boca apontam para baixo.

• Outra característica distintiva da Lúcia, como uma criança, que pode ser visto em suas fotos com até 40 anos de idade é um protuberante músculo no meio do queixo, pronunciado o suficiente para formar uma covinha em baixo (foto 1d, ver também o Conjunto 6). Mas nunca esse músculo aparece nas fotos da Irmã Lúcia II.

O queixo da Irmã Lúcia I é forte, mas não saliente. Pelo contrário, o queixo da Irmã Lúcia II é um queixo proeminente. Esta última tem um queixo quadrado, que não aparece nas fotos da Irmã Lúcia I.

2. O perfil das duas Lúcias

A foto do perfil da Irmã Lúcia I, foi tirada em 22 de maio de 1946, na Capela das Aparições em Fátima.

Irmã Lúcia II está sentada ao lado do túmulo de Francisco em Fátima em 13 de maio de 2000.

Suas cabeças estão em posições muito semelhantes, elas estão olhando para a frente, e ambas têm expressões de meditação ou oração.


• Embora a face da Irmã Lúcia I está sombreada, o perfil do nariz é muito claro. Acertadamente se encaixa na descrição de Walsh, que observou que "a ponta do seu nariz arrebitado apontando para cima." (Ver nota 1)

No entanto, o nariz da Irmã Lúcia II é arredondado na ponta, apontando ligeiramente para baixo.

As diferentes formas do nariz podem ser medidos pelo ângulo formado pela intercessão da linha do nariz com o espaço acima do lábio superior. Na Irmã Lúcia I, o ângulo formado por estas linhas é um ângulo obtuso. Pelo contrário, o ângulo dessas linhas na Irmã Lúcia II é um ângulo agudo.

• Pode-se notar também neste perfil aproximado da Irmã Lúcia II, como as sobrancelhas são arqueadas, confirmando as observações anteriores.
• O queixo da Irmã Lúcia I, já que ela é mais jovem e não tem papada, recua fortemente em seu pescoço, com a tendência a desaparecer em um queixo duplo.

No entanto, o queixo da Irmã Lúcia II, pois ela é mais velha e mais pesada, se projeta para frente e para fora. É tão proeminente que forma uma espécie de plataforma estendendo-se além do seu nariz. É a "forma de farol”, como um dos meus leitores tão bem descreveu

3. O sorriso largo das Lúcias

Conjunto de 3 fotos, todas sem data, mostra as duas Irmãs Lúcias com sorrisos largos. Eu já analisei essas fotos no meu artigo anterior, por isso vou repetir apenas os pontos essenciais e fazer algumas observações novas.



• Na foto 3, nota-se as sobrancelhas grossas e retas que projetam avançar na testa da Irmã Lúcia I. As sobrancelhas arqueadas da Irmã Lúcia II são mais finas e na testa é plana onde se encontra com as sobrancelhas.


• Na foto 3b, quando a Irmã Lúcia sorri a forma da boca forma um U com as pontas apontando para cima. Quando a Irmã Lúcia II sorri, as bordas dos lábios apontam para baixo na forma de um U invertido.

• Mesmo quando ela sorri, o lábio inferior da Irmã Lúcia I é denso, pesado e ainda folga um pouco. Quando a Irmã Lúcia II sorri, seu lábio inferior é fino e estreito.

• A ondulação e vincos da Irmã Lúcia I aparecem novamente neste sorriso. Mas eles estão completamente ausentes na face suave da Irmã Lúcia II.

• O nariz da Irmã Lúcia II marcou as narinas que não mostra no nariz da Irmã Lúcia I.

• A ponta do nariz redondo da Irmã Lúcia II estende-se para baixo. Mas na ponta do nariz angular da Irmã Lúcia I estende-se para cima.

• Os dentes da Irmã Lúcia I são claramente diferentes, mas já que muitos leitores apontaram a possibilidade de que dentes postiços iriam explicar essas diferenças, irei discutir isso no conjunto 4 abaixo das fotos.


• A face inferior da Irmã Lúcia I (foto 3c) é em forma de lua, estreitando na parte inferior, com o queixo forte afundando no pescoço. A base de seu rosto é oval. Mas, a forma da face inferior da Irmã Lúcia II é quadrada, com o queixo que se estende para fora.

4. Dentes da Irmã Lúcia

As objeções levantadas pelos leitores sobre os dentes ruins da Irmã Lúcia I (foto 3, acima) e os dentes descaradamente diferentes da Irmã Lúcia II pode ser resumidos em dois argumentos da seguinte forma:

Primeiro argumento: Irmã Lúcia I tinha dentes muito grandes e ruins. Isso a tornaria uma candidata para próteses. Agora sim, próteses podem alterar a estrutura da boca. Logo, todas as mudanças de seu rosto pode ser explicado pela extração de todos os seus dentes e o uso de próteses.

Segundo argumento: nas fotos da Irmã Lúcia II, ela parece estar usando um conjunto de dentaduras, mesmo que sejam pequenos dentes. Portanto, a conclusão do primeiro argumento é confirmado.

Quanto ao primeiro argumento, eu concordo com a sua primeira premissa, ou seja, a Irmã Lúcia tinha dentes ruins e seria uma candidata à próteses.

Porém sua segunda premissa – próteses que alteram a estrutura do rosto de uma pessoa - está aberta a discussão. Olhei para muitos antes e depois de fotos de pessoas que tinham feito uma reconstrução total da boca com próteses, e não notei nenhuma mudança estrutural significativa no sorriso ou no rosto. Do que tenho lido, apenas próteses baratas e mal-feitas mostram os dentes pequenos e demasiadamente a gengiva.

No entanto, é difícil imaginar que o prestigioso Carmelo de Coimbra, para que a Irmã Lúcia, foi transferida com os dentes ruins, poderia contratar um dentista incompetente para mudar os dentes de uma pessoa tão importante para o mundo católico como a Irmã Lúcia. É muito mais provável que o dentista era bom, as próteses de boa qualidade, e que não teria alterado significativamente o seu sorriso ou face.

Quanto à conclusão - de que todas as diferenças que vemos nas duas coleções de fotografias seriam explicadas pelas próteses - Eu francamente discordo disso. Como pode  próteses dentárias mudar a forma do nariz, as sobrancelhas ou o osso do queixo? Somente uma cirurgia plástica completa poderia explicar essas diferenças.

Quanto ao segundo argumento, que a Irmã Lúcia II parece estar usando dentaduras, sua premissa é fraca. Não é indiscutível que a Irmã Lúcia II está usando dentaduras. Algumas observações do senso comum apontam para o fato de que os dentes poderiam ser naturais.

• Ninguém substitui dentes ruins e feios por outro conjunto de dentes ruins e feios. Na verdade, por que um dentista competente faria dentaduras com um ¼ de feiosa gengiva, a aparecer em uma pessoa que sorri muitas vezes? (ver fotos 4c e 4d) Por que ele escolheu em curto prazo, dentes feios para uma pessoa tão importante destinada a desempenhar um papel público? Profissionalmente falando, é altamente improvável que ele teria feito tal conjunto de dentes. Isto é, mais provável que os dentes feios sugerem dentes naturais, não dentaduras

• Além disso, desde as dentaduras são artificiais, elas nunca mudariam sua aparência. Mas às vezes a Irmã Lúcia II aparece de gengivas inflamadas, cobrindo um dente (ver seta na foto 4), como um leitor apontou, às vezes as gengivas parecem para retratar fazendo alguns dentes parecerem mais longos como na foto 4b.

• Assim, ao invés de dentaduras, poderíamos muito bem estar olhando para os dentes naturais da Irmã Lúcia II.

Portanto, nem a premissa, nem a conclusão do segundo argumento é segura. Se a Irmã Lúcia II está usando dentaduras é aberto à discussão, tanto quanto segue na observação das fotos.

E se estes são os dentes naturais da Irmã Lúcia II, em seguida, eles são claramente diferentes dos dentes naturais da Irmã Lúcia I. Nesse caso, como pode ser explicado exceto que estamos olhando para duas pessoas diferentes?

5. As duas irmãs Lúcias em uma atitude séria


Não é difícil encontrar uma expressão séria entre as fotos da Irmã Lúcia antes de 1950. Quando criança, sua expressão era séria e um ar de seriedade se aprofundou com a idade. Em quase todas as imagens, ela é solene e grave, com uma sombria, chocada expressão. Na foto 5 (circa 1946), em resposta a um pedido, a Irmã Lúcia estava tentando duplicar como Nossa Senhora de Fátima olhou quando ela apareceu.

Não é tão fácil de encontrar uma imagem da Irmã Lúcia II, com uma expressão séria. Mesmo quando ela não está sorrindo, o rosto não tem o tom moreno e chocante olhar da Irmã Lúcia I. Foto 5 de Irmã Lúcia II, no qual ela aparece séria, é a partir da capa da edição de 2004 do Fátima pelas próprias palavras de Lúcia.


• A Foto 5 enfatiza as tipicamente contundentes sobrancelhas grossas da Irmã Lúcia I, que quase se encontram no centro de seu rosto quando ela mostra preocupação. Uma espécie de sulco aparece sobre as sobrancelhas, realçando a sua grossura. Nada disso é visto na Irmã Lúcia II.

• O ligeiro estrabismo divergente pode ser novamente observado nos olhos da Irmã Lúcia I. Ao contrário, um forte estrabismo convergente é evidente aos olhos da Irmã Lúcia II.

• Na foto 5b, os lábios Irmã Lúcia I são apresentados e fechados, em uma linha ondulante. Ainda assim, amplos lábios são aparentes. A forma da boca da Irmã Lúcia II, no entanto, aponta para baixo, como sempre, o lábio superior, formando um U invertido. Seus lábios finos e apertados, normalmente não cobrem os dentes.

• Os dois vincos no rosto da Irmã Lúcia I, que se estendem para baixo estende-se na forma da boca em duas linhas muito simples. Mas os vincos das bochechas da Irmã Lúcia II forma arcos.

• Sobre o lábio inferior da Irmã Lúcia I, há uma área côncava sombreada. Nela, os contornos do músculo em seu meio-queixo pode ser notado. No entanto, não há espaço côncavo sob o lábio inferior da Irmã Lúcia II, nem saliências de qualquer tipo sobre o queixo, mesmo que se poderia esperar esse tipo de defeito intensificar, em vez de desaparecer com a idade.

• A Irmã Lúcia II parece ter perdido o forte traço camponês como características rudes da pele da Irmã Lúcia I e assumiu um tom de pele mais clara, indicando-me uma diferente pessoa de classe social.

• Admitir essa mudança de tom de pele, alguns leitores argumentou que poderia ser explicado pela idade, o que torna a pele flácida e mais clara. Assim, defendem, daria a impressão de uma pessoa de nacionalidade diferente ou nível social.


Talvez isso possa acontecer algumas vezes, mas sobre o caso da Irmã Lúcia I, a mudança radical de uma cor da pele pode observar nas fotos, não parece provável. À direita é um close de duas velhas portuguesas que aparecem na famosa foto do milagre do sol. Elas são camponesas como Lúcia, e muito provavelmente da mesma região, desde que vieram testemunhar o milagre das crianças que disseram o que aconteceria. Elas parecem ser um bom exemplo do que acontece normalmente com os povos camponeses daquela região, quando ficam velhos. Seus rostos permanecem rudes e mantêm suas características rurais.

Além disso, a mãe de Lúcia, a direita das mulheres de idade, que provavelmente está em seus 50 anos, não mostra qualquer tendência a ter um tom de pele diferente.

6. O espaço acima do lábio

Desde que era uma criança, a Irmã Lúcia tinha um espaço de tempo entre a base do nariz e a ponta de seu lábio superior (fotos 6a, 7a, 8a).

Neste espaço também notamos um sulco vertical definido, o filtro, no centro.


No entanto, o espaço entre a base do nariz e lábio superior sobre a Irmã Lúcia II parece muito mais curto, e não há nenhum marca visível acima do lábio.

7. Os gestos e espírito

As duas últimas séries de fotos apresenta seis fotos da Irmã Lúcia I e II da Irmã Lúcia em várias poses. A maioria das fotos da Irmã Lúcia I são datadas de 1946. As fotos da Irmã Lúcia II, são de maio de 2000 em sua visita à Fátima.

Irmã Lúcia I aparece solene, composta e reservada nesta primeira série de fotos (9 a 14). Ela sempre tem uma maneira muito resguardada, com as mãos em um gesto discreto. Ela parece ser uma pessoa incomodada a ser fotografada, um pouco estranha e desconfortável com isso. Esta observação é confirmada por Walsh, que também comentou sobre sua timidez.

De suas posturas, gestos e expressões, é fácil acreditar que é a pessoa que viu Nossa Senhora, e compreendeu a gravidade da mensagem e o papel que deve desempenhar. Sua expressão também se encaixa com uma pessoa que viu o inferno como ela fez em 13 de julho de 1917.

Ela manteve esse mesmo estado de espírito, pelo menos, até 26 de dezembro de 1957 quando o Padre Augustin Fuentes fez uma entrevista com ela. Padre Fuentes foi o arquivista de Fátima oficial na ocasião e confidente da Irmã Lúcia. Nessa entrevista, ele confirmou que ela parecia muito séria e "muito triste".

Ele disse que ela manifestou grande preocupação, que "ninguém - nem por bem nem por mal - estava prestando atenção a mensagem da Santíssima Virgem." Ela estava também muito preocupada com a revelação do Terceiro Segredo, e sublinhou mais uma vez que um grande castigo viria para o mundo, onde as nações desapareceriam, se mantiverem alheio a humanidade à mensagem de Nossa Senhora e a Rússia não se converter. O que está pra acontecer, ela advertiu, é a batalha decisiva entre o Diabo e a Santíssima Virgem, onde as almas dos fiéis seriam abandonados pelas autoridades religiosas.

Ela lhe disse: "Padre, não devemos esperar por um apelo ao mundo vir de Roma por parte do Santo Padre, para fazer penitência. Também não podemos esperar o convite à penitência que vêm de nossos Bispos, em nossa diocese , nem das congregações religiosas "(grifo nosso). Cada pessoa teria que salvar a sua própria alma, contando com o Rosário e a devoção ao Coração Imaculado de Maria. Ela também estava preocupada porque o Santo Padre e o Bispo de Fátima, os únicos autorizados a conhecer o segredo ", optaram por não saber para que eles não sejam influenciados por ela." [Para o texto completo da entrevista, clique aqui]

Estas preocupações mais graves foram refletidos em sua expressão e atitude geral.

No entanto, no conjunto de fotos da Irmã Lúcia II (fotos 9 a 14), vemos uma pessoa com um diferente estado de espírito. Ela está sempre sorrindo, à vontade e relaxada em público em sua postura e gestos.

Ela perdeu a timidez natural típico da Irmã Lúcia I, ela tornou-se não só corajosa, mas também completamente confortável e integrada em ambientes externos à sua vida contemplativa. Nas fotos 13 e 14, um amigo tem o braço em volta dela, um gesto de proteção que ela aceita sem reservas.

Em um tête-à-tête com João Paulo II (foto 11), ela se inclina para frente, o rosto sorridente e jovial. Ela não parece mais preocupada com o futuro, sua missão, um castigo que vem, a corrupção das almas consagradas, ou as preocupações de muitos outros que tinha antes. Ela parece otimista e contente.

8. A aceitação de uma doutrina diferente

Como um leitor apontou, a maior dificuldade deste problema todo é que a Irmã Lúcia disse uma coisa até os anos 1960 e anos depois mudou seu pensamento posterior. O que poderia ser a razão para isso?

Se Nosso Senhor e Nossa Senhora continuou a aparecer-lhe por que ela não dizer nada sobre o Vaticano II e as chamadas reformas que vieram a partir dele, tais como a Missa do Novus Ordo, outras novidades litúrgicas, e a perda de vocações religiosas? Pelo contrário, a Irmã Lúcia II aparece completamente adaptada a estas novidades, por exemplo, nas fotos à direita, ela está recebendo a comunhão de pé em 13 de maio de 1991 (em cima) e em 13 de maio de 2000 (em baixo).

Se ela manifestou sérias preocupações quanto a importância do Terceiro Segredo ser revelado em 1960, por que ela silenciou sobre o assunto nos próximos 40 anos? Contrariando o que tinha afirmado anteriormente, como ela poderia confirmar o suposto segredo que foi revelado pelo Vaticano em 2000, juntamente com uma interpretação "oficial" do Cardeal Ratzinger e o arcebispo Tarcisio Bertone, em seguida, declarou que Fátima é episódio fechado, “uma parte do passado "?

Estas e muitas outras questões, poderia ser explicada pelo fato de que havia uma diferente Irmã Lúcia que vinha sendo apresentada ao público depois de 1960. Eu indiquei as diferenças não só entre as faces da Irmã Lúcia I e da Irmã Lúcia II, mas também em seus espíritos e atitudes. Apresento-as aos meus leitores com a preocupação honesta de expor a verdade para que os católicos possam julgar se eles estão sendo enganados ou não.



Nota 1: Em 15 de julho de 1946, William Thomas Walsh reuniu-se com a Irmã Lúcia, em entrevista, que durou três horas. Em seu livro Nossa Senhora de Fátima, fez estas duas descrições da Irmã Doroteias:
"[Dentes da Irmã Lucia] eram grandes, salientes e irregulares, fazendo com que o lábio superior sobressaísse a reação do dente menor e pesado, enquanto a ponta do nariz arrebitado apareceu mais do que nunca. Às vezes, o rosto moreno sugeria uma natureza que poderia ser mal-humorada, teimosa e desafiadora, se não perversa. Mas a aparência era enganosa, pois, sob o estímulo de qualquer emoção, os olhos castanho-claros poderiam brilhar ou cintilar, e as ondulações pouco vincadas das suas bochechas quando ela sorria contribuía para uma expressão bastante charmosa. "(P. 11)

"Ela parecia desconfortável a primeira vista, provavelmente era porque não gostava de tais entrevistas longas, somente se submetia quando era requisitada a fazê-la. Ela apertava as mãos nervosamente. Seus pálidos olhos castanhos pareciam bastante atentos e hostis. Não havia muita convicção em voz alta e tímida. Alguns momentos depois, eu tinha quase esquecido esta primeira impressão. Ela tinha começado a se sentir mais à vontade, em seguida riu, e quando sorriu, um pouco de ondulação apareceu em cada bochecha. A voz agora soava natural e sincera. Havia inteligência neste rosto e também encanto. Era impossível não gostar dela e de sua confiança. " (p. 218)

http://www.traditioninaction.org/HotTopics/g12htArt2_TwoSisterLucys.htm

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dona eis requiem















Cor contritum quasi cinis
Gere curam mei finis
Lacrimosa dies illa
Qua resurget ex favilla
Judicandus homo reus
Huic ergo parce, Deus
Pie Jesu Domine
Dona eis requiem
Amem

De coração feito em cinza
Que cuides do meu destino
Dia de prantos, o dia
Em que do pó se erquerá
O homem, prá ser julgado
Perdoai-lhes, Senhor Deus
Vós que sois bom, ó Jesus
Dai-lhes o repouso eterno
Amém

domingo, 1 de novembro de 2009

Uma teoria da conspiração difícil de engolir: ainda as "duas irmãs Lúcias"


O rapaz aí da foto acima, ao lado da irmã Lúcia II, é o jornalista português canadense Carlos Evaristo, que segundo fontes extraídas do livro de Socci e do famoso sitio da Associação de Fátima, foi ele quem a entrevistou duas vezes entre 1992 e 1993 em duas ocasiões diferentes. Para muitos que acreditam que esta senhora é a verdadeira Lúcia, já o dão por mentiroso. Entendam a polêmica (ou esforçem-se para entender) lendo aqui.

Não sei se Carlos Evaristo foi, digamos, “ingênuo”, ou azarado, pois assim como o Cardeal Bertone, “esqueceu” de levar consigo seu gravador ou sua câmera de filmagem, só lembrou de escrever e de..uma foto... talvez? E pior, teve como duas testemunhas oculares sacerdotes que não falavam português. Parece piada, mas não é. Em relação aos registros de câmeras e gravadores, estas são peças essenciais e absolutamente fundamentais à “incrédulos” que não acreditam em apenas relatos escritos e fotos de "aparência duvidosa". Imagine! A referida foto poderia ser uma montagem.

A certeza de Christopher assemelha-se a suspeita de Socci, ambas, para a atual situação de confusão conciliaresca, são dignas de crédito, supondo, é claro, que não viram fotos contudentes ou conheceram a irmã Lúcia antes de 1960.

A irmã Lúcia, depois de João XXIII “sancionar-lhe” um embargo de silêncio, segundo fontes da internet, estava impedida de receber visitas até de parentes, no máximo, conversavam com ela por trás de uma grade divisória. No entanto, Carlos Evaristo parece ter obtido uma prestigiosa façanha: entrevistar aquela que era inentrevistável, dentro do Convento de Coimbra.

Se Carlos Evaristo forjou as entrevistas, eu não sei e não acredito que faria esse papelão, mas que ele esteve com a “irmã”, a foto o mostra claramente muito bem. Acho que ninguém acredita que a foto foi montagem né? É porque existem pessoas que acham que defendo uma suposta teoria da conspiração. Como sei que tem muitas pessoas com dificuldades de compreender a tradução do google, faço questão de convidar os leitores mais favoráveis a minha “visão” a lerem o artigo Fotos e Fatos traduzido por mim, na próxima postagem, aguardem.

Apesar de algumas trapalhadas do Sr. Carlos Evaristo, percebo como é indêntica sua entrevista com "Lúcia" e o documento redigido por ela mesma em 1989. Ela diz para o Cardeal Bertone e Evaristo a mesma coisa, que a consagração à Rússia foi feita em 1984, é claro que há contradições depois quando ela diz que não foi feita, mas aí as declarações controversas pareciam fazer parte da índole desta senhora.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A fé não é, não foi e nunca será, uma experiência pessoal com Deus



O grande Papa São Pio X, na encíclica que condena o modernismo, já condenava também essa tese (do modernismo) de que a fé é uma experiência pessoal. Nisto, um católico de boa vontade e boa fé, pode facilmente notar somente com uma pequena leitura inicial nos primeiros parágrafos da encíclica Pascendi. Para bom entendedor, poucas palavras desse Papa Santo basta.

Mas atravessamos tempos difíceis, de crise de fé que começou pela a hierarquia, implantando uma nova teologia, um novo direito canônico, um novo catecismo, uma nova missa, enfim, desgraçadamente, uma nova fé.

E essa nova fé, do povo de Deus e dos teólogos que mandam mais do que os bispos e o Papa, é a fé do Concílio Vaticano II, que como diria Gustavo Corção, é uma nova igreja, logo, uma nova religião. É como diz nesse sentido também, o Padre Cálderon da FSSPX, uma fé submissa a publicidade. A publicidade integra-se junto com os teólogos e o povo de Deus ao novo magistério da Igreja. Não há como negar também esse caráter publicitário do Concílio, é só ler O Reno se lança no Timbre, para verificar sem necessidade de maiores minuciosidades, essa publicidade atuante a começar pelo próprio Padre Ralph, autor do livro.

O que diz então o grande Papa São Pio X sobre a fé? Certamente diz o grande Papa que “a fé é virtude sobrenatural infundida por Deus na nossa alma (Cat. S. Pio X p. 207) que a fé é virtude teologal (p. 205) que se recebe pelo batismo (p. 206) e que para aceita-la é preciso aderir com a inteligência as verdades reveladas por Deus por meio da Igreja (p. 207). Com inteligência, pois não se pode conhecer a Deus por experiências pessoais, Deus é espirito, mas sim que podemos conhecê-Lo pela fé e a razão (p. 42) Por isso não é verdade que a fé é experiência pessoal com Deus.

Rezemos pela a vitória da Igreja sobre o modernismo, rezemos pelo êxito da FSSPX nas discussões doutrinais. E que Deus que é Pai Todo Poderoso, com auxilio de Nossa Senhora mantenha os sacerdotes da FSSPX na fé.

E não esqueçamos de intensificar nossas orações pelo Papa Bento XVI.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fé católica versus poligenismo (Parte II)



Provas a favor da unidade da espécie humana.
I diferentes raças humanas.

II semelhança e unidade provadas; 1º pelos caracteres genealógicos 2º pelos caracteres psicológicos, 3º pelos caracteres anatômicos. Explicação das variedades do tipo primitivo.

Diferentes raças humanas. Notemos primeiro que existem variedades consideráveis na espécie humana, no ponto de vista do tamanho, da cor, da configuração do crânio, como também no ponto de vista intelectual e moral. Os sábios estabeleceram classificações que diferem entre si. Mas o sistema de Blumenbach é geralmente adotado; foi seguido por Flourens, Quatrefages;admite a unidade de espécie e divide a humanidade em três raças principais : A raça caucasiana ou branca, que compreende as nações da Europa (com exceção dos lapões, dos finlandeses, dos húngaros) os povos da Ásia ocidental e do norte da África; a raça etíope ou negra, que descende de Cham; tem a cabeça alongada, os queixos proeminentes, os cabelos encarapinhados e lanudos; habita particularmente a África;3º a raça mongólica, de cor amarela ou de azeitona; que se distingue pela largura da face, pela fronte deprimida, e pelo queixo superior protuberante; descende de Sem e abrange as populações do leste da Ásia, os esquimós da América setentrional.

Como raças intermediárias entre essas três principais, há entre a raça caucasiana e a raça Etíope, a raça Malaia ou morena, que habita na península de Maláca, na Austrália e na Polinésia;entre a raça caucasiana e a mongólica, há a variedade americana ou cobreada, que forma a população aborígene do novo mundo.

II. Semelhança e unidade. Ora, dizemos que essas raças com todas suas variedades não formam mais do que uma espécie, e disso damos três provas tiradas de caracteres genealógicos, psicológicos e anatômicos próprios a todas as raças.
1º Caracteres genealógicos. O caráter fundamental que distingue a espécie e constitui, é, dissemos com a ciência, a fecundidade continua, indefinida entre os indivíduos que lhe pertencem. É este o sinal da espécie, de modo que se deve dizer que onde tal fecundidade existe, há unidade de espécie; e que onde não existe, há diversidade. Ora, entre as diversas raças humanas, mesmo as mais diversas, as uniões são fecundas, indefinidamente fecundas. É um fato incontestável, dele não queremos dar outro testemunho que o seguinte. O imenso território da América mostra-nos três raças muito diversas, a raça branca, a raça negra, a raça cobreada ou vermelha; ora, essas três raças se unem, e a fecundidade existe de modo indefinido e constante. Esta experiência, diz de Quatrefages, que se realizou durante mais de três séculos, sobre milhares de léguas quadradas, entre milhões de indivíduos, proclama altamente que o cruzamento dos três grupos que se encontraram na América, é um mestiçamento, e de nenhum modo uma hibridação; por conseguinte, que são três raças da mesma espécie, e não três espécies distintas.

A humanidade inteira não forma pois que uma só espécie. (Histoire naturelle de l’ homme, nº VI).

conclusão parece menos surpreendente quando nos lembramos de que entre os tipos mais dessemelhantes, encontram-se intermediários que os aproximam; esta observação feita por Humboldt, levava-o igualmente a concluir pela unidade da espécie.
Caracteres psicológicos. Quaisquer que sejam as raças a que pertencem, todos os homens são dotados de uma inteligência própria, sui generis, sem dúvida em graus diversos: mas a unidade de inteligência em todas as raças, disse Flourens, é a última e definitiva prova da unidade humana.

Seria enganar-se julgar a raça negra por exemplo, por ser a menos dotada, como incapaz de cultura intelectual. O negro Lilette Geoffroy não foi, no século XVIII, um célebre correspondente da Academia das Ciências de Paris? Todas as raças são susceptíveis de educação e de instrução; prova-o a Republica de Libéria. As narrativas dos viajantes e dos missionários concordam em mostrar-nos que as raças mais selvagens possuem o sentimento da moralidade. O doutor Livingstone o notou entre os povos do centro da África, onde achou a idéia de Deus e da vida futura; os resultados alcançados ali pelos missionários católicos mostram, até a evidencia, que todas as raças podem receber uma educação moral.

Enfim, o instinto que chamamos a religiosidade existe por toda a parte; em todos os lugares, encontra-se uma idéia de Deus com uma aspiração para Ele, traduzindo-se invariavelmente por atos religiosos. Portanto, se esses caracteres essenciais da humanidade, a inteligência, o sentimento moral, a religião, são encontrados em todas as raças, deve-se concluir pela unidade da espécie.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nossa Senhora da Conceição Aparecida



A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.

Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Provas da existência de Deus




Aulas in Youtube do Prof. Orlando Fedeli (divididas em 9 partes) nas quais expõe as cinco vias tomistas da existência de Deus. Como costumo fazer com videos do Youtube que posto aqui, e que tem continuações, coloquei apenas a parte fundamental do tema que se inicia. Vale a pena conferir todo o resto.

domingo, 11 de outubro de 2009

Luta de classes versus luta de classes

A teoria marxista da luta de classes preconiza duas classes que lutam historicamente uma contra a outra, a saber: a classe dominante e a classe dominada. Os marxistas de todas as tendências são unânimes na sua profissão de fé: proletariado contra a burguesia, camponês contra o rei, operários contra o Estado e assim vai...

Só que alguns detalhes podem esclarecer os católicos da falsidade deste dogma moderno. Pois então, Marx mesmo diz que em todas as sociedades que existiram sempre houve lutas de classes, ora eis a primeira contradição. Como dizer que em todas as sociedades houve lutas de classes, já que na Idade média, por exemplo, não há relatos de revoltas populares ou camponesas (explico, relatos históricos convicentes e honestos de que o povo medieval acreditava na conversa fiada de que eram "explorados" pela Igreja e o Estado) contra a hieraquia monarquista e o feudalismo? Veremos isso mais adiante.

Tenho conhecimento de que uma vertente considerável de marxistas se apoiam na teoria de Darwin para argumentarem acerca de uma suposta comunidade primitiva, de homens e mulheres "irracionais" que se assemelhavam com macacos, e como tais, só agiam pelo instinto. Os marxistas alegam que essa foi a primeira forma de sociedade comunista.

O marxismo se baseia numa teoria alienante para explicar que a tal comunidade primitiva seria um bando de semi-macacos quase (ou totalmente) irracionais, que evoluiram fisicamente e intelectualmente. Supondo que existiu uma comunidade primitiva, tal qual pretende explicar o marxismo compactuante com o darwinismo, como dizer que não havia um conceito de governo estruturalmente visível entre eles? Porque mesmo os animais e os insetos de todas as espécies possuem uma organização hierárquica, um "governo" estruturado, conforme observa e evidencia a biologia e as ciências naturais. Entretanto é preciso alertar que as muitas descobertas "científicas" dos defensores do darwinismo estão coberta de fraudes; e isso pega mal para uma teoria que se quer ter por séria, racional e acima de tudo realista.

Eu já falei aqui, na postagem que critico as fábulas criadas no "laboratório" acadêmico do Serviço Social, sobre a desigualdade natural entre rico e pobre ou patrão e empregado. Pois bem, a exploração do homem pelo homem que é regido sob o príncipio da "luta de classes" é nada mais do que a relação de trabalho patrão/empregado que entendida na visão marxista como uma relação categoricamente perversa entre o explorador (capitalista/estado) e sua presa (empregado/povo), na verdade, é um acordo político ou social, entre ambas as partes, a sobreviverem num auxilio recíproco entre si. Este auxilia aquele na sua sobrevivência dando-lhe material e salário, e aquele auxilia este trabalhando e proporcionando-lhe a garantia de seu salário. O patrão trabalha para comprar o material, o empregado trabalha para receber a produção e reprodução desse material em salário. O lucro ( os marxistas o chamam de "mais-valia") adquirido com justiça, se torna legitimamente justo, não há nada jurídico, historicamente (já que o marxismo se diz uma teoria crítica-histórica), que demonstre uma outra alternativa de se evitar lucros, como se isto fosse uma praga, e não falo só de dinheiro. Entretanto já que a análise marxista é sempre à luz de quem ganha mais ou menos, vamos lá. O material é do patrão, e o salário é do empregado. Portanto, o lucro saudável são méritos, entendido em sentido análogo a Parábola dos talentos (Mat 25, 14), isto é, uma constatação da desigualdade de direitos dos seres, pois até entre macacos uns são mais perspicazes e ganham mais bananas do que outros macacos.

Impossível uma sociedade (mesmo supondo uma sociedade darwin-marxiana de macacóides) não teria alguém que mandasse e outro que obedecesse, que um "macaco" não tirasse vantagens sob outro "macaco". Se existiam clãs ou tribos, mostra o quão organizados hieraquicamente eram, mesmo sem saberem o que é hierárquia ou ordem em si. E ainda, isso quer dizer que é impossível que todo material (comida ou instrumentos de madeira, pedra, metal e etc) era compartilhado igualmente entre eles, sem nenhum tipo de expressão de ordem/submissão ou imposição/obediência, como quer "propor" erroneamente o marxismo. Logo, admitindo a hipótese de uma comunidade primitiva, de homens que caçam e pintam paredes de caverna, vivem em grupos, tribos ou clãs, terá sim, também que admitir a hipótese de uma exploração de macacoíde pelo macacóide.

O marxista acredita que a divisão do trabalho capitalista é má. Ora, a divisão do trabalho, é realidade mesmo na lendária comunidade primitiva, que conforme historiadores darwin-marxistas, viviam de pesca e caça. Então, resta a pergunta, não haveria divisões de trabalho más também nesta época? Conceitualmente para o marxista inconsequente, naquela época não. Caçar dinossauros era até uma atividade divertida. Se as condições de trabalho, como soltar lanças e pedras sobre mamutes e roubar ovos de pterodáctilos eram razoavelmente boas, como ficava as condições de higiene dos uga-ugas? Eram péssimas, não? Será que era melhor do que dos assalariados da Revolução Indústrial?

E não haveria lutas e conflitos por poder e território? Sem dúvida, diria o marxista mais coerente, mas se mesmo nessa sociedade havia lutas e conflitos entre tribos e grupos, a pretensão de querer uma sociedade sem dominação de uma classe é um absurdo. Ora, se por outro lado, o marxista acredita que neste "período" não houve classes, conflitos ou lutas, pelo fato desses indivíduos serem (ou quase serem) irracionais , como ele explica a existência das tribos ou clãs? Se viviam todos em paz com suas incapacidades intelectuais limitadas quase absolutamente ou impossibilitadas de terem razão , como e para quê grupos? Não seria isso uma divisão de classes derivada de lutas pelo poder de qualquer coisa? Mesmo se tratando de um poder irracional, semelhante ao que se observa no reino animal? Como ele explicaria a contradição com o dogma: "em todas as sociedades que existiram sempre houve luta de classes"? Seria mais coerente dizer "em algumas sociedades que existiram", ao invés de "em todas". Ou que tal na maioria das sociedades racionais sempre houve lutas de classe?

Voltando a questão sobre a Idade Média, alguns professores acadêmicos defendem que a hieraquia monárquica de estado era do tipo de castas, ou seja, de status politico e religioso determinado e estável. Ora, isso é uma bobagem historicamente grotesca. Quem afirma essa bobagem nunca estudou, com honestidade, a Idade média. Se tal afirmação fosse verdade um padre medieval não chegaria a função de um bispo, que nunca chegaria a ser papa. Os vassalos, conforme os méritos dos quais falei, também subiam de "status", chegando a serem nobres, e até donos das terras.

Confudem também nobreza com riqueza, o que é diferente, um nobre não é necessariamente rico, e um rico não é necessariamente nobre, a nobreza na idade média era simbolizada com títulos, uma espécie de certificado de bom cidadão. E a nobreza, no seu sentido teológico é que define o homem a mais nobre criatura na terra, mas como derivação de uma virtude ou mérito, nem todo homem é capaz ou digno de possui-la. As lutas, que de fato existiram literalmente e conscientemente foram de reinos contra reinos, ou cristandade contra mulçumanos, por motivos politicos e religiosos, nunca pela uma causa econômica trabalhista. Aí dirão: eles lutavam por seus direitos negados pela Igreja e o Estado, mesmo sem saber que eram explorados. Ora bolas, se não sabiam que eram explorados então a luta de classes não faz o menor sentido de ser, seja na tal comunidade primitiva, seja na Idade Média. E quais direitos eram negados ao cidadão medieval católico dentro de um Estado católico regido pela Igreja Católica? Isso é muito diferente se comparar com regimes ditatoriais ateus da Idade Moderna que inicialmente costumam ludibriar os católicos e os não-católicos com uma promessa de uma sociedade igual, livre e em paz com trabalho para todos. Se quer se falar dos direitos fundamentais à vida na Idade Média, dada as condições econômicas daquela época, a resposta é: nenhum. E enquanto o argumento de que tais cidadãos não tinham consciência de sua exploração, só posso dizer é que na época não haviam comunistas para "fazerem-lhes a cabeça". Falarei mais sobre supostos direitos reprimidos pela a Igreja em um próximo post, por enquanto continuemos a tratar da luta de classes e conclui-la.

A "luta de classes" é mais um conceito idealista, parte da ideologia de esquerda do incentivo brutal ao ódio de classes que se esforça para aglomerar universalmente revoltas, guerras e conflitos numa mesmo patamar politico, em suma, é uma luta imaginária pela obtenção dos bens burgueses. Por isso digo que, universalmente falando, a luta de classes nunca existiu, o que existe é um clamor diabólico para que ela aconteça. Uma luta do proletariado contra a burguesia é uma fábula, que implica mais ou menos (mais para menos do que mais para mais) fatores econômicos de produção ou de diferença social, mas que sobretudo se trata de uma atribuição feita por cabeças pensantes ao operário, cabeças como as de Engels e Marx, que nunca foram operários, mas procedem de suas origens..burguesas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Algumas considerações sobre as "duas irmãs Lúcias"


Quando tive a oportunidade de ler o livro de Socci (traduzido para o português lusitano), não hesitei “devorá-lo” em poucas semanas. Fiquei impressionado com algumas revelações que concernem ao mistério (ou mistérios) de Fátima. De fato, haja mistérios! As hipóteses de Socci, tem uma certa atração lógica para explicação de toda essa polêmica das “duas Lúcias”, mesmo sem ele saber e ignorá-la completamente.

Boa parte desses "mistérios", não eram desconhecidos por mim, mas a leitura do livro solidificou as minhas certezas. Quando publiquei a postagem anterior sobre o tema, não o tinha lido, fundamentava-me em outros sítios, particularmente no sítio da Montfort. Confesso que a melhor coisa que fiz foi ter aberto suas páginas e adentrar em sua envolvente leitura. A obra de Antonio Socci suscitou-me mais uma vez, a retomada da abordagem sobre a controversa “Irmã Lúcia II”.

Sim, controversa Lúcia II, e não Lúcia I, é preciso dizer, pois para mim, não resta dúvidas de que a “irmã Lúcia II” é uma farsante. É evidente, que o artigo da Dra. Marian Horvat, teve influência nessa minha posição. As fotos apresentadas por ela são inequívocas, só quem não quer ver é que acha alguém como a irmã Lúcia poderá mudar de maneira tão discrepante seu físico e estado de espírito, especialmente seu rosto, mesmo na velhice.

A Dra. Marian Horvat parece ser ligada a TFP. Ela poderia ser até da OPUS DEI, não importa. Mas é importante ter em mente seu argumento e suas provas, sua análise e principalmente as fotos, que foi o que mais me convenceu, visivelmente distintas e contraditórias.

Está muito claro, que a “substituição” da verdadeira Lúcia por uma falsa Lúcia fora algo premeditado, quando a verdadeira Lúcia, sob a ordem de Nossa Senhora, pediu a revelação do Terceiro Segredo em 1960, depois de tanto implorar aos papas Pio XI e Pio XII, pela consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração.

Quem foi o mandatário de tal “substituição”? Não sabemos, mas as suspeitas recaem mais uma vez na ala modernista do Vaticano e nos "homens de boa vontade". Poderia prever João XXIII que além da primavera da Igreja, uma violenta tempestade acabaria por surgir e arrastaria violentamente para fora da história um dos “profetas das desgraças” que tanto o incomodava? O fato é que após 1960, no ano posterior, João XXIII abriu o Concílio Vaticano II e a irmã Lucia foi momentaneamente esquecida e o segredo, de novo, engavetado.

Nessa nova postagem, exploro algumas contradições concernentes a Irmã Lúcia II, através do livro de Socci, bem como algumas considerações do mesmo que achei importante discorrê-las.

A suspeita cai somente sobre o Cardeal Bertone?
Segundo Socci, há suspeitas de que Bertone teria se esquivado ou até mentido, em resposta as críticas que surgiam, pois ele atribuía à "irmã Lúcia" a afirmação que a consagração da Rússia teria sido feita em 1984 por João Paulo II, por meio de uma estranha carta datada de 8 de novembro de 1989, digitada, sem assinatura e sem cópia.

Ora, conforme o mesmo Socci, a Irmã Lúcia não sabia usar um teclado de computador. E não sabia mesmo, em 1959-60 ainda não existia, pois quem usava com maestria e inegável habilidade um teclado, ainda que não fosse de um computador, era justamente a "irmã Lúcia II". Logo, certamente, poderia o pobre Bertone ter sido enganado por ela, embora isso não possa eximi-lo das outras suspeitas.

Socci ainda acha “estranhíssimo” um mês antes da publicação do segredo, o Cardeal Bertone ter decidido interrogá-la no Carmelo de Coimbra, sem trazer registros da entrevista em um gravador ou numa câmera de filmagem. Sem nenhuma preocupação em dizimar as dúvidas acerca do dossiê Vaticano sobre Fátima, suscitadas pelos tradicionalistas e pelo próprio Socci. Sobre a entrevista, Cardeal Bertone limita-se em dizer que o encontro foi importante para a decisão do Papa João Paulo II publicá-lo e para ele "revela-lo" em forma de relatório ao público.

A "Lúcia II", que não "sabia" usar computador, mas sabia digitar, escreveu um livro chamado Apelos da Mensagem de Fátima onde se diz que ela está submissa ao que a Igreja disser sobre o Terceiro Segredo, em notória aceitação às demandas conciliares.

Outro fato, certamente estranhíssimo para Socci, é que no relatório de Bertone, a farsante "irmã Lúcia II" diz que não foi Nossa Senhora quem pediu a publicação do segredo em 1960, mas sua intuição. Então, a intuição da “Irmã Lúcia” ultrapassava a ordem de Nossa Senhora. Temos então uma “Irmã Lúcia” em perfeita sintonia com os dons carismáticos.

Já que Bertone a declarou lúcida e consciente, e perfeitamente Socci concorda neste ponto com o Cardeal, podemos então criar quatro hipóteses em cima disso: 1- A irmã Lúcia se sentiu coagida e sob pressão psicológica para se contradizer, logo Bertone a constrangiu gravemente a se contradizer. 2- A irmã Lúcia jamais disse isso, logo Bertone mentiu. 3- Ela não é a verdadeira irmã Lúcia, logo Bertone foi enganado. 4- Ela não é a verdadeira irmã Lúcia, mas Bertone sabia.

Quem ler seriamente o livro, perceberá que a suspeita de Socci oscila entre a 1 e a 2 hipótese. Eu prefiro ficar, ao menos por enquanto, com a 3 hipótese.

Além de ter uma intuição dialética, ela também isenta de culpa o Vaticano, pois que a ordem atribuída a Nossa Senhora passa a ser um fruto da imaginação de "Lúcia", e daí, essa perigosa afirmação cria margens para dúvidas sobre a autencidade da aparição.

Segundo a Lúcia falsa, que obviamente concordava com a interpretação do Vaticano sobre o segredo, o papa que é fuzilado é João Paulo II. Uma contradição notória, pois a visão fala de um papa que é fuzilado e morto, em conseqüência cronológica muito óbvia.

É portanto prudente dar-se crédito somente aos escritos da irmã Lúcia até sua famosa e última entrevista, de que se tem notícia, com o Padre Agostinho Fuentes em 1957. Todavia, para Socci, a “hipótese” de uma falsa Lúcia, poderia comprometer a articulação do seu livro, tornando-o num "romance de ficção policial". Talvez por falta de evidências mais convincentes, como as da Dra. Horvat.

Deus não castiga?
A "Lúcia II", a falsa, ainda afirmaria uma inverdade sobre Deus contradizendo-se explicitamente, que aparentemente também passara despercebida por Socci. É sobre uma carta que lhe atribuiram dirigida ao Papa João Paulo II citado no livro Memórias da Irmã Lúcia oficializado pelo Vaticano: "E não digamos que é Deus que assim nos castiga; mas sim, que são os homens que para si mesmos se preparam o castigo"(Socci apud "Lúcia" p. 59).
Era só comparar com que "ela" tinha afirmado antes ao Padre Fuentes:
"(...) a Rússia será o instrumento escolhido por Deus para punir o mundo" (pg. 114).
Socci mantem sérias ressalvas quanto a autencidade da carta, mas não se atentou para essa contradição, embora não fizesse diferença na sua opinião em relação a Lúcia II.
Cartas ou cartadas da "irmã Lúcia II"?
Esses fatos, como diria Socci, também parece estranhissímos. Na visita do Sumo Pontífice Paulo VI em Fátima em 1967, o Bispo Venâncio de Portugal entregou ao Papa uma carta solicitada pela impostora. Em 1982, no dia 13 de maio, uma carta foi entregue pessoalmente pela "Lúcia II" à João Paulo II, e por fim, a "Lúcia II", aparecendo nas câmeras de tv no momento da solene publicação do Terceiro Segredo em 2000, ainda entregaria uma outra carta, ao vivo, ao mesmo João Paulo II.
O que isso significa? Para mim, surge duas hipotéses sobre o conteúdo das cartas. Primeiro: apenas recados informais. Segundo: Haviam realmente "coisas sinistras" ali escritas, mas que não tinha nada ver com o Terceiro Segredo. Socci só consegue desconfiar de que essas cartas seriam um aviso da "Lúcia" aos papas Paulo VI e João Paulo II para que publicassem a explicação do terceiro Segredo.
Conclusão da minha hipótese, a irmã Lúcia II nunca viu e nem ouviu Nossa Senhora, e é claro que essas cartas não estavam vazias. Presumo que se lá estava alguma coisa escrita sobre o Terceiro Segredo, seus conteúdos eram mais de contradições do que esclarecimentos.
Video Extra

Para finalizar, vejam esse video, em que aparece a Dra. Branca Paul que cuidou da "Irmã Lucia II" até sua morte. O video é uma entrevista de tv, em espanhol, em que a Dra. Paul confessa ao apresentador que a "Lúcia" confidenciou-lhe não haveria mais nada do segredo a revelar. O que diria Socci ao ver esse video?


Referência bibliográfica:
SOCCI, Antonio. O Quarto Segredo de Fátima, tradução de António Maia. Ed. Caderno. 2006

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pura maçonaria


Não é segredo para nenhum historiador sério de que D. Pedro I era maçon. Segredo ainda para muitos é o que foi o papel da mesma maçonaria no que tange as implicações politicas no Brasil. É tudo muito perfumado e proporcionalmente venenoso o que se ensina atualmente nas escolas sobre isso. Em contrapartida, quando se "investiga" o descobrimento do Brasil, pretendem passar uma ideologia perversa de que os navegadores portugueses de 1500 foram os grandes vilões da história, saqueadores, exploradores (no sentido mais comunista da palavra), e daí, passam a fase adulta para chegarem a conclusão de que foram: assassinos, criminosos, é um salto.

Não ensinam o bem que fizeram, antes se aproveitam da fraqueza humana, dos pecados, para generalizar pontos negativos de algo tão secundário, comparado a real intenção e aos atos benévolos dos colonizadores. Pelo contrário, o bom mocinho é o bom "político", que segue os principios da liberdade, igualdade e fraternidade. É aquele que luta pela simples liberdade politica e da rejeição prática ao conhecimento da verdade, que luta pelo subjetivismo e relativismo liberal, enfim, é alguém como D. Pedro I.

D. Pedro I, às margens do Rio Ipiranga em São Paulo gritou: Independência ou morte! Poderia gritar também liberdade, igualdade e fraternidade até ficar rouco e perder a voz. O famoso e suposto grito deste notável imperador maçon, já não ecoa mais nas mentes dos sócio-democratas ou socialistas liberais. Certamente, a ganância e a usura gritam ainda mais alto, junto com a batida perfeita de Brasilia.
Contundo o que era secreto, está cada vez mais explícito. Os atos secretos de Sarney e as manifestações eletrônicas da maçonaria. Pois então, esse é o Hino à Maçonaria, que soa tão inocente e puro (vejam só!) aos nossos ouvidos, composto por D. Pedro I, segundo fontes maçônicas da internet:

"Da luz, que si difunde, sagrada filosofia
surgiu no mundo assombrado, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Da razão, parte sublime, sacros cultos merecia
altos heróis adoraram, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza vingai direitos, da natureza.
Da razão, suntuoso templo, um grande rei erigia,
foi então instituída, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Nobres inventos não morrem, vencem do tempo a porfia
há de os séculos afrontar, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Humanos sacros direito, que calcará a tirania
Vai ufana restaurando, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Da luz deposito augusto, recatando à hipocrisia
Guarda em si com zelo santo, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Cautelosa, esconde e nega, a profana a gente ímpia
Seus mistérios majestosos, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Do mundo o Grande Arquiteto, que o mesmo mundo alumia
Propício protege, ampara, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza".

E não falta bispos brasileiros que vinguem direitos e esquerdos, da natureza do povo, cantam junto essa infeliz republicana e democrata melodia, à pura maçonaria.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Polônia rejeita tentativa de "reescrever" história da 2ª guerra


Esse negócio de reescrever histórias é uma "arte" surpreedentemente comunista. Foi através de tal "arte" que denominaram o governo militar como "ditadura" de 1964-1985 no Brasil. Graças a Deus que as autoridades polônesas, ao contrário das autoridades brasileiras, não silenciaram a verdade de sua história.

Polônia rejeita tentativa de reescrever história da 2ª guerra

Por Gabriela Baczynska e Denis Dyomkin

Reuters

GDANSK, Polônia (Reuters ) - O presidente polonês, Lech Kaczynski, alertou na terça-feira contra tentativas de reescrever a história, enquanto quase 20 líderes europeus se reuniam na costa do Báltico para marcar o 70o aniversário do início da Segunda Guerra Mundial.

A Rússia e seus ex-aliados do Leste Europeu estão em atrito por causa do papel exercido em 1939 pelo então ditador soviético Josef Stálin, cujo acordo com a Alemanha nazista permitiu a invasão da Polônia e o início da guerra.

Enquanto os russos se orgulham profundamente da sua vitória sobre as forças de Adolf Hitler em 1945, os poloneses, bálticos e outros dizem que Stálin também foi diretamente responsável pelo início da guerra, ao dividir a Polônia com Hitler e anexar os países bálticos.

"(Precisamos) nos opor às tentativas de escrever de novo a história, de questionar as verdades da Segunda Guerra Mundial, a escala das vítimas do nazismo e também do comunismo totalitário", escreveu Kaczynski no diário polonês Rzeczpospolita.

Ecoando essa ideia, Adam Michnik, que foi dissidente do regime comunista polonês, escreveu na Gazeta Wyborcza que "para nós, como para muitos democratas russos, Stálin foi um criminoso e agressor". "O criador das terras do Gulag (prisões para dissidentes ) é inteiramente comparável a Hitler."

Numa cerimônia realizada antes do alvorecer em Westerplatte, na costa do Báltico, onde os alemães dispararam os primeiros tiros no começo da invasão da Polônia, em 1o de setembro de 1939, Kaczynski comparou o assassinato de 20 mil oficiais poloneses pela União Soviética na floresta de Katyn e em outros lugares ao genocídio nazista contra os judeus.

"Qual é a comparação entre o Holocausto e Katyn? Há uma coisa ligando esses crimes, embora sua escala fosse diferente. Os judeus pereceram porque eram judeus, os oficiais poloneses pereceram porque eram oficiais poloneses", disse.

"Não é que a Polônia tenha de aprender as lições da humildade. Não temos razão para isso. Outros têm - os que causaram a guerra", disse o presidente, um nacionalista conservador, em uma reunião de veteranos de guerra e funcionários do governo.

A Polônia quer que Moscou se desculpe pela decisão de Stálin de matar todo um batalhão polonês em Katyn em 1940.

Durante décadas, os russos atribuíram essas mortes aos nazistas, só admitindo a responsabilidade de Stálin após o fim do regime soviético.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/090901/mundo/mundo_polonia_guerra_cerimonia

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Campos de outrora: Padre Rifan sai de cena e entra o aggionartado Bispo Rifan ( Parte III Final)



Uma mitra, uma nova indentidade. Deposição de armas em Campos, lastimável!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As 12 mentiras históricas contra a Igreja

1. A Inquisição matou 1. 000. 0000. 000 de pessoas entre bruxas, judeus e hereges.

A Inquisição tratou somente de julgar os católicos caidos em heresia, e pouquissimas vezes, vale salientar, foi-se aplicada a pena de morte. Na verdade, a Inquisição Eclesiástica mais aplicou penas leves aos hereges que variam de multas e peregrinações a Terra Santa e não chega nem a 1/3 das mortes que lhe atribuem.

2. A Inquisição relaxou contra os abusos sexuais em crianças de ambos os sexos nas navegações portuguesas.

Primeiro que a Inquisição somente tratava de investigar possiveis hereges, e não abusos em matéria sexual contra crianças. Segundo, se houve tais abusos, não foram das primeiras navegações portuguesas que comportavam somente homens e adultos, mulheres e crianças eram proibidos de embarcar. Terceiro, não havia necessidade naquela ocasião de crianças ou mulheres sairem de suas casas para acompanhar seus esposos nas primeiras expedições a territórios desconhecidos, perigosos e incertos. Esta decisão foi tomada logo após se concretizar as colonizações, e por decisão de Portugal, Dom João decidir a vir ao Brasil com sua familia.

3. A Inquisição matou os próprios católicos: Santa Joana D'arc e os templários.

Quem julgou Joana D'arc fora um tribunal forjado pelos ingleses e pelo interesseiro Bispo Pedro Cauchon, ocultando todo o processo do Papa Martinho V. Enquanto o julgamento dos templários, fora imposto por outro interesseiro, o Rei da França Felipe o belo.

4. A Igreja vendeu indulgências, Lutero confirmou o fato.

Lutero é o famoso autor da frase: "Que mal pode haver se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja?". E convenhamos, como é possivel vender indulgências? E se porventura algum clérigo, representativamente as "vendeu", esse era tão relapso e desonesto quanto Lutero.

5. Durante o período das cruzadas e dos tribunais inquisitórios, a Igreja batizou os judeus e mulçumanos a força.

A Igreja sempre proibiu o batismo forçado, os padres sempre perguntam aos padrinhos das crianças ou aos catecumenos se desejam o compromisso com Deus.

6. A Igreja perseguia a ciência, tomamos o exemplo de Galileu.

A Igreja nunca perseguiu a ciência, pois nunca barrou estudos científicos verdadeiros dos padres. Antes foi Galileu que embaraçou-se com suas próprias teses errôneas sobre os cometas e as causas das marés. Ele foi julgado, preso e solto, depois de algumas advertências sobre sua pretensa interpretação pessoal da biblia para valer a tese do movimento da terra que na realidade ele tomou "emprestado" do Padre Copérnico, e principalmente por causa de sua insinuação acerca da transubstanciação da hóstia, que segundo ele, não poderia conservar os acidentes de pão. Se a Igreja perseguisse a ciência, teria que condenar também o Padre Copérnico.

5. Na idade média, a Igreja proibia a leitura e o conhecimento, pois queriam todos os seus fiéis ignorantes.

As universidades e as escolas fundadas pela Igreja são provas reais que desmascaram essas calunias. O que era proibido aos católicos eram os livros de conteúdo herético e imoral, por isso eram colocados na lista de livros proibidos chamado Index Librorum Prohibithorum.

6. Na idade média, a Igreja proibia a leitura da biblia aos leigos.

O que a Igreja com prudência proibia era a interpretação pessoal da bíblia, por isso aos leigos não é recomendado a leitura de uma tradução da biblia que não seja reconhecida por seu Magistério ou que não tenha as devidas notas de explicação.

7. A Igreja esconde o fato da existência da Papisa Joana.

A Papisa Joana nunca existiu, diz Mons. Cauly sobre essa lenda: "Esse fantasma não acha lugar para se colocar entre Leão IV e Bento III. Leão IV morreu a 17 de julho de 855; Bento III foi (...)eleito no mesmo mês e sagrado a 29 de setembro do mesmo ano (...) Essa mulher (...) nasce ora em Athenas, ora em Monguncia, ora na Inglaterrra"(Cauly, 1914 pg. 479). Outro fato, é que seus contemporâneos e os historiadores dos três séculos posteriores, nada falam a respeito da papisa. Há evidências de ter sido uma invenção do século XIII dos gregos cismáticos e difundida pelos protestantes seguidores de Lutero e Calvino.

8. A Igreja apoiou o massacre de São Bartolomeu.

A questão do assassinato aos protestantes no dia de São Bartolomeu foi meramente politica, sem nenhum apoio direto e indireto da Igreja. A culpabilidade cai primeiramente sobre o General inglês Colligny, que organizou um massacre semelhante contra os católicos franceses, destruindo e saqueando igrejas, assassinando padres e freiras.

9. A Igreja apoiou o Fascismo e omitiu-se ao Nazismo.

Pio XI condenou o nazismo e o totalitarismo fascista de estado numa mesma encíclica chamada Mit brenneder Sorge.

10. A Igreja dizia que os negros não tinham alma.

Mas é claro, por isso canonizou São Benedito, Santa Bakhita, São Martinho de Porres...

11. As tribos de indios da américa do sul foram todas dizimadas pelos colonizadores sob a conivência da Igreja.

No Brasil, ainda existem tribos que remotam aos 500 anos. Portanto falar de dizimação é exagero e rídiculo. Se houve injustiças dos colonizadores católicos, deveriam incluir na culpa também os indios que praticavam antropofagia contra colonizadores e padres, e os colonizadores protestantes principais semeadores de revoltas. A Igreja nunca foi conivente com isso, os jesuítas, além de educadores, eram exemplares protetores dos indios.

12. A Igreja apoiou a escravidão.

A Igreja nunca apoiou a escravidão, ela fora condenada por vários papas através de enciclicas e cartas que influenciou os estados marcados pelo iluminismo do século XVIII, fazendo a escravidão desaparecer em meados do século XIX na europa e em seu final no Brasil.

No futuro, haveremos de refutar mentiras da época conciliar, se for preciso.