sábado, 28 de fevereiro de 2009

Resultado da 2ª enquete

"Na sua opinião, a próxima bomba do Papa será:

Condenar o Concílio Vaticano II: 2% dos votos
Revelar o terceiro segredo de Fátima integralmente: 2% dos votos
Reformar a missa nova: 58 % dos votos
"Reabilitar" Monsenhor Lefebvre e Dom Castro Mayer: 8% dos votos
Nenhuma: 26% dos votos"

Então é isso, 58 % dos leitores ou simpatizantes do blogue, acham que a missa nova será o próximo passo do Papa. Obrigado a todos que votaram, aguardem a próxima enquete.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Homenagem a Dom Williamson (meu apoio e orações)



A liberdade de expressão é uma mentira! That's reallity!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ditadura militar no Brasil? (Parte II)


A Intentona Comunista fracassou, mas a ameaça de uma revolução marxista não parou por aí, ainda muitas águas iriam rolar. Prosseguia os problemas administrativos do governo Vargas, os comunistas continuavam conspirando contra a nação, greves e mais greves, o Estado novo, dava tapas, assoprava, e escondia a mão. Em 1947, o PCB ( Partido Comunista Brasileiro) foi fechado por Getúlio Vargas, intervindo em catorze sindicatos e fechou uma central sindical dos comunistas. Mais tarde, em 1951 no seu segundo governo, Getúlio iria fazer as pazes com a esquerda.

“Não se limitou às palavras genéricas e apelou para a organização dos trabalhadores nos sindicatos para ajudá-lo na luta contra os ‘especuladores e os gananciosos’. Ao mesmo tempo, aboliu a exigência do atestado de ideologia para a participação na vida sindical. Com isso favoreceu o retorno dos comunistas e dos excluídos em geral durante o período Dutra”. (FAUSTO,2006, p. 227)

Depois do suicídio de Getúlio, encontraram uma carta emotiva atribuída a ele, que iniciara assim: “Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim." E entre outras coisas, revela uma visão revolucionária: "(...) fiz-me chefe de uma revolução e venci".

Veio o governo de Juscelino Kubitschek e com ele a construção de Brasília, seu sucessor Jânio Quadros, condecorou o guerrilheiro terrorista Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul. Os impasses entre os militares e o governo aumentaram depois deste “gesto despretensioso” de Jânio. Renunciando Jânio, em uma demonstração teatral escrita em uma carta- renúncia, e como a carta-testamento de Getúlio, atribuiu às “forças terríveis” sua saída do palco, fechou-se as cortinas para ele.

Golpe ou contra-golpe?
Estava quase tudo pronto para receber João Goulart, vice de Jânio Quadros, que estava voltando de viagem da China comunista, só faltando chegar ao Brasil para decidirem o dia da sua posse. Iniciou-se um debate e discussão na Câmara dos Deputados em Brasília sobre a posse de João Goulart, no final da sessão, todos foram unânimes em aceitar Jango, como era chamado, na Presidência da República. Porém, convocada uma outra sessão, um desentendimento entre o Deputado Benjamim Farah e o Deputado Aurélio Viana acerca de um projeto de lei apresentado pelo o primeiro, acaba por revelar um suposto complô contra Jango.

Aurélio Viana assim explanava à Farah:

“Nobre Deputado, ontem à noite, hoje pela a manhã, de madrugada, os aviões eram revistados. Soldados procuravam o Vice-presidente, indo, até mesmo aquelas partes reservadas dos aviões”. (SILVA apud VIANA, 1975, p. 50)

A demora de João Goulart para posar em território nacional, fez com que os ânimos em Brasília se exaltassem, muitas conversas iriam surgindo, muitas especulações de golpe, de ditadura, iriam tomando conta de muitos políticos.

Passaram-se dois dias, nada de João Goulart. Enquanto isso, o mistério continuava, e os debates entre políticos e militares foram ficando cada vez mais acirrados. Se falou em prender João Goulart tão logo ele pisasse em território nacional. Enquanto isso, crescia as organizações terroristas, Leonel Brizola, casado com a irmã de João Goulart, intencionava aproveitar a situação conturbada da posse e do país, para orquestrar os planos da revolução. As acusações contra os militares eram muitas, chegaram a dizer que Leonel Brizola teria sido jurado de morte por um militar. Mas Brizola continuava incitando setores do Exército, da mídia, de sindicatos para agirem contra os militares, provocando revoltas e discórdias, utilizou-se de estações de rádio para incentivar o povo gaúcho pegar em armas. Jango, finalmente, dá o ar da sua graça, desembarcando em 5 de setembro em Brasília, para tomar posse dois dias depois, em 7 de setembro de 1961.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Site anticomunista desativado

O Mídia sem máscara tinha bons artigos, era um site razoável, combatia o comunismo, isso era o bom de todo o site. Permaneceu um tempo no link do meu blogue, até quando descobri que foi apagado, por motivos que desconheço. Não farei alarde, quem sabe ele retorna...de novo? Enquanto isso, o soldadinho vermelho tomou conta do pedaço, o domínio é dele.

http://www.midiasemmascara.org/

Atualização de 27 de Fevereiro de 2009

Pela a segunda vez, o Mídia sem Máscara retorna, ainda bem, já desconfiava do simpático soldadinho vermelho, que na realidade olhando bem detalhadamente, parece mais um mensageiro de hotel. Ok!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ditadura militar no Brasil? ( Parte I)


Uma mentira pode ser dita várias vezes, e convencer, mas a mentira histórica ultrapassa os limites da realidade. A frase de Goebbels tem um fundo de verdade, reflete o que é lógico, embora sua conduta ideológica repugnante e condenável. Da frase de Joseph Goebbels, propagandista de Hitler e do nazismo, entendo a insistência de uma imposição histórica, entendo que, para seduzir , certas mentiras funcionam como mantras, com o intuito de “relaxar” as mentes. Em livros, internet, universidades, mídia, TV, o eco da ditadura, funciona uma contínua repetição emanada da caverna dos eruditos, uma decoreba na consciência, que pela adesão vira dogma. Como um disco arranhado na vitrola, muitos brasileiros parecem aceitar estas canções velhas e danificadas. O som da ditadura é uma canção romântica, ora lembra do passado, ora lembra daquela pessoa inerente ao passado, de quem se criou uma imagem boa ou ruim. No caso do regime militar, como ele é contado (ou cantado), é uma imagem péssima.

Não é a ditadura militar uma verdade verdadeira para muitos brasileiros? Não seria ela uma imposição ideológica, uma mentira que estar a ser repetida e que os brasileiros acabaram decorando? Os números de mortos pelo regime militar entre 1964 até 1985 faz-me desconfiar desta história, pois são poucos os números de cidadãos tombados e reprimidos pelo o regime. E eu estou deixando de fora os terroristas (o maior número de mortos pertence a eles). Creio que se existiu uma ditadura, há uma falta de estudo apurado sobre o assunto, uma pesquisa detalhada e minuciosa com as vítimas e testemunhas do regime, de uma entrevista com os brasileiros que viveram aquela época. Não conheço nenhum livro dos que defendem a existência da ditadura no Brasil, nenhum mesmo, que fale com precisão e autoridade, o número de mortos de brasileiros e brasileiras satisfatório para argumentos que nos impõe certos historiadores.

Nos livros e fontes periódicas atuais dos defensores da existência de uma ditadura brasileira, encontrei muita critica, romance, algumas denúncias de tortura por ex- terroristas e ex- exilados políticos esquerdistas, falácias e...só. Cadê a opressão ao povo? Existe, é claro, o número de milhares de militantes mortos em confronto com a polícia, de estudantes mortos aliciados por comunistas radicais, de membros mortos de facções terroristas como ALN ou VAR –Palmares. E o povo que trabalhava e levava sua vida normalmente, que não recebia doutrinação ideológica e não tinha nada a ver com isso? Era seguramente atormentado e hostilizado pelos os militares? Curiosamente, a maioria das “vítimas” do regime eram todos da esquerda radical.

Contexto histórico (pré- regime)

O Brasil vinha sendo ameaçado pela revolução comunista desde meados de 30, os autores simpatizantes da esquerda confirmam e não me deixam mentir. Não nego, e nem posso, à luz das evidências históricas, os militares mal intencionados, e houve sim o interesse político e de ascendência ao poder, um movimento revolucionário tenentista da década de 20 composto por militares do qual comandava Luís Carlos Prestes. A revolta destes militares foi resultante de um conflito interno entre o Exército e as chamadas oligarquias que tinham o poder sobre os estados. Tudo por causa da honra ferida do Marechal Hermes da Fonseca. Entretanto, nos meados de 30, iniciou-se também o problema da economia enfraquecida, do processo de industrialização e a modernidade, das classes sociais atingidas pela a pobreza e o desemprego, das greves incitadas por subversivos e pelas idas e vindas dos partidos políticos comunistas e de presidentes coniventes com o comunismo, como foram de fato, Getúlio Vargas, Jânio Quadros e João Goulart.

Luís Carlos Prestes que lutou fortemente contra o governo, não abandonou seus princípios revolucionários, apenas mudou de lado, converteu-se ao comunismo.

Se alguns militares cometeram um equivoco fazendo guerra dentro de casa, e suas pretensões políticas não deram certo, é bem verdade que em 1935, no governo de Getúlio Vargas, os comunistas tentaram uma tomada de poder. Ficou conhecida como Intentona Comunista, organizada e liderada, por o mesmo Luís Carlos Prestes, aquele do movimento tenentista.

“Prestes vinha sendo influenciado pelos os comunistas desde um encontro que tivera com um dos fundadores do PCB –Astrogildo Pereira – quando estava exilado na Bolívia. A influência cresceu através de leituras e de contatos com lideres comunistas argentinos e uruguaios. Ele não entrou imediatamente no PCB. Com um pequeno grupo, fundou a Liga da Ação Revolucionária. Por alguns anos, o PCB condenou o ‘personalismo prestista’(sic) até que uma ordem vinda de Moscou garantiu o ingresso de Prestes no partido, em 1934”. ( FAUSTO, 2006, p. 179.)

O ex-comandante Carlos Alberto Ustra, que é acusado pelo o governo Lula de tortura, fala da revolta de Prestes e de sua Intentona:

“Soube com detalhes, que Luís Carlos Prestes (...) chefiara em 1935 a Intentona Comunista, quando vários quartéis foram atacados. Mais de 30 militares, além de centenas de civis, foram mortos de forma traiçoeira, muitos enquanto dormiam”. (USTRA, 2007, p. 34)

Mas...

“O levante de 1935 (...) foi um fracasso. (...) Houve ali um confronto entre os rebeldes e as forças legais de que resultou vários mortos até a rendição (FAUSTO, 2006, p. 198)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Sinédrio moderno



Na Alemanha, é crime contestar ou negar o dogma judeu do holocausto, nenhuma surpresa para mim, suponho que as sementes de Lutero tirou de alguns alemães mais do que a verdadeira fé, também a sensibilidade democrática, sobretudo, da imprensa alemã. Ou talvez, o horror do nazismo durante a segunda guerra, tenha criado um complexo de culpa neste país que um dia foi católico. Complexo notado por Dom Willianson, o bola da vez. Será que ele tem razão?

Exigem que Sua Excelência Dom Willianson se retrate publicamente, se rebaixe perante o Sinédrio, e clame aos juízes iníquos piedade! O negociador Cardeal Walter Kasper faz as suas mediações entre os doutores e juízes, que com maneira ecumênica justifica os infiéis. Dom Willianson, graças a Deus, tem mostrado bom juízo nestas situações. Para o Sinédrio, parece que a via crucis do bispo seria o suficiente, entretanto, alguns doutores da lei continua o julgamento bem ao antigo costume judaíco... à pedradas, só que agora pedradas verbais, por enquanto...

Exigem do Papa Bento XVI, uma escolha: ou ele aceita o concílio iluminista (palavras de Stephan Kramer) ou a tradição católica. Que terrível dúvida!! Qual será a escolha do papa? O Sinédrio tem pressa, agora o poder já não pertence aos romanos. É preciso tomar uma decisão depressa!

Atualização do dia 13 de fevereiro de 2009

Ao consultar (mais uma vez) minha consciência, preferi reduzir o artigo por aqui, peço sinceras desculpas ao faltar com caridade e respeito ao Sr. Presidente da República, se porventura tomou conhecimento de alguma maneira deste artigo. Quanto a crítica à alguns alemães (porque nem todos são filhos de Lutero), sua imprensa e à alguns judeus (porque nem todos fazem parte do "Sinédrio") mantenho-me firme nas minhas convicções.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um dinossauro incomoda muita gente...

“...acontece que a consciência erra, por ignorância invencível, sem por isso perder a própria dignidade.” (Gaudium et Spes, tradução do site do Vaticano)

Algo que concordo enfim neste concílio, e que infelizmente, se perde em meio as ambiguidades do mesmo. Esqueceram de aplicar, esta definição verdadeira de consciência, ao Dom Willianson. O amor, o diálogo, o ecumenismo, não vale para ele. Nem seu pedido de perdão é válido, é inreversível. Ai daquele que negar a Shoah!

É oportuno este artigo de Sydney Silveira do blogue "Contra Impugnantes", no qual transcrevo aqui, no blogue, como fiz com um artigo de Dom Lourenço Fleichman ( artigo que criou uma repercussão conflituosa da qual prefiro não comentar).

Orações para o Papa, orações também para este grande bispo Dom Richard Willianson!


Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

O "caso" D. Williamson: uma palavra

Sidney Silveira

Um costume perverso (prava consuetudo), de acordo com Santo Tomás, é uma disposição produzida por um comportamento reiterado que vai contra as inclinações e apetências naturais ao homem. E tanto mais grave será tal costume quanto contrarie as potências e faculdades mais elevadas da natura humana. Assim, o mentiroso contumaz é, em si, mais corrompido do que o sujeito que dá vazão a algum tipo de incontinência sexual, pois o costume da mentira contraria o que de mais excelente há no ser humano: a natural inclinação da inteligência à verdade, tão verificável que, como dizia Santo Agostinho, o maior mentiroso odeia que lhe contem a mais ínfima lorota; tão verificável que uma das maiores angústias do mundo é a de estar num mar de dúvidas, sem o esteio, sem o conforto psicológico que a certeza da verdade traz consigo. Ademais, como destaca o Aquinate em diferentes lugares de sua magnífica obra, a verdade é o bem da alma porque é o fim de sua potência mais elevada, a inteligência — a que lhe permite alcançar, por abstração das qüididades materiais, a essência dos entes.

Pois muito bem: a autopresença estrutural do “eu” — à qual chamamos consciência — é o que nos propicia reconhecer-nos continuamente no tempo, e, por conseguinte, nos dá uma identidade. Reconheço que “eu sou eu” apenas porque a consciência reflete a minha unidade e permanência em meio à abundância de episódios, de eventos e coisas distintas de mim com que ela depara. Agir contra os ditames da consciência é, portanto, agir contra algo fundamental. É agir contra um dos signos distintivos da pessoa (não no sentido maléfico e hipertrofiado com que certas teologias, embebidas de liberalismo, qualificam a pessoa humana, diga-se). É agir contrariando algo importantíssimo da nossa natureza, e tanto é assim que, mesmo quando está em erro, a consciência dita a regra da ação e do pensamento; nas palavras de Santo Tomás, a consciência errônea obriga. Sendo assim, se alguém age, voluntariamente, contra a consciência comete um pecado nada desprezível que, em algum momento, será acusado ou remordido pela própria consciência, a menos que esta esteja absolutamente cauterizada.

Esse breve preâmbulo foi feito apenas para dizer o seguinte, acerca da tão propalada crise diplomática internacional suscitada pela declaração feita por um dos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, D. Richard Williamson, que recentemente deu uma declaração à imprensa na qual negava o (número de 6 milhões de mortes do) holocausto judeu. A propósito, ele já se desculpou ao Papa, publicamente, pela imprudência de ter emitido tal opinião — pelos constrangimentos criados à Santa Sé. Ele já foi também “chamado às falas” pelo próprio superior da Fraternidade, D. Bernard Fellay, que reiterou o seguinte: a autoridade de Williamson é simplesmente nenhuma, nessa matéria. Agora, querem a obrigá-lo a desdizer o que disse, e isto é algo que não se pode tolerar em hipótese alguma, sob o risco de remediar um mal por um meio moralmente ilícito. Nem mesmo os seus superiores da Fraternidade têm autoridade para fazê-lo ir contra a própria consciência; têm autoridade, isto sim, para mandá-lo calar-se (e já o fizeram!), mas não a tem para obrigá-lo a emitir um juízo contrário ao que pensa. Nem o Papa nem a Igreja têm essa jurisdição sobre o foro íntimo da consciência das pessoas, embora tenham autoridade magisterial para reprimir, apontar e impor limites e sanções aos erros, ensinar, moldar as consciências à verdade eterna, participada pelo próprio Cristo à Igreja. Em suma, a consciência, embora não seja a raiz da liberdade humana (como querem os liberais), é o seu invólucro, e não nos cabe rasgá-lo a fórceps.

Outra coisa: um mundo que não se contenta com um imediato (e público) pedido de desculpas, como o que foi feito pelo bispo da Fraternidade São Pio X, é um mundo perverso, invertido. Sob a capa do “diálogo”, é na verdade um mundo diabolicamente ditatorial, que quer dominar as pessoas interiormente, controlando as suas consciências. Neste sentido, há uma dose cavalar de hipocrisia, por exemplo, na postura da primeira ministra alemã, Angela Merkel, ao dizer que o pedido de desculpas de Williamson ao Papa e a posterior afirmação do Vaticano de que esta não é a posição da Igreja foram “insuficientes”. Insuficientes para quem e para quê? Na verdade, essa pressão para que o bispo diga algo contrário ao que pensa, pois se não o fizesse seria novamente "excomungado" (como li em alguns jornais e na internet), é absurda por vários motivos: em primeiro lugar, simplesmente porque, como prevê o Código de Direito Canônico, essa opinião de Williamson sobre o holocausto judeu não se enquadra em nenhum dos casos previstos pela Igreja para a pena de excomunhão: profanação das sagradas espécies, violência física contra o Romano Pontífice, consagração ilícita de um bispo sem mandato pontifical, etc. Ou seja: não propicia nem sequer a matéria jurídica para que se aplique a pena de excomunhão. Ademais, que raio de diálogo inter-religioso é este em que, presumivelmente, os membros de uma religião definem e impõem sanções canônicas aos de outra religião? Ora, o Papa, chefe supremo entre nós do Corpo Místico de Cristo, já disse que a opinião de Williamson não é a posição da Igreja, e isto deve bastar. Se não, daqui a pouco aonde vamos parar?

Para encerrar, vale dizer que tudo neste caso está, curiosamente, em oposição radical, em gritante contradição com o “dogma” da intocabilidade da consciência individual (que, conceitualmente, rege o mundo contemporâneo!), "dogma" impresso em vários documentos sobre a dignidade da pessoa humana que vêm sendo veiculados, com espantosa uniformidade de princípios, desde o longínquo ano de 1789, data de publicação da Déclaration des Droits de l’home et du Citoyen. Ué, não se prega nesses verdadeiros púlpitos laicos em forma escrita que a pessoa não pode ser coagida a defraudar a própria consciência, expressando opiniões que lhe sejam contrárias? Vejamos, por exemplo, o que diz o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

“A pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, SEM INTERFERÊNCIA, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

Esse “direito” liberal, tão democrático, ao que parece não se aplica ao bispo Williamson.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Homenagem a Dom Marcel Lefebvre (por um amigo)

VITÓRIA

a D. Marcel Lefebvre


Daquele cavaleiro vem-me a imagem:

Espada em punho, semblante altaneiro.

Quem – perguntam – é este bravo guerreiro

Que carrega o estandarte da coragem?


Manda El-Rei que ele defenda a donzela

Que nunca dantes fora violada,

Pois que a coorte da gente malvada

Invade o castelo em meio à procela.


E o bravo cavaleiro grita: NÃO!

Empunha a espada e um só golpe não erra,

Até que, exangue, cai de encontro ao chão.


Morto o bravo de quem se conta a história,

Irmãos e filhos seus seguem na guerra:

A salvo a donzela, a El-Rei a Vitória!


25 de janeiro de 2009,

Conversão de São Paulo.

http://www.auxiliodoscristaos.hpg.ig.com.br

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Alguém ainda lembra de Medjugorje?

Aos leitores do blogue, trago a publico minha tradução de um texto interessante deste site sobre os fatos curiosos que aconteceram em Medjugorje durante todo esse tempo no pontificado de João Paulo II. Algumas histórias divertidas eu francamente desconhecia na minha época de medjugorjeano devoto, como o caso do lenço ensangüentado e dos ponteiros loucos do relógio da Mirjana. Divertido também são as gargalhadas dos piedosos videntes ante a “pergunta” infantil de Jakov Colo. Mas minha intenção mesmo é denunciar esta farsa diabólica que ainda ilude muitos católicos.

Só para reforçar ou lembrar, outros links:

Medjugorje recebe ato de acusação do bispo – exorcista Monsenhor Borgeon: “as aparições da Virgem? Tudo falso: os videntes mentem e são inspirados por algo satânico para enriquecê-los economicamente”

Vaticano denuncia reivindicação de grupos que vêem a Virgem Maria mais de 40.000 vezes como “obra do diabo”.


1) Banalidade ou falta de dignidade.

De acordo com o " Tratado na teologia Mística, " por Padre Farges (1923), " Considerando que a visão divina se conforma sempre à gravidade e à majestade das coisas celestiais, as figuras diabólicas terão alguma infabilidade indigna de Deus, algo ridículo, extravagante, desordenado, ou ilógico acerca delas"

A) Quinta-feira, junho 25, 1981: " (A vidente) Mirjana pediu que Nossa Senhora deixasse-nos um sinal… e os ponteiros do relógio de Mirjana recuaram." (livro do Padre Yanko Bubalo, p. 22-25)

B) Sábado, junho 27, 1981: Os videntes afirmaram que a Virgem desapareceu muitas vezes porque o povo teria pisado em seu véu. (Bubalo, p. 29-32)

C) Agosto 2, 1981: Essa noite durante a aparição, aqueles presentes seguiram em fila, para tocar no " véu, na cabeça, na mão, no vestido" da aparição. " No fim, a Virgem aparentava estar suja, cheia de manchas." (Bubalo, p. 73-74)

D) Setembro 4, 1981: A Vidente Vicka em seu diário escreve: " Nós a perguntamos (A Virgem) sobre o homem que viu Jesus na rua, quando estava dirigindo seu carro. Ele encontrou um homem que estava todo ensangüentado - este homem era Jesus - que lhe deu um lenço ensangüentado, dizendo lhe (ao motorista) para o jogar no rio. Pegando a estrada, encontrou uma senhora - era a Bendita Virgem Maria; pediu ao motorista o lenço ensangüentado. O homem entregou o seu próprio lenço, mas a Virgem pediu o ensangüentado. “ Se ele não tivesse me dado, poderia ser o julgamento final para todos.” A Virgem disse que (o fato) foi verdadeiro. (relatório do Bispo Zanic, 1990, cuja diocese de Mostar, a aparição ocorreu.)

E) Outono, 1981: Jakov perguntou a Virgem se o Dínamo, a equipe de futebol de Zagreb, ganharia o título. Nisto se deu eminente, durante a aparição (na suposta presença de Nossa Senhora) a risada insana da parte dos outros videntes. (Bubalo, p.154-157)

F) Sept. 8, 1981: Jakov bateu palmas para a Virgem. " Querida Santa Virgem, eu desejo-lhe um feliz aniversário." (A Virgem Maria está aparecendo na Yugoslávia, " por Padre Mariano Ljubic, P. 42)

G) Agosto 5, 1985: Mirjana diz que recebeu do céu uma folha branca em que os segredos se tornarão legíveis no tempo devido. Mas ela não mostrará a folha. (Relato do Padre Rene Laurentin)

H) " Um dia, enquanto ela (Mirjana) esperava a Virgem, viu uma luz, e da luz saiu o diabo, disfarçado nas características e na roupa de Maria, mas tinha uma face escura, medonha… por um momento, a Santa Virgem veio e disse-lhe: “Desculpe-me por isso...(" Yugoslávia e a Bendita Virgem Maria por Tequi)

(… quem realmente está aparecendo lá?)

2) Uma aparição que ensina erros e heresias.

A) Padre Tomislav Vlasic: " Você sente a Virgem como quem dá graças (que é a doutrina católica tradicional de Maria, Medianeira de todas as graças) ou como quem reza a Deus? (verdade também, mas em conformidade com alguma teologia protestante e não ao pleno ensino católico.) Vicka: " Como quem reza a Deus." (" A Virgem Maria está aparecendo em Medjugorje? por Padre Rene Laurentin, 1984, p.135-136, 154)

B) A Virgem tem o costume de recitar o Pai-Nosso com os videntes. (Mas como poderia Nossa Senhora dizer: " Perdoai as nossas transgressões, " já que não tem nenhuma? Em Lourdes, Nossa senhora era cuidadosa em manter seus lábios fechados durante todos os Paters e Aves, recitando somente o Gloria Patris.)

C) Mirjana: " Eu fiz a Virgem recentemente esta pergunta (se muitas almas estão condenadas), e disse-me que hoje em dia a maioria das almas vão ao Purgatório." (livro de Padre Faricy, P. 64)

(… um pensamento de consolação, talvez, mas oposto ao ensino de Fátima, de São Luis de Montfort, do Papa Gregório Magno, Santo Afonso, Santo Antônio Claret, Santo Agostinho, etc, etc.)

D) Outubro 1, 1981: " Todas as religiões são iguais perante Deus, " diz a Virgem. (Corpus cronológico de Medjugorje, P. 317)

E) A Virgem: " Eu não disponho de todas as graças… Jesus prefere que vocês dirijam seus pedidos diretamente a ele, ao invés de recorrerem a uma intermediação." (Corpus. Cro. p.181, 277-278)

F) " Em Deus não há divisões ou religiões, são vocês no mundo que criaram divisões." (Faricy, p.51)

G) " Deus dirige todas as denominações, como um rei dirige seus súditos, por meio de seus ministros" (" As aparições em Medjugorje, " por Padre Svat Kraljevic, 1984, p.58)

H) " Cada religião deve ser respeitada, e vocês devem preservar as suas por si mesmos e por seus filhos." (Kraljevic, p.68)

I) " A Virgem acrescentou: “ Vocês é que estão divididos nesta terra. Os muçulmanos e os ortodoxos, como os católicos, são iguais perante meu filho e perante mim, porque são todos meus filhos." (Padre Ljubic, p.71)

(… muçulmanos sem batismo iguais a batizados, quem de fato são filhos adotivos de Deus?)

3) Minando a autoridade da Igreja.

A) Junho 21, 1983: A virgem determina: " Diga ao Frade Bispo (Zanic) que lhe peço sua conversão urgente aos eventos da Paróquia de Medjugorje… eu estou mandando-lhe o penúltimo aviso. Se não se converter, ou for convertido, meu julgamento tal qual o do meu filho Jesus o golpeará." (Vidente Ivanka que escreve ao Bispo Zanic)

B) Dezembro 26, 1983: … Mas a Virgem toma o lado de propagandista principal de Medjugorje: " Nossa senhora reza por este trabalho (isto é, os escritos do Padre Rene Laurentin.) Possa ele empreender assim na oração, que é onde encontrará sua inspiração." (Laurentin, p.105-111)

C) Agosto 1, 1984: A Virgem diz: " Faça os padres lerem o Livro do Abbe Laurentin' e divuga-lo; (Um Franciscano de Belgrado recebeu esta resposta, quando os videntes levaram a questão à Virgem.)

D) De agosto de 1984 a abril de 1985, as aparições continuaram a ocorrer na paróquia apesar da proibição formal do Bispo de Mostar (Um certo sinal de uma aparição falsa, quando a autoridade da Igreja é desobedecida pela própria aparição.)

E) Janeiro 1982: A Virgem manda que dois padres franciscanos, removidos de sua ordem e sob a suspensão do bispo, um deles que teve um filho com uma freira, continuassem a rezar missa e ouvir confissões. Perguntam a vidente Vicka: " Se a Senhora disse isso, e o papa diz que eles não podem… " Vicka responde: " O papa pode dizer o que quiser. Eu estou dizendo que é assim e pronto." (do documento do Bispo Zanic, 1990)

(… obediência a uma aparição maior do que a obediência ao papa?)