segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Campos de outrora: Padre Rifan sai de cena e entra o aggionartado Bispo Rifan ( Parte III Final)



Uma mitra, uma nova indentidade. Deposição de armas em Campos, lastimável!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As 12 mentiras históricas contra a Igreja

1. A Inquisição matou 1. 000. 0000. 000 de pessoas entre bruxas, judeus e hereges.

A Inquisição tratou somente de julgar os católicos caidos em heresia, e pouquissimas vezes, vale salientar, foi-se aplicada a pena de morte. Na verdade, a Inquisição Eclesiástica mais aplicou penas leves aos hereges que variam de multas e peregrinações a Terra Santa e não chega nem a 1/3 das mortes que lhe atribuem.

2. A Inquisição relaxou contra os abusos sexuais em crianças de ambos os sexos nas navegações portuguesas.

Primeiro que a Inquisição somente tratava de investigar possiveis hereges, e não abusos em matéria sexual contra crianças. Segundo, se houve tais abusos, não foram das primeiras navegações portuguesas que comportavam somente homens e adultos, mulheres e crianças eram proibidos de embarcar. Terceiro, não havia necessidade naquela ocasião de crianças ou mulheres sairem de suas casas para acompanhar seus esposos nas primeiras expedições a territórios desconhecidos, perigosos e incertos. Esta decisão foi tomada logo após se concretizar as colonizações, e por decisão de Portugal, Dom João decidir a vir ao Brasil com sua familia.

3. A Inquisição matou os próprios católicos: Santa Joana D'arc e os templários.

Quem julgou Joana D'arc fora um tribunal forjado pelos ingleses e pelo interesseiro Bispo Pedro Cauchon, ocultando todo o processo do Papa Martinho V. Enquanto o julgamento dos templários, fora imposto por outro interesseiro, o Rei da França Felipe o belo.

4. A Igreja vendeu indulgências, Lutero confirmou o fato.

Lutero é o famoso autor da frase: "Que mal pode haver se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja?". E convenhamos, como é possivel vender indulgências? E se porventura algum clérigo, representativamente as "vendeu", esse era tão relapso e desonesto quanto Lutero.

5. Durante o período das cruzadas e dos tribunais inquisitórios, a Igreja batizou os judeus e mulçumanos a força.

A Igreja sempre proibiu o batismo forçado, os padres sempre perguntam aos padrinhos das crianças ou aos catecumenos se desejam o compromisso com Deus.

6. A Igreja perseguia a ciência, tomamos o exemplo de Galileu.

A Igreja nunca perseguiu a ciência, pois nunca barrou estudos científicos verdadeiros dos padres. Antes foi Galileu que embaraçou-se com suas próprias teses errôneas sobre os cometas e as causas das marés. Ele foi julgado, preso e solto, depois de algumas advertências sobre sua pretensa interpretação pessoal da biblia para valer a tese do movimento da terra que na realidade ele tomou "emprestado" do Padre Copérnico, e principalmente por causa de sua insinuação acerca da transubstanciação da hóstia, que segundo ele, não poderia conservar os acidentes de pão. Se a Igreja perseguisse a ciência, teria que condenar também o Padre Copérnico.

5. Na idade média, a Igreja proibia a leitura e o conhecimento, pois queriam todos os seus fiéis ignorantes.

As universidades e as escolas fundadas pela Igreja são provas reais que desmascaram essas calunias. O que era proibido aos católicos eram os livros de conteúdo herético e imoral, por isso eram colocados na lista de livros proibidos chamado Index Librorum Prohibithorum.

6. Na idade média, a Igreja proibia a leitura da biblia aos leigos.

O que a Igreja com prudência proibia era a interpretação pessoal da bíblia, por isso aos leigos não é recomendado a leitura de uma tradução da biblia que não seja reconhecida por seu Magistério ou que não tenha as devidas notas de explicação.

7. A Igreja esconde o fato da existência da Papisa Joana.

A Papisa Joana nunca existiu, diz Mons. Cauly sobre essa lenda: "Esse fantasma não acha lugar para se colocar entre Leão IV e Bento III. Leão IV morreu a 17 de julho de 855; Bento III foi (...)eleito no mesmo mês e sagrado a 29 de setembro do mesmo ano (...) Essa mulher (...) nasce ora em Athenas, ora em Monguncia, ora na Inglaterrra"(Cauly, 1914 pg. 479). Outro fato, é que seus contemporâneos e os historiadores dos três séculos posteriores, nada falam a respeito da papisa. Há evidências de ter sido uma invenção do século XIII dos gregos cismáticos e difundida pelos protestantes seguidores de Lutero e Calvino.

8. A Igreja apoiou o massacre de São Bartolomeu.

A questão do assassinato aos protestantes no dia de São Bartolomeu foi meramente politica, sem nenhum apoio direto e indireto da Igreja. A culpabilidade cai primeiramente sobre o General inglês Colligny, que organizou um massacre semelhante contra os católicos franceses, destruindo e saqueando igrejas, assassinando padres e freiras.

9. A Igreja apoiou o Fascismo e omitiu-se ao Nazismo.

Pio XI condenou o nazismo e o totalitarismo fascista de estado numa mesma encíclica chamada Mit brenneder Sorge.

10. A Igreja dizia que os negros não tinham alma.

Mas é claro, por isso canonizou São Benedito, Santa Bakhita, São Martinho de Porres...

11. As tribos de indios da américa do sul foram todas dizimadas pelos colonizadores sob a conivência da Igreja.

No Brasil, ainda existem tribos que remotam aos 500 anos. Portanto falar de dizimação é exagero e rídiculo. Se houve injustiças dos colonizadores católicos, deveriam incluir na culpa também os indios que praticavam antropofagia contra colonizadores e padres, e os colonizadores protestantes principais semeadores de revoltas. A Igreja nunca foi conivente com isso, os jesuítas, além de educadores, eram exemplares protetores dos indios.

12. A Igreja apoiou a escravidão.

A Igreja nunca apoiou a escravidão, ela fora condenada por vários papas através de enciclicas e cartas que influenciou os estados marcados pelo iluminismo do século XVIII, fazendo a escravidão desaparecer em meados do século XIX na europa e em seu final no Brasil.

No futuro, haveremos de refutar mentiras da época conciliar, se for preciso.

domingo, 23 de agosto de 2009

Sedesimplistas

Suponho que o cérebro de tais articulistas sedevacantistas é que estão vacantes de inteligência, pois para eles o que vale é o que julgam ser formalmente heresia. Ora, mas o que é heresia? São Pio X ensina que heresia "é um erro culpável de inteligência (neste caso, se a minha suposição fosse equivalente a dos sedevacantistas, eles estariam isentos de culpa), pelo qual se nega com pertinácia alguma verdade de fé".
Sabe-se que a liberdade religiosa ou o ecumenismo do Vaticano II, não são em si heresias, mas são ideologias liberais tais quais são o marxismo na política e o iluminismo na filosofia. E o liberalismo é pecado, mas que pode a vir ser heresia, se se parte do liberalismo para fraudar e negar com pertinácia as verdades de fé reveladas pela Igreja.

E se fulano defende com pertinácia e com plena convicção do que é a separação entre a Igreja e Estado, segundo ensinou os grandes padres da Igreja, ou ele cai em heresia ou no mínimo peca gravemente. Porém fulano não pode ser excomungado ipso facto se a defende em sua plena ou meia ignorância, vendo o "lado católico da coisa". É extremamente difícil apontar os erros de consciência dos católicos de hoje (incluindo as autoridades eclesiásticas) sobre a liberdade religiosa e o ecumenismo, é mais ainda tarefa difícilima provar quem cometeu pecado, com consciência limpa, neste âmbito. Imagina então se é suficiente provar o erro culpável de inteligência de um papa cujo poder e autoridade é impossivel de ser julgado por outros que não seja outro papa. Isso é se aproveitar da situação para criar um caminho fácil de solução para a crise.

Ao entendermos os argumentos acima, percebemos que defender simplesmente o governo mundial da ONU, por mais tenebrosa tal defesa seja, não é uma sustentação formalmente herética.

Sendo assim, quais seriam as heresias dos papas pós-conciliares?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fé católica versus poligenismo (Parte I)


Com a língua adaptada para a ortografia portuguesa vigente no Brasil, exponho um estudo e trabalho apologético centrado na oposição entre o catolicismo e antropologia, de autoria de Monsenhor Cauly. Neste Curso de Instrução Religiosa datado de 1914, no capitulo abordado, Mons. Cauly aponta a heresia do poligenismo, que nega particulamente, a veracidade bíblica da existência de Adão e Eva, por consequência, nega o dogma do pecado original. Heresia que mesmo condenada por Pio XII na encíclica Humanis Generis, continuou sendo pregada, mais tarde, por alguns "teólogos" seguidores da "Nova Teologia" e difundida após o Concílio Vaticano II até os dias de hoje. Aos caros leitores, boa leitura!

Artigo III

Unidade da espécie humana. A fé e a antropologia poligenista.

I- A teoria poligenista e o dogma católico.
II- Histórico da questão
III- Divisão deste artigo.

A teoria poligenista e o dogma católico.

Dá-se o nome de poligenistas aos que negam a unidade da espécie humana e pretendem que há muitas espécies existentes, independentes umas das outras e sem uma mesma origem de um só e único par. Esta opinião é formalmente contradita pela Bíblia, que ensina que todos os homens se originaram de Adão e Eva, e chama a esta “a mãe de todos os vivos”.

A teoria poligenista, se fosse verdadeira, seria a destruição do cristianismo, que se baseia nestes dois fatos; 1 a queda da humanidade inteira em seu chefe, com a transmissão genealógica do pecado original a todos seus descendentes; 2 a Redenção do gênero humano inteiro por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ora, negando a unidade da espécie humana, é manifesto que a culpa de Adão e Eva não poderia viciar outras raças que não tivessem com nossos primeiros pais relação alguma de descendência e hereditariedade; e, por outra parte, a Redenção não se explicaria mais, porque, neste caso, Jesus Cristo não teria tomado a natureza humana inteira: não se teria unido senão a uma fração da humanidade e a Redenção não seria universal. E assim que desabaria o cristianismo sobre a ruína das suas bases.

Esta questão da unidade da espécie humana é pois muito importante no ponto de vista dogmático. Mas é também importantíssima sob o aspecto filantrópico e social, porque se os homens não têm ascendente comum, acaba-se a fraternidade humana, a igualdade não é mais do que uma palavra vâ, se a origem deixa de ser comum, e a liberdade terá que desaparecer no triunfo da espécie mais forte ou melhor dotada. Enfim, historicamente falando, o grande fato da dispersão dos povos não teria base, e seria preciso fazer de novo a história do mundo. Portanto, é claro que esta questão merece ser estudada com afinco.

Histórico da questão.

Antes do Cristianismo, cada povo se atribuía a uma origem particular: os pelasgos, os helenos, os troianos e muitos outros se declaravam autochtónes. O evangelho derrubou a barreira que separava todos os grupos e os povos se julgaram irmãos pela origem. A doutrina da unidade da espécie humana achou, nos séculos cristãos, o seu primeiro adversário em um certo Isaac Lapeyrere, discípulo de Calvino, que, no século XVII, publicou na Holanda um livro intitulado Systema theologicum ex praedamitarum hypothesi (1655). Julgou poder valer-se da Bíblia para ensinar a existência de uma raça humana que teria precedido Adão: os preadamitas. E a raça de que Moisés conta a criação, e que teve Adão por pai, não seria mais do que a raça judaica. Lapeyrere, indo a Roma, no pontificado de Alexandre VII, reconheceu facilmente o seu erro teológico, e morreu católico.

Depois dele, os filósofos do século XVIII, os enciclopedistas, com Voltaire à sua frente, negaram a unidade do gênero humano, unicamente porque a Bíblia a ensina. Em nossos dias, certos naturalistas, em nome da ciência, professaram o poligenismo. Citemos entre os americanos, Nott e Gliddon; entre os alemães, Waitz, Giebel, e particularmente C. Vogt. Na França, Virey, Desmoulins, Bory de Saint- Victor, Gerdy, e finalmente um sábio católico, Agassiz, suíço de origem, professor na Universidade de Boston, tornou-se particularmente conspícuo na luta, inimigo irreconciliável do transformismo e da variabilidade das formas vivas, julgou consolidar o seu sistema afirmando a fixidez dos tipos humanos e admitindo raças humanas separadamente criadas por Deus. Mas acrescentemos logo que essa teoria tem contra si os sábios modernos mais distintos, que ensinaram, por argumentos independentes da Bíblia e puramente científicos, a unidade da espécie humana: Linneu, Buffon, Lamarck, Cuvier, Blainville, os dois Geoffroy-Saint HIlaire, Humboldt, Muller, Tiedman, Flourens, Quatrefages foram unânimes a este respeito. Este ultimo mostrou-se o defensor ardente e vitorioso da causa no seu magnífico trabalho: L’ Espèce humaine.

Divisão deste artigo.

Afim de desenvolver com ordem e precisão nossa tese sobre a origem única e comum de todos os homens e por, conseguinte, sobre a unidade da espécie humana, 1 daremos as provas fornecidas pela ciência atual, 2 responderemos as objeções opostas a este ensino em nome da pretensa ciência moderna.

domingo, 2 de agosto de 2009

Campos de outrora: Padre Rifan e o Fraticelli moderno (Parte II)

Mais uma série de "Campos de outrora"!



Padre Rifan é interrompido e contestado por.. "Francisco de Assis"?



Padre Rifan ensinava sobre a obediência responsável de Pio IX..e agora?