segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Algumas considerações sobre as "duas irmãs Lúcias"


Quando tive a oportunidade de ler o livro de Socci (traduzido para o português lusitano), não hesitei “devorá-lo” em poucas semanas. Fiquei impressionado com algumas revelações que concernem ao mistério (ou mistérios) de Fátima. De fato, haja mistérios! As hipóteses de Socci, tem uma certa atração lógica para explicação de toda essa polêmica das “duas Lúcias”, mesmo sem ele saber e ignorá-la completamente.

Boa parte desses "mistérios", não eram desconhecidos por mim, mas a leitura do livro solidificou as minhas certezas. Quando publiquei a postagem anterior sobre o tema, não o tinha lido, fundamentava-me em outros sítios, particularmente no sítio da Montfort. Confesso que a melhor coisa que fiz foi ter aberto suas páginas e adentrar em sua envolvente leitura. A obra de Antonio Socci suscitou-me mais uma vez, a retomada da abordagem sobre a controversa “Irmã Lúcia II”.

Sim, controversa Lúcia II, e não Lúcia I, é preciso dizer, pois para mim, não resta dúvidas de que a “irmã Lúcia II” é uma farsante. É evidente, que o artigo da Dra. Marian Horvat, teve influência nessa minha posição. As fotos apresentadas por ela são inequívocas, só quem não quer ver é que acha alguém como a irmã Lúcia poderá mudar de maneira tão discrepante seu físico e estado de espírito, especialmente seu rosto, mesmo na velhice.

A Dra. Marian Horvat parece ser ligada a TFP. Ela poderia ser até da OPUS DEI, não importa. Mas é importante ter em mente seu argumento e suas provas, sua análise e principalmente as fotos, que foi o que mais me convenceu, visivelmente distintas e contraditórias.

Está muito claro, que a “substituição” da verdadeira Lúcia por uma falsa Lúcia fora algo premeditado, quando a verdadeira Lúcia, sob a ordem de Nossa Senhora, pediu a revelação do Terceiro Segredo em 1960, depois de tanto implorar aos papas Pio XI e Pio XII, pela consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração.

Quem foi o mandatário de tal “substituição”? Não sabemos, mas as suspeitas recaem mais uma vez na ala modernista do Vaticano e nos "homens de boa vontade". Poderia prever João XXIII que além da primavera da Igreja, uma violenta tempestade acabaria por surgir e arrastaria violentamente para fora da história um dos “profetas das desgraças” que tanto o incomodava? O fato é que após 1960, no ano posterior, João XXIII abriu o Concílio Vaticano II e a irmã Lucia foi momentaneamente esquecida e o segredo, de novo, engavetado.

Nessa nova postagem, exploro algumas contradições concernentes a Irmã Lúcia II, através do livro de Socci, bem como algumas considerações do mesmo que achei importante discorrê-las.

A suspeita cai somente sobre o Cardeal Bertone?
Segundo Socci, há suspeitas de que Bertone teria se esquivado ou até mentido, em resposta as críticas que surgiam, pois ele atribuía à "irmã Lúcia" a afirmação que a consagração da Rússia teria sido feita em 1984 por João Paulo II, por meio de uma estranha carta datada de 8 de novembro de 1989, digitada, sem assinatura e sem cópia.

Ora, conforme o mesmo Socci, a Irmã Lúcia não sabia usar um teclado de computador. E não sabia mesmo, em 1959-60 ainda não existia, pois quem usava com maestria e inegável habilidade um teclado, ainda que não fosse de um computador, era justamente a "irmã Lúcia II". Logo, certamente, poderia o pobre Bertone ter sido enganado por ela, embora isso não possa eximi-lo das outras suspeitas.

Socci ainda acha “estranhíssimo” um mês antes da publicação do segredo, o Cardeal Bertone ter decidido interrogá-la no Carmelo de Coimbra, sem trazer registros da entrevista em um gravador ou numa câmera de filmagem. Sem nenhuma preocupação em dizimar as dúvidas acerca do dossiê Vaticano sobre Fátima, suscitadas pelos tradicionalistas e pelo próprio Socci. Sobre a entrevista, Cardeal Bertone limita-se em dizer que o encontro foi importante para a decisão do Papa João Paulo II publicá-lo e para ele "revela-lo" em forma de relatório ao público.

A "Lúcia II", que não "sabia" usar computador, mas sabia digitar, escreveu um livro chamado Apelos da Mensagem de Fátima onde se diz que ela está submissa ao que a Igreja disser sobre o Terceiro Segredo, em notória aceitação às demandas conciliares.

Outro fato, certamente estranhíssimo para Socci, é que no relatório de Bertone, a farsante "irmã Lúcia II" diz que não foi Nossa Senhora quem pediu a publicação do segredo em 1960, mas sua intuição. Então, a intuição da “Irmã Lúcia” ultrapassava a ordem de Nossa Senhora. Temos então uma “Irmã Lúcia” em perfeita sintonia com os dons carismáticos.

Já que Bertone a declarou lúcida e consciente, e perfeitamente Socci concorda neste ponto com o Cardeal, podemos então criar quatro hipóteses em cima disso: 1- A irmã Lúcia se sentiu coagida e sob pressão psicológica para se contradizer, logo Bertone a constrangiu gravemente a se contradizer. 2- A irmã Lúcia jamais disse isso, logo Bertone mentiu. 3- Ela não é a verdadeira irmã Lúcia, logo Bertone foi enganado. 4- Ela não é a verdadeira irmã Lúcia, mas Bertone sabia.

Quem ler seriamente o livro, perceberá que a suspeita de Socci oscila entre a 1 e a 2 hipótese. Eu prefiro ficar, ao menos por enquanto, com a 3 hipótese.

Além de ter uma intuição dialética, ela também isenta de culpa o Vaticano, pois que a ordem atribuída a Nossa Senhora passa a ser um fruto da imaginação de "Lúcia", e daí, essa perigosa afirmação cria margens para dúvidas sobre a autencidade da aparição.

Segundo a Lúcia falsa, que obviamente concordava com a interpretação do Vaticano sobre o segredo, o papa que é fuzilado é João Paulo II. Uma contradição notória, pois a visão fala de um papa que é fuzilado e morto, em conseqüência cronológica muito óbvia.

É portanto prudente dar-se crédito somente aos escritos da irmã Lúcia até sua famosa e última entrevista, de que se tem notícia, com o Padre Agostinho Fuentes em 1957. Todavia, para Socci, a “hipótese” de uma falsa Lúcia, poderia comprometer a articulação do seu livro, tornando-o num "romance de ficção policial". Talvez por falta de evidências mais convincentes, como as da Dra. Horvat.

Deus não castiga?
A "Lúcia II", a falsa, ainda afirmaria uma inverdade sobre Deus contradizendo-se explicitamente, que aparentemente também passara despercebida por Socci. É sobre uma carta que lhe atribuiram dirigida ao Papa João Paulo II citado no livro Memórias da Irmã Lúcia oficializado pelo Vaticano: "E não digamos que é Deus que assim nos castiga; mas sim, que são os homens que para si mesmos se preparam o castigo"(Socci apud "Lúcia" p. 59).
Era só comparar com que "ela" tinha afirmado antes ao Padre Fuentes:
"(...) a Rússia será o instrumento escolhido por Deus para punir o mundo" (pg. 114).
Socci mantem sérias ressalvas quanto a autencidade da carta, mas não se atentou para essa contradição, embora não fizesse diferença na sua opinião em relação a Lúcia II.
Cartas ou cartadas da "irmã Lúcia II"?
Esses fatos, como diria Socci, também parece estranhissímos. Na visita do Sumo Pontífice Paulo VI em Fátima em 1967, o Bispo Venâncio de Portugal entregou ao Papa uma carta solicitada pela impostora. Em 1982, no dia 13 de maio, uma carta foi entregue pessoalmente pela "Lúcia II" à João Paulo II, e por fim, a "Lúcia II", aparecendo nas câmeras de tv no momento da solene publicação do Terceiro Segredo em 2000, ainda entregaria uma outra carta, ao vivo, ao mesmo João Paulo II.
O que isso significa? Para mim, surge duas hipotéses sobre o conteúdo das cartas. Primeiro: apenas recados informais. Segundo: Haviam realmente "coisas sinistras" ali escritas, mas que não tinha nada ver com o Terceiro Segredo. Socci só consegue desconfiar de que essas cartas seriam um aviso da "Lúcia" aos papas Paulo VI e João Paulo II para que publicassem a explicação do terceiro Segredo.
Conclusão da minha hipótese, a irmã Lúcia II nunca viu e nem ouviu Nossa Senhora, e é claro que essas cartas não estavam vazias. Presumo que se lá estava alguma coisa escrita sobre o Terceiro Segredo, seus conteúdos eram mais de contradições do que esclarecimentos.
Video Extra

Para finalizar, vejam esse video, em que aparece a Dra. Branca Paul que cuidou da "Irmã Lucia II" até sua morte. O video é uma entrevista de tv, em espanhol, em que a Dra. Paul confessa ao apresentador que a "Lúcia" confidenciou-lhe não haveria mais nada do segredo a revelar. O que diria Socci ao ver esse video?


Referência bibliográfica:
SOCCI, Antonio. O Quarto Segredo de Fátima, tradução de António Maia. Ed. Caderno. 2006

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pura maçonaria


Não é segredo para nenhum historiador sério de que D. Pedro I era maçon. Segredo ainda para muitos é o que foi o papel da mesma maçonaria no que tange as implicações politicas no Brasil. É tudo muito perfumado e proporcionalmente venenoso o que se ensina atualmente nas escolas sobre isso. Em contrapartida, quando se "investiga" o descobrimento do Brasil, pretendem passar uma ideologia perversa de que os navegadores portugueses de 1500 foram os grandes vilões da história, saqueadores, exploradores (no sentido mais comunista da palavra), e daí, passam a fase adulta para chegarem a conclusão de que foram: assassinos, criminosos, é um salto.

Não ensinam o bem que fizeram, antes se aproveitam da fraqueza humana, dos pecados, para generalizar pontos negativos de algo tão secundário, comparado a real intenção e aos atos benévolos dos colonizadores. Pelo contrário, o bom mocinho é o bom "político", que segue os principios da liberdade, igualdade e fraternidade. É aquele que luta pela simples liberdade politica e da rejeição prática ao conhecimento da verdade, que luta pelo subjetivismo e relativismo liberal, enfim, é alguém como D. Pedro I.

D. Pedro I, às margens do Rio Ipiranga em São Paulo gritou: Independência ou morte! Poderia gritar também liberdade, igualdade e fraternidade até ficar rouco e perder a voz. O famoso e suposto grito deste notável imperador maçon, já não ecoa mais nas mentes dos sócio-democratas ou socialistas liberais. Certamente, a ganância e a usura gritam ainda mais alto, junto com a batida perfeita de Brasilia.
Contundo o que era secreto, está cada vez mais explícito. Os atos secretos de Sarney e as manifestações eletrônicas da maçonaria. Pois então, esse é o Hino à Maçonaria, que soa tão inocente e puro (vejam só!) aos nossos ouvidos, composto por D. Pedro I, segundo fontes maçônicas da internet:

"Da luz, que si difunde, sagrada filosofia
surgiu no mundo assombrado, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Da razão, parte sublime, sacros cultos merecia
altos heróis adoraram, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza vingai direitos, da natureza.
Da razão, suntuoso templo, um grande rei erigia,
foi então instituída, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Nobres inventos não morrem, vencem do tempo a porfia
há de os séculos afrontar, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Humanos sacros direito, que calcará a tirania
Vai ufana restaurando, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Da luz deposito augusto, recatando à hipocrisia
Guarda em si com zelo santo, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Cautelosa, esconde e nega, a profana a gente ímpia
Seus mistérios majestosos, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Do mundo o Grande Arquiteto, que o mesmo mundo alumia
Propício protege, ampara, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza".

E não falta bispos brasileiros que vinguem direitos e esquerdos, da natureza do povo, cantam junto essa infeliz republicana e democrata melodia, à pura maçonaria.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Polônia rejeita tentativa de "reescrever" história da 2ª guerra


Esse negócio de reescrever histórias é uma "arte" surpreedentemente comunista. Foi através de tal "arte" que denominaram o governo militar como "ditadura" de 1964-1985 no Brasil. Graças a Deus que as autoridades polônesas, ao contrário das autoridades brasileiras, não silenciaram a verdade de sua história.

Polônia rejeita tentativa de reescrever história da 2ª guerra

Por Gabriela Baczynska e Denis Dyomkin

Reuters

GDANSK, Polônia (Reuters ) - O presidente polonês, Lech Kaczynski, alertou na terça-feira contra tentativas de reescrever a história, enquanto quase 20 líderes europeus se reuniam na costa do Báltico para marcar o 70o aniversário do início da Segunda Guerra Mundial.

A Rússia e seus ex-aliados do Leste Europeu estão em atrito por causa do papel exercido em 1939 pelo então ditador soviético Josef Stálin, cujo acordo com a Alemanha nazista permitiu a invasão da Polônia e o início da guerra.

Enquanto os russos se orgulham profundamente da sua vitória sobre as forças de Adolf Hitler em 1945, os poloneses, bálticos e outros dizem que Stálin também foi diretamente responsável pelo início da guerra, ao dividir a Polônia com Hitler e anexar os países bálticos.

"(Precisamos) nos opor às tentativas de escrever de novo a história, de questionar as verdades da Segunda Guerra Mundial, a escala das vítimas do nazismo e também do comunismo totalitário", escreveu Kaczynski no diário polonês Rzeczpospolita.

Ecoando essa ideia, Adam Michnik, que foi dissidente do regime comunista polonês, escreveu na Gazeta Wyborcza que "para nós, como para muitos democratas russos, Stálin foi um criminoso e agressor". "O criador das terras do Gulag (prisões para dissidentes ) é inteiramente comparável a Hitler."

Numa cerimônia realizada antes do alvorecer em Westerplatte, na costa do Báltico, onde os alemães dispararam os primeiros tiros no começo da invasão da Polônia, em 1o de setembro de 1939, Kaczynski comparou o assassinato de 20 mil oficiais poloneses pela União Soviética na floresta de Katyn e em outros lugares ao genocídio nazista contra os judeus.

"Qual é a comparação entre o Holocausto e Katyn? Há uma coisa ligando esses crimes, embora sua escala fosse diferente. Os judeus pereceram porque eram judeus, os oficiais poloneses pereceram porque eram oficiais poloneses", disse.

"Não é que a Polônia tenha de aprender as lições da humildade. Não temos razão para isso. Outros têm - os que causaram a guerra", disse o presidente, um nacionalista conservador, em uma reunião de veteranos de guerra e funcionários do governo.

A Polônia quer que Moscou se desculpe pela decisão de Stálin de matar todo um batalhão polonês em Katyn em 1940.

Durante décadas, os russos atribuíram essas mortes aos nazistas, só admitindo a responsabilidade de Stálin após o fim do regime soviético.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/090901/mundo/mundo_polonia_guerra_cerimonia