sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A fé não é, não foi e nunca será, uma experiência pessoal com Deus



O grande Papa São Pio X, na encíclica que condena o modernismo, já condenava também essa tese (do modernismo) de que a fé é uma experiência pessoal. Nisto, um católico de boa vontade e boa fé, pode facilmente notar somente com uma pequena leitura inicial nos primeiros parágrafos da encíclica Pascendi. Para bom entendedor, poucas palavras desse Papa Santo basta.

Mas atravessamos tempos difíceis, de crise de fé que começou pela a hierarquia, implantando uma nova teologia, um novo direito canônico, um novo catecismo, uma nova missa, enfim, desgraçadamente, uma nova fé.

E essa nova fé, do povo de Deus e dos teólogos que mandam mais do que os bispos e o Papa, é a fé do Concílio Vaticano II, que como diria Gustavo Corção, é uma nova igreja, logo, uma nova religião. É como diz nesse sentido também, o Padre Cálderon da FSSPX, uma fé submissa a publicidade. A publicidade integra-se junto com os teólogos e o povo de Deus ao novo magistério da Igreja. Não há como negar também esse caráter publicitário do Concílio, é só ler O Reno se lança no Timbre, para verificar sem necessidade de maiores minuciosidades, essa publicidade atuante a começar pelo próprio Padre Ralph, autor do livro.

O que diz então o grande Papa São Pio X sobre a fé? Certamente diz o grande Papa que “a fé é virtude sobrenatural infundida por Deus na nossa alma (Cat. S. Pio X p. 207) que a fé é virtude teologal (p. 205) que se recebe pelo batismo (p. 206) e que para aceita-la é preciso aderir com a inteligência as verdades reveladas por Deus por meio da Igreja (p. 207). Com inteligência, pois não se pode conhecer a Deus por experiências pessoais, Deus é espirito, mas sim que podemos conhecê-Lo pela fé e a razão (p. 42) Por isso não é verdade que a fé é experiência pessoal com Deus.

Rezemos pela a vitória da Igreja sobre o modernismo, rezemos pelo êxito da FSSPX nas discussões doutrinais. E que Deus que é Pai Todo Poderoso, com auxilio de Nossa Senhora mantenha os sacerdotes da FSSPX na fé.

E não esqueçamos de intensificar nossas orações pelo Papa Bento XVI.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fé católica versus poligenismo (Parte II)



Provas a favor da unidade da espécie humana.
I diferentes raças humanas.

II semelhança e unidade provadas; 1º pelos caracteres genealógicos 2º pelos caracteres psicológicos, 3º pelos caracteres anatômicos. Explicação das variedades do tipo primitivo.

Diferentes raças humanas. Notemos primeiro que existem variedades consideráveis na espécie humana, no ponto de vista do tamanho, da cor, da configuração do crânio, como também no ponto de vista intelectual e moral. Os sábios estabeleceram classificações que diferem entre si. Mas o sistema de Blumenbach é geralmente adotado; foi seguido por Flourens, Quatrefages;admite a unidade de espécie e divide a humanidade em três raças principais : A raça caucasiana ou branca, que compreende as nações da Europa (com exceção dos lapões, dos finlandeses, dos húngaros) os povos da Ásia ocidental e do norte da África; a raça etíope ou negra, que descende de Cham; tem a cabeça alongada, os queixos proeminentes, os cabelos encarapinhados e lanudos; habita particularmente a África;3º a raça mongólica, de cor amarela ou de azeitona; que se distingue pela largura da face, pela fronte deprimida, e pelo queixo superior protuberante; descende de Sem e abrange as populações do leste da Ásia, os esquimós da América setentrional.

Como raças intermediárias entre essas três principais, há entre a raça caucasiana e a raça Etíope, a raça Malaia ou morena, que habita na península de Maláca, na Austrália e na Polinésia;entre a raça caucasiana e a mongólica, há a variedade americana ou cobreada, que forma a população aborígene do novo mundo.

II. Semelhança e unidade. Ora, dizemos que essas raças com todas suas variedades não formam mais do que uma espécie, e disso damos três provas tiradas de caracteres genealógicos, psicológicos e anatômicos próprios a todas as raças.
1º Caracteres genealógicos. O caráter fundamental que distingue a espécie e constitui, é, dissemos com a ciência, a fecundidade continua, indefinida entre os indivíduos que lhe pertencem. É este o sinal da espécie, de modo que se deve dizer que onde tal fecundidade existe, há unidade de espécie; e que onde não existe, há diversidade. Ora, entre as diversas raças humanas, mesmo as mais diversas, as uniões são fecundas, indefinidamente fecundas. É um fato incontestável, dele não queremos dar outro testemunho que o seguinte. O imenso território da América mostra-nos três raças muito diversas, a raça branca, a raça negra, a raça cobreada ou vermelha; ora, essas três raças se unem, e a fecundidade existe de modo indefinido e constante. Esta experiência, diz de Quatrefages, que se realizou durante mais de três séculos, sobre milhares de léguas quadradas, entre milhões de indivíduos, proclama altamente que o cruzamento dos três grupos que se encontraram na América, é um mestiçamento, e de nenhum modo uma hibridação; por conseguinte, que são três raças da mesma espécie, e não três espécies distintas.

A humanidade inteira não forma pois que uma só espécie. (Histoire naturelle de l’ homme, nº VI).

conclusão parece menos surpreendente quando nos lembramos de que entre os tipos mais dessemelhantes, encontram-se intermediários que os aproximam; esta observação feita por Humboldt, levava-o igualmente a concluir pela unidade da espécie.
Caracteres psicológicos. Quaisquer que sejam as raças a que pertencem, todos os homens são dotados de uma inteligência própria, sui generis, sem dúvida em graus diversos: mas a unidade de inteligência em todas as raças, disse Flourens, é a última e definitiva prova da unidade humana.

Seria enganar-se julgar a raça negra por exemplo, por ser a menos dotada, como incapaz de cultura intelectual. O negro Lilette Geoffroy não foi, no século XVIII, um célebre correspondente da Academia das Ciências de Paris? Todas as raças são susceptíveis de educação e de instrução; prova-o a Republica de Libéria. As narrativas dos viajantes e dos missionários concordam em mostrar-nos que as raças mais selvagens possuem o sentimento da moralidade. O doutor Livingstone o notou entre os povos do centro da África, onde achou a idéia de Deus e da vida futura; os resultados alcançados ali pelos missionários católicos mostram, até a evidencia, que todas as raças podem receber uma educação moral.

Enfim, o instinto que chamamos a religiosidade existe por toda a parte; em todos os lugares, encontra-se uma idéia de Deus com uma aspiração para Ele, traduzindo-se invariavelmente por atos religiosos. Portanto, se esses caracteres essenciais da humanidade, a inteligência, o sentimento moral, a religião, são encontrados em todas as raças, deve-se concluir pela unidade da espécie.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nossa Senhora da Conceição Aparecida



A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.

Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Provas da existência de Deus




Aulas in Youtube do Prof. Orlando Fedeli (divididas em 9 partes) nas quais expõe as cinco vias tomistas da existência de Deus. Como costumo fazer com videos do Youtube que posto aqui, e que tem continuações, coloquei apenas a parte fundamental do tema que se inicia. Vale a pena conferir todo o resto.

domingo, 11 de outubro de 2009

Luta de classes versus luta de classes

A teoria marxista da luta de classes preconiza duas classes que lutam historicamente uma contra a outra, a saber: a classe dominante e a classe dominada. Os marxistas de todas as tendências são unânimes na sua profissão de fé: proletariado contra a burguesia, camponês contra o rei, operários contra o Estado e assim vai...

Só que alguns detalhes podem esclarecer os católicos da falsidade deste dogma moderno. Pois então, Marx mesmo diz que em todas as sociedades que existiram sempre houve lutas de classes, ora eis a primeira contradição. Como dizer que em todas as sociedades houve lutas de classes, já que na Idade média, por exemplo, não há relatos de revoltas populares ou camponesas (explico, relatos históricos convicentes e honestos de que o povo medieval acreditava na conversa fiada de que eram "explorados" pela Igreja e o Estado) contra a hieraquia monarquista e o feudalismo? Veremos isso mais adiante.

Tenho conhecimento de que uma vertente considerável de marxistas se apoiam na teoria de Darwin para argumentarem acerca de uma suposta comunidade primitiva, de homens e mulheres "irracionais" que se assemelhavam com macacos, e como tais, só agiam pelo instinto. Os marxistas alegam que essa foi a primeira forma de sociedade comunista.

O marxismo se baseia numa teoria alienante para explicar que a tal comunidade primitiva seria um bando de semi-macacos quase (ou totalmente) irracionais, que evoluiram fisicamente e intelectualmente. Supondo que existiu uma comunidade primitiva, tal qual pretende explicar o marxismo compactuante com o darwinismo, como dizer que não havia um conceito de governo estruturalmente visível entre eles? Porque mesmo os animais e os insetos de todas as espécies possuem uma organização hierárquica, um "governo" estruturado, conforme observa e evidencia a biologia e as ciências naturais. Entretanto é preciso alertar que as muitas descobertas "científicas" dos defensores do darwinismo estão coberta de fraudes; e isso pega mal para uma teoria que se quer ter por séria, racional e acima de tudo realista.

Eu já falei aqui, na postagem que critico as fábulas criadas no "laboratório" acadêmico do Serviço Social, sobre a desigualdade natural entre rico e pobre ou patrão e empregado. Pois bem, a exploração do homem pelo homem que é regido sob o príncipio da "luta de classes" é nada mais do que a relação de trabalho patrão/empregado que entendida na visão marxista como uma relação categoricamente perversa entre o explorador (capitalista/estado) e sua presa (empregado/povo), na verdade, é um acordo político ou social, entre ambas as partes, a sobreviverem num auxilio recíproco entre si. Este auxilia aquele na sua sobrevivência dando-lhe material e salário, e aquele auxilia este trabalhando e proporcionando-lhe a garantia de seu salário. O patrão trabalha para comprar o material, o empregado trabalha para receber a produção e reprodução desse material em salário. O lucro ( os marxistas o chamam de "mais-valia") adquirido com justiça, se torna legitimamente justo, não há nada jurídico, historicamente (já que o marxismo se diz uma teoria crítica-histórica), que demonstre uma outra alternativa de se evitar lucros, como se isto fosse uma praga, e não falo só de dinheiro. Entretanto já que a análise marxista é sempre à luz de quem ganha mais ou menos, vamos lá. O material é do patrão, e o salário é do empregado. Portanto, o lucro saudável são méritos, entendido em sentido análogo a Parábola dos talentos (Mat 25, 14), isto é, uma constatação da desigualdade de direitos dos seres, pois até entre macacos uns são mais perspicazes e ganham mais bananas do que outros macacos.

Impossível uma sociedade (mesmo supondo uma sociedade darwin-marxiana de macacóides) não teria alguém que mandasse e outro que obedecesse, que um "macaco" não tirasse vantagens sob outro "macaco". Se existiam clãs ou tribos, mostra o quão organizados hieraquicamente eram, mesmo sem saberem o que é hierárquia ou ordem em si. E ainda, isso quer dizer que é impossível que todo material (comida ou instrumentos de madeira, pedra, metal e etc) era compartilhado igualmente entre eles, sem nenhum tipo de expressão de ordem/submissão ou imposição/obediência, como quer "propor" erroneamente o marxismo. Logo, admitindo a hipótese de uma comunidade primitiva, de homens que caçam e pintam paredes de caverna, vivem em grupos, tribos ou clãs, terá sim, também que admitir a hipótese de uma exploração de macacoíde pelo macacóide.

O marxista acredita que a divisão do trabalho capitalista é má. Ora, a divisão do trabalho, é realidade mesmo na lendária comunidade primitiva, que conforme historiadores darwin-marxistas, viviam de pesca e caça. Então, resta a pergunta, não haveria divisões de trabalho más também nesta época? Conceitualmente para o marxista inconsequente, naquela época não. Caçar dinossauros era até uma atividade divertida. Se as condições de trabalho, como soltar lanças e pedras sobre mamutes e roubar ovos de pterodáctilos eram razoavelmente boas, como ficava as condições de higiene dos uga-ugas? Eram péssimas, não? Será que era melhor do que dos assalariados da Revolução Indústrial?

E não haveria lutas e conflitos por poder e território? Sem dúvida, diria o marxista mais coerente, mas se mesmo nessa sociedade havia lutas e conflitos entre tribos e grupos, a pretensão de querer uma sociedade sem dominação de uma classe é um absurdo. Ora, se por outro lado, o marxista acredita que neste "período" não houve classes, conflitos ou lutas, pelo fato desses indivíduos serem (ou quase serem) irracionais , como ele explica a existência das tribos ou clãs? Se viviam todos em paz com suas incapacidades intelectuais limitadas quase absolutamente ou impossibilitadas de terem razão , como e para quê grupos? Não seria isso uma divisão de classes derivada de lutas pelo poder de qualquer coisa? Mesmo se tratando de um poder irracional, semelhante ao que se observa no reino animal? Como ele explicaria a contradição com o dogma: "em todas as sociedades que existiram sempre houve luta de classes"? Seria mais coerente dizer "em algumas sociedades que existiram", ao invés de "em todas". Ou que tal na maioria das sociedades racionais sempre houve lutas de classe?

Voltando a questão sobre a Idade Média, alguns professores acadêmicos defendem que a hieraquia monárquica de estado era do tipo de castas, ou seja, de status politico e religioso determinado e estável. Ora, isso é uma bobagem historicamente grotesca. Quem afirma essa bobagem nunca estudou, com honestidade, a Idade média. Se tal afirmação fosse verdade um padre medieval não chegaria a função de um bispo, que nunca chegaria a ser papa. Os vassalos, conforme os méritos dos quais falei, também subiam de "status", chegando a serem nobres, e até donos das terras.

Confudem também nobreza com riqueza, o que é diferente, um nobre não é necessariamente rico, e um rico não é necessariamente nobre, a nobreza na idade média era simbolizada com títulos, uma espécie de certificado de bom cidadão. E a nobreza, no seu sentido teológico é que define o homem a mais nobre criatura na terra, mas como derivação de uma virtude ou mérito, nem todo homem é capaz ou digno de possui-la. As lutas, que de fato existiram literalmente e conscientemente foram de reinos contra reinos, ou cristandade contra mulçumanos, por motivos politicos e religiosos, nunca pela uma causa econômica trabalhista. Aí dirão: eles lutavam por seus direitos negados pela Igreja e o Estado, mesmo sem saber que eram explorados. Ora bolas, se não sabiam que eram explorados então a luta de classes não faz o menor sentido de ser, seja na tal comunidade primitiva, seja na Idade Média. E quais direitos eram negados ao cidadão medieval católico dentro de um Estado católico regido pela Igreja Católica? Isso é muito diferente se comparar com regimes ditatoriais ateus da Idade Moderna que inicialmente costumam ludibriar os católicos e os não-católicos com uma promessa de uma sociedade igual, livre e em paz com trabalho para todos. Se quer se falar dos direitos fundamentais à vida na Idade Média, dada as condições econômicas daquela época, a resposta é: nenhum. E enquanto o argumento de que tais cidadãos não tinham consciência de sua exploração, só posso dizer é que na época não haviam comunistas para "fazerem-lhes a cabeça". Falarei mais sobre supostos direitos reprimidos pela a Igreja em um próximo post, por enquanto continuemos a tratar da luta de classes e conclui-la.

A "luta de classes" é mais um conceito idealista, parte da ideologia de esquerda do incentivo brutal ao ódio de classes que se esforça para aglomerar universalmente revoltas, guerras e conflitos numa mesmo patamar politico, em suma, é uma luta imaginária pela obtenção dos bens burgueses. Por isso digo que, universalmente falando, a luta de classes nunca existiu, o que existe é um clamor diabólico para que ela aconteça. Uma luta do proletariado contra a burguesia é uma fábula, que implica mais ou menos (mais para menos do que mais para mais) fatores econômicos de produção ou de diferença social, mas que sobretudo se trata de uma atribuição feita por cabeças pensantes ao operário, cabeças como as de Engels e Marx, que nunca foram operários, mas procedem de suas origens..burguesas.