sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma sétima vez

Nossa Senhora prometeu a Lúcia que ainda apareceria uma sétima vez. Mas estaria a Virgem Santíssima a falar de uma aparição privada à Lúcia? Ou de uma aparição futura em Fátima e sem Lúcia? E se já houve a sétima aparição privadamente à Lúcia? Mas a irmã Lúcia não deixou relatada essa sétima aparição nos seus manuscritos. Ela esqueceu? E se não houve, cabe perguntar, Nossa Senhora aparecerá pela sétima vez a quem?

Quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez à Lúcia, Francisco e Jacinta em 13 de Maio de 1917, eis o que disse a Nossa Mãe do Céu a Lúcia:

Nossa Senhora: “Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.”
Lúcia: “De donde é Vossemecê?”
Nossa Senhora: “Sou do céu.”
Lúcia:”E que é que Vossemecê me quer?”
Nossa Senhora: “Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois, voltarei ainda aqui uma sétima vez”.
Ora, as aparições em público de Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, se encerraram no dia 13 de outubro de 1917, quando uma multidão que os acompanhava viram o sol bailar. De 13 de maio de 1917 – início das aparições -- a 13 de outubro, conta-se seis vezes, exatamente como pediu Nossa Senhora. Mas o que será que Nossa Senhora quis dizer com “voltar aqui uma sétima vez? É certo que Lúcia ainda continuou a ter visões de Nossa Senhora após Jacinta e Francisco terem sido levados por Ela ao céu.

Em particular e antes disso, a Virgem Santíssima ainda apareceu a Lúcia no dia 19 de agosto*, seis dias depois da 4ª visão na Cova da Iria, para confortá-la e convidá-la a não desistir. Daí poderia alguém atribuir essa sétima vez incluindo essa visão privada. No entanto, foram todos os dias 13, durante seis meses, no mesmo horário e subtende-se, no mesmo local – na Cova da Iria - que Nossa Senhora tinha pedido. Com isso, a aparição de 19 de Agosto, ao meu ver, poderia ser descartada uma vez que Lúcia mesma estava sozinha, não se encontrava no lugar das aparições e fora do horário e dia previstos, por isso, o chamado da Mãe de Deus para que ela voltasse lá nestas condições estabelecidas.

Certamente, a frase “ainda voltarei aqui uma sétima vez” expressa um futuro enigmático. As outras aparições que se seguiam seria já com a irmã Lúcia no Convento de Tuy. Nestas aparições, Nossa Senhora vinha muitas vezes acompanhada de Nosso Senhor Jesus Cristo como criança no seu colo. Ainda no Convento das irmãs Dorotéias, na década de 40, os seus famosos manuscritos revelam a aparição apenas de Nosso Senhor.

E as aparições continuavam, agora no Carmelo de Coimbra, Nossa Senhora avisara à Lúcia a necessidade de revelar o terceiro Segredo em 1960, pois aí seria mais claro, dizia o relato do Padre Augustín Fuentes em 1957.

Será que o número sete pode ser atribuído a essas tantas aparições privadas à Irmã Lúcia em Espanha e Portugal?

O número sete é identificado pela Igreja como perfeição. Nossa Senhora nunca atribuiria essa perfeição a Ela própria. Mas poderia significar, em razão de suas aparições para se cumprir o que Deus -- que é Ser Perfeito – quer realizar no mundo por meio do Triunfo do Coração de Maria. Para mim, parece absurdo aplicar o significado teológico do número sete a quantidade de vezes que Ela apareceu a Lúcia privadamente ou até mesmo publicamente na presença de Francisco, Jacinta, os crentes, descrentes e os curiosos ao redor deles no dia 13 de outubro, mesmo porque Nossa Senhora pedia retorno à Cova da Iria aos três videntes, e não tão somente Lúcia, embora fosse Lúcia que desempenharia um papel fundamental. Logo eles também faziam parte dessas condições ditadas pela Virgem e assim foi, foram seis vezes com os três videntes reunidos no mesmo local, hora e dia. **

Por isso, não creio que Nossa Senhora se referia a outra localidade que não fosse Fátima ou a Cova da Iria quando diz: “voltarei aqui uma sétima vez”. O “aqui” só poderia ser Fátima, só poderia ser a Cova da Iria, e não Garabandal, por exemplo. Ou será que não? Instigante!

*Lúcia revela, no seu manuscrito, não lembrar ao certo a data, e menciona a data de 15 de agosto, porém, segundo a nota de rodapé do livro O segredo de Fátima, lúcia se enganou e a data da aparição teria sido realmente no dia 19.
** O Prof. Orlando Fedeli analisa como cada vidente exerce diferentes méritos e dons hierarquicamente constituidos. Tendo Lúcia como vidente principal na história, pode-se concluir que ela possuia os dons completos: ver, ouvir e conversar com a Virgem Santissíma, enquanto Francisco só via, não ouvia e não conversava e Jacinta via e ouvia, mas também não conversava.

sábado, 21 de novembro de 2009

Che Guevara: assassino e trapalhão



“Execuções. Nós sem dúvida executamos! E continuaremos a executar tanto quanto necessário! Esta é uma guerra de morte contra os inimigos da Revolução!”

Discurso de Che no dia 11 de Dezembro de 1964 na sede da ONU em Nova Jersey.

Che Guevara é hoje em dia, um baluarte do heroísmo, defensor dos pobres e injustiçados, intelectual, exemplo de vida, ...tudo mentira!

A imagem de Ernesto Guevara que se vende é fruto de uma propaganda mundial manipuladora de massas que contaminou muitos intelectuais e sobretudo professores acadêmicos, uma propaganda que escondeu do povo - que desconhece o que seja um regime comunista real - a verdade sobre um mito. Uma propaganda que iniciou-se no começo do século XX pelos bolcheviques da antiga União Soviética e dura ainda hoje. Na verdade, Che foi uma figura que preconizou o terror e o cinismo, que assassinou covardemente, sem compaixão e misericórdia, milhares de cubanos incapazes de reagir e desarmados, sob a mira do seu fuzil, por serem considerados por ele como antirevolucionários ou partidários de Batista.

É claro que os pobres coitados que eram capturados e arrancados de suas residências por Che e sua tropa de elite, a mando de Fidel Castro, de nada tinham a ver com Batista, último presidente eleito democraticamente em Cuba e depois acusado de ter aplicado um golpe de Estado, que o tornaria ditador de Cuba no seu segundo mandato. Muitos exerciam cargos publicos, mas muitos eram ex- funcionários dispensados pelo o governo Batista, e nem o conheciam pessoalmente. Como qualquer cidadão, só faziam seu trabalho, independente de quem governava o país. Além de aposentados, mulheres e adolescentes que também foram executados por Che, houve um caso de estupro contra uma moça católica, que atormentada, suicidou-se. Ela, como os outros encarcerados no campo de concentração de La Cabana, tinha sido acusada de conspirar contra o regime castrista.

Após a revolução cubana, Che Guevara apropriou-se de uma luxuosa mansão que antes pertencia a um empresário cubano, assim descreve Humberto Fontova: “Após um dia de trabalho árduo no escritório assinando sentenças de morte, Che se recolhia em sua nova mansão em Tarara, a vinte e poucos quilometros de Havana, à beira mar de uma praia deserta - um local hoje reservado exclusivamente a turistas e membros da elite do Partido”.(p.70)

Che ficara irritadíssímo ao saber que alguém teria descrevido sua modesta e nova morada, alguém chamado LIano Montes, jornalista cubano. A resposta não poderia ser outra, mandou o prender. Chegando ao seu escritório em La Cabana que era também o local de execuções, Che perguntou-lhe:

“Ora, então você é LIamo Montes, 'ele sorria', e diz que me apropriei de uma casa luxuosa. Eu apenas escrevi que o Sr. se mudou para uma casa luxuosa, o que é realmente verdade, 'disse o jornalista (…) Posso manda-lo executa-lo hoje mesmo. E então? O Sr, precisaria de alguma prova de que infringi a lei, 'respondeu Montes'. Não precisamos de prova nenhuma. Nós é que fabricamos as provas”.(p.71)

Mas há também um outro lado de Che que poucos conhecem, o lado trapalhão e medroso. Che parecia atrair para si certas situações cômicas: “No dificil trajeto de barco da província de Yucatán à de Oriente, através de mares turbulentos e utilizando um velho iate – o Granma – como veiculo, um rebelde encontrou Guevara em estado letárgico na cabine. Ele correu até o comandante e disse: Fidel, parece que Che está morto! Bem, se ele está morto, então o jogue no mar, respondeu Fidel Castro. Mas Guevara, que sofria ao mesmo tempo um ataque de asma e uma crise de enjoo, permaneceu a bordo”. (p.82)

Após desembarcar, embrenhando-se numa plantação de cana, Che sente que foi atingido por um tiro, e reclama: "Fui atingindo!" (idem) Che então começa a relatar em seu diário como gostaria de morrer, como um verdadeiro heroí, dizendo, entre outras patetices, assim: “Imediatamente, eu começei a pensar na melhor maneira de morrer, já que tudo parecia perdido. Lembrei-me então de uma velha história de Jack London em que o heroí (...).”(ibidem)

Porém para o alívio de Che, seu camarada de milicia lhe constatou que o tal ferimento não passara de um simples arranhão. É que a bala tinha passado de raspão no pescoço de Che.

Essas e outras patetices de Che, bem como o horror espalhado pela turma de Fidel, podem ser encontradas na vasta documentação de Humberto Fontova transformada em livro. Fontova é mais um exilado cubano, que mora atualmente nos Estados Unidos*. Só advirto que sua obra embora contenha informações importantes, e as vezes divertidissímas, há certo teor de palavrões e linguagem chula em determinadas linhas do livro.

Citações e frases entre aspas extraídas do livro O verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram

*Humberto Fontova é formado em Ciência Politica pela Universidade de Nova Orleans e mestre em Estudos Latino-Americanos pela Universidade de Tulane, e atua como jornalista. (vide livro)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fotos e fatos

As Duas Irmãs Lúcias

Fotos e Fatos
Marian T. Horvat, Ph.D.
Fui convidada pelo editor do site da TIA, Átila Guimarães, para escrever mais sobre a possibilidade de ter não uma, mas duas irmãs Lúcias, uma questão que levantei em outro artigo. Por causa da desinformação sobre uma das fotos que usei no artigo, eu estou voltando ao tema, a fim de defender que a hipótese continua válida.

Eu não tinha idéia de que o aumento da possibilidade de ter duas irmãs Lúcias iria acender a enorme polêmica que ainda está se espalhando como um incêndio. Independente de qualquer outra conclusão, este simples fato parece mostrar como muitos católicos estão suspeitando de tudo que vem do cume direcionado à Fátima. Para eles, Fátima não é uma história concluída, como algumas autoridades eclesiásticas fingem a dizer. Ela ainda está viva, muito viva. É uma reação curiosa que percebo ocorrer e deixo para quem quiser analisá-la.

Esta controvérsia trouxe muitos pratos novos para a mesa: dados históricos que tinham sido esquecidos sobre a Irmã Lúcia, as observações sobre suas características e psicologia, que enriqueceram o quadro, bem como muitas fotos que nunca tinha visto antes. Estou incorporando essas adições de meus leitores, sem citar fontes para garantir sua privacidade e permitir que eles se expressem livremente a TIA. Agradeço-lhes as colaborações.

Além disso, todos os tipos de objeções foram feitas. Não posso deixar de partilhar com alguma ironia, um gênero de oposição. Quando, no meu artigo anterior, eu dei a minha opinião de que a primeira série de fotos mostrava duas pessoas diferentes, alguns protestaram veementemente, afirmando que eu estava errada e que as pessoas nas duas primeiras fotos se tratam da mesma pessoa. Algumas observações foram violentas e ofensivas - "Você só pode estar drogada para ver duas pessoas diferentes ..."

Pouco depois, a fonte de uma dessas fotos, uma revista conhecida, emitiu um pedido de desculpas para a sua legenda identificando a freira em uma das fotos como a Irmã Lúcia, na verdade não era. Meus violentos opositores foram fechados em seus caminhos. Suas parcialidades foram plenamente reveladas com esta confusão. Como é verdade que muitas vezes as pessoas não querem ver a realidade diante de seus olhos.

Mas eu também recebi objeções sérias, e eu estou respondendo aqui como os temas surgem. Novamente, não vou citar as fontes. Agradeço também aos meus opositores por suas contribuições.

Eu separei seis conjuntos de imagens da Irmã Lúcia de sua coleção de fotos que tenho. Na comparação das séries, eu tentei encontrar posições semelhantes de estados de espírito entre as duas, a jovem e a velha irmã Lúcia, para ordenar uma forma válida, a fim de apoiar esta avaliação: elas parecem serem pessoas diferentes.

Depois de apresentar as imagens de cada série, eu darei um zoom nas partes do rosto - as sobrancelhas, nariz, boca e queixo - para melhor analisar os diferentes recursos e permitir que o leitor siga as minhas colocações, mais próxima de uma análise científica que posso fazer, sem a necessidade de demasiada elaboração.

Como em meu artigo anterior, por uma questão de conveniência, vou chamar a pessoa mais nova no conjunto de fotos de Irmã Lúcia I, e a pessoa mais velha de Irmã Lúcia II.

1. O meio sorriso das Irmãs Lúcias.


Série. 1 Mostra uma aproximação[da foto] da Irmã Lúcia I a meio sorriso. A foto é datada, mas ela veste o hábito de uma irmã Dorotéia e parece ter aproximadamente seus 30 anos. No máximo, ela terá 41 anos, desde que ela nasceu em 1907 e entrou para o Carmelo, em 1948.

A aproximação da Irmã Lúcia II, também a meio sorriso, é uma foto datada de 13 de maio de 1982, e ela teria então 75 anos. Há muitos pontos de diferença nas características que me indicam que estamos olhando para duas pessoas diferentes.

• A linha natural da espessura, as sobrancelhas grossas da Irmã Lúcia I é reta (Foto 1a). As sobrancelhas estendem-se para a área da testa acima do nariz e nos últimos cantos do interior dos olhos.

As sobrancelhas da Irmã Lúcia II, parcialmente encoberta pela armação escura de seus óculos, não estão em linha reta, mas ligeiramente arqueadas e diminuídas, o arco começa diretamente sobre o olho. Há um espaço amplo, sem sobrancelhas acima do nariz entre as duas sobrancelhas.

• Alguns leitores objetam que as sobrancelhas ficariam finas com o avanço da idade de algumas pessoas, o que explicaria a diferença clara entre as sobrancelhas. Eu não acredito que seja necessariamente deste jeito. Mesmo que isso fosse admitido, sem cirurgia ou algum meio artificial, a forma da testa não muda de uma linha reta para um arco, porque a forma das sobrancelhas seguem a forma da estrutura óssea da testa.

• Em relação ao foco dos olhos da Irmã Lúcia I, que parece normal, com uma pequena tendência em direção a esotropia, ou estrabismo divergente, isto é, os olhos um pouco desviados do seu centro. No entanto, os olhos da Irmã Lúcia II claramente sofrem de esotropia ou estrabismo convergente, isto é, os olhos fortemente voltados em direção ao nariz.

• Quando a Irmã Lúcia I sorri, sua face superior (Foto 1b) aparece como duas pequenas maçãs arredondadas.

Embora as bochechas da Irmã Lúcia II são parcialmente cobertas por seus óculos grandes, parece claro que ela não tem essas protuberâncias.

• Eu não poderia encontrar qualquer foto da Irmã Lúcia I, sorrindo ou séria, com as narinas abertas. Elas não abrem naturalmente. Todas as fotos da irmã II, no entanto, mostram-na com suas narinas. Elas abrem naturalmente.

• Acima das bochechas de maçã da Irmã Lúcia I estão definitivos vincos de ondulação (foto 1c). William Thomas Walsh menciona "as ondulações pouco vincadas das suas bochechas quando ela sorri" em sua descrição dela em seu conhecido livro Nossa Senhora de Fátima. (Ver nota 1)

Mas, as bochechas da Irmã Lúcia II são planas e largas, sem dobras ou ondulações quando ela sorri.

• Em sua descrição da Irmã Lúcia, Walsh também observa o lábio superior e saliente "mais pesado" que não reage. Os dois lábios têm larguras diferentes.

Os lábios da Irmã Lúcia II, no entanto, são lisos, finos, forte e de uma largura igual.

• Os opositores alegaram que uma prótese seria possível explicar os dentes diferentes das duas Lúcias. Vou tratar os dentes como um tópico especial abaixo em conjunto 4. Aqui irei simplesmente discutir o efeito dos dentes das bocas de ambas as fotos.

Se uma pessoa tem lábios grandes para cobrir os dentes longos, como a Irmã Lúcia evidentemente tinha quando era jovem, então essa pessoa trocaria dentes longos por dentes curtos, os lábios devem facilmente cobrir estes dentes agora muito menores. Assim, teríamos fotos de uma irmã Lúcia mais velha, com os lábios mais do que suficientemente cobrindo os dentes menores. Mas acontece o contrário. Os lábios da Irmã Lúcia II, normalmente, não cobrem os dentes muito menores.

• Quando a Irmã Lúcia I sorri, as extremidades de sua boca apontam para cima. Mas quando a Irmã Lúcia II sorri, as extremidades de sua boca apontam para baixo.

• Outra característica distintiva da Lúcia, como uma criança, que pode ser visto em suas fotos com até 40 anos de idade é um protuberante músculo no meio do queixo, pronunciado o suficiente para formar uma covinha em baixo (foto 1d, ver também o Conjunto 6). Mas nunca esse músculo aparece nas fotos da Irmã Lúcia II.

O queixo da Irmã Lúcia I é forte, mas não saliente. Pelo contrário, o queixo da Irmã Lúcia II é um queixo proeminente. Esta última tem um queixo quadrado, que não aparece nas fotos da Irmã Lúcia I.

2. O perfil das duas Lúcias

A foto do perfil da Irmã Lúcia I, foi tirada em 22 de maio de 1946, na Capela das Aparições em Fátima.

Irmã Lúcia II está sentada ao lado do túmulo de Francisco em Fátima em 13 de maio de 2000.

Suas cabeças estão em posições muito semelhantes, elas estão olhando para a frente, e ambas têm expressões de meditação ou oração.


• Embora a face da Irmã Lúcia I está sombreada, o perfil do nariz é muito claro. Acertadamente se encaixa na descrição de Walsh, que observou que "a ponta do seu nariz arrebitado apontando para cima." (Ver nota 1)

No entanto, o nariz da Irmã Lúcia II é arredondado na ponta, apontando ligeiramente para baixo.

As diferentes formas do nariz podem ser medidos pelo ângulo formado pela intercessão da linha do nariz com o espaço acima do lábio superior. Na Irmã Lúcia I, o ângulo formado por estas linhas é um ângulo obtuso. Pelo contrário, o ângulo dessas linhas na Irmã Lúcia II é um ângulo agudo.

• Pode-se notar também neste perfil aproximado da Irmã Lúcia II, como as sobrancelhas são arqueadas, confirmando as observações anteriores.
• O queixo da Irmã Lúcia I, já que ela é mais jovem e não tem papada, recua fortemente em seu pescoço, com a tendência a desaparecer em um queixo duplo.

No entanto, o queixo da Irmã Lúcia II, pois ela é mais velha e mais pesada, se projeta para frente e para fora. É tão proeminente que forma uma espécie de plataforma estendendo-se além do seu nariz. É a "forma de farol”, como um dos meus leitores tão bem descreveu

3. O sorriso largo das Lúcias

Conjunto de 3 fotos, todas sem data, mostra as duas Irmãs Lúcias com sorrisos largos. Eu já analisei essas fotos no meu artigo anterior, por isso vou repetir apenas os pontos essenciais e fazer algumas observações novas.



• Na foto 3, nota-se as sobrancelhas grossas e retas que projetam avançar na testa da Irmã Lúcia I. As sobrancelhas arqueadas da Irmã Lúcia II são mais finas e na testa é plana onde se encontra com as sobrancelhas.


• Na foto 3b, quando a Irmã Lúcia sorri a forma da boca forma um U com as pontas apontando para cima. Quando a Irmã Lúcia II sorri, as bordas dos lábios apontam para baixo na forma de um U invertido.

• Mesmo quando ela sorri, o lábio inferior da Irmã Lúcia I é denso, pesado e ainda folga um pouco. Quando a Irmã Lúcia II sorri, seu lábio inferior é fino e estreito.

• A ondulação e vincos da Irmã Lúcia I aparecem novamente neste sorriso. Mas eles estão completamente ausentes na face suave da Irmã Lúcia II.

• O nariz da Irmã Lúcia II marcou as narinas que não mostra no nariz da Irmã Lúcia I.

• A ponta do nariz redondo da Irmã Lúcia II estende-se para baixo. Mas na ponta do nariz angular da Irmã Lúcia I estende-se para cima.

• Os dentes da Irmã Lúcia I são claramente diferentes, mas já que muitos leitores apontaram a possibilidade de que dentes postiços iriam explicar essas diferenças, irei discutir isso no conjunto 4 abaixo das fotos.


• A face inferior da Irmã Lúcia I (foto 3c) é em forma de lua, estreitando na parte inferior, com o queixo forte afundando no pescoço. A base de seu rosto é oval. Mas, a forma da face inferior da Irmã Lúcia II é quadrada, com o queixo que se estende para fora.

4. Dentes da Irmã Lúcia

As objeções levantadas pelos leitores sobre os dentes ruins da Irmã Lúcia I (foto 3, acima) e os dentes descaradamente diferentes da Irmã Lúcia II pode ser resumidos em dois argumentos da seguinte forma:

Primeiro argumento: Irmã Lúcia I tinha dentes muito grandes e ruins. Isso a tornaria uma candidata para próteses. Agora sim, próteses podem alterar a estrutura da boca. Logo, todas as mudanças de seu rosto pode ser explicado pela extração de todos os seus dentes e o uso de próteses.

Segundo argumento: nas fotos da Irmã Lúcia II, ela parece estar usando um conjunto de dentaduras, mesmo que sejam pequenos dentes. Portanto, a conclusão do primeiro argumento é confirmado.

Quanto ao primeiro argumento, eu concordo com a sua primeira premissa, ou seja, a Irmã Lúcia tinha dentes ruins e seria uma candidata à próteses.

Porém sua segunda premissa – próteses que alteram a estrutura do rosto de uma pessoa - está aberta a discussão. Olhei para muitos antes e depois de fotos de pessoas que tinham feito uma reconstrução total da boca com próteses, e não notei nenhuma mudança estrutural significativa no sorriso ou no rosto. Do que tenho lido, apenas próteses baratas e mal-feitas mostram os dentes pequenos e demasiadamente a gengiva.

No entanto, é difícil imaginar que o prestigioso Carmelo de Coimbra, para que a Irmã Lúcia, foi transferida com os dentes ruins, poderia contratar um dentista incompetente para mudar os dentes de uma pessoa tão importante para o mundo católico como a Irmã Lúcia. É muito mais provável que o dentista era bom, as próteses de boa qualidade, e que não teria alterado significativamente o seu sorriso ou face.

Quanto à conclusão - de que todas as diferenças que vemos nas duas coleções de fotografias seriam explicadas pelas próteses - Eu francamente discordo disso. Como pode  próteses dentárias mudar a forma do nariz, as sobrancelhas ou o osso do queixo? Somente uma cirurgia plástica completa poderia explicar essas diferenças.

Quanto ao segundo argumento, que a Irmã Lúcia II parece estar usando dentaduras, sua premissa é fraca. Não é indiscutível que a Irmã Lúcia II está usando dentaduras. Algumas observações do senso comum apontam para o fato de que os dentes poderiam ser naturais.

• Ninguém substitui dentes ruins e feios por outro conjunto de dentes ruins e feios. Na verdade, por que um dentista competente faria dentaduras com um ¼ de feiosa gengiva, a aparecer em uma pessoa que sorri muitas vezes? (ver fotos 4c e 4d) Por que ele escolheu em curto prazo, dentes feios para uma pessoa tão importante destinada a desempenhar um papel público? Profissionalmente falando, é altamente improvável que ele teria feito tal conjunto de dentes. Isto é, mais provável que os dentes feios sugerem dentes naturais, não dentaduras

• Além disso, desde as dentaduras são artificiais, elas nunca mudariam sua aparência. Mas às vezes a Irmã Lúcia II aparece de gengivas inflamadas, cobrindo um dente (ver seta na foto 4), como um leitor apontou, às vezes as gengivas parecem para retratar fazendo alguns dentes parecerem mais longos como na foto 4b.

• Assim, ao invés de dentaduras, poderíamos muito bem estar olhando para os dentes naturais da Irmã Lúcia II.

Portanto, nem a premissa, nem a conclusão do segundo argumento é segura. Se a Irmã Lúcia II está usando dentaduras é aberto à discussão, tanto quanto segue na observação das fotos.

E se estes são os dentes naturais da Irmã Lúcia II, em seguida, eles são claramente diferentes dos dentes naturais da Irmã Lúcia I. Nesse caso, como pode ser explicado exceto que estamos olhando para duas pessoas diferentes?

5. As duas irmãs Lúcias em uma atitude séria


Não é difícil encontrar uma expressão séria entre as fotos da Irmã Lúcia antes de 1950. Quando criança, sua expressão era séria e um ar de seriedade se aprofundou com a idade. Em quase todas as imagens, ela é solene e grave, com uma sombria, chocada expressão. Na foto 5 (circa 1946), em resposta a um pedido, a Irmã Lúcia estava tentando duplicar como Nossa Senhora de Fátima olhou quando ela apareceu.

Não é tão fácil de encontrar uma imagem da Irmã Lúcia II, com uma expressão séria. Mesmo quando ela não está sorrindo, o rosto não tem o tom moreno e chocante olhar da Irmã Lúcia I. Foto 5 de Irmã Lúcia II, no qual ela aparece séria, é a partir da capa da edição de 2004 do Fátima pelas próprias palavras de Lúcia.


• A Foto 5 enfatiza as tipicamente contundentes sobrancelhas grossas da Irmã Lúcia I, que quase se encontram no centro de seu rosto quando ela mostra preocupação. Uma espécie de sulco aparece sobre as sobrancelhas, realçando a sua grossura. Nada disso é visto na Irmã Lúcia II.

• O ligeiro estrabismo divergente pode ser novamente observado nos olhos da Irmã Lúcia I. Ao contrário, um forte estrabismo convergente é evidente aos olhos da Irmã Lúcia II.

• Na foto 5b, os lábios Irmã Lúcia I são apresentados e fechados, em uma linha ondulante. Ainda assim, amplos lábios são aparentes. A forma da boca da Irmã Lúcia II, no entanto, aponta para baixo, como sempre, o lábio superior, formando um U invertido. Seus lábios finos e apertados, normalmente não cobrem os dentes.

• Os dois vincos no rosto da Irmã Lúcia I, que se estendem para baixo estende-se na forma da boca em duas linhas muito simples. Mas os vincos das bochechas da Irmã Lúcia II forma arcos.

• Sobre o lábio inferior da Irmã Lúcia I, há uma área côncava sombreada. Nela, os contornos do músculo em seu meio-queixo pode ser notado. No entanto, não há espaço côncavo sob o lábio inferior da Irmã Lúcia II, nem saliências de qualquer tipo sobre o queixo, mesmo que se poderia esperar esse tipo de defeito intensificar, em vez de desaparecer com a idade.

• A Irmã Lúcia II parece ter perdido o forte traço camponês como características rudes da pele da Irmã Lúcia I e assumiu um tom de pele mais clara, indicando-me uma diferente pessoa de classe social.

• Admitir essa mudança de tom de pele, alguns leitores argumentou que poderia ser explicado pela idade, o que torna a pele flácida e mais clara. Assim, defendem, daria a impressão de uma pessoa de nacionalidade diferente ou nível social.


Talvez isso possa acontecer algumas vezes, mas sobre o caso da Irmã Lúcia I, a mudança radical de uma cor da pele pode observar nas fotos, não parece provável. À direita é um close de duas velhas portuguesas que aparecem na famosa foto do milagre do sol. Elas são camponesas como Lúcia, e muito provavelmente da mesma região, desde que vieram testemunhar o milagre das crianças que disseram o que aconteceria. Elas parecem ser um bom exemplo do que acontece normalmente com os povos camponeses daquela região, quando ficam velhos. Seus rostos permanecem rudes e mantêm suas características rurais.

Além disso, a mãe de Lúcia, a direita das mulheres de idade, que provavelmente está em seus 50 anos, não mostra qualquer tendência a ter um tom de pele diferente.

6. O espaço acima do lábio

Desde que era uma criança, a Irmã Lúcia tinha um espaço de tempo entre a base do nariz e a ponta de seu lábio superior (fotos 6a, 7a, 8a).

Neste espaço também notamos um sulco vertical definido, o filtro, no centro.


No entanto, o espaço entre a base do nariz e lábio superior sobre a Irmã Lúcia II parece muito mais curto, e não há nenhum marca visível acima do lábio.

7. Os gestos e espírito

As duas últimas séries de fotos apresenta seis fotos da Irmã Lúcia I e II da Irmã Lúcia em várias poses. A maioria das fotos da Irmã Lúcia I são datadas de 1946. As fotos da Irmã Lúcia II, são de maio de 2000 em sua visita à Fátima.

Irmã Lúcia I aparece solene, composta e reservada nesta primeira série de fotos (9 a 14). Ela sempre tem uma maneira muito resguardada, com as mãos em um gesto discreto. Ela parece ser uma pessoa incomodada a ser fotografada, um pouco estranha e desconfortável com isso. Esta observação é confirmada por Walsh, que também comentou sobre sua timidez.

De suas posturas, gestos e expressões, é fácil acreditar que é a pessoa que viu Nossa Senhora, e compreendeu a gravidade da mensagem e o papel que deve desempenhar. Sua expressão também se encaixa com uma pessoa que viu o inferno como ela fez em 13 de julho de 1917.

Ela manteve esse mesmo estado de espírito, pelo menos, até 26 de dezembro de 1957 quando o Padre Augustin Fuentes fez uma entrevista com ela. Padre Fuentes foi o arquivista de Fátima oficial na ocasião e confidente da Irmã Lúcia. Nessa entrevista, ele confirmou que ela parecia muito séria e "muito triste".

Ele disse que ela manifestou grande preocupação, que "ninguém - nem por bem nem por mal - estava prestando atenção a mensagem da Santíssima Virgem." Ela estava também muito preocupada com a revelação do Terceiro Segredo, e sublinhou mais uma vez que um grande castigo viria para o mundo, onde as nações desapareceriam, se mantiverem alheio a humanidade à mensagem de Nossa Senhora e a Rússia não se converter. O que está pra acontecer, ela advertiu, é a batalha decisiva entre o Diabo e a Santíssima Virgem, onde as almas dos fiéis seriam abandonados pelas autoridades religiosas.

Ela lhe disse: "Padre, não devemos esperar por um apelo ao mundo vir de Roma por parte do Santo Padre, para fazer penitência. Também não podemos esperar o convite à penitência que vêm de nossos Bispos, em nossa diocese , nem das congregações religiosas "(grifo nosso). Cada pessoa teria que salvar a sua própria alma, contando com o Rosário e a devoção ao Coração Imaculado de Maria. Ela também estava preocupada porque o Santo Padre e o Bispo de Fátima, os únicos autorizados a conhecer o segredo ", optaram por não saber para que eles não sejam influenciados por ela." [Para o texto completo da entrevista, clique aqui]

Estas preocupações mais graves foram refletidos em sua expressão e atitude geral.

No entanto, no conjunto de fotos da Irmã Lúcia II (fotos 9 a 14), vemos uma pessoa com um diferente estado de espírito. Ela está sempre sorrindo, à vontade e relaxada em público em sua postura e gestos.

Ela perdeu a timidez natural típico da Irmã Lúcia I, ela tornou-se não só corajosa, mas também completamente confortável e integrada em ambientes externos à sua vida contemplativa. Nas fotos 13 e 14, um amigo tem o braço em volta dela, um gesto de proteção que ela aceita sem reservas.

Em um tête-à-tête com João Paulo II (foto 11), ela se inclina para frente, o rosto sorridente e jovial. Ela não parece mais preocupada com o futuro, sua missão, um castigo que vem, a corrupção das almas consagradas, ou as preocupações de muitos outros que tinha antes. Ela parece otimista e contente.

8. A aceitação de uma doutrina diferente

Como um leitor apontou, a maior dificuldade deste problema todo é que a Irmã Lúcia disse uma coisa até os anos 1960 e anos depois mudou seu pensamento posterior. O que poderia ser a razão para isso?

Se Nosso Senhor e Nossa Senhora continuou a aparecer-lhe por que ela não dizer nada sobre o Vaticano II e as chamadas reformas que vieram a partir dele, tais como a Missa do Novus Ordo, outras novidades litúrgicas, e a perda de vocações religiosas? Pelo contrário, a Irmã Lúcia II aparece completamente adaptada a estas novidades, por exemplo, nas fotos à direita, ela está recebendo a comunhão de pé em 13 de maio de 1991 (em cima) e em 13 de maio de 2000 (em baixo).

Se ela manifestou sérias preocupações quanto a importância do Terceiro Segredo ser revelado em 1960, por que ela silenciou sobre o assunto nos próximos 40 anos? Contrariando o que tinha afirmado anteriormente, como ela poderia confirmar o suposto segredo que foi revelado pelo Vaticano em 2000, juntamente com uma interpretação "oficial" do Cardeal Ratzinger e o arcebispo Tarcisio Bertone, em seguida, declarou que Fátima é episódio fechado, “uma parte do passado "?

Estas e muitas outras questões, poderia ser explicada pelo fato de que havia uma diferente Irmã Lúcia que vinha sendo apresentada ao público depois de 1960. Eu indiquei as diferenças não só entre as faces da Irmã Lúcia I e da Irmã Lúcia II, mas também em seus espíritos e atitudes. Apresento-as aos meus leitores com a preocupação honesta de expor a verdade para que os católicos possam julgar se eles estão sendo enganados ou não.



Nota 1: Em 15 de julho de 1946, William Thomas Walsh reuniu-se com a Irmã Lúcia, em entrevista, que durou três horas. Em seu livro Nossa Senhora de Fátima, fez estas duas descrições da Irmã Doroteias:
"[Dentes da Irmã Lucia] eram grandes, salientes e irregulares, fazendo com que o lábio superior sobressaísse a reação do dente menor e pesado, enquanto a ponta do nariz arrebitado apareceu mais do que nunca. Às vezes, o rosto moreno sugeria uma natureza que poderia ser mal-humorada, teimosa e desafiadora, se não perversa. Mas a aparência era enganosa, pois, sob o estímulo de qualquer emoção, os olhos castanho-claros poderiam brilhar ou cintilar, e as ondulações pouco vincadas das suas bochechas quando ela sorria contribuía para uma expressão bastante charmosa. "(P. 11)

"Ela parecia desconfortável a primeira vista, provavelmente era porque não gostava de tais entrevistas longas, somente se submetia quando era requisitada a fazê-la. Ela apertava as mãos nervosamente. Seus pálidos olhos castanhos pareciam bastante atentos e hostis. Não havia muita convicção em voz alta e tímida. Alguns momentos depois, eu tinha quase esquecido esta primeira impressão. Ela tinha começado a se sentir mais à vontade, em seguida riu, e quando sorriu, um pouco de ondulação apareceu em cada bochecha. A voz agora soava natural e sincera. Havia inteligência neste rosto e também encanto. Era impossível não gostar dela e de sua confiança. " (p. 218)

http://www.traditioninaction.org/HotTopics/g12htArt2_TwoSisterLucys.htm

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dona eis requiem















Cor contritum quasi cinis
Gere curam mei finis
Lacrimosa dies illa
Qua resurget ex favilla
Judicandus homo reus
Huic ergo parce, Deus
Pie Jesu Domine
Dona eis requiem
Amem

De coração feito em cinza
Que cuides do meu destino
Dia de prantos, o dia
Em que do pó se erquerá
O homem, prá ser julgado
Perdoai-lhes, Senhor Deus
Vós que sois bom, ó Jesus
Dai-lhes o repouso eterno
Amém

domingo, 1 de novembro de 2009

Uma teoria da conspiração difícil de engolir: ainda as "duas irmãs Lúcias"


O rapaz aí da foto acima, ao lado da irmã Lúcia II, é o jornalista português canadense Carlos Evaristo, que segundo fontes extraídas do livro de Socci e do famoso sitio da Associação de Fátima, foi ele quem a entrevistou duas vezes entre 1992 e 1993 em duas ocasiões diferentes. Para muitos que acreditam que esta senhora é a verdadeira Lúcia, já o dão por mentiroso. Entendam a polêmica (ou esforçem-se para entender) lendo aqui.

Não sei se Carlos Evaristo foi, digamos, “ingênuo”, ou azarado, pois assim como o Cardeal Bertone, “esqueceu” de levar consigo seu gravador ou sua câmera de filmagem, só lembrou de escrever e de..uma foto... talvez? E pior, teve como duas testemunhas oculares sacerdotes que não falavam português. Parece piada, mas não é. Em relação aos registros de câmeras e gravadores, estas são peças essenciais e absolutamente fundamentais à “incrédulos” que não acreditam em apenas relatos escritos e fotos de "aparência duvidosa". Imagine! A referida foto poderia ser uma montagem.

A certeza de Christopher assemelha-se a suspeita de Socci, ambas, para a atual situação de confusão conciliaresca, são dignas de crédito, supondo, é claro, que não viram fotos contudentes ou conheceram a irmã Lúcia antes de 1960.

A irmã Lúcia, depois de João XXIII “sancionar-lhe” um embargo de silêncio, segundo fontes da internet, estava impedida de receber visitas até de parentes, no máximo, conversavam com ela por trás de uma grade divisória. No entanto, Carlos Evaristo parece ter obtido uma prestigiosa façanha: entrevistar aquela que era inentrevistável, dentro do Convento de Coimbra.

Se Carlos Evaristo forjou as entrevistas, eu não sei e não acredito que faria esse papelão, mas que ele esteve com a “irmã”, a foto o mostra claramente muito bem. Acho que ninguém acredita que a foto foi montagem né? É porque existem pessoas que acham que defendo uma suposta teoria da conspiração. Como sei que tem muitas pessoas com dificuldades de compreender a tradução do google, faço questão de convidar os leitores mais favoráveis a minha “visão” a lerem o artigo Fotos e Fatos traduzido por mim, na próxima postagem, aguardem.

Apesar de algumas trapalhadas do Sr. Carlos Evaristo, percebo como é indêntica sua entrevista com "Lúcia" e o documento redigido por ela mesma em 1989. Ela diz para o Cardeal Bertone e Evaristo a mesma coisa, que a consagração à Rússia foi feita em 1984, é claro que há contradições depois quando ela diz que não foi feita, mas aí as declarações controversas pareciam fazer parte da índole desta senhora.