terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Et Verbum Caro Factum Est



Et Verbum caro factum est et habitavit in nobis et vidimus gloriam eius gloriam quasi unigeniti a Patre plenum gratiae et veritatis

É com essa belíssíma imagem acrescentada com o evangelho de São João, que fecho as postagens do blogue deste ano, comunicando aos leitores, o recesso que se inicia a partir de agora. Desejo a todos um Santo Natal e, como costuma dizer um amigo meu, uma CRUZ enorme para carregar! Até o ano que vem!




quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Kit pró-gay da Comissão dos direitos humanos ameaça crianças brasileiras

 

A denúncia é do Deputado Jair Bolsonaro. Não morro de amores por ele, mas tenho que reconhecer que está fazendo um brilhante papel na Câmara dos deputados. Ao meu ver, ele é uma das pouquissímas exceções de politícos brasileiros que ainda têm alguma decência.

Ah, quero aqui agradecer o Theophilus pelo o envio da noticia.

Mais um livro-bomba que aborda os erros do Concílio Vaticano II



Depois de O Reno se lança no Timbre, Concílio Vaticano II: um discurso a fazer e Zibaldone,  eis que surge mais um livro-bomba para a "felicidade" dos radmoderns (radicais modernistas) e neoconservadores. O livro, escrito em língua italiana, se chama Concílio Vaticano II: uma história jamais contada.  O autor não só se propõe a mostrar as maracutaias dos modernistas (o que Ralph Wiltgen s.v.d. já fez no seu livro) mas também, de uma maneira mais crítica, procura enfocar sobre a "análise das discussões na Aula conciliar, escolhendo não se deter, ao invés, no trabalho das comissões preparatórias". (Citado do blogue Frates in Unum.)

É interessante notar que Roberto de Mattei reconhece e conclui (justamente como também pensava Romano Amerio) que o nefasto Concílio Vaticano II se trata realmente de uma ruptura com a tradição, e não uma continuação como quer a alta cúpula dos Ecclesia Dei.

Aguardemos sua tradução para a língua portuguesa.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sobre juízos e juízes Parte II



Muito se tem dito sobre a última (última??) polêmica envolvendo o Papa Bento XVI na qual, por meio de uma entrevista publicada em um livro,  justifica o uso de preservativos "a priori" por prostitutos ou prostitutas, e diga-se, "bem intencionados moralmente". Sinceridade,  nem quero mais falar um pingo de acréscimo sobre isso, pois muito já se foi dito mesmo. Porém, não usarei o espaço do blogue para fazer apelos dramáticos como: "olhem para mim, não acredito mais em nada!!" Bento XVI tirou a minha fé!

Dramas à parte, mas não totalmente, pude perceber o quão grave é o que o Santo Padre tenta justificar. É na verdade,  catolicamente injustificável, o que afirma ao entrevistador, mesmo se tratando de uma mera opinião. É obvio que a questão ultrapassa a canalhice exagerada da imprensa ou  a "malhação do judas antecipada" por parte dos "tradicionalistas" ou a dramaticidade digna de vários oscars de muitos por aí.

É muito importante que se diga, em matéria de consciência, e sei que vi isso em algum site católico, São Tomás de Aquino nos diz que nem a Igreja (a Igreja Militante) pode nos julgar.  Certos católicos parecem não saber que nem todos os monstros tradicionalistas estão  preocupados em julgar a consciência de ninguém. Se alguns católicos podem dizer besteiras online do tipo que "o Papa expôs somente fatos sobre a camisinha sem dizer sim ou não acerca do seu uso" porque não podemos  nós, os radtrads,  fundamentarmos  nossa lógica somente em fatos, ou seja, no que o Papa mesmo disse? E depois, ainda existem aqueles que nos acusam de julgar consciências.

Quando um católico anta diz que não podemos julgar o Papa pelas suas declarações heterodoxas, ou o coitado está mesmo delirando ou está se aprofundando no vazio da sua ignorância. Esse pobre católico está entendendo que julgamos consciências, como se tivessemos poderes sobrenaturais para tal desígnio. Não, cara anta, você é que não tem a mais remota consciência do que seja julgar consciências.

Por favor, sejam sensatos, questionem a si mesmos: será que nos tornamos juízes voluntários de uma hora para outra quando julgamos nossos irmãos radtrads? Dentro dessa lógica, vocês é que devem fazer esse tipo de pergunta para si, uma vez que não compartilhamos de suas "crenças".

Sobre a polêmica, sugiro que leiam: 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Adiar a Condenação? (por Dom Williamson)


Após uma recente sequência de “Comentários Eleison” enfatizando a importância da doutrina (EC 162, 165-167, 169), um leitor pergunta se não seria, contudo, mais prudente adiar a condenação do Vaticano II, já que nem os altos clérigos de Roma nem os católicos em geral estão dispostos a aceitar que o Concílio é doutrinalmente tão ruim quanto diz a Fraternidade de São Pio X, assim como dizia Dom Lefebvre. Na verdade, o Concílio é muito pior.

O problema doutrinal com os documentos do Vaticano II não é, primordialmente, por eles serem aberta e claramente heréticos. Na verdade, sua “letra”, contrária a seu “espírito”, pode parecer católica, ao ponto de Dom Lefebvre, que participou diretamente de todas as quatro sessões do Concílio, ter assinado todos os documentos, exceto os dois últimos e os piores, “Gaudium et Spes” e “Dignitatis Humanae”. No entanto, essa “letra” é sutilmente contaminada pelo “espírito” da nova religião, centrada no homem, para a qual os Padres do Concílio estavam inclinados, e que tem corrompido a Igreja desde então. Se Dom Lefebvre pudesse votar hoje novamente nos 16 documentos, perguntar-se-ia se, sabendo o que iria acontecer, ele teria aprovado um único deles.

Assim, os documentos são ambíguos, a maior parte aparentemente pode ser interpretada como sendo católica, mas, interiormente, estão envenenados com o modernismo, a mais perniciosa de todas as heresias da Igreja, como disse São Pio X na “Pascendi”. Assim, por exemplo, quando católicos “conservadores”, em nome da “fidelidade” à Igreja, defendem esses documentos, o que exatamente eles estão conservando? O veneno e sua capacidade de continuar corrompendo a fé católica de milhões de almas, colocando-as assim no caminho da eterna perdição. Tudo isso me faz lembrar um comboio aliado que cruzava o Atlântico com suprimentos vitais para os aliados na Segunda Guerra Mundial. Um submarino alemão conseguiu emergir exatamente no meio do perímetro defensivo dos navios, de modo que ele estava livre para torpedeá-los um após o outro, enquanto os destroyers aliados exploravam o perímetro ao redor em busca do submarino, sem jamais imaginar que ele estava bem no meio deles! O Demônio está no meio dos documentos do Vaticano II e ele está torpedeando a salvação eterna de milhões de almas, porque ele está muito bem disfarçado naqueles documentos.

Agora, imagine um marinheiro com visão aguçada, a bordo de um dos navios mercantes do comboio, que tenha acabado de notar a ponta do snorkel do submarino. Ele grita, “O submarino está dentro!”, mas ninguém o leva a sério. Será que ele deve esperar e ficar quieto, ou será que ele deve fazer um escarcéu e continuar gritando, até que o capitão perceba o perigo mortal?

A FSSPX deve gritar sobre o Vaticano II e continuar gritando, sem cessar, porque milhões de almas estão em perigo mortal e incessante. Para compreender esse perigo, reconhecidamente difícil de entender na teoria, leia o profundo livro “Prometeo: la Religión del Hombre”, do Padre Álvaro Calderón, sobre os documentos do Vaticano II.

Kyrie eleison.

Dinoscopus – COMENTÁRIOS ELEISON CLXXII (30 out. 2010)

Fonte. FSSPX Brasil

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Fernando Haddad ouvirá teóricos sobre veto a Charles Darwin


JC e-mail 4128, de 01 de Novembro de 2010. 

21. Fernando Haddad ouvirá teóricos sobre veto a Charles Darwin 

Conselho da Educação defende que obra tem conteúdo racista e faz apologia aberta ao genocídio e não deve ser usada na escola 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que vai ouvir opiniões de acadêmicos e educadores sobre o parecer do Conselho Nacional da Educação que caracteriza como racista e genocida o conteúdo da obra A Origem do Homem e a Seleção Sexual (é isso mesmo?) (São Paulo, Editora Hemus), de Charles Darwin, considerado um dos maiores cientistas do mundo por ter tido a maior ideia que toda a humanidade já teve: a evolução através da seleção natural. 

Em deliberação, o conselho afirmou que o livro está em desacordo com a legislação do país e que deveria deixar de ser dado aos estudantes ou que isso seja feito com explicações sobre seu conteúdo. Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro. "Não vou decidir no calor do momento", afirmou ele, ressaltando que é preciso pensar melhor sobre o tema. 

A polêmica começou após Antonio Gomes da Costa Neto, servidor da Secretaria do Estado de Educação do Distrito Federal, ter encaminhando uma denúncia contra o uso do livro à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A pasta encaminhou a crítica ao conselho, que deu parecer contra o uso da obra, numa votação unânime. 

Em relatório seguido de voto, a conselheira Nilma Lino Gomes concordou com as alegações encaminhadas pela denúncia. O livro, distribuído a escolas da rede no Distrito Federal e parte do programa de bibliotecas do Ministério da Educação, elabora teoria sobre a origem e evolução humana, mas preconiza o genocídio de povos indígenas e tem conteúdo racista contra os povos africanos. 

Para o denunciante, a publicação tem expressões de prática de racismo cultural e apologia aberta ao genocídio, principalmente quando menciona os negros e os povos indígenas australianos. Animais como gorila são citados nas comparações feitas aos negros e, para Costa Neto, reforçariam ainda mais os estereótipos relacionados ao negro, ao universo africano. 

No voto, a conselheira pontua: "A despeito do importante caráter científico da obra de Charles Darwin, o qual não se pode negar, é necessário considerar que somos sujeitos da nossa própria época (...) responsáveis pelos desdobramentos e efeitos das opções e orientações políticas, pedagógicas, literárias e científicas no contexto que vivemos." 

O conselheiro Cesar Callegari, que não esteve presente na sessão, afirmou que o conselho, ao ser provocado, sempre vota "baseado na legislação" e não em opiniões pessoais. Mesmo assim, Callegari fez algumas ressalvas à decisão. "Na minha opinião, nunca cabe censura." 

Representantes do movimento negro no Brasil defendem parecer do conselho. "Nós, da Educafro, consideramos Charles Darwin um dos grandes cientistas do mundo. Ele escreveu em seu tempo, no seu contexto histórico", diz frei David, da ONG Educafro. (Imagina então se esse frei defende a história da Igreja com esse mesmo afinco)

Ele faz associação ao movimento Ku Klux Kan, grupo racista que teve atuação forte no sul dos EUA na primeira metade do século 20. "Eles (Ku Klux Kan) faziam coisas que, naquele tempo, eram compreensíveis pela sociedade americana e hoje são questionadas" (humm, o que a Ku Klux  Kan fazia agora é compreensível, caberia aqui supor o que Frei deve entender por Inquisição e as Cruzadas) afirmou. Para o frei, a obra do cientista deveria ter rodapés em todas as páginas em que existam menções racistas. Isso deve ocorrer, cita ele, "em livros que não estejam em sintonia com o pensar de hoje(Fico imaginando se amanhã o Frei mudar de idéia sobre o que disse...o que ele pensa então hoje, amanhã já não terá mais valor)

O presidente da Afrobras, José Vicente, acha que "a literatura, qualquer que seja ela, numa escola, tem de ter finalidade didática". Para José Vicente, se há menção a racismo, mesmo num clássico, seu conteúdo deve ser revisto. "Acho que, ainda que seja Charles Darwin, deve ser motivo de reparo. O livro pode ser utilizado como material de alerta sobre o quanto mesmo Charles Darwin poderia ter reproduzido preconceitos de época." 

(Carolina Stanisci) 

(O Estado de SP, 31/10)
Fonte: http://pos-darwinista.blogspot.com/2010/11/fernando-haddad-ouvira-teoricos-sobre.html

 Sublinhados e pârenteses/comentários em vermelho meus.

Adendo importante: ..."vai ouvir opiniões de acadêmicos e educadores sobre o parecer do Conselho Nacional da Educação que caracteriza como racista e genocida o conteúdo da obra A Origem do Homem e a Seleção Sexual." Oh, oh! Então porque não ter o mesmo olhar para com as obras de Karl Marx?


Atualização: 06/11/2010 (mesma fonte)


Mec quer rever restrição a livro de Darwin.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O meu candidato? Ninguém!!


O que li no excelente blogue ContraImpugnantes me fez mudar de idéia: achava que votar no Serra seria o "mal menor". Que mal-menor há em um partido que também não só apoia o aborto e o gayzismo como ajudou a implementar o PNDH 2 (irmão mais velho do PNDH 3)? Qual a grande diferença  do PSDB em relação ao PT?  Estou plenamente convencido em quem irei votar no segundo turno, o meu candidato se chama NINGUÉM!

Que Deus nos dê mais sábios católicos!

sábado, 23 de outubro de 2010

O saudosismo de Marx

Quando uma colega de sala da faculdade questionou se o que Marx idealizou nos seus textos, em vez de uma eloquente denúncia aos erros do capitalismo ou a um alerta aos trabalhadores alienados, ao contrário, expressaria um pensamento, opinião ou quem sabe um sentimento saudosista, pensei comigo: “É, isso tem um certo fundamento! Todavia da sua boca não soasse estas exatas palavras, isso foi o que deduzi pelo tom de sua pergunta ao olhar atencioso da mestra. Realmente -pensei mais uma vez -, Marx e os marxistas têm essa mania de nos deixar confusos, ah tem. Já nos bastasse estarmos imbuídos ainda ( tadinhos de nós!) de uma visão conservadora, tradicional, burguesa, cercando-nos por todos os lados, manifestada aqui e ali através dos nossos pitacos leigos de alunos, e aprisionados num mundo ultracapitalista, ainda vem a colega com um questionamento desses e bingo! Eis que surge a confusão mental de muitos! Será? Assim imagino e assim quero imaginar! Ela queria ter uma resposta, e eu acho que consigo descrevê-la. Obviamente, se a teacher respondeu alguma coisa, não prestei–lhe a atenção devida , pois já nesse momento, suscitava em mim um transe combinado à uma idéia maravilhosa de escrever um artigo. Ei-lo.

Para início do dilema e em busca da resposta, pergunto: Mas afinal, como Karl Marx, logo ele tão racional, frio e quase totalmente calculista, defenderia uma teoria filosoficamente econômica e materialista que não passaria de um assombroso saudosismo? Será porque Marx pretendeu passar a idéia de que um mundo socialisticamente perfeito é possível? A aniquilação do capitalismo ou do Estado burguês pode vir ser uma realidade? Nenhum marxista sério e sensato ousa discordar dessas “possibilidades”, mas também não conseguem ter um fundamento histórico -dialético-materialista (ou confirmação teórica) de que como, quando, onde o socialismo real possa acontecer. Certos marxistas acadêmicos justificam a tese de que as outras formas de socialismos implantadas ao redor do mundo (como na Rússia, Cuba, China e etc) não foram um socialismo real.Sim, mas mudemos a linguagem e expliquemos de outro jeito, que tal dizer que foram tentativas frustradas de implantação de um regime impossível de se aplicar na realidade?Infelizmente, eles ainda não conseguiram distinguir o que é real e o que não é.

Qual é o problema teórico? É que Marx, embora conseguiu relacionar sua tese de luta de classes aos fatos históricos, não conseguiu, porém, acertar em suas previsões acerca dos meios reais para a instalação do comunismo no mundo. Então, seus seguidores tem que se contentar com mil interpretações acerca da ditadura do proletariado, mil especulações acerca de uma sociedade, (ah enfim..), puramente comunista. Embora não admitam ou simplesmente não queiram arriscar perder seus cômodos empregos mediante ao crivo fenomenal do tribunal acadêmico, provar a possibilidade concreta de uma sociedade comunista é algo como se quissesse provar a existência de duendes e fadas.

Qual foi a preocupação essencial de Marx a redigir textos com caracteres expressos de ódio contra a classe dominante? Ao que parece Marx creu sinceramente na sua capacidade de criar uma fé ou moral invertida, baseada na sua tese dialética. E isso é que confunde os “iniciados” (não falo de mim), mesmo aquelas pessoas com resquícios conservadores profundamente arraigados (agora sim, me incluo!)

Vejam, ele poderia ser extremamente radical e revolucionário se ele quisesse, mas não foi. Contraditoriamente, Marx e os seus “filhos espirituais” – os marxistas - sempre se vestiram,  isto é, usaram roupas..e roupas são coisas de burguês. Como alguém declarado antimoral  e antiburguesia pode usar roupas? Será que Marx acreditava no pecado original? Será que ainda acreditava na ideologia burguesa?
Roupas não tem a função apenas de cobrir corpos nus, de proteger os seres humanos do frio ou do calor, há uma evidente doutrina de fé e moral por trás disso. Ele bem que poderia estar preparado contra essas contradições se precavendo ao ler o livro do Gênesis na Bíblia, precisava somente ler a parte em que Adão e Eva descobriram que estavam nus quando pecaram. Por que ele não fez isso?

O principal defensor do proletariado do momento tinha o estranho costume de estar envolto em panos e tecidos que provavelmente foram frutos da exploração capitalista e da mais-valia roubada da classe proletária. É claro, percebam que não questiono isso como incentivo ao naturalismo e nem desconsiderando a questão das leis morais ainda legitimadas pelo Estado daquela época que vigoram ainda hoje. Por exemplo, a questão se torna fundamental quando se apresenta o fato em contraposição aos marxistas de que Marx não teve a coragem de romper com todas as influências morais ou religiosas do seu tempo. Por que? Porque não pegou em armas e não foi guerrear. Não teve a coragem suficiente de tornar-se  talvez um verdadeiro mártir em defesa do comunismo mesmo vestindo-se (ou disfarçando-se) como um burguês.  Fundamental porque tem a ver com aquilo que contraditoriamente os marxistas amam ao mesmo tempo que o desprezam: o conceito de uma teoria absoluta.

Essa busca pelo absoluto, que é também uma busca particular de cada marxista, logo contagia o senso de coletividade que existe entre eles. Este anseio  pelo absoluto sob o pretexto de crítica ou debate,  é nada mais do que fixar sua visão preconceituosa e hipócrita de que é somente o conservador que é conservador,  só ele defende teorias absolutas, o marxista não. Mas todo  o marxista  que se preza conserva o marxismo absolutamente, não é assim?

Eles acreditam que não há “teorias absolutas” que não sejam “teorias burguesas”, o que faz soar como saudosismo para certas pessoas que desvelam - intencionalmente ou não - o absolutismo marxista, tornando-o evidente apenas para quem não é marxista ou ainda tem sérias dúvidas sobre sua convicção teórica ou ideológica.

Para quem ainda possa ter alguma dúvida do que tento arguir, eu apenas recomendo dar uma verificada na história, coisa que os marxistas dizem seguir ferreamente, aconselhando os seus aprendizes ou seguidores a fazerem o mesmo. Entretanto, há um terrivel engano quem pensa que eles seguem a história.  Não, eles não a seguem, seguem sim o absolutismo que criaram para a história, pois a história, e eles próprios confirmam, não é estática ou imutável. Aí volto para aquele ponto: com que/qual fundamento histórico se sustenta a teoria marxista da sociedade comunista? Bem, Marx diz que em todas as sociedades que já existiram sempre houvera lutas de classes, até mesmo as  tais sociedades primitvas.  Logo,  a teoria marxista acerca de uma sociedade comunista, e portanto sem luta de classes, não tem fundamento na história, é Marx quem o diz.   E não adianta os idéologos acadêmicos  recorrerem aos diversos intérpretes de Marx,  como à Engels, ou  simplesmente citar a teoria darwinista de “comunidade primitiva” para tentarem mostrar que é possível uma sociedade sem classes (que nesse caso particularmente “histórico” se torna uma inversão teórica da seleção natural das espécies).  Ora, quão é o desejo pelo absoluto expresso por Marx de uma sociedade igualitária que nunca aconteceu, não me admira que seja chamado de saudosista, embora isso tenha  outro nome que lhe cai melhor. 

Em resumo, o absolutismo marxista é o relativismo e o subjetivismo que eles vêem na doutrina cristã, mas que não querem enxergar no marxismo pelas consequências desastrosas que podem trazer ás suas próprias consciências e conveniências. É o prazer de viver confortavelmente sob o domínio doutrinário do saudosismo dialético marxista.

domingo, 12 de setembro de 2010

O Brasil avacalhado

O Brasil avacalhado

*Maria Lucia Victor Barbosa

Como um todo nunca levamos a sério coisas sérias. O brasileiro é um piadista nato e seu humor lhe basta. A informalidade é nosso forte e a moralidade nunca o foi. À massa basta futebol, carnaval, cerveja, celular, TV a cabo e a felicidade comprada em 12 prestações em lojas de departamento. Valores como honra passam longe da percepção coletiva. Sentimento de pátria ocorre para uns poucos que no exterior se deparam com algum símbolo nacional ou um forró em Nova York , executado para público de Terceiro Mundo. Entretanto, na era Lula/PT, justiça seja feita, se chegou a um grau de avacalhação nunca antes havido nesse país.

No plano urdido pelo principal grupo de poder petista, uma espécie de gabinete da sombra, o Brasil avacalhado é a ante-sala da ditadura do PT, que culminará sob a dominação de Rousseff. E esta é o golem de Lula da Silva, ou seja, a criatura que ele plasmou para lhe obedecer, humana apenas na aparência que a propaganda lhe confere, mas sem intelecto nem personalidade próprias. Como seu criador ela será uma figuração manejada ideologicamente por certas forças que o homem comum desconhece: o Foro de São Paulo que congrega a esquerda troglodita.

Mergulhado no mundinho fácil do consumo o povo abestalhado, ou abestado como diz o palhaço Tiririca que será eleito triunfalmente, aplaude o paizão Lula e votará na mãezona Rousseff, agora travestida de avó devotada. Tudo é propaganda na ante-sala do Estado Policial petista, cuja última façanha foi devassar o sigilo fiscal da filha, de parentes, de correligionários do candidato do PSDB, José Serra.

Mistura-se ao crime cometido na Receita Federal, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda, que por sua vez é subordinado à presidência da República, a mentira descarada, a negação hipócrita dos envolvidos, todos do PT, a intriga que tenta infamar os adversários. E com maestria o PT faz aquilo que mais entende: transforma a vítima em culpada. O povo, que em sua maioria não sabe o que é Receita Federal, aplaude Lula da Silva enquanto corre solta a canalhice nos órgãos públicos. No Brasil o crime compensa desde que você seja um companheiro.

Não se contentando em atropelar a linguagem, cuspir palavrões, exibir sua costumeira vulgaridade, o paizão pula e berra nos palanques e na TV. Ele é o maior cabo eleitoral de seu golem e mente, mente e mente, porque lhe ensinaram que quanto maior a mentira mais o povo acredita. Descaradamente ele pergunta à platéia embevecida: “Cadê esse tal sigilo que não apareceu até agora?”. E acusa Serra de colocar a família como vítima da devassa fiscal feita pelos beleguins do PT.

Será que Lula da Silva gostaria, por exemplo, que fosse devassado o sigilo fiscal do seu filho Lulinha, aquele que de ex-funcionário de zoológico alcançou rápida e estrondosa ascensão financeira? Ou de outros membros de sua família que estão bem distantes das agruras do proletariado? Se o PSDB usasse as habituais e abjetas táticas de dossiês para infamar adversários, Serra já estaria preso e incomunicável, mas Lula e seu PT são impunes porque conseguiram em oito anos sem oposição dominar as mais importantes instituições, os grupos de pressão, os partidos políticos.

Lula avacalhou o Congresso e quer mais para Rousseff, elegendo também a maioria dos senadores. Avacalhou a Educação, a Saúde, o Enem, os Correios, a Petrobrás, a Receita Federal. Internacionalmente avacalhou nossa política externa apoiando ditadores, chamando dissidentes cubanos que morrem em greve de fome de criminosos comuns, se envolvendo em casos vergonhosos como o de Honduras, seguindo par e passo com Hugo Chávez e outros déspotas latino-americanos.

Indiferente, o povo abestalhado aplaude o paizão das bolsas-esmola, dos gordos lucros presenteados aos magnatas, da imprensa que, comprada com verbas oficiais repete a palavra e os hipotéticos feitos do dono.

Seis anos de bonança econômica internacional, o fiel cumprimento do Plano Real de Fernando Henrique Cardoso, muita propaganda e falatório do presidente da República, distorção de dados, nenhuma oposição produziram a sensação de que os indivíduos vão bem. Entretanto, o Brasil avacalhado vai mal. E vai piorar.

Que se cuidem os endividados pelo consumo irresponsável, os doentes que morrem nas filas do SUS, os que deixam as escolas como analfabetos funcionais, os que terão suas vidas devassadas com a quebra de sigilos bancários e fiscais, a mídia que será ferozmente censurada. Sem Poder Judiciário que proteja os cidadãos através da isonomia da lei, sem um Congresso que legisle em prol do bem comum, com a mídia amordaçada pelo futuro ministro da Mentira, à mercê de novos impostos para sustentar a pesada e aparelhada máquina pública, submetida à Constituição à lá Chávez que Rousseff pretende impor, a nação tiririca continuará a aplaudir. Brasileiro está acostumado a rir de sua própria desgraça e não tem complexo de vira-lata. Tem orgulho de ser vira-lata.

*este blogue concorda com o essencial: a crítica/denúncia ao governo Lula e seu PT e a ignorância consentida do povo brasileiro, os outros detalhes são opiniões expressas da autora.*
Fonte. http://www.blogalvarodias.com/2010/09/9218/comment-page-1/#comment-23196

sábado, 4 de setembro de 2010

"Irmã Lúcia" ecumênica?

Só para trads, os conservadores podem fechar os olhos e estribucharem:

The visionary explained that history witnessed "the outbreak of an atheist war against the faith, against God and against the People of God. A war that sought to exterminate Judaism from which Jesus Christ, the Virgin and the Apostles came, who transmitted to us the Word of God and the gift of faith, hope and charity, a people chosen by God, chosen from the beginning: 'salvation comes from the Jews.'"

http://www.zenit.org/article-16201?l=english

Ok, ok. O que a pessoa que se dizia ser a irmã Lúcia quis realmente dizer? Tentarei decifrar. Será que consigo? Pois muito bem, entendemos que o genocídio judeu (erradamente chamado de Shoá ou holocausto, uau! agora além de defensor de teorias da conspiração, também sou negacionista!!) foi horrível, repugnante, inadmissível e etc. Mas os sensatos leitores trads saberão que:

1- O extermínio nazista, a priori, não foi um extermínio contra o Judaísmo (religião), e sim contra uma raça (ou um povo), no caso, a raça judia.

2- O termo "Povo de Deus" que os conciliares costumam frequetemente usar é ambíguo, ainda mais quando se mistura Judaísmo com judeus, duas coisas completamente diferentes.

3- Dizer que a "salvação veio dos judeus", nesse contexto, é a mesma coisa que atribuir uma dependência salvífica ao Judaísmo o que na verdade independe absolutamente dele.

Creio que uma "saída" para aceitar a senhora falecida em 2005 como irmã Lúcia, é igualmente aceitar que a principal vidente de Fátima tornou-se uma modernista moderada, traindo assim Deus e Nossa Senhora, ao menos isso!
Atualização 21/09/2010
Links que trataram sobre a polêmica das "duas irmãs Lúcias"publicadas neste blogue:

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A particularidade que envolve a Srª. Dilma me tira do sério, literalmente...but It isn´t mean that others politicians can get out from this!

É bem conhecida as gafes da candidata do governo, bem, acho que o Sr. Reinaldo Azevedo, já expressou bem a situação. Quem é brasileiro, acompanha as notícias na internet, pois na televisão não adianta, não encontrarão nada, e tem a cuca boa, sabe bem do que estou falando. Não tenho o costume de tratar de política - ops, peraí! "Política" cai melhor- e esse blogue até evita comentar certas questões que envolvem políticos, mas precisamos abrir os olhos até para fatos hilários como esses!

Aproveito a oportunidade para convidar os católicos a assistirem não só os debates, mas toda a propaganda eleitoral gratuita, se puderem de todos eles, incluindo os canditatos ao governo de seu estado, são muito interessantes, não que daí chegará-se a conclusão de qual canditato escolher, mas talvez para rir um pouco ou fazer uma penitência "braba". E se pretender seguir este meu conselho, eita, você é muito ingênuo mesmo, hein? Surprise, I started a joke! Mas a Srª Dilma e outros comediantes de terno e gravata já iniciaram faz tempo..

Argumentos (ou ausência deles) que criticam a "teoria" das "duas irmãs Lúcias"

Antes de iniciar, quero de verdade, dizer que não fui de nenhuma maneira influenciado pelas demais “teses” do site Tradition in Action de Átila Sink Guimarães e de nenhuma maneira sou um simpatizante da TFP, nem dos Arautos do Evangelho, e nem de qualquer outro grupo, quer seja dissidente ou quer seja filiado.

Agora, acho que posso começar...

Bem, eu já falei que tal “teoria” pode ser contestada, mas é bom acrescentar que pode ser contestada desde que apresentem argumentos coerentes ou lógicos.

Argumentos coerentes nem sempre são fáceis de se formular. Por exemplo, a coerência (ou a lógica) exige a mesma linha de raciocino do texto do 4º parágrafo com o que você escreveu no 3º, 2º e 1º. Porém, a coerência não significa fundamento. O fundamento, por sua vez, é a extração da resposta (mas não necessariamente a solução), por meio da coerência no texto, direcionando-o ao problema, sem fugir do seu essencial.

Argumentos fundados podem então ajudar a dirimir um problema. Se faltar pois uma fonte, um supedâneo, aí o argumento se torna vazio e sem sentido. Penso que, pelo menos, nos textos desses blogues abaixo, faltou uma resposta, no mínimo para tentar provar que a teoria seja insana, não merecendo a mínima atenção.

Não é querer ser leviano, ao ponto de achar que tais blogueiros pretendiam fazer uma disputatio estilo escolástica para refutar os opositores (ou supostos opositores). E eu digo: nem eu.

http://abbey-roads.blogspot.com/2009/05/sr-lucy-or-impostor.html

http://actsoftheapostasy.blogspot.com/2009/05/ive-got-dan-browns-next-novel-idea.html

Acredito que encontrei na crítica de ambos os bloggers, dois pontos comuns, e é sobre eles que vou comentar agora:

1) Se falam de um Papa Paulo VI falso, a teoria das “duas irmãs Lúcias” só pode ser falsa.

2) Isso é coisa de quem defende teorias da conspiração.

Sobre a “teoria do Papa Paulo VI impostor”, esta teoria parece-me ser baseada, principalmente, em uma suposta aparição de Nossa Senhora que diria, entre outras coisas, que um papa falso assumiria o seu lugar em 1972 ou em meados da década de 70. Os indícios, evidências ou provas de que existiram um “Papa Paulo VI impostor” praticamente não existem. Só existem fotos de ângulos diferentes ou uma foto em que o Papa aparece com orelhas aparentemente maiores.

Sobre a “teoria da Irmã Lúcia impostora” há não só fotos, como indícios fortissímos, beirando a evidências, sobre o seu novo comportamento e suas novas idéias. Enquanto as fotos do “Papa Paulo VI impostor”, nem merece serem consideradas indícios.

Pelo que sei, o “Papa Paulo VI falso” não mudou suas idéias em relação ao modernismo aderido por ele desde antes ser eleito. O “Papa Paulo VI falso” continuou modernista antes e depois de 1972 adiante, até sua morte.

Já a Irmã Lúcia até 1957 tinha uma postura triste e profundamente severa diante da mensagem de Nossa Senhora em Fátima. A partir de 1967, parece que um espírito de conformismo ou otimismo invadiu a irmã, isso pode ser constatado nas suas fotos mais recentes.

Esse conformismo/otimismo pode ser notado também nas suas aparições públicas na TV, nos relatos registrados por padres e leigos que obtiveram entrevistas com a irmã Lúcia pós-concílio. Para alguém que viu Nossa Senhora, e é candidata aos altares, uma atitude irreverente após receber a comunhão é muito suspeita e escândalosa.

Ousarão dizer: “Ah, tal vídeo é de empresa dos sedevacantistas, eles são malucos porque acreditam que o Papa não é Papa, portanto o vídeo não tem valor nenhum”? Sim, e quem sou eu para duvidar? E pior, tal justificativa é tão mais louca do que as deles.

Mesmo não aceitando as fotos como evidências, certamente um “tradicionalista” que tem conhecimento da polêmica não fará muito esforço intelectual para perceber que ao menos a suspeita da Dra Horvat (e a minha) tem fundamento. As ditas teorias da conspiração em geral só em existem em filmes e contos fictícios, não há como aplicá-las a realidade, e se existem, jamais darei testemunho a favor delas.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A inexistência das doze provas contra a existência de Deus


-->Eu não consigo entender como é que um ateu ainda se embaraça em exibir trabalhos na internet com esses títulos, Por que é quase certo que Deus não existe? e este aqui, Jesus Cristo nunca existiu. Mais do que os títulos, o conteúdo filosófico, histórico e lógico, se é que se pode considerar tal tríade, é fraco e facilmente refutável por qualquer pessoa com um mínimo de inteligência aguçada. Minha análise argumentativa será sobre esse texto aqui, do mesmo site, chamado As doze provas da inexistência de Deus. E vejam, ao contrário dele, não afirmo que vou provar a existência de Deus, mas que irei fazer uma análise argumentativa, pois a existência de Deus só se pode ser provada, no mínimo, pela filosofia. E é claro, sobretudo creio, com ajuda da inspiração divina. Aí que é que faz toda a diferença. Eu não sou filósofo, afirmo isso porque acho que já pensaram que eu fosse, e Deus me livre de me julgar inspirado. São Tomás de Aquino, que foi um filósofo sábio, santo e inspirado, já fez isso pela Igreja. Portanto, com a existência de Deus já provada, minha única pretensão é provar que o que está se tentando provar não passa de uma falácia sem sentido.

Para o ateísmo, em qualquer expressão usada em qualquer língua é absolutamente vazia de sentido, todo significado da língua, da palavra, é relativa e não se deve aplicar a ela nenhum tipo de valor absoluto, mas sim um valor abstrato ou relativo. Pela ótica ateísta, os conceitos de verdade, real e racional também não merecem definição, já que há tantas filosofias ateístas que divergem sobre o conceito de razão. Observem em que basicamente os argumentos ateus se apoiam:

1- As palavras não tem valor absoluto na realidade porque não há definição racional para um objeto real, logo se enxergo um objeto x, posso muito bem dar-lhe o nome de y (e não estou considerando a questão dos idiomas e dialetos diferentes falado em vários países, obviamente, e sim me baseando na filosofia atéia de um Rosseau, Kant, Marx, Nietzsche e etc., que embora discursem teorias com aspectos acidentais diferentes, todavia caracterizam a razão como um tanto defeituosa em relação à realidade.)

2- Real é tudo aquilo que é, a priori, sensível, do contrário é irracional falar de algo que nunca foi experimentado ou observado.

3- Para provar a existência de Deus é necessário compará-la (ou fazer uma analogia) com a realidade material.
E serão por esse três princípios ateístas que fundamentarei minhas observações e análises, não obstante, evidentemente, não usarei todos os três pontos como regra geral, criando assim meu argumento. Nitidamente, o senhor Sebastien Faure, um falecido ex-cristão (ou quem publicou na internet) tentou fazer um escamoteamento ridículo em contraposição às Cinco Vias de São Tomás de Aquino que provam a existência de Deus. Vamos saltar logo aos principais pontos ( os argumentos propriamente ditos) das dozes “provas” de Faure e mais suas duas objeções capitais, lembrando que o Deus que defendo é o Deus único e católico:

1- Argumento contra a existência de Deus- A expressão criar é vazia de sentido para os homens cultos e sensatos, criar é tirar do nada, fazer existir algo que nunca existiu, logo é inadmissível um Deus criador.
Resposta- Já é evidente que para um ateu, a palavra, a linguagem, o idioma, não possuem valor absoluto quando aplicadas ou atribuídas a realidade. Por exemplo, se quisermos seguir ou dar crédito à esse argumento seriamente, um ateu de verdade nunca deveria levar a sério nem mesmo o que pensa em dizer ou o que sai da sua boca. Outro exemplo, é sabido que existem muitos cientistas ateus darwinistas. Muitos acreditam na obra Origem das espécies de Darwin. No entanto, é melhor então o cientista ateu darwinista, para seguir fielmente a esse principio, quando e em qualquer circunstância citar tal obra por escrito, por uma aspa na palavra “Origem”, se quiser ser sensato com o que crê. Ora, se não existe criação, para quê querer definir origem? Se absolutamente nada produziu a vida na terra, absolutamente nada se reproduziu, nem faz sentido falar de seleção natural, é algo lógico. Se a expressão criar é vazia de sentido, todas as outras expressões ou palavras ligadas (análogas) a idéia de criação (principalmente) também a são. Logo não existiria provas documentadas de qualquer coisa porque não existem origem para elas, não existiria argumentos pró ou contra qualquer coisa porque não existe origem para eles, é tudo nada ou querer ser Deus para tirar do nada. E por quê? Ora, porque está explicito no argumento do Sr. Faure que quer demonstrar que o sentido do verbo criar é vazio de sentido. Como algo que tem sentido é vazio de sentido? Se criar não faz sentido, outras palavras como gerar, produzir, procriar, construir não podem fazer sentido. Pois se é nada, nada é e nada se deriva, nada se divide, nada se compara. Logo o nada é absoluto e supremo. Existe meio, menos ou mais nada? Concordo que não existe um ser vivo criador propriamente dito, mas partir do pressuposto que se a palavra não diz nada ou quase nada ao ateu, isso irá conseqüentemente levar a prova de que não há um Criador, isso sim é que é racionalmente inadmissível.
2- Argumento contra a existência de Deus- O Deus que os crentes dizem existir, é espírito e imaterial e não poderia criar o universo que é material e existe, a matéria que já existia não pode estar fora de Deus e nem pode ser o próprio Deus que não existe, ou Deus é material ou a matéria é o Deus dos crentes, logo o universo (matéria) não pode ser determinado por Deus (espírito).
Resposta – A física, a matemática, a ciência de um modo geral, nuncam provaram que a matéria, de que é composto o universo, é eterna ou infinita. Todavia, Albert Einsten já evidenciou que o universo é finito. Se é finito, então tem uma origem ou começo. O conceito de espírito, como eu e ele entendemos, não tem forma, é invisível e imaterial, logo não se pode querer evidenciar matéria dentro ou fora dele. A física quântica evidencia a existência de ondas imateriais que determinam causas na matéria, logo a questão que só o que é material pode determinar a matéria é desacreditada pela própria ciência. Se o Sr Faure morreu antes de tomar conhecimento desta e de outras "descobertas" futuras, tenho a franqueza de avisar que o problema não é meu.
3- Argumento contra a existência de Deus- O perfeito não pode produzir o imperfeito, pela obra se conhece o autor, pelos frutos se conhece a árvore, se essa obra ou fruto são imperfeitos, o autor e a árvore não podem ser perfeitos, o universo é imperfeito, logo não existe Deus.
Resposta- O que é ser perfeito? Para um ateu existe uma definição ou valor de perfeição? O universo é imperfeito? Ok , se o universo é finito ele o é também imperfeito, mas então o perfeito não existe? Todavia, se o perfeito não existe, também o imperfeito não deve existir. Se o perfeito e o imperfeito não existem, também não existe isso de procurar ou comparar com outras obras supostamente mais perfeitas, porque o bom, o belo e perfeito em oposição ao ruim, o feio e o imperfeito não existem. Daí, a própria noção de oposição é descartada e jogada no lixo. Logo, os dois exemplos do Sr. Faure acerca dos frutos da árvore ou da obra do autor são ambos sem sentido e insanos. Esse tipo de raciocínio é um típico raciocínio de um louco, pois a realidade nos mostra que o perfeito é capaz de produzir sim o imperfeito. Vá imprimindo um monte de cópias de um texto copiando apenas seus papéis predecessores, e nunca o original, para ver o que acontece. A tinta dos papéis sucessores (ou cópias) se acabará, pois não existe uma tinta perfeita impressa no papel perfeito, é obvio. Ou mesmo observando o processo natural da vida humana, um bebê de pais perfeitos que nasce com alguma anomalia física ou genética é um ser humano imperfeito biologicamente. Mas se ser perfeito é ser diferente, então dou um exemplo de um filho que tenha as características semelhantes aos do pai, mas que não é igual à ele. Senão seria a perfeita cópia. Ora, a própria inteligência acusa, se identificamos uma imperfeição em fulano, (por exemplo, sua altura), é porque existe uma perfeição no sicrano, que é mais alto do que fulano. Mas beltrano é tão mais alto que sicrano e fulano juntos e etc. Concluo que, se for verdade que o universo é imperfeito, então terá que me dizer obrigatoriamente o que é perfeito.
4- Argumento contra a existência de Deus- Se Deus é eterno, ativo e necessário, Ele teria que ser eternamente ativo e necessário, ora, Deus não é eternamente ativo e nem é eternamente necessário, pois se fosse não poderia estar em nenhum momento inativo, ou a criação teria que ser eterna e ao mesmo tempo ela jamais existiu ou o Criador teria que ser incompleto pois só agiu no momento da criação, logo Deus não existe.
Resposta- A esse argumento cabe fazer uma ligeira divisão de trabalho, com duas indagações e suas respectivas refutações: 1ª - Se existe uma ação eterna ou uma busca eternamente necessária por parte dos crentes em relação à Deus 2ª - Se é coerente para o ateísmo definir o eterno-

1ª Indagação- Se existe uma ação eterna ou uma busca eternamente necessária por parte dos crentes em relação à Deus.
Refutação- Ora, convenhamos, isso não existe. Se dizem que Deus não pode atuar eternamente atendendo ou satisfazendo nossas expectativas e necessidades eternas nesse mundo, isso é exatamente o que os católicos defendem. E por que meu argumento direciona-se no sentido dos crentes em relação à Deus e não de Deus em relação aos crentes? Afinal de contas, o que está se querendo argumentar é sobre a existência ou inexistência de Deus e não a dos crentes. Ora, não exigis vós ateus somente o uso da razão por parte dos crentes? Somos nós irracionais ou antes sois vós que tendes fé?

2ª Indagação –Se é coerente para o ateísmo definir o eterno.

Refutação-Se não é coerente para o pensamento ateísta definir o eterno, pressuponho que deveria ser, pois eis que definem a matéria como eterna. Mas será que ser coerente bastaria para se ter a verdade? Nem sempre. A confusão está posta, desvendem se forem capazes: Se não existe o eterno, como defender que o universo e tudo o que está contido nele nunca foram causados por uma Causa Primeira? Por outro lado, se existe o eterno, e esse eterno é o próprio universo, então tudo o que está contido nele deve ser eterno, sendo assim, das duas uma, ou o universo não é eterno e foi causado ou é uma eternidade incompleta, ora, as estrelas não são eternas, os homens não são eternos, os componentes materiais que estruturam e formam o universo não são eternos, logo, esse argumento carece de racionalidade e de lógica para provar a inexistência de Deus.

5- Argumento contra a existência de Deus- Se Deus é imutável ele nunca criaria, pois para isso precisaria mudar, ora é observável que somos capazes de mudarmos de idéia constantemente, se Deus determinou a criar e depois criou, é porque mudou duas vezes, portanto não é imutável, logo não existe.
Resposta- Nesse argumento ou há um erro de observação da realidade ou o autor foi muito desonesto. É claro que somos capazes de mudarmos de idéia constantemente, ou de “vontade”. No entanto, não mudamos nosso cérebro quando “criamos” qualquer projeto. Não evoluímos, não nos transformamos em outra coisa quando imediatamente mudamos nossa forma de pensar. O que faz querer dizer que se Deus pensou em criar e depois criou, mudou duas vezes, e portanto é uma prova da inexistência de Deus em relação a realidade? Se fala que Deus mudou Seu pensamento, ora isso não é observável concretamente nem no pensamento do ser humano. Mas se por outro lado, se fala que é observável a mudança da matéria, só posso concordar que é. Se é assim, é melhor desistir de achar que o universo é eterno, pois o universo não é imutável. Esse argumento está na mesma linha do “perfeito que não pode produzir o imperfeito”. Penso que a relação do eterno com o tempo ou o seu amplo significado já foram suficientemente respondidos.
6- Argumento contra a existência de Deus- Deus não criou sem motivo, mas é impossível encontrar um motivo para a criação. Uma criança cristã é capaz de perguntar: por que Deus me criou? Logo, o conceito de Deus não me parece racional.
Resposta- É verdade que não só as crianças cristãs, mas os adultos cristãos certamente fazem essas perguntas. Aliás, qualquer um, cristão ou não- cristão, podem ter dúvidas sobre sua origem mas nem sempre fazer perguntas desse tipo consiste em consenti-las. O ateu tem toda a razão quando diz que o cristão não tem uma resposta racionalmente, empiricamente definitiva e satisfatória para o motivo da criação. Mas, por outro lado, o que pode ser uma resposta definitiva e satisfatória para um ateu? O que ele acredita ser racional em comparação com o que os outros ateus acreditam e com que outras “religiões” espalhadas pelo mundo acreditam? Sim, ó descrente, ó cético, o motivo da criação é um mistério e nós crentes católicos não entramos em contradição quando o afirmamos. Mas vós ateus e sectários, pensam o conceito de Deus e das “religiões” uns diferente dos outros, quando Deus e a religião são um. Não encontrar um motivo para a criação pode ser um dilema para o ateu, menos uma prova do ateísmo contra a existência de Deus.

O Sr . Faure apresenta logo após duas objeções capitais, sendo letra a e letra b atribuídas a afirmação dos crentes, ei-las:

1ª Deus escapa-vos
2ª Não há efeito sem causa
a) Não há efeito sem causa
b) Ora, o universo é um efeito

Sobre a primeira objeção capital, só bastaria dizer que se Deus escapa aos crentes, mas ainda a pretensa prova contra inexistência de Deus até agora não chegou a lugar algum. Chamo a atenção para a análise da segunda proposição elaborada por ele, que chamei “letra b”, porque na “letra a” não há divergências entre eu e ele. Saltemos então para a letra b.

b) Sim, não há efeito sem causa, porém o universo não é um efeito, pois não há provas empíricas e cientificas de que o universo é efeito de uma causa , ele poderia ser uma causa, além do mais não pode haver causa sem efeito, logo Deus não existe.
Resposta- É observável no mundo ou na natureza que não pode haver efeito sem causa e não existe causa sem efeito. Mas nossa concordância para por aí. Se o universo não é efeito de uma causa, então ele seria somente a causa? Ora, mas não se diz que a causa não pode haver sem efeito e o efeito sem a causa? Se o universo é realmente uma causa, então ele causou ou foi causado por alguma coisa certo? Não é assim nas relações de causa-efeito? Se é o universo um processo de causa- efeito (ou efeito-causa) ele é ao mesmo tempo infinito? Se ele é infinito, ele é também eterno? Se ele é eterno ele é também um eterno causa-efeito ou efeito-causa? Ora, isso sim é inadmissível!! Os homens e toda a criação não são eternos no mundo, sendo assim, as relações de causa-efeito que os movem também não o são, o universo também não é pois ele é composto de matéria, e matéria é finita, como já evidenciei, logo o universo não pode ser um eterno causa-efeito ou efeito-causa.
7- Argumento contra a existência de Deus- É impossível crer num Deus governador e criador, pois um exclui o outro, se a criação foi uma obra perfeita, não haveria necessidade de um governador, se essa máquina da criação posta em movimento faz tudo sem precisar de um manipulador, o engenheiro desta máquina não teria razão de ser, logo o Deus Governador nega a perfeição do Deus Criador.
Resposta- Por acaso, uma máquina qualquer existe por si só? Ela nunca foi construída? Ela jamais foi manipulada por homem nenhum? Ora, tal argumento é fraquíssimo e não se sustenta. Mais uma vez se coloca a questão da perfeição na criação, o que creio que já foi respondido.
8- Argumento contra a existência de Deus- Existem muitas religiões espalhadas pelo mundo, cada uma, reivindica seu Deus, ora se há tantas religiões reivindicando terem o verdadeiro Deus não poderia existir um único Deus ou única religião; se é poderoso poderia falar com todos e não somente com alguns. Logo o Deus único e poderoso não existe.
Resposta- Há uma grande maioria de políticos prometendo melhorar o seu país, há uma unanimidade de cientistas afirmando que a evolução das espécies é verdadeira, há uma gama de ambientalistas defendendo o aquecimento global, e há uma ampla quantidade de escritores reivindicando que sua obra é que é a boa, e nem por isso devo considerar que o que estão dizendo se trata da mais pura verdade. Ora, o que eu digo é: investigai-vos! Nenhum homem é capaz de reter a verdade. E que poder supremo tem alguém de reter a verdade? Pode alguém provar que está sendo sincero sem um mínimo de fundamento e demonstração? Procurai saber porque 2+2=4 e não 2+2=5. Ora, isso é demonstrável na realidade? Alguém viu esses números pulando por aí? A verdade deve ser procurada, a não ser que não queira sua existência. Outra coisa é que um homem rico não confia a guarda de sua casa a todo o mundo, mas sim a empregados de sua confiança.
9- Deus não é infinitamente bom porque o inferno existe, se Deus fosse bom e misericordioso não permitiria que seus filhos fossem castigados eternamente em semelhante lugar de tormentos, logo não pode haver um Deus infinitamente bom e infinitamente punidor.
Resposta- Imagine então um pai que não tivesse autoridade nenhuma sobre o seu filho, imagine um pai que deixasse uma criança brincar com uma arma carregada ou que deixasse ela livre totalmente para fazer as mil travessuras como bem ela quisesse. Ora, esse pai no mínimo é um irresponsável. Pai bom é aquele que é conivente com o erro do filho? É claro que não. Se um filho matar alguém, esse mesmo filho terá que prestar conta de seu crime aqui na terra, e seu pai nada poderá fazer para mudar esse quadro. Logo, esse argumento carece de fundamentos na realidade.
10- Se Deus infinitamente bom existe, o mal também não deveria existir, as pessoas sofrem, tem doenças, morrem e etc. O argumento dos cristãos sobre liberdade ou livre-arbítrio não valem de nada. Logo, o mal físico é incompatível com a existência de Deus.
Resposta- O que vale é o argumento tolo de que deveríamos ser um bando de robôs, sem vontade, sem inteligência, sem nada? De que vale o argumento ateu sobre o mal físico? Seria a morte um mal físico ou antes desejaria o ateu ter vida eterna? Ora, ela não existe - afirma vós! Desejaria ser infinitamente recompensado pelas graças de Deus? Ora, mais uma vez, isso não existe! Talvez considerem que não tenham liberdade suficiente para livra-se do mal físico. Mal físico? Eu ouso afirmar que é extremamente, absolutamente incompatível com o ateísmo falar de mal físico ou qualquer outra definição de mal. Portanto, o argumento não prova nada.

11- O homem é irresponsável e Deus é livre, pois é Todo Poderoso, Todo Onipotente, Onisciente e Onipresente, e o homem em relação a Deus é nada, é seu escravo, e depende Dele, por isso nada tem o homem de responsabilidade, logo o homem nunca deve ser castigado ou culpado por Deus.
Resposta- Sendo o homem “nada” e livre de responsabilidade, ou ele então tudo pode fazer ou nada pode fazer. Deixemos então que os homens se comam uns aos outros, como canibais. Deixemos que as maiores atrocidades causadas pelo homem aconteçam. É assim que deve ser? Ora, vivemos nós atualmente como escravos? Os patrões exercem domínio sobre os empregados, se considerareis que toda forma de ordem é uma impostura perversa, então sim, ainda somos escravos. Para que obedecer então? Não dêem ouvidos às ordens de vossos patrões, aos conselhos dos vossos mestres, pais, amigos, não escutai-vos! Não ouvireis conselhos de mortais, homens como vós, já que o absoluto, o perfeito, o certo não existem. Tu és “nada” e eles também são. Tu és livre, mas eles também são. Eles podem feri-lo com uma faca, por favor, não vos impeçais! Quer dizer, o ateu que não acredita no Deus absoluto mas quer provar que o homem em relação a Deus é o tudo? Mas isso é um absurdo, pois o homem não pode fazer o que quer. O homem, por ser “nada”, não é exímio de responsabilidades, também isso é inadmissível! Nem mesmo um escravo depende inteiramente do seu dono, os escravos podiam pensar, podiam falar e tinham responsabilidades. Logo nem defendemos uma dependência robótica em relação a Deus e nem muito menos escravocrática, sem as liberdades fundamentais concedidas por Ele.
12- Admitindo a hipótese do homem ser responsável, ainda assim, o Deus dos cristãos viola as regras fundamentais da equidade, ora toda a prática de justiça exerce uma sanção necessariamente proporcional ao mérito ou recompensa, castigo ou culpa imputados ao individuo. Ora, Deus é eterno e ilimitado e não poderia aplicar sanções proporcionais a eternidade ao homem que é limitado e mortal, logo não existe Deus.
Resposta- Ora, vós não sabeis que a recompensa do céu ou o castigo do inferno são sanções proporcionais às virtudes ou aos pecados? Se o homem quando morre se destina a eternidade, então nada mais justo que as Leis de Deus. Por exemplo, cada país tem sua própria lei relativa aos costumes, a ideologia ou a realidade do lugar, o que pode ser sancionado como lei em certo país, para os outros países não. Sendo assim, o que resta da lei soberana? Ora, não é Deus que deve se adequar as leis, e sim as leis é que devem se adequar aos mandamentos da lei de Deus. São os homens que violam tais fundamentos terrenos e nunca Deus.
Acabam-se aqui as doze “provas” do Sr. Faure e concluo evidentemente os meus argumentos. Minha argumentação foi toda usada no principio da razão que eles mesmos reivindicam, sem as citações bíblicas ou dos santos. Na verdade, usei as mesmas armas do Sr. Faure, fazendo comparações entre tudo que implica o conceito de Deus e o tudo que implica a realidade material. É pelo menos uma prova de que nem a razão reivindicada pelos ateus pode refutar a existência de Deus.
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