quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Darwin, o mágico






Ilustração tirada do sítio Lepanto

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A incrível lógica de Richard Dawkins



E reparem que o mais incrível do que a lógica deste senhor é a adesão coletiva de fé de uma platéia atéía...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Por que o homem é animal?

Animal
(Do latim anima)

Existe variadas explicações da sociologia e antropologia que são evidentemente superficiais. Os estudiosos antropólogos e cientistas de todas as categorias distinguem o homem animal racional do animal animal irracional. Os sociólogos e socialistas caracterizam o homem como animal político ou social. Todavia esses "animais" vivem em sociedade. O que faz ser o homem animal ao mesmo tempo que é ser político-social? Deve haver algo em comum entre os animais racionais e os animais irracionais.

Já vimos que "social" na prática todo animal acaba sendo, mas são ambos (animal e homem) políticos? Óbvio que não, só o segundo de fato o é, mas isso ainda não explica a questão.
A semelhança da animalidade entre o homem e animalidade dos animais é, sem dúvida, o que é vísivel e comum. O que eles podem ter de vísivel e comum -e é claro que isso não é regra geral à todos os animais- é a natureza de ambos. O que é categórico e definidamente distinto é a razão que só o homem a possui. Mas além disso, o que eles têm mais em comum, ou melhor; o que fundamenta a animalidade? Porque são ambos considerados animais?

O que tem eles em comum é o que os anima e dá vida e que faz a articulação de todos os movimentos do corpo. Não, não, engana-se que quem faz articular todos os movimentos do corpo é o cérebro. Se isso fosse verdade, como explicar os movimentos do corpo dos anecéfalos?

O que faz o anecéfalo teoricamente ter pouco tempo de vida não é em sentido restrito a falta de cérebro, mas a ausência das ligações vitais do cérebro indispensáveis para o restante do corpo. Sendo assim, só nos resta admitir que todos os animais racionais e irracionais são movidos (animados) pela alma que cada um possui. Logo somos animais porque temos alma. O que é comum, porém imperceptível aos nossos sentidos.

Então, meu caro e minha cara, se não for isso, o que lhes anima?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Súmula bíblica contra protestantes

Súmula Bíblica contra Protestantes

Padre Antônio Miranda S. D. N.


ABSOLVIÇÃO

1 ― JESUS PROMETEU CONFERIR O PODER DE PERDOAR PECADOS

MAT. XVI, 19 ― “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus: e tudo o que ligares sobre a terra será ligado nos céus e tudo o que desligares sobre a terra será desligado também nos céus”.

Aqui vemos o poder de perdoar, conferido primeiramente ao chefe dos Apóstolos, no singular; depois, Jesus conferirá o mesmo poder a todo o Colégio Apostólico, no plural. Leia-se o texto seguinte:

MAT. XVIII, 18 ― “Em verdade, vos digo: tudo que ligares sobre a terra, será ligado também no céu: e tudo o que desligardes sobre a terra será desligado também no céu”.

2. JESUS CONFERIU ESTE PODER, APÓS A RESSURREIÇÃO

JOÃO, XX, 22-23: ― “Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.

NOTA-SE que, no texto último, Jesus faz questão de, antes de conferir aos Apóstolos o poder de perdoar pecados, soprar sobre eles, conferindo-lhes o Espírito Santo. Logo, o poder de perdoar não convém, de maneira nenhuma, a todo e qualquer indivíduo, como o entendem os protestantes, mas é um poder sacramental, conferido mediante a colocação do Espírito Santo.

Vide também o verbete CONFISSÃO.

ADORAÇÃO

1 ― EM SENTIDO ESTRITO, SÓ SE PODE ADORAR A DEUS
MAT. IV, 10 e LUC. IV, 8: “Está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus e a Ele só servirás”.

ATOS, X, 25, narram que Cornélio, ao receber S. Pedro, “prostrou-se para adorá-los, mas S. Pedro lhe disse: “Levanta-te. Também eu sou um homem”

APOC. XIX, 10, narra também que São João se prostrou aos pés de um Anjo para o adorar, mas este lhe disse: “Não faças isto ! Eu sou um servo como tu e teus irmãos, que tem o testemunho de Jesus. Adora a Deus”.

2 ― MAS, EM SENTIDO IMPRÓPRIO, A ESCRITURA FALA DE ADORAÇÃO EM VÁRIOS LUGARES

GEN. XXXIII, 1 : ― “Levantando, porém, Jacó os seus olhos viu Esaú, ... 3. E ele, adiantando-se, adorou-o sete vezes prostrado por terras”.

NÚMEROS, XXII, 31: ― “No mesmo ponto abriu o Senhor os olhos a Balaão, ele viu o Anjo parado no caminho com a espada desembainhada, e, prostrado por terra, o adorou”.

II REIS, XIV,22: ― “Joab, prostrando-se por terra sobre o seu rosto, adorou e felicitou o rei”.

III REIS, 1, 16: ― “Inclinando-se Betsabé profundamente, adorou o rei”.

IV REIS, IV, 36 e 37: ― “Chegou ela e lançando-se-lhe aos pés (de Eliseu), adorou prostrada em terra”.

IPAR. XXIX,20: ― “E todo o povo bendisse o Senhor Deus; e se prostraram e adoraram a Deus, e depois ao rei”.

A adoração de que fala a Escritura nestes textos não é propriamente adoração, e, sim, veneração profunda que se demonstra com a prostração. A Escritura narra estes fatos sem reprová-los, porque o sentido deles é fácil de entender-se, entre os orientais principalmente.

É neste mesmo sentido que, em português antigo. falavam alguns autores de adoração dos Anjos e Santos. Estavam, pois, muito de acordo com a Sagrada Escritura.

Hoje em dia se usa o termo adoração só para Deus. E para a Sma. Virgem e os Santos se usa o termo veneração.

ADORAR EM ESPÍRITO E VERDADE

JOÃO, IV, 23 e 24: ― “A hora vem, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Por que é destes adoradores que o Pai procura. Deus é Espírito, e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram”.

Deste texto os protestantes deduzem contra a Igreja Católica a abolição de todo culto externo, principalmente o culto das imagens. Mas é dar à palavra de Jesus uma extensão que não tem. Jesus apenas quer dizer à samaritana que vai ser abolido o culto da lei antiga e que não será necessário ir mais ao templo de Jerusalém para ali adorar a Deus, porque, em a nova religião cristã, não são as formas antigas, prescritas por Moisés, que vão agradar ao Pai, e sim a adoração “em espírito e verdade” isto é: adoração espiritual e sincera, não só externa, mas partindo do intimo da alma, sobretudo adoração de almas em estado de graça.

ANJOS

1. ― SOMOS CONFIADOS A SUA GUARDA

MAT. XVIII,10: “Vede que não desprezeis a nenhum destes pequeninos; porque eu vos declaro que os seus anjos, no céu contemplam sempre a face do Pai que está no céu”.

HEBR. I, 14: ― “ Não são eles espíritos ministradores, enviados para exercer o seu ministério em favor daqueles que deverão herdar a salvação ?”

ÊXODO, XXIII, 20: ― “Eis que te envio um anjo (mensageiro), diante de ti para que te guarde no caminho, e te leve ao lugar que te guarde no caminho, e te leve ao lugar que te preparei”.

ÊXODO, XXIII, 21: ― “Guarda-te diante dele e ouve a sua voz, e não provoques a ira. Porque não perdoará a vossa rebelião; porque meu nome está nele”

NOTE-SE a força destes textos. Deus encarregou os Anjos de zelar pelos homens. Eles estão, assim, constituídos intermediários, de algum modo medianeiros entre Deus e nós.

2. ― ELES OFERECIAM NOSSAS PRECES A DEUS, A MODO DE MEDIANEIROS

APOC. VIII, 3: ― “ Veio, pois, outro anjo, e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro, e foram-lhe dados muitos perfumes para oferecer com as orações de todos os santos, sobre o altar de ouro que está ante o trono de Deus”.

APOC. VIII. 4: ― “ E da mão do anjo subiu a fumaça dos perfumes das orações dos santos diante de Deus”.


3 ― ELES ROGAM POR NÓS DIANTE DO TRONO DE DEUS

ZACARIAS, I, 12: ― “ Então o Anjo do Senhor respondeu e disse: ― “ Então o Anjo do Senhor respondeu e disse: “O Senhor dos Exércitos ! Até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estiveste irado estes setenta anos ?”

GÊN. XL.VIII. 16: ― “ O anjo que me livrou de todo mal, abençoe estes rapazes, seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais Abraão e Isaac e se multipliquem como peixes em multidão no meio da terra”.

OSÉIAS, XII, 3 E 4: ― “Jacó suplantou seu irmão no ventre materno e com fortaleza lutou com seu anjo. E prevaleceu contra o anjo e ficou vencedor. Chorou e suplicou-lhe”.


ANTICRISTO

1. ― ANTES DO FIM DO MUNDO, DEVE APARECER O ANTI-CRISTO

IIª TESS. II, 3-7: ― “Não vos deixeis iludir por pessoa alguma nem de modo algum; porque deve vir primeiro a apostasia e aparecer o homem do pecado, o filho da perdição, o adversário, a arvorar-se como superior a tudo o que se chama Deus ou divino chegando a sentar-se no templo de Deus e querendo passar por Deus”.

De acordo com estes dizeres do Apostolo, o Anticristo é uma pessoa, bem definida, bem caracterizada, e que parecerá no fim do mundo.

No mesmo texto, v.9. o Apóstolo testifica que a vinda do Anticristo será obra de Satanás: “Sua vinda é por obra de Satanás, com todo o poder, com sinais e prodígios mentirosos”.

2. ― A ESCRITURA CHAMA TAMBÉM DE ANTICRISTO TODO AQUELE QUE NÃO ACEITA JESUS CRISTO OU SUA DOUTRINA

1ª JOÃO, II 22: ― “Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho”.

IDEM, IV 2 e 3: ― “Nisto se reconhece o Espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus Cristo se encarnou é de Deus; todo espírito que não confessa Jesus, não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo, de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo”.

IIª JOÃO, 7: ― “Muitos sedutores tem saído pelo mundo afora, a proclamar que Jesus Cristo não se encarnou. Quem assim diz é sedutor e Anticristo”.

3. ― O ANTICRISTO E PERSONIFICADO POR S. JOÃO NUM GRANDE REI E SIMBOLIZADO NUMA FERA

Ler sobre isto todo o cap. XIII do Apocalipse.

Os protestantes forcejam por aplicar ao Papa de Roma os dizeres desta profecia. Chegam até à audácia de inventar que o número 666, de que fala o V.18: ― “É aqui que está a sabedoria. Quem tem inteligência calcule o número da besta. Porque é número de homem, e o número dele é 666” ― se aplica à pessoa do Papa.

Trata-se de uma profecia. O sentido de um texto profético é insusceptível de uma aplicação pessoal antes de sua realização plena. Se o Anticristo é o Papa, poderíamos perguntar: “Qual dentre os Papas, se são tantos os que já ocuparam o trono de Roma?”

O que é claríssimo no texto sagrado é que o Anticristo será um adversário de Cristo, que atacará a sua divindade, a sua autoridade, a sua doutrina, a sua Igreja, portanto. E como encontrar isto no Papa, que foi e é sempre, mesmo quando tem suas fraquezas humanas, o maior arauto da divindade e da doutrina de Cristo?


APÓSTOLOS

Esta palavra significa “enviados”. Apóstolo é aquele que é enviado por Deus para uma missão especial, de anunciar o reino de Deus.

1. ― JESUS ESCOLHEU DOZE APÓSTOLOS

MAR.III, 13-15: ― “Depois subiu ao monte, chamou os que Ele quis. e Foram a Ele. Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia. Ele os enviara a pregar com o poder de expulsar os demônios”. A seguir se enumeram os doze Apóstolos.

LUC. VI, 13-14: ― “Naqueles dias Jesus retirou-se a uma montanha, para rezar, e passou ai toda a noite orando a Deus.
Ao amanhecer chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de Apóstolos”.

De ambos estes textos ressalta que os Apóstolos são distintos dos discípulos; “dentre eles” é que Jesus escolheu os Apóstolos. São, portanto, uma hierarquia à parte na Igreja do Senhor.

2. ― ATRAVÉS DE TODO O NOVO TESTAMENTO SE PODE VER QUE OS APÓSTOLOS DESENVOLVEM “AÇÃO HIERÁRQUICA” ISTO É, DE SUPREMACIA SOBRE OS FIÉIS, DIRIGINDO-OS, INSTRUINDO-OS, GOVERNANDO-OS.

Veja-se:

MAT. cap. X. Todo caracteriza a missão apostólica.

Idem, cap. XI, 1.

JOÃO, XV: 16-27.

Leia-se todo o livro dos Atos e poder-se-á averiguar isto a cada passo, mas principalmente nos Capítulos VI e XV.

3. ― ENTRE OS APÓSTOLOS, PEDRO TEM A PRECEDÊNCIA, FALA E AGE EM NOME DE TODOS.

MAT. X,2: ― “Eis os nomes dos doze Apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro...”

MARCOS (III, 10) e LUCAS (VI, 12), mencionando os Apóstolos, enumeram Pedro em primeiro lugar.

MAT. XVI, 16: ― Quando Jesus pergunta aos Apóstolos qual o pensamento deles sobre o Filho do Homem, é Pedro quem responde em nome dos demais, inspirado pelo Pai.

É a ele que Jesus promete a suprema investidura da Igreja. “Dar-te-ei as chaves do reino do céu”. MAT. XVI. 19.

ATOS, II, 14: É Pedro quem primeiro prega.

ATOS, II, 41 E X, 9 e sgs. é Pedro que batiza os primeiros gentios.

ATOS, III, 1 e segs.: É Pedro quem opera o primeiro milagre.

ATOS, 1, 15: é Pedro quem propõe a eleição do sucessor de Judas.

ATOS, II, 41 e X, 9 e segs.: é Pedro quem fala em nome de todos perante o Sinédrio e defende a fé.

ATOS, V, 3 e segs.: é Pedro quem exproba Ananias e Safira e lhes inflige em nome de Deus o castigo de sua mentira.

ATOS, XV, 7 e segs.: No primeiro Concilio celebrado, é Pedro quem dirime a questão.


ASSUNÇÃO DE MARIA

Objetam muito os protestantes contra a Assunção, pedindo textos da Bíblia, que a comprovem.

O fato histórico da Assunção não se encontra na Bíblia, pois os livros do Novo Testamento foram escritos para pôr em foco Jesus Cristo. Não se ocupam, portanto, de Maria Sma. senão enquanto em função de Mãe de Cristo, e nada podem narrar de sua Assunção histórica.

Mas, não obstante, a Bíblia nos prova indiretamente que a Virgem Maria teve uma vitória completa sobre a morte em união com Cristo. Eis os textos:

GÊN. III, 15: ― “Porei inimizades entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. E um dia Ela te esmagará a cabeça”.

Confia-se a interpretação que demos deste texto no artigo Imaculada Conceição.

Muitos Santos Padres o interpretam como sendo uma referência profética à mulher por excelência que teria uma vitória total sobre o Demônio.

Uma vitória total: quanto ao pecado e sua conseqüência, que é a morte. Assim deve-se deduzir que Nossa Senhora, segundo o augúrio da Bíblia, devia triunfar sobre a morte, ressurgindo e subindo ao Céu.

1º COR, 20-23: ― “Mas eis que ressuscitou Cristo, como primícias dos que morreram. Pois assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Assim como em Adão todos morreram, também em Cristo todos serão vivificados”.

ECLE. XXV, 33. ― “De uma mulher teve princípio o pecado, por ela todos morremos”.

NOTA: Estes dois textos comparados nos mostram que o pecado entrou neste mundo por um homem ― Adão e por uma mulher ― Eva, e que a vida entrou por um Homem ― Cristo, que deve reconstruir tudo, e sua reconstituição de tudo vai até à ressurreição, de que Ele mesmo é as primícias. Mas, se a morte entrou por um homem e por uma mulher, Adão e Eva, a vida que entra por Cristo, entra também, de algum modo, por uma mulher, Maria. E se Cristo reconstitui a vida como primícias de ressurreição, Maria também devia participar desta reconstituição pela mesma forma, como primícias da ressurreição. Assim, deste texto de S. Paulo, deflui um forte argumento a favor da Assunção de Maria.

APOC. XII, 1 e segs.: ― “ Um grande sinal apareceu no céu: uma senhora vestida de sol e a lua debaixo de seus pés, e sobre a sua cabeça uma cora de doze estrelas”.

“E a Senhora voou para o deserto, onde de Deus lhe tinha preparado um lugar”.

“E foram dadas à Senhora duas asas de uma grande águia, para que voasse para o deserto, para o lugar do seu retiro”.

NOTA: ― Leia-se todo o capítulo XII do Apocalipse e ver-se-á a luta do Dragão (Demônio) contra a Mulher (Maria), luta que culmina com a vitória total da Mulher.

HEBR. II., 14: ― “Como os filhos participam da carne e do sangue, também Ele (Cristo) participou das mesmas causas, afim de destruir, pela sua morte, “aquele que tinha o império da morte, isto é, o Demônio”.

Vê-se, por este texto, que é império do Demônio a morte. Maria para vencer, pois, o Demônio, tinha de triunfar da morte, pela Assunção gloriosa.


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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A visibilidade da Igreja, a situação atual e uma opinião sobre uma opinião

Quando achava que estava satisfeito por trazer esse texto grandioso de Marcel Lefebvre - de Venerável memória - e que estava pronto para ser (re)publicado, me aparece um outro texto de um outro blogueiro, que não o conheço pessoalmente, mas que considero um amigo .

O outro blogueiro é o Márcio do Pacientes na Tribulação, neste texto, ele se expressa acerca da situação atual na Igreja, e é incrível que a sua opinião coincida com a minha em todos os pontos ou aspectos, é o que me faz tê-lo em estima pelo seus escritos bem articulados.

O que o Márcio quis dizer, eu concordo integralmente, eu faria apenas alguns acréscimos particulares, ei-los:

1- É realmente perigoso dizer alguma coisa sobre a postura doutrinal do Papa Bento XVI em relação a crise. Qualquer coisa que ponha em dúvida a ortodoxia do Papa é assunto de extrema gravidade que se deve pensar muitas vezes antes de opinar. Algo que o Papa disser de contraditório do que foi ensinado pela Igreja, para nós leigos recomendo a plena certeza de ter razão e a caridade para proceder a crítica, senão é melhor calar-se.

2- Além de também acreditar que a FSSPX jamais firmará acordos práticos canônicos, ainda acredito que a FSSPX não descansará enquanto o Concílio vaticano II não for condenado por inteiro.

Do que adiantará se o Papa der apenas uma interpretação tradicional ao concílio, coisa que já vem se esforçando para fazer se as interpretações errôneas do espírito do concílio só existem por causa dos textos ambíguos do concílio?

Será que o Papa corrigiria só alguns textos mais espinhosos e deixaria aqueles mais católicos, embora ainda ambíguos? Não sei. E não ouso fazer especulações a respeito. Mas se ele fizer isso, já vejo que estará condenando todo o concílio.

No entanto, relembrando uma conversa que tive com um amigo, acho que tudo caminha para o desmoronamento total. Enquanto alguns vêem o Concílio como a Torre de Pisa, inclinado mas ainda firme, eu porém o vejo como um prédio construído com barro que pode desabar a qualquer momento.

O que me alegra nisso tudo é ver a reação tremenda da tradição em todo mundo, principalmente pelos leigos. Que ironia! O laicato católico reage contra as reformas do Concílio que o incentivou.

Como aquele jogo de futebol que começou com a abertura do placar por 0x1 a 1 minuto do primeiro tempo pelos adversários, empatamos o jogo em 1x1, quase aos 45 do segundo tempo. Iremos nós para prorrogação? Disputa por pênaltis? Ou decidiremos o jogo nos acréscimos? Quem viver verá.

Fiquem com o texto do grande Monsenhor Marcel Lefebvre lembrando sempre que apesar dos avanços inegáveis do Papa Bento XVI, ainda estamos no estado de necessidade.




A Visibilidade da Igreja e a Situação Atual

Dom Marcel Lefebvre

"Meus caros Padres,

Penso que vós que saístes dos seminários e que, estais agora exercendo o ministério e que desejastes guardar a Tradição, vós que desejastes ser padres para sempre, como foram os santos padres de outrora, todos os santos vigários e os santos sacerdotes que nós mesmos pudemos conhecer nas paróquias. Vós continuais e representais verdadeiramente a Igreja Católica. Acredito que é necessário convencer-vos disso: "representais verdadeiramente a Igreja Católica".

Não quero dizer que inexista Igreja fora de nós; não se trata disso. Mas há pouco tempo, disseram-nos que é necessário que a Tradição entre na Igreja visível. Penso que se comete aí um erro muito grave.

Onde está a Igreja visível? A Igreja visível é reconhecida pelos sinais que ela sempre deu de sua visibilidade: ela é una, santa, católica e apostólica. Eu vos pergunto: onde estão os verdadeiros sinais da Igreja? Estão eles na Igreja oficial (não se trata de Igreja visível, mas da Igreja oficial) ou conosco, no que representamos, no que somos? É evidente que somos nós que guardamos a unidade da fé, que desapareceu da Igreja oficial. Um Bispo acredita nisso, outro já não acredita, a fé é diversa, seus catecismos abomináveis estão cheios de heresias. Onde está a unidade da fé em Roma? Onde está a unidade da fé no mundo? Fomos nós que a guardamos. A unidade da fé espalhada no mundo inteiro é a catolicidade. Ora, esta unidade da fé no mundo inteiro, não existe mais, não existe mais catolicidade. Existem tantas Igrejas católicas quantos Bispos e Dioceses. Cada um possui sua maneira de ver, de pensar, de pregar, de fazer seu catecismo. Não existe mais catolicidade. E a Apostolicidade? Eles romperam com o passado. Se eles fizeram algo, foi exatamente isso. Eles não desejam mais o que é anterior ao Concílio Vaticano II. Vede o Motu Proprio do Papa* que nos condena, ele diz muito bem: "a Tradição viva é o Vaticano II": não se deve reportar mais a fatos anteriores ao Vaticano II, isso não significa nada. A Igreja guarda a Tradição de século em século. O que passou passou, desapareceu. Toda a Tradição encontra-se na Igreja de hoje. Qual é esta Tradição? A que ela se liga? Como ela se liga ao passado? É o que lhes permite dizer o contrário do que foi dito outrora, sempre pretendendo que somente eles guardaram a Tradição".

*O Motu Proprio em questão é o Ecclesia Dei promulgado pelo Papa João Paulo II


Continuação da leitura no Mosteiro da Santa Cruz

Eucaristia

(...) a Eucaristia custava o preço da agonia no jardim das Oliveiras, das humilhações sofridas diante dos tribunais de Caifás e de Pilatos, da morte no Calvário! A vitima teria de passar por todas essas imolações para chegar até o estado sacramental e até nós.

Instituindo o seu sacramento, Jesus perpetuava os sacrifícios de sua paixão: condenava-se a sofrer:


- Um abandono tão doloroso quanto o que padeceu no jardim das oliveiras;
- A traição de seus amigos, de seus discípulos, tornando-se cismáticos, heréticos, renegados, que venderam a Santa Hóstia aos judeus, aos mágicos;
- Ele perpetuava as negações que o afligiram em casa de Anás;
- Os furores sacrilégios de Caifás;
- Os desprezos de Herodes;
- A covardia de Pilatos;
- A vergonha de se ver preterido por uma paixão, um ídolo de carne, como se vira preterido por Barrabás;
- A crucificação sacramental no corpo e na alma do comungante sacrílego.

Pois bem, Nosso Senhor sabia tudo isso antecipadamente, conhecia todos os novos Judas, contava-os entre os seus, entre os seus filhos bem-amados: tudo isso não o deteve. Ele quis que seu amor ultrapassasse a ingratidão e a malicia do homem; quis sobreviver à sua malicia sacrílega.

Conhecia antecipadamente a tibieza dos seus, a minha; o pouco fruto que se haveria de retirar da comunhão. Quis amar assim mesmo, amar mais do que ser amado, mais do que o homem poderia reconhecer.

Trechos do livro O Santissímo Sacramento de São Pedro Julião Eynard retirado do folheto litúrgico da Capela de São Benedito.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Argumento linguístico intelectualóide ateísta versus Verdade?




Vendo um trecho de um vídeo-palestra de Richard Dawkins - talvez o principal guru dos ateus na contemporaneidade – me veio imediatamente à mente, o artigo que escrevi sobre o ateísmo idiota e conscientemente ignorante. Não é que Dawkins, neste vídeo, tende para esta, digamos, vertente ateísta?

Sei que ateus com características raivosas e cínicas não dão a mínima para o que possa ser a contenda de escrúpulos quando a única arma é esculhambar católicos. Aparentemente há ainda aqueles ateus públicos que demonstram terem uma certa intelectualidade equilibrada, ponderada nas criticas contra os cristãos ou simplesmente parece usar a inteligência em discutir sobre Deus, o que evidentemente não é o caso deste senhor. Mas o cenário geral do argumento do ateu “intelectual e educado” é só aparente mesmo, nada mais do que aparências. Seria uma coisa estúpida achar que tratariam deste assunto com cordialidade, desejando apenas nos convencer de que acreditamos numa ilusão.

Nunca tive a intenção de ridicularizar Dawkins, ele já faz este papel sozinho. Ele próprio é a imagem e semelhança dos ateus intelectualoídes que não conseguem manter-se ponderados quando se vêem ameaçados por argumentos de “crentes”ou pela "religião" deles, quem sabe?

Entretanto, percebam que minha observação não é somente sobre a questão da discordância do ateu acerca da existência de Deus, mas também sobre dizer um monte de besteiras sem nenhuma reflexão séria, fundamentação filosófica ou cientifica. Apontar palavras soltas ou usar com má-fé os termos linguísticos da bíblia para reforçar concepções idealistas e sarcásticas da inexistência de Deus está longe de ser qualquer coisa séria que se queira chamar argumento.

Já li em um destes sítios ateístas intelectualoídes o articulista “sugerir” ao seu leitor que Deus é apenas um nome que se dá para qualquer coisa. Note que esse argumento é deveras defeituoso ou quase um argumento dawkinsta, só bastando perguntá-lo de qual boca ou escrito de grande gênio saiu o nome Deus para imediatamente surgir qualquer justificativa racionalista alternativa, mas nunca uma verdadeira resposta. É porque é preciso ter uma imaginação fundamentada em algo para sair - tanto por escrito quanto pela via oral - tamanha criatividade para chegar ao conceito de Deus. E criatividade não é algo simples e aleatório que todo mundo tem; criatividade pode ser descrita como um montão, (um montão mesmo) de coisas inerentes a vida que afetam e influeciam a consciência de algum pretenso criador, tirando daí o seu produto final: a criação.

Criar não é para todo mundo, copiar até pode ser. Criar é esplêndido, é fazer algo incomum, inexistente a qualquer coisa que já exista. Mas para criar é preciso se ter uma base, um fundamento na realidade, esta é a regra universal da criação que se aplica a todos seres humanos. A cópia geralmente não tem um fundamento verdadeiro e leal porque é nada mais que um plágio da criação do criador, por isso é mal-vista.

Suponhamos que um discípulo de Dawkins seria capaz de dizer:"Dawkins é um deus" e seguir chamando-o de deus pelo resto de sua miserável vida, influenciando os outros discípulos de modo que mudassem de ateus para crentes. Mas o que fez Dawkins de extraordinário e sobrenatural para merecer ser cultuado? Ora, certamente houve uma série de coerções psicológicas, no mínimo, para uma substituição insana do nome de Dawkins para deus. Uma pessoa de senso crítico respaldada na realidade, com as faculdades mentais no lugar, jamais acreditaria na divindade de Dawkins. Contundo a idéia de Deus, em princípio, é de um Ser Superior a nós em inteligência, potência, substância, natureza e etc. Portanto em relação a nós, esse Deus teria que ser absolutamente, extremamente desigual. Dawkins, como deus, notoriamente não atende a essas características.

Sobre a verdade, o ateu se apóia basicamente no empirismo e cientificismo, rejeitando toda noção de verdade que esteja fora desse campo. As concepções da verdade ateísta seriam muitas, como já disse no outro artigo, depende da opinião ou da realidade de cada um. E é claro a verdade não estaria em nenhuma religião.

Sobre se é possível todas as religiões estarem com a verdade, tratarei disto em uma outra oportunidade. Mas não perdemos o fio da linhada, continuemos.

A verdade – diria um ateu - de como vejo um objeto é diferenciado pelo ponto de vista. Se para mim aquilo é um cachorro, para o outro pode ser um dragão, isto depende também da cultura e idioma de um país para se dar nome ao que conhecemos por cachorro, depende da coerção dos fatos sociais e emocionais na consciência ( e digo eu: como o exemplo do discípulo cego que deu o nome deus à Dawkins). Nos EUA cachorro é dog, montanha é mountain e etc. Enfim depende de uma gama de coisas inseridas na realidade de cada pessoa e blá, blá, blá.

Estas análises podem ser corretas mediante os fatos, estudos sociais e etc; podem ser corretas, mas daí deduzir do aglomeramento dessas soluções é dizer que qualquer resposta pode ser resposta para a verdade, qualquer deus pode ser Deus, é equivocado, ilógico, e não torna nenhuma destas distintas soluções suficiente e verdadeira resposta. Não satisfaz a terrível pergunta que Pilatos fez a Cristo: afinal de contas, o que é a verdade?

É mais ou menos enrolado no princípio relativista-subjetivista acerca da verdade que fundamenta-se o argumento ateísta. Tudo que diz respeito a verdade, ao absoluto, a Deus, é uma mera questão de nome, de idéia. Ora a verdade é adequação da idéia ao objeto, quando comparamos o nosso cognoscível com uma câmera fotográfica. Não se tira foto do nome do objeto, mas do objeto em toda sua substância.

Pois muito bem, e de Deus se tira fotos? Para isso é preciso se ter clara a essência da premissa de que desconhecemos o que a razão ainda não captou. Distinguindo isso em dois pontos, temos: O primeiro ponto claro da premissa é que não se pode ver ( ou tirar fotos com máquinas fotográficas convencionais de) bactérias ou vírus. Nem se pode ver o vento, apesar de senti-lo, contudo é verdade que vírus, bactérias e o vento existem.

O segundo ponto claro é que é impossível ver mistérios, se se vê algum, deixa-o de ser. Ninguém é capaz de ver qualquer coisa que vá além de outras galáxias sem uma aparelhagem própria, como um supertelescópio com este requisito. Contudo, independentemente se tal aparelhagem existe ou não existe, de fato, é verdade que mistérios existem.

Concluimos então parcialmente (por estes dois pontos) que: Deus que é mistério não se pode ver, mas Deus que é a Verdade, isto é, que está infinitamente além das outras verdades, podemos conhecê-Lo porque é verdade que existe.

Mesmo que ignorássemos as cinco vias tomistas sobre a existência de Deus, nossa razão nos diz que existem relatos históricos, outras filosofias e outros estudos científicos que nos fala de Deus. Nossa razão nos diz que há uma série ampla e quase infinita de causas e efeitos naturais ordenados dizendo alguma coisa sobre Deus, enquanto sobre a inexistência de Deus, não existe praticamente nenhum tipo de relato lógico-objetivo que se sustente por muito tempo. Nenhuma argumentação acerca da realidade ( e ouso ajuntar: suas evidências) do tipo: “Uau, realmente isso me faz acreditar que Ele não existe”.

Cada pessoa pode inventar várias concepções de uma montanha, chamando-a de monte, planalto, alto relevo ou o que quiser, mas a montanha que se vê enquanto tal é única, porque a verdade é única. Essa é a sábia definição de verdade, é o que vemos neste vídeo.

Comparando o vídeo do Prof. Orlando Fedeli ao vídeo de Richard Dawkins, vemos dois pensamentos absurdamente opostos: um argumenta com base na realidade o outro pré-lincha com base mais ou menos em termos lingüísticos bíblicos... ou seria mais apropriado dizer: relincha mais ou menos com base em termos lingüísticos bíblicos?

O que me importa se o sol em inglês é sun? O sol continua sendo sol, independente do nome que alguém o possa dar. O ateu pretende demonstrar que a verdade, fora de qualquer língua, não existe, ao mesmo tempo pretende convencer falando com seu idioma que o que diz é verdade que a verdade não existe. Curioso não? Até Dawkins pretende fazer o mesmo.

Para a maioria dos ateus, a verdade nasce de qualquer idéia e transforma-se num conceito linguístico, gramatical, e nunca se pertence ao domínio da razão. Então todo argumento ateísta parece se resumir assim: a verdade é um nome, Deus é um nome, logo vencemos nós os ateus por sabermos agrupar e articular bem as palavras na base das idéias com mais poder argumentativo verdadeiramente sem verdade do que eles...e por nunca termos visto Deus, graças a Deus.

Porém é preciso deixar claro para essa gente que argumentar mesmo sem baixar o nível da cordialidade não significa que conseguiu escapar do afogamento da sua sopinha de letras.