domingo, 14 de fevereiro de 2010

Mane, Thecel, Phares (coluna semanal de Dom Williamson)

Comentários Eleison 135 (Feb. 13, 2010): Mane, Thecel, Phares.


Deve um bispo católico deixar de lado o assunto de economia baseando-se estritamente em matérias da religião? De maneira alguma! Quão é a idéia estreita da religião que deve recolher a ordem para não ver que essa economia, ou a arte de administrar os bens materiais necessários para a vida, é governada inteiramente pela percepção que se tem da vida, e essa percepção da vida depende da religião. Como pode a religião (ou a sua ausência) adequadamente ser compreendida exceto como a percepção geral da vida na qual o homem se liga (ou recusa-se ser limitado) ao Deus que lhe deu sua vida?

Se os homens pensam hoje que a economia não tem nada que ver com Deus, é somente porque pensam de antemão que é inexistente ou insignificante. E admitindo que há uma vida após a morte, pensam conclusivamente que o inferno é inexistente (" Nós todos iremos para o céu") ou sem importância ("Pelo menos, todos os meus amigos estão lá", gracejam). A partir desses pressupostos se segue o deslocamento da economia de ontem, a economia do consumo, para atualmente seguir a economia consumível.

Ontem, não gaste mais do que você ganha. Economize, e não empreste, para investir. Não resolva o débito com mais débito. Hoje, é patriótico gastar. Todos serão prósperos se você gastar não obstante o que você ganha. Não conserve, porque o dinheiro inativo não beneficia ninguém. Por todos os meios, empreste para fazer investimentos rentáveis. E se seus débitos transformarem-se em ácido, peça mais empréstimos para sair deles.

Esta é a economia do comer-beber-e-estar-alegre intelectualizada, em particular, pelo economista britânico altamente influente, John Maynard Keynes (1883-1946), que disse uma vez uma famosa frase: “Por fim, todos morremos". Em meados de 1970, o Presidente Nixon (1913-1994) dizia: "Agora, somos todos keynesianos. E desde da década de 70, o acúmulo keynesiano continua a toda força indo à orgia do lucro, do empréstimo e da despesa dos anos 2000, tornado possível somente porque não ouviram o velho senso comum de não gastar mais do que pode ganhar, evitando assim o débito. " Não deva o homem coisa alguma para faltar amor para com o próximo " , diz a palavra de Deus (ROM. XIII, 8), e " O devedor é obrigado a restituir-lhe o débito (Prov. XXII, 7).

Agora o mundo está escravizado pelos homens do dinheiro, a orgia está em colapso, e o colapso pelo jeito chegará a sua reta final. O desemprego é muito mais alto do que os políticos podem ter recursos para admitir, contudo ainda conseguem votos, prometendo trabalhos e almoços de graça para o povo. Os políticos encorajaram estas expectativas irreais que tem os ajudado à chegarem ao poder, mas que não poderão cumprir. O povo está a ponto de erguer-se, estão levantando-se, encolerizados. Os políticos terão que iniciar guerras estrangeiras para distrair a mente do povo para fora dos problemas domésticos. A guerra está dobrando a esquina para continuar, se Deus assim permitir, o governo mundial dos usurentos. Tudo porque o povo pensou que Deus não teve nada que ver com a vida, e vida nada que ver com Deus.

Mas leiam Daniel 5, 5-6 e 24-28! O senhor Deus tem nosso número (" Mane"), nós fomos pesados em seu contrapeso e encontramos o querer (" Thecel"), nosso divertimento na terra acaba ("Phares"). Isso permanece para que nós tomemos nosso remédio.

Kyrie Eleison.

Tradução não oficial de responsabilidade do blogue Sublime Verdade