sexta-feira, 26 de março de 2010

Pio XII e um recadinho em particular às "católicas" modernas

É com grande prazer e provocação àqueles que acreditam num catolicismo de "tendências" ou de "gênero", que publico uma mensagem de Sua Santidade Papa Pio XII, encontrada neste sítio (que não tardei em adiciona-lo prontamente na minha lista de favoritos.)

Junto com o texto, minhas observações em azul para dar-lhe uma compreensão polemicamente didática. Aos verdadeiros católicos, sinceramente, deleitem-se..

Pio XII - A mulher moderna

O dever da mulher aparece nitidamente traçado pelos lineamentos, pelas atitudes, pelas faculdades peculiares ao seu sexo (humm, e tem católico (a) tradicionalista que insiste em negar isso). Colabora com o homem, mas no modo que lhe é próprio, segundo sua natural tendência (exatamente! A mulher, assim como o homem, salvo as particularidades de ambos os sexos, tem tendências naturais à procriação e à familia de modo geral). Ora o ofício da mulher, sua maneira, sua inclinação inata, é a maternidade (Bingo!). Toda mulher é destinada para ser mãe; mãe no sentido físico da palavra, ou em um significado mais espiritual e elevado (Ah, Pio XII inclui certamente as vocações religiosas), mas não menos real. (E isso é claro não tira a "essência" da realidade maternal da mulher)

A este fim o Criador ordenou todo o ser próprio da mulher, seu organismo, mas também seu espírito e sobretudo sua especial sensiblidade. De modo que a mulher, verdadeiramente tal, não pode de outro modo ver nem compreender a fundo todos os problemas da vida humana, senão com relação à família. Por isto o sentido agudo de sua dignidade a coloca em apreensão cada vez que a ordem social ou política ameaça prejudicar sua missão materna, em favor da família. (Sim, e muitas "católicas" dão outro nome para isso, chamam-o de "conquistas de direitos")

Tais são hoje, infelizmente, as condições sociais e políticas: elas poderiam se tornar ainda mais incertas para a santidade do lar doméstico e portanto para a dignidade da mulher. A vossa hora soou, mulheres e jovens católicas: a vida pública tem necessidade de vós: a cada uma de vós, pode-se dizer: "Tua res agitur".
Que desde muito tempo os acontecimentos públicos tenham-se desenvolvidos de modo não favorável ao bem real da família e da mulher, é um fato inegável. E para a mulher, voltam-se vários movimentos políticos, para ganhá-la à sua causa (e infelizmente a LAVAGEM CÉREBRAL foi historicamente eficiente) Alguns sistemas totalitários colocam diante de seus olhos magníficas promessas; igualdade de direitos com os homens, ( por exemplo: deixando de serem submissas aos seus maridos para serem submissas aos patrões que seriam possivelmente patrões de seus maridos, grande conquista de direitos!) proteção das gestantes e das pasturientes, ( cozinha e outros serviços comuns que a libertarão do peso das obrigações domésticas, jardins públicos para a infância e outros institutos, mantidos e adiministrados pelo Estado e pelos próprios filhos, escolas gratuítas, assistência em caso de doenças. ( e hoje em dia, faculdades, empresariado, chefe de estado e etc..)

Não queremos negar as vantagens que podem ser tiradas de uma e de outra destas providências sociais, se aplicadas nos devidos modos (quais são os devidos modos? Deve-se entender ao sentido correto de providência social, por exemplo, a total impossibilidade do marido prover o sustento da casa) Permanece, porém o ponto essencial da questão, a que já acenamos: a condição da mulher, com isto se tornou melhor? (Não, claro que não. Mas tem católica por aí que jura que se livrou da "escravidão patriarcal") A igualdade de direitos com o homem, trazendo o abandono da casa onde ela era Rainha, sujeita a mulher ao mesmo peso e tempo de trabalho. Desprestigiou-se a sua verdadeira dignidade e o sólido fundamento de todos seus direitos, quer dizer, o caráter próprio de seu ser feminil e a íntima coordenação dos dois sexos; perdeu-se a vista o fim desejado pelo Criador para o bem da sociedade humana e sobretudo pela família (isto é muuuuito sério). Nas concessões feitas à mulher, é fácil de perceber, mais que o respeito de sua dignidade e de sua missão, a mira de promover a potência econômica e militar do Estado totalitário, do qual tudo deve inexoralmente ser subordinado.

De outra parte, pode talvez a mulher esperar o seu bem-estar verdadeiro de um regime de predominante capitalismo? ( Ótimo! Pio XII não faz distinções entre regimes autoritários socialistas e sistemas econômicos liberais, todos fazem parte de um Estado laicista sem religião e sem Deus)


... Recolocar o mais possível em honra a missão da mulher e da mãe, no lar: tal é a palavra que de tantas partes de levanta, como um grito de alarma, como se o mundo se despertasse quase aterrado pelos frutos de um progresso material e técnico, do qual se mostrava antes tão orgulhoso.
Eis a mulher que, para aumentar o salário do marido, vai ela também trabalhar na fábrica, deixando durante sua ausência a casa no abandono, e esta, talvez já suja e pequena, torna-se também mais miserável pela falta de cuidado; os membros da família trabalham cada um separadamente, nos quatro ângulos da cidade e em horas diversas: quase nunca se encontram juntos, nem para o jantar, nem para o repouso depois das fadigas do dia, ainda menos para as orações em comum. Que permanece da vida da família? e quais os atrativos que podem ser oferecidos aos filhos? ( talvez a internet, o Big Brother e a aquela empregada que gosta de torturar crianças)

A estas penosas conseqüências da falta da mulher e da mãe no lar, ajunta-se outra ainda mais deplorável: ela diz respeito à educação, sobretudo da jovem e sua preparação para a vida real (ah quantas mulheres que se dizem católicas não querem enxergar o real). Habituada a ver a mãe sempre fora de casa e a própria casa tão triste no seu abandono, ela será incapaz de encontrar aí qualquer fascínio, não provará o mínimo gosto pelas austeras ocupações domésticas, não saberá compreender a nobreza e a beleza das mesmas, nem desejará um dia dedicar-se a isso, como esposa e mãe.

Isto é real em todos os graus sociais, em todas as condições de vida ( Dá-lhes Pio XII). A filha da mulher mundana, que vê todo o governo da casa deixado nas mãos de pessoas estranhas e a mãe ocupada em ocupações frívolas, em fúteis divertimentos, seguirá seu exemplo, quererá emancipar-se o quanto antes, e segundo uma bem triste expressão "viver a sua vida". Como poderia ela conceber o desejo de ser tornar um dia uma verdadeira "domina", isto é, uma senhora da casa em uma família feliz, próspera e digna?

(Pio XII e os problemas modernos - Parte do discurso de Pio XII à juventude Feminina de Ação católica, 24 de abril, 1943)

ps: as marcações em negrito do articulista foram preservadas.

Fonte: A Grande Guerra

sexta-feira, 19 de março de 2010

O preço variável da hipocrisia e da mentira (ou a novidade sempre antiga)

Caros leitores, vejam essa noticia, está em alemão:

Spiegel da Alemanha (jornal) oferece um milhão de euros para difamar Papa.

Quer dizer, não há nada de novo debaixo do sol. O que vemos e compreendemos? Uma tática muito antiga utilizada pelos velhos inimigos da Igreja: a difamação e a calúnia. Reescrever a história da Idade Média, das cruzadas, dos papados? Ok, isso tem dado certo até agora, mas é coisa que muita gente já fez, eles sempre querem algo mais extraordinário, mais comovente, mais atual, mais mentiroso. Criar mitos absurdos mais ou menos equivalentes à Papisa Joana? Algumas mentiras são capazes de ajudar outros a progredirem em diversos aspectos tanto para quem produz a obra mentirosa para quem a compra e a lê. Não, o que importa agora é explorar ao máximo fatos reais acerca da horrosa imoralidade contemporânea do clero.

Conseguir envolver o Papa no crescente escândalo da pedofília é dificil, provar sua cumplicidade direta é missão impossível. Que pena, malditos! E não é só porque a pedofília que está em discussão não é exatamente pedofília, aliás é muito mais homossexualismo do que pedofilia (ou o seu nome "elegante" reformulado pelo ilustre Mons. Scicluna: efebolia). Agora só resta continuar o financiamento da campanha anticlerical tentando atrair mais traidores da fé.

Certamente armar todo esse circo com um milhão de euros de "recompensa" não seria só mais alguns pontos no ibope, é muito mais do que isso. É o Papa, e como tal ele deve ser desmoralizado a qualquer preço. Na verdade, historicamente é comprovado que não conseguem fazer nada melhor ou pior do que isso.

E não senhor, não senhora, não sou um católico que acredita numa Idade Média onde todos os católicos eram santos, imaculados e etc. Essa é uma visão romântica da Idade Média e não condiz com a realidade do que foi a Idade Média. No entanto, peguemos o exemplo da Inquisição. Meu Deus!! Quantos livros de história já escreveram estatisticas absurdamente imaginárias e patéticas sobre a aplicação da pena de morte por este Tribunal? Será que eles incluiram nesses números exageradamente postos os bonecos que muitas vezes representavam as "vítimas"? Sim, bonecos! Não contaram isso também, não é? Pois bem, se faz necessário que os católicos procurem estudar mais sobre a religião, para poder melhor defendê-la por meio de argumentos seguros e verdadeiros. Detalhe: é muito importante que sejam verdadeiros. Vivemos recentemente o obscurantismo da ciência no qual os hipócritas iluministas de nosso tempo atribuem à Igreja à séculos passados. Eles - os hipócritas - conseguem perceber isso?


sexta-feira, 5 de março de 2010

Uma, duas cruzes

Depois da Cruz do Haiti, é a vez de uma outra cruz se mostrar resplandecente no Chile, vide foto. Fato curioso, no mínimo. Um pai que castiga seu filho visa sempre em mente corrigi-lo do erro. Penso que, embora um terremoto seja sempre algo lastimável no ponto de vista humano, pelo menos, nesses dois últimos casos (no Haiti e agora no Chile) ele tem me dado algumas lições didáticas de suma importância. Não é que eu aprecie desastres, livra-me Deus de tal apreciação. Devemos nos compadecer a dor do povo chileno que perderam seus bens materiais, parentes e amigos, rezar por estes e fazer doações enquanto for possível para ajudá-los. Faz parte da caridade cristã.

Estou falando para os cristãos que tem uma sensibilidade enorme, uma percepção do poder de Deus sobre o mundo. De como Cristo é capaz de nos dar sinais de que Ele prevalece apesar das ruínas em suas igrejas, sobretudo à ruína espiritual/moral/doutrinal do terremoto modernista partindo do clero, extendendo-se aos fiéis católicos da Santa Igreja. De que devemos estar com Ele, trazendo nossos sofrimentos (nossas ruínas e escombros) ao pé da cruz. Principalmente nesse tempo de quaresma.

Nosso Senhor castiga e permite castigos desse tipo, retirando alguns- ou todos-os bens materiais e nossos parentes/aderentes da convivência terrena, como fez a Jó. Mas continuemos a dizer: Deus tira de um mal um bem, mas Deus me dará muito mais em abundantes graças, arrependei-vos dos vossos pecados! Os terremotos vem e vão, a cruz fica.

terça-feira, 2 de março de 2010

L ‘Osservatore Romano (uma evolução musical)


Sabe-se que o Rockroll com seu estilo frenético, barulhento e ao mesmo tempo sedutor, romântico, parece ter evoluído muito mais historicamente em gêneros musicais. Uma evidência do que estou falando é o chamado Pop-Rock Music, de fato isso soa muito chique para alguns. Por outro lado, os roqueiros de plantão detestariam saber que sua musica teria sido acoplada a tal processo de evolução em uma categoria tão brega, como o Pop music. Pop-Rock Brega ou Pop-Rock chique? Não importa, mas que é de origem satânica é bem verdade. É verdade que saiu na mídia eletrônica uma lista de dez hits pop-rock supostamente mais ouvidos pelo Papa Bento XVI. E protagonizado por quem? Ora, pelo L ‘Osservatore Romano. Vejam alguns exemplos de outras magnitudes do jornal oficial da Santa Sé aqui, aqui e aqui. É obvio que a evolução que se seguiu no L‘Osservatore Romano foi bem de outra ordem, mas eles também parecem terem mudado a percepção musical e passaram a ser além de divulgadores de noticias dentro do Vaticano, também a comentaristas-palpiteiros-aduladores de bandas e músicos seculares profanos e profanadores, aliás, ultimamente, resolveram dar destaques a "discussões" sobre esse campo.

Os católicos perplexos devem estar se perguntando: “o que esses redatores e escritores do L‘Osservatore Romano estão ainda fazendo lá no Vaticano? Será que eles pensam que estão no lugar certo?” Infelizmente, eu acho que sim, por mais negativo que esse meu achismo possa parecer.

Não é a toa, ou essas pessoas querem a todo custo ressuscitar o morto-vivo; o venerável espírito do concílio (e não apenas ao som de Triller) ou simplesmente difamar com escárnios não obstante o gosto musical, a moral e principalmente a autoridade do Papa. Ou as duas coisas. Ficará difícil crer que se trate de calúnias, se o Papa ao menos não se pronunciar sobre o assunto.

Enquanto isso, aguardemos uma possível análise minuciosa do Grammy Awards deste ano pelo L ‘Osservatore Romano. Não duvido de mais nada do que possa sair, em termos musicais de péssima qualidade, de um jornal pseudo-católico.

Ps: Estava prestes a publicar essa postagem quando apareceu isso aqui. Creio que não preciso dizer mais nada...só rezemos muito pelo Papa!