segunda-feira, 31 de maio de 2010

Agradar a Deus ou aos homens?


O senhor não teme que uma linguagem tão crítica possa indispor a Santa Sé em relação a nós?

Queremos conservar a nossa fé e agradar a Deus, ou queremos agradar aos homens? O papa e os bispos estão imbuídos do concílio, imbuídos do liberalismo e do modernismo: isso são os fatos. E contra os fatos, não há nada a fazer, não há “se” nem “mas”. Aqueles que pensam com “se” ou com “mas”, esses são os hesitantes ou os complicados, todos aqueles cujas falsas inquietudes reduzem as forças ao invés de aumentá-las. Temos de ser fortes, fortes na nossa fé. É São Pedro quem disse: é preciso resistir ao diabo permanecendo “fortes na fé - fortes in fide” (I Pedro 5, 9). Se verdadeiramente amamos a verdade, se estamos prontos para defender nossa fé, não podemos deixar de denunciar os erros e denunciá-los publicamente, como São Paulo, a tempo e contratempo. São Paulo não teve medo de entristecer os coríntios, mas era para levá-los à penitência que eles precisavam. “Contristavi vos ad paenitentiam – Vossa tristeza vos levou à penitência” (2 Cor 7, 9).

Entrevista do Padre Régis de Cacqueray, fonte aqui.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O discurso importantissímo de Dom Pestana

O discurso/palestra do Bispo Emérito de Anapólis publicado pelo site The Fatima Challenge Conference e transmitido pelo Frates in Unum, deixou-me tremendamente estupefato. Não tanto pelo que ele disse, mas sim pela sua coragem em abordar um assunto tão polêmico e grave em Roma. É claro que, a partir disso, poderá surgir especulações das mais diversas entre os tradicionalistas e os conciliares de todas as correntes na internet. O único ponto discordante e até contraditório à indagação e ao raciocínio do bispo, é o cuidado de Sua Excelência de não negar que o Concílio Vaticano II teria sido uma benção para Igreja. Não Excelência, com certeza, se Nossa Senhora falou claramente aos três pastorinhos deste Concílio, no contexto do Terceiro Segredo, não foi para falar de sua suposta “bênção”.

Dom Pestana sutilmente desmistificou muita coisa dos bastidores do Vaticano II, de sua gênese e história. Isso é ótimo! Com algumas poucas exceções, nada que eu já não tinha sabido antes e que,
outros colegas blogueiros também não tinha lido e ouvido. Mas o que saiu da boca de Dom Pestana pode acordar muita gente, e isso é que é importante destacar e ressaltar. Dom Pestana, que eu saiba, não é um extremista, integrista, fatimista, tradicionalista. Pelo contrário, é um bispo que crê ainda na benção do Concílio.

Outra coisa, e esse é o ponto chave, na minha opinião, foi a maneira como ele compreendeu que havia algo de errado no reino da fantasia conciliar, quando fez a tal pergunta por escrito à “Irmã Lúcia”. A resposta, naturalmente, foi:
“não estou autorizada a responder esta pergunta”. E qual resposta é pior do que aquela que traz mais confusão do que esclarecimentos? Dom Pestana certamente pensou mais ou menos assim: “ahh, aí tem”! Quer dizer, há uma probabilidade enorme, gigantesca, de o Terceiro Segredo de Fátima estar relacionado com o Concílio.

Certo,
vamos ligar isso à minha teoria insana: Será que a “Irmã Lúcia” sabia de alguma coisa? Em primeiro lugar, esse tipo de resposta, independentemente de eu acreditar em duendes, não é de nada extraordinário. Em segundo lugar, sim, há uma probabilidade da “irmã Lúcia” saber disso. E porque não? A diferença do meu raciocínio para de Dom Pestana é que eu penso que ela estava muito bem informada do plano que iria executar. E para alguém executar um plano conspiratório e secreto, perfeito, tem que saber o essencial. Um agente secreto tem que saber porque ele é de fato um agente secreto, tem que ter todas as informações necessárias para agir. Um agente secreto corre o risco de morte se revelar qualquer informação importante que lhe for confiada.

E aqui estou falando de realidade. Ou agentes secretos nunca existiram? E não estou afirmando
que ela era um agente secreto.

Conclusão, essa resposta, a priori, não diz absolutamente nada, não esclarece se isso foi um sim ou um não. Nem mesmo para quem acredita que ela era a verdadeira vidente de Fátima. Se a “irmã Lúcia” sabia de alguma coisa, é porque alguém foi capaz de contá-la, certamente. E isso, é óbvio, se a resposta foi dada já pela "Irmã Lúcia" e não pela Irmã Lúcia, durante a última sessão do Concílio (quarta sessão), ou seja, no decorrer do final do ano de 1965, conforme relata Padre Ralph, no seu famoso livro O Reno se lança no Tibre. Mas será mesmo que o manuscrito com a pergunta chegou até ela ou "ela"? Há também a possibilidade de Dom Pestana ter sido respondido por outra pessoa. Quem? Não sei.

"Ah, tá! E se a resposta foi dada pela Irmã Lúcia e não pela "irmã Lúcia", hein Sr. bonzão"? Bem, isso ainda não refutaria ainda o argumento de que a resposta não diz nada, mesmo porque haveria razões para que a Irmã Lúcia desse esse tipo de resposta. Exemplos? Dou apenas um: o silêncio obsequioso ao qual foi forçadamente submetida durante o Concílio. E tenho certeza que foi o que Dom Pestana mais ou menos pensou. Por isso: aí tem! E vejam, disse durante para responder objetivamente a pergunta imaginária, mas isso não quer dizer que já antes do Concílio, ela não tinha sido silenciada. É uma possibilidade que não deve ser descartada. Tá vendo? É, aliás, uma posição que está de acordo com o que pensam pessoas estudiosas no assunto como por exemplo, com certa parcialidade, o Padre Kramer.


Para fechar essa reflexão,
acho mesmo que outras “revelações” dessas virão por aí. O discurso teve vários aspectos e pontos que me chamaram atenção. Penso que o primeiro seria: “por que Dom Pestana”?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

São Vicente de Lerins contrário a evolução dos dogmas

"Alguém poderá perguntar: então não é possível nenhum progresso da religião na Igreja de Cristo?

Certamente há progresso, e grandissímo! Quem poderia ser tão hostil aos homens e tão contrário a Deus que tentasse impedi-lo? Mas, sob a condição de que se trate verdadeiramente de progresso pela fé, não de modificação.

É característica do progresso que uma coisa cresça, permanecendo sempre idêntica a si mesma; por outro lado; é próprio da modificação que uma coisa se transforme em outra.

Assim, pois, cresçam e progridam, de todas as maneiras possíveis, a inteligência, o conhecimento, a sabedoria, tanto da coletividade como do indivíduo, de toda a Igreja, segundo as idades e os séculos contanto que isso suceda exatamente conforme sua natureza peculiar, no mesmo dogma, no mesmo sentido, segundo uma mesma interpretação".


São Vicente de Lerins. Comonitório. Regras para conhecer a fé verdadeira. cap. xxiii p.61-62 Ed. Permanência

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Arqueólogos afirmam ter encontrado Arca de Noé (o "outro lado" da ciência)

Um grupo de arqueólogos chineses e turcos afirmam ter localizado a bíblica Arca de Noé no topo do Monte Ararat, na Turquia, segundo informa nesta terça-feira, 27, a imprensa local.

Arqueólogos dizem que estão '99,9% seguros' de que encontrarama a Arca de Noé no Monte Ararat

Um dos membros do grupo, o documentarista chinês Yang Ving disse que foi localizada uma estrutura de madeira antiga a uma altitude de 4 mil metros no Ararat, que está localizado próximo à fronteira com o Irã.

O explorador, membro de uma organização internacional dedicada à busca da mítica embarcação em que Noé e sua família escaparam do dilúvio, afirmou que os vestígios encontrados datam de 4.800 anos atrás.

"Não é 100% seguro que seja a Arca, mas avaliamos que é 99,9%. A estrutura do barco tem muitos compartimentos e isso pode representar os espaços onde os animais foram acomodados", disse Ving em declarações à agência de notícias turca Anadolu.

O especialista também informou que o grupo entrou em contato com o governo da Turquia para pedir proteção ao local onde será feita as escavações e adiantou que solicitará à Unesco que inclua essa região na lista de patrimônios da humanidade.

Não é a primeira vez que um grupo de arqueólogos afirma ter encontrado a Arca de Noé no Monte Ararat, o mais alto da Turquia, onde a Bíblia narra que Noé desembarcou após as águas baixarem depois do Dilúvio.
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Ver fonte
aqui

E as fotos aqui

Meus comentários (ou opinião formada, se preferirem)

1- A notícia em si.

Muitissíma interessante! É claro que tendo a acreditar como absolutamente verdadeira, mentiria a mim mesmo se eu dissesse: "bom, mas necessita de mais provas"!

2-Por trás da ciência, o ser humano.

Algum cético, ateu ou agnóstico de qualquer nível, poderia objetar que tais arquéologos são uns crentes fanáticos, delirantes, movidos pelas suas próprias paixões e ideologias, ou seja, são mentirosos e enganadores. No entanto, a premissa de quaisquer acusações desta natureza, não correspondem à realidade do que é apresentado. Como dizer que existam individuos absolutamente imparciais? Além do mais, a notícia nunca fala de crentes, e sim de arqueólogos, que francamente, poderiam ter até algum tipo de convicção religiosa, mas que está totalmente fora de um questionamento razoável para julgar a descoberta usando critérios tão mesquinhos. Certamente é possível deduzir, mas impossivel comprovar suas intenções postas como um "sentimento de fé", outrossim, é mais coerente, por exemplo, encaminhar-se pela lógica da profissão, como tão somente, um interesse histórico.

3- Exemplos práticos de "outras crenças": evolução e aquecimento global.

Há quem também afirme que descobriu um novo fóssil de um ancestral comum. A novidade, até agora, parece ser essa aqui. Na realidade, nunca foi dado a essa e as outras descobertas que credenciam a teoria da evolução, uma avaliação séria percentual do tipo de 99, 9 % de que haja evolução. Ao contrário, existem uma gama de noticias pretensiosas e ridículas como esta, que afirma, sem nenhum tipo de remorso, que há provas da evolução. Sobre o aquecimento global, sugiro o leitor acompanhar a polêmica por este blogue aqui.

4- Conclusão: "Não é a primeira vez".

Quem lê com atenção, perceberá que a fonte de noticias tenta, no mínimo, atribuir ao fato uma idéia de especulação e não de evidência ou prova, e nem mesmo de descoberta, pois quem somente afirma ter encontrado algo, nem sempre pode estar coberto de razão. Diz ainda a fonte, que não foi a primeira vez que afirmaram ter encontrado a Arca de noé, mas por razões aparentemente "misteriosas", não cita essa que seria a descoberta precedente desta. Ok, não é primeira vez a mídia estaria "despreocupada" com o "outro lado" da ciência.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Um email, a Irmã Lúcia, o Papa e uma esperança



--> -->Não faz muito tempo que recebi um email respeitoso e sincero de um leitor, questionando-me sobre a polêmica das duas Irmãs Lúcias. Pelo que entendi, ele não questionou, diretamente, o que eu defendo, e sim, posso seguramente dizer, expressou dúvida e espanto causados por tal informação à sua consciência.

É perfeitamente legitimo que alguém duvide disso. Minha intenção real nunca foi de empurrar um "dogma" aos leitores. Acredita na existência de “duas Lúcias”, quem quiser, assim, como também, só dá crédito ao que escrevo quem quiser. Nunca tive intenção de dogmatizar minhas opiniões neste blogue. Nem a Dra Horvat impõe seus dois artigos como verdade de fé.

Tenho visto algumas fotos inéditas aqui e acolá, nos livros e na internet. Estive comparando outras evidências, por exemplo, a diferença da letra nas cartas escritas à mão supostamente feitas pela Irmã Lúcia. Enfim, vi muita coisa, discuti o assunto com alguns amigos, mas parece que não chegamos a um consenso. No entanto, não mudei de posição, apenas me tornei mais escrupuloso em relação ao assunto.

Voltando ao email, respondi à pessoa, numa “réplica”, que seguisse sua consciência, foi o melhor que eu podia responder. No momento, o problema maior é essa crise de mais de 40 anos e não tanto o destino ou desaparecimento da irmã Lúcia, que também é de gravissíma importância. Entretanto, sobre a crise da Igreja, todo o mundo está vendo, o fato se comprova por si mesmo. Se este Papa consagrar a Rússia, a minha tendência é esquecer um pouco dessa polêmica que envolve a Irmã Lucia e preocupar-se mais com a integridade física do Papa, daí por diante.

Tenho uma esperança. Queira Deus que o Santo Padre não vá à Fátima por acaso. Queira Deus que os mais de 12 milhões de terços rezados tenham afetado sobrenaturalmente o Papa Bento XVI. Sim, neste leigo católico há esperança. Rezemos e aguardemos no Senhor

São Vicente de Lerins contrário ao Concílio Vaticano II

"Na Igreja Católica é preciso pôr o maior cuidado para manter o que se crê em todas as partes, sempre e por todos. Eis o que é verdadeira e propriamente católico, segundo a idéia de universalidade que se encerra na própria etimologia da palavra. Mas isso será conquistado se nós seguirmos a universalidade, a antiguidade, o consenso geral. Seguiremos a universalidade se professarmos a única e verdadeira fé a que a Igreja inteira professa em todo o mundo; a antiguidade, se não nos separarmos de nenhuma forma dos sentidos que foram proclamados por nossos santos predecessores e padres; o consenso geral, por último, se, nesta mesma antiguidade, abraçarmos as definições e doutrina de todos, ou de quase todos, os bispos e mestres".

São Vicente de Lerins. Comonitório – Regras para conhecer a fé verdadeira. p. 17. Ed. Permanência