quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ainda a incrível lógica de Richard Dawkins



Entrevistadora: Professor Dawkins, poderia dar um exemplo de mutação genética ou de um processo evolutivo no qual pode ser visto o aumento da informação no genoma?

Dawkins: Você poderia parar, eu não consigo...

Dawkins: Há um equívoco popular que diz que os peixes se tornaram répteis, e os répteis se tornaram mamíferos. Então de alguma maneira, devemos olhar em torno do mundo hoje e ver nossos antepassados. E devemos ser capazes de ver os intermediários entre os peixes e os répteis e entre os répteis e os mamíferos. Devemos ser capazes de ver peixes meio desenvolvidos no processo de se tornarem répteis, mas não é assim de alguma forma. Os peixes são animais modernos. São tão modernos quanto nós. São descendentes dos mesmos antepassados de quem descendemos a uns trezentos milhões de anos atrás. Haveria um antepassado que era o antepassado de um peixe moderno e o antepassado do humano moderno.

E esse antepassado, se você pudesse ter estado lá naquele tempo, você poderia então ter observado os primeiros passos de um peixe, digamos, saindo para terra, e se tornando um...alguma coisa como um anfibio. Mas isto foi há muito tempo atrás, você não pode esperar ver isso hoje.

E olhando rápido para o desentendimento sobre a teoria da evolução, suponho que as pessoas acham que entendem olhando para os animais modernos. E acho que Darwin diria-lhes não, eles não descendem de peixes modernos, não descendem de macacos modernos, não descendem de criadores modernos, eles apenas descendem de uma espécie de primos dos nossos ancestrais.

Esquemas e esquemas...



Foto: O tempo Título: Desafiando a Nomeklatura Cienfítica

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Professor Orlando Fedeli in memoriam: homenagem e reflexões sobre a verdade chamada morte

Eu poderia arriscar fazer um longo discurso, revelar alguns fatos pessoais, falar sobre os defeitos e as virtudes do Prof. Orlando Fedeli. O negócio é que ando sem paciência, e com pouco tempo, para escrever muito, e sou péssimo em discursos emotivos. O importante é que, creio, que todos os que nutrem admiração e respeito por este polêmico e incansável Professor, devem pelo menos terem feito reflexões acerca da morte. É, a morte!!

Pois bem, devemos aprender com esse acontecimento triste e doloroso para os católicos que reconheciam sua sinceridade e boa vontade em nos ensinar, de que a morte, é uma realidade inviolável, imprevísivel, inalterável. Em outras palavras, o pecado de Adão, que nos legou a morte, confirma que há males que vem para o bem. Vai depender se você aceita esse ensinamento. Se aceita, poderá tentar levar isso para a sua vida inteira, tropeçando e imediatamente levantando, mas nunca desistindo ou entrando em desesperos inúteis. Se não aceita, sinto muito pela sua vida vazia, desprezível e sem sentido e..meus pêsames por ter escolhido o inferno.

Eu não sei, de verdade, se esse "há males que vem para o bem" é um trecho bíblico adaptado pelo senso comum ou uma citação, talvez, de algum grande santo da Igreja, nem vou procurar agora em sites de busca ou na minha bíblia para ver se acho a fonte real, temos toda uma história da Igreja que nos confirma essa "passagem".

O Prof .Orlando se foi, calou-se. Sua voz rouca, ora desafiadora, ora cativante, fora silenciada pela morte, a verdadeira e terrível morte. Conosco não será diferente, somente a circunstância de como ela nos afetará. Oremos para não cairmos em tentação, in Corde Jesu semper!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sobre juízos e juízes

Manda quem pode, obedece quem tem juízo, essa é uma das frases costumeiras que já ouvi da boca de alguns cidadãos. É algo que diz muito da personalidade e principalmente das idéias de certas pessoas. No entanto, há aí uma verdade, quem quiser entender, que entenda.

Mas não pretendo falar de personalidades, nem de verdades subjetivas ou relativas, mas sim fazer uma abordagem ligeira sobre o campo das idéias. E prometo que não haverá nem tempo do leitor se cansar.

Tomei como exemplo, o que diz esse site aqui, acerca dos polêmicos tribunais para casos de nulidade matrimonial da FSSPX. Vejamos, na última frase da resposta à carta eletrônica de um Sr. “X”, o Sr. Eder, articulista do site Defesa Católica, provoca:

"E pensar que há pessoas que dão crédito às bobagens desse Padre [Joel Danjou]..."

Bem, eu sou uma dessas pessoas. Mas não vejo bobagem em um padre se apoiar nos cânones da Igreja para se defender. Pelo contrário, é uma reação muito séria.

E Sr. Eder... eu - claro, entre pessoas não citadas e que não conheço só posso falar por mim - dou crédito a posição da FSSPX na mesma medida em que o Sr. dá a outras pessoas ou instituições. Ou será que estou subestimando a sabedoria de um notável mestre canonista? Será que o Sr. Eder, quando respondia ao seu leitor, pensou em algum momento estar usurpando os poderes do Papa? E se eu estiver errado, não tenho problemas em pedir perdão em público.

É óbvio que minha opinião é esta: o assunto já foi suficientemente explanado e elucidado pela FSSPX, e nenhum dos argumentos opostos conseguiram refutar o princípio geral da salvação das almas (Ecclesia Suplet), defendido pela FSSPX e pela Igreja Católica Apostólica Romana. É a minha opinião, mas não é minha opinião que provará o que defendo.

Particularmente, considero injusto e imprudente uma pessoa ignorante acerca de matéria jurídico-canônica, sentenciar de “cismáticos” a quem quer que seja. Convém também lembrar que a sentença definitiva só pertence à Igreja.

Enquanto essa sentença definitiva não vem e essa crise não passa, resta-nos aguardar no silêncio respeitoso e guardar nossos juízos, deixando que os verdadeiros e competentes juízes, em união com o Sumo Pontífice, se encarreguem disso.