quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sobre juízos e juízes

Manda quem pode, obedece quem tem juízo, essa é uma das frases costumeiras que já ouvi da boca de alguns cidadãos. É algo que diz muito da personalidade e principalmente das idéias de certas pessoas. No entanto, há aí uma verdade, quem quiser entender, que entenda.

Mas não pretendo falar de personalidades, nem de verdades subjetivas ou relativas, mas sim fazer uma abordagem ligeira sobre o campo das idéias. E prometo que não haverá nem tempo do leitor se cansar.

Tomei como exemplo, o que diz esse site aqui, acerca dos polêmicos tribunais para casos de nulidade matrimonial da FSSPX. Vejamos, na última frase da resposta à carta eletrônica de um Sr. “X”, o Sr. Eder, articulista do site Defesa Católica, provoca:

"E pensar que há pessoas que dão crédito às bobagens desse Padre [Joel Danjou]..."

Bem, eu sou uma dessas pessoas. Mas não vejo bobagem em um padre se apoiar nos cânones da Igreja para se defender. Pelo contrário, é uma reação muito séria.

E Sr. Eder... eu - claro, entre pessoas não citadas e que não conheço só posso falar por mim - dou crédito a posição da FSSPX na mesma medida em que o Sr. dá a outras pessoas ou instituições. Ou será que estou subestimando a sabedoria de um notável mestre canonista? Será que o Sr. Eder, quando respondia ao seu leitor, pensou em algum momento estar usurpando os poderes do Papa? E se eu estiver errado, não tenho problemas em pedir perdão em público.

É óbvio que minha opinião é esta: o assunto já foi suficientemente explanado e elucidado pela FSSPX, e nenhum dos argumentos opostos conseguiram refutar o princípio geral da salvação das almas (Ecclesia Suplet), defendido pela FSSPX e pela Igreja Católica Apostólica Romana. É a minha opinião, mas não é minha opinião que provará o que defendo.

Particularmente, considero injusto e imprudente uma pessoa ignorante acerca de matéria jurídico-canônica, sentenciar de “cismáticos” a quem quer que seja. Convém também lembrar que a sentença definitiva só pertence à Igreja.

Enquanto essa sentença definitiva não vem e essa crise não passa, resta-nos aguardar no silêncio respeitoso e guardar nossos juízos, deixando que os verdadeiros e competentes juízes, em união com o Sumo Pontífice, se encarreguem disso.