sábado, 17 de julho de 2010

Casamento gay aprovado na Argentina..a barbárie só está começando (e o Brasil não está livre disso..)


Uno-me, com pesar, à derrota dos católicos argentinos que lutaram e rezaram pelo veto à lei escândalosa e imoralissíma que legaliza o casamento civil gay. Mas.. o que esperar de Estados confessionais laicistas? De repente, até a Rede Globo de Televisão, resolveu facilitar as "liberdades laicas" que rezam a Constituição. Através de uma série produzida pela mesma, a emissora abriu espaço para um mini-discurso de uma "mãe de santo", dando lhe o poder de falar como representante da propaganda do governo brasileiro, para firmar a laicidade e fidelidade da Globo ao Estado laicista e anti-Deus. Entendi muitissímo bem. O discurso da "mãe de santo" foi um ataque sutil à Igreja Católica. Ela clamava, com uma aparência de quem comeu acarajé podre e não gostou, pela retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas. Simbolos estes que não são galinha preta ou uma garrafa de bebida suja de sangue.



Só estou trazendo esse fato para expor o seguinte: é mui engraçado quererem vir impor o laicismo dando preferências de religiosidade às "certas culturas", como gostam de dizer, como a mídia gosta de falar. O Brasil de Lula tá doidinho para nos meter a foice e o martelo, de forma "cultural", para que possamos, enfim, verdadeiramente"socializar-nos". O PNDH 3 não tá completamente morto, quem quiser que se finja de avestruz. Essas autoridades brasileiras do PT e seus aliados partidários, não pouparão esforços para concretizar o sonho das bandeiras da estrela vermelha, das coloridas do arco-íris e a da nação, tremularem juntas em solo brasileiro. E não pensem que a triste Argentina é pior do que o lastimável Brasil. Se a senhora Dilma Roussef for eleita, que Deus nos acude!

domingo, 11 de julho de 2010

O diário de Dany é recomendável?


Nunca li O Pequeno Príncipe, que nas entrelinhas de suas metáforas, dizem que se pode retirar um bom ensinamento moral. Já ouvi e vi, Padre Jonas Abib, hoje Monsenhor, recomendá-lo como bom livro na sua TV Canção Nova, numa época não muito distante, em que eu era um entusiasmado carismático. Mas O Diário de Dany na minha vida, foi antes de tudo isso, foi antes de ir à encontros promovidos pela RCC, antes de engajar-me em movimentos e grupos "católicos".

Eu o defino assim: um livro simples, com uma história simples, muito agradável e sem metáforas. Não sei dizer se é um romance fícticio ou uma história real, todavia, é uma leitura direcionada ao público adolescente. Na época em que o li, eu era um adolescente de 15 anos de idade, meu irmão quando o ganhou de presente de aniversário, também tinha 15 anos.

Então o livro O Diário de Dany, que relata a "história" de um jovem, se enquadra perfeitamente no ensinamento moral católico? Para tentar responder à essa pergunta, digo, honestamente, que não descarto a possibilidade do livro ser passível de conter "insinuações imorais," na qual, dando uma rápida olhadinha no livro, se encontra pelo menos uma. (sorry, não marquei a página) Evidentemente, não lembro de outras.

A parte censurável de que falo talvez seja a que Dany relata, com um tom de apreciação, sobre um amigo que desenhou uma mulher nua. Eu não me sinto capaz de avaliar criticamente condenando todo o livro, considerando somente esta "falha", já que o autor pretendeu ser realista, porque há parte da vida fútil de Dany e há também sua aparente conversão. Quem quiser se pronunciar contra o livro, mostrando evidências de que seja todo ruim em matéria de moral ou fé ou tiver qualquer informação importante sobre o autor Michel Quoist, o meu email está ao lado, para quem quiser, na barra lateral deste blogue.

O livro narra a vida de Dany, um garoto comum, como qualquer outro garoto de sua idade, com suas dúvidas e confusões, seus planos, suas misérias e desafetos com os amigos e professores, e inclusive, problemas com namoro. A história se passa na França dos anos 50, metade do século passado. Dany é um desses rapazes que gostam de praticar esportes e jogar com os amigos. Um padre lhe dá conselhos de como viver um namoro sadio e etc. Não vou dizer, depois de quase 20 anos que li o Diário de Dany, que a obra é santa. Também só estou dando uma ideía geral e resumida, não vou dizer mais nada sobre o livro, leiam- o e depois me falem, se puderem, se quiserem!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Meditações atuais acerca da Santa Mãe Igreja

Esse testemunho epistolar de prova de amor à Igreja, que reproduzo logo abaixo, é de Santa Catarina de Sena. Na ocasião, a santa freira aconselha o Papa Gregório XI a tentar uma reconciliação com os florentinos, mas o que pretendo destacar neste trecho é seu valente clamor pela convocação da cruzada.

“Se agirdes dessa forma, meu doce pai, realizareis vosso desejo santo e a vontade divina da Cruzada. Em nome de Deus eu vos convido a realizá-la quanto antes, sem demora. Todos dela participarão com grande amor, dispostos que estão a dar a vida por Cristo. Ó meu Deus! Ó meu querido pai! Erguei logo o estandarte da cruz e vereis os lobos se mudarem em cordeiros.”

Fico pensando cá com meus botões, o que será que se passa na mente do nosso atual pai, o Papa Bento XVI? É inevitável pensar assim, frequentemente penso sobre isso e não é de hoje. E creio que não é a primeira vez que escrevo algo semelhante.

É claro que pedir ao Papa uma cruzada contra os muçulmanos que ainda perseguem os cristãos em países da Ásia e África, ao meu ver, seria um exagero! Não porque já não estamos mais na Idade Média, mas porque francamente faltam católicos. E cada vez mais, é sabido que a coisa tende a piorar.

Faltam santos, e creio que nunca conheci um em vida. E sinceramente, penso que nunca conhecerei. Falta uma mulher piedosa e corajosa como uma Santa Catarina de Sena. Jamais conhecerei uma mulher assim, uma católica assim.

E quando o nosso pai erquerá o estandarte da cruz, para que os lobos se mudem em cordeiros? Enquanto houver adesão da Santa Sé aos erros perniciosos gerados pelo Vaticano II, isso não será possível. O Padre Cacqueray da FSSPX frisa bem essa questão.

Nós vivemos uma situação muito diferente da que viveu Santa Catarina, sem dúvida. Alguns procuram se render à “autoridade” do Papa Bento XVI, outros procuram a “solução” no sedevacantismo, e outros simplesmente abandonam a fé. Enfim, todos estes buscam caminhos tortuosos para que possam (re)posar suas cabeças tranquilamente nos seus travesseiros e pensar com uma ilusória satisfação: “ah, o que importa o que venha ser solucionado e desvendado sobre a crise da Igreja no futuro? Importa sim o que eu criei para o meu próprio conforto no presente”.

Santa Catarina buscou fazer a vontade de Deus, e isso, no presente, é o que importa. Ela nunca se renderia a uma autoridade abusiva do Papa ou decretaria por meio de suas próprias conclusões, que o Papa fosse um herege. É esse equilíbrio na fé que falta a muitos católicos.

Trecho em aspas retirado do livro As Cartas-Santa Catarina de Sena da Editora Paulus, p. 115.