quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A particularidade que envolve a Srª. Dilma me tira do sério, literalmente...but It isn´t mean that others politicians can get out from this!

É bem conhecida as gafes da candidata do governo, bem, acho que o Sr. Reinaldo Azevedo, já expressou bem a situação. Quem é brasileiro, acompanha as notícias na internet, pois na televisão não adianta, não encontrarão nada, e tem a cuca boa, sabe bem do que estou falando. Não tenho o costume de tratar de política - ops, peraí! "Política" cai melhor- e esse blogue até evita comentar certas questões que envolvem políticos, mas precisamos abrir os olhos até para fatos hilários como esses!

Aproveito a oportunidade para convidar os católicos a assistirem não só os debates, mas toda a propaganda eleitoral gratuita, se puderem de todos eles, incluindo os canditatos ao governo de seu estado, são muito interessantes, não que daí chegará-se a conclusão de qual canditato escolher, mas talvez para rir um pouco ou fazer uma penitência "braba". E se pretender seguir este meu conselho, eita, você é muito ingênuo mesmo, hein? Surprise, I started a joke! Mas a Srª Dilma e outros comediantes de terno e gravata já iniciaram faz tempo..

Argumentos (ou ausência deles) que criticam a "teoria" das "duas irmãs Lúcias"

Antes de iniciar, quero de verdade, dizer que não fui de nenhuma maneira influenciado pelas demais “teses” do site Tradition in Action de Átila Sink Guimarães e de nenhuma maneira sou um simpatizante da TFP, nem dos Arautos do Evangelho, e nem de qualquer outro grupo, quer seja dissidente ou quer seja filiado.

Agora, acho que posso começar...

Bem, eu já falei que tal “teoria” pode ser contestada, mas é bom acrescentar que pode ser contestada desde que apresentem argumentos coerentes ou lógicos.

Argumentos coerentes nem sempre são fáceis de se formular. Por exemplo, a coerência (ou a lógica) exige a mesma linha de raciocino do texto do 4º parágrafo com o que você escreveu no 3º, 2º e 1º. Porém, a coerência não significa fundamento. O fundamento, por sua vez, é a extração da resposta (mas não necessariamente a solução), por meio da coerência no texto, direcionando-o ao problema, sem fugir do seu essencial.

Argumentos fundados podem então ajudar a dirimir um problema. Se faltar pois uma fonte, um supedâneo, aí o argumento se torna vazio e sem sentido. Penso que, pelo menos, nos textos desses blogues abaixo, faltou uma resposta, no mínimo para tentar provar que a teoria seja insana, não merecendo a mínima atenção.

Não é querer ser leviano, ao ponto de achar que tais blogueiros pretendiam fazer uma disputatio estilo escolástica para refutar os opositores (ou supostos opositores). E eu digo: nem eu.

http://abbey-roads.blogspot.com/2009/05/sr-lucy-or-impostor.html

http://actsoftheapostasy.blogspot.com/2009/05/ive-got-dan-browns-next-novel-idea.html

Acredito que encontrei na crítica de ambos os bloggers, dois pontos comuns, e é sobre eles que vou comentar agora:

1) Se falam de um Papa Paulo VI falso, a teoria das “duas irmãs Lúcias” só pode ser falsa.

2) Isso é coisa de quem defende teorias da conspiração.

Sobre a “teoria do Papa Paulo VI impostor”, esta teoria parece-me ser baseada, principalmente, em uma suposta aparição de Nossa Senhora que diria, entre outras coisas, que um papa falso assumiria o seu lugar em 1972 ou em meados da década de 70. Os indícios, evidências ou provas de que existiram um “Papa Paulo VI impostor” praticamente não existem. Só existem fotos de ângulos diferentes ou uma foto em que o Papa aparece com orelhas aparentemente maiores.

Sobre a “teoria da Irmã Lúcia impostora” há não só fotos, como indícios fortissímos, beirando a evidências, sobre o seu novo comportamento e suas novas idéias. Enquanto as fotos do “Papa Paulo VI impostor”, nem merece serem consideradas indícios.

Pelo que sei, o “Papa Paulo VI falso” não mudou suas idéias em relação ao modernismo aderido por ele desde antes ser eleito. O “Papa Paulo VI falso” continuou modernista antes e depois de 1972 adiante, até sua morte.

Já a Irmã Lúcia até 1957 tinha uma postura triste e profundamente severa diante da mensagem de Nossa Senhora em Fátima. A partir de 1967, parece que um espírito de conformismo ou otimismo invadiu a irmã, isso pode ser constatado nas suas fotos mais recentes.

Esse conformismo/otimismo pode ser notado também nas suas aparições públicas na TV, nos relatos registrados por padres e leigos que obtiveram entrevistas com a irmã Lúcia pós-concílio. Para alguém que viu Nossa Senhora, e é candidata aos altares, uma atitude irreverente após receber a comunhão é muito suspeita e escândalosa.

Ousarão dizer: “Ah, tal vídeo é de empresa dos sedevacantistas, eles são malucos porque acreditam que o Papa não é Papa, portanto o vídeo não tem valor nenhum”? Sim, e quem sou eu para duvidar? E pior, tal justificativa é tão mais louca do que as deles.

Mesmo não aceitando as fotos como evidências, certamente um “tradicionalista” que tem conhecimento da polêmica não fará muito esforço intelectual para perceber que ao menos a suspeita da Dra Horvat (e a minha) tem fundamento. As ditas teorias da conspiração em geral só em existem em filmes e contos fictícios, não há como aplicá-las a realidade, e se existem, jamais darei testemunho a favor delas.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A inexistência das doze provas contra a existência de Deus


-->Eu não consigo entender como é que um ateu ainda se embaraça em exibir trabalhos na internet com esses títulos, Por que é quase certo que Deus não existe? e este aqui, Jesus Cristo nunca existiu. Mais do que os títulos, o conteúdo filosófico, histórico e lógico, se é que se pode considerar tal tríade, é fraco e facilmente refutável por qualquer pessoa com um mínimo de inteligência aguçada. Minha análise argumentativa será sobre esse texto aqui, do mesmo site, chamado As doze provas da inexistência de Deus. E vejam, ao contrário dele, não afirmo que vou provar a existência de Deus, mas que irei fazer uma análise argumentativa, pois a existência de Deus só se pode ser provada, no mínimo, pela filosofia. E é claro, sobretudo creio, com ajuda da inspiração divina. Aí que é que faz toda a diferença. Eu não sou filósofo, afirmo isso porque acho que já pensaram que eu fosse, e Deus me livre de me julgar inspirado. São Tomás de Aquino, que foi um filósofo sábio, santo e inspirado, já fez isso pela Igreja. Portanto, com a existência de Deus já provada, minha única pretensão é provar que o que está se tentando provar não passa de uma falácia sem sentido.

Para o ateísmo, em qualquer expressão usada em qualquer língua é absolutamente vazia de sentido, todo significado da língua, da palavra, é relativa e não se deve aplicar a ela nenhum tipo de valor absoluto, mas sim um valor abstrato ou relativo. Pela ótica ateísta, os conceitos de verdade, real e racional também não merecem definição, já que há tantas filosofias ateístas que divergem sobre o conceito de razão. Observem em que basicamente os argumentos ateus se apoiam:

1- As palavras não tem valor absoluto na realidade porque não há definição racional para um objeto real, logo se enxergo um objeto x, posso muito bem dar-lhe o nome de y (e não estou considerando a questão dos idiomas e dialetos diferentes falado em vários países, obviamente, e sim me baseando na filosofia atéia de um Rosseau, Kant, Marx, Nietzsche e etc., que embora discursem teorias com aspectos acidentais diferentes, todavia caracterizam a razão como um tanto defeituosa em relação à realidade.)

2- Real é tudo aquilo que é, a priori, sensível, do contrário é irracional falar de algo que nunca foi experimentado ou observado.

3- Para provar a existência de Deus é necessário compará-la (ou fazer uma analogia) com a realidade material.
E serão por esse três princípios ateístas que fundamentarei minhas observações e análises, não obstante, evidentemente, não usarei todos os três pontos como regra geral, criando assim meu argumento. Nitidamente, o senhor Sebastien Faure, um falecido ex-cristão (ou quem publicou na internet) tentou fazer um escamoteamento ridículo em contraposição às Cinco Vias de São Tomás de Aquino que provam a existência de Deus. Vamos saltar logo aos principais pontos ( os argumentos propriamente ditos) das dozes “provas” de Faure e mais suas duas objeções capitais, lembrando que o Deus que defendo é o Deus único e católico:

1- Argumento contra a existência de Deus- A expressão criar é vazia de sentido para os homens cultos e sensatos, criar é tirar do nada, fazer existir algo que nunca existiu, logo é inadmissível um Deus criador.
Resposta- Já é evidente que para um ateu, a palavra, a linguagem, o idioma, não possuem valor absoluto quando aplicadas ou atribuídas a realidade. Por exemplo, se quisermos seguir ou dar crédito à esse argumento seriamente, um ateu de verdade nunca deveria levar a sério nem mesmo o que pensa em dizer ou o que sai da sua boca. Outro exemplo, é sabido que existem muitos cientistas ateus darwinistas. Muitos acreditam na obra Origem das espécies de Darwin. No entanto, é melhor então o cientista ateu darwinista, para seguir fielmente a esse principio, quando e em qualquer circunstância citar tal obra por escrito, por uma aspa na palavra “Origem”, se quiser ser sensato com o que crê. Ora, se não existe criação, para quê querer definir origem? Se absolutamente nada produziu a vida na terra, absolutamente nada se reproduziu, nem faz sentido falar de seleção natural, é algo lógico. Se a expressão criar é vazia de sentido, todas as outras expressões ou palavras ligadas (análogas) a idéia de criação (principalmente) também a são. Logo não existiria provas documentadas de qualquer coisa porque não existem origem para elas, não existiria argumentos pró ou contra qualquer coisa porque não existe origem para eles, é tudo nada ou querer ser Deus para tirar do nada. E por quê? Ora, porque está explicito no argumento do Sr. Faure que quer demonstrar que o sentido do verbo criar é vazio de sentido. Como algo que tem sentido é vazio de sentido? Se criar não faz sentido, outras palavras como gerar, produzir, procriar, construir não podem fazer sentido. Pois se é nada, nada é e nada se deriva, nada se divide, nada se compara. Logo o nada é absoluto e supremo. Existe meio, menos ou mais nada? Concordo que não existe um ser vivo criador propriamente dito, mas partir do pressuposto que se a palavra não diz nada ou quase nada ao ateu, isso irá conseqüentemente levar a prova de que não há um Criador, isso sim é que é racionalmente inadmissível.
2- Argumento contra a existência de Deus- O Deus que os crentes dizem existir, é espírito e imaterial e não poderia criar o universo que é material e existe, a matéria que já existia não pode estar fora de Deus e nem pode ser o próprio Deus que não existe, ou Deus é material ou a matéria é o Deus dos crentes, logo o universo (matéria) não pode ser determinado por Deus (espírito).
Resposta – A física, a matemática, a ciência de um modo geral, nuncam provaram que a matéria, de que é composto o universo, é eterna ou infinita. Todavia, Albert Einsten já evidenciou que o universo é finito. Se é finito, então tem uma origem ou começo. O conceito de espírito, como eu e ele entendemos, não tem forma, é invisível e imaterial, logo não se pode querer evidenciar matéria dentro ou fora dele. A física quântica evidencia a existência de ondas imateriais que determinam causas na matéria, logo a questão que só o que é material pode determinar a matéria é desacreditada pela própria ciência. Se o Sr Faure morreu antes de tomar conhecimento desta e de outras "descobertas" futuras, tenho a franqueza de avisar que o problema não é meu.
3- Argumento contra a existência de Deus- O perfeito não pode produzir o imperfeito, pela obra se conhece o autor, pelos frutos se conhece a árvore, se essa obra ou fruto são imperfeitos, o autor e a árvore não podem ser perfeitos, o universo é imperfeito, logo não existe Deus.
Resposta- O que é ser perfeito? Para um ateu existe uma definição ou valor de perfeição? O universo é imperfeito? Ok , se o universo é finito ele o é também imperfeito, mas então o perfeito não existe? Todavia, se o perfeito não existe, também o imperfeito não deve existir. Se o perfeito e o imperfeito não existem, também não existe isso de procurar ou comparar com outras obras supostamente mais perfeitas, porque o bom, o belo e perfeito em oposição ao ruim, o feio e o imperfeito não existem. Daí, a própria noção de oposição é descartada e jogada no lixo. Logo, os dois exemplos do Sr. Faure acerca dos frutos da árvore ou da obra do autor são ambos sem sentido e insanos. Esse tipo de raciocínio é um típico raciocínio de um louco, pois a realidade nos mostra que o perfeito é capaz de produzir sim o imperfeito. Vá imprimindo um monte de cópias de um texto copiando apenas seus papéis predecessores, e nunca o original, para ver o que acontece. A tinta dos papéis sucessores (ou cópias) se acabará, pois não existe uma tinta perfeita impressa no papel perfeito, é obvio. Ou mesmo observando o processo natural da vida humana, um bebê de pais perfeitos que nasce com alguma anomalia física ou genética é um ser humano imperfeito biologicamente. Mas se ser perfeito é ser diferente, então dou um exemplo de um filho que tenha as características semelhantes aos do pai, mas que não é igual à ele. Senão seria a perfeita cópia. Ora, a própria inteligência acusa, se identificamos uma imperfeição em fulano, (por exemplo, sua altura), é porque existe uma perfeição no sicrano, que é mais alto do que fulano. Mas beltrano é tão mais alto que sicrano e fulano juntos e etc. Concluo que, se for verdade que o universo é imperfeito, então terá que me dizer obrigatoriamente o que é perfeito.
4- Argumento contra a existência de Deus- Se Deus é eterno, ativo e necessário, Ele teria que ser eternamente ativo e necessário, ora, Deus não é eternamente ativo e nem é eternamente necessário, pois se fosse não poderia estar em nenhum momento inativo, ou a criação teria que ser eterna e ao mesmo tempo ela jamais existiu ou o Criador teria que ser incompleto pois só agiu no momento da criação, logo Deus não existe.
Resposta- A esse argumento cabe fazer uma ligeira divisão de trabalho, com duas indagações e suas respectivas refutações: 1ª - Se existe uma ação eterna ou uma busca eternamente necessária por parte dos crentes em relação à Deus 2ª - Se é coerente para o ateísmo definir o eterno-

1ª Indagação- Se existe uma ação eterna ou uma busca eternamente necessária por parte dos crentes em relação à Deus.
Refutação- Ora, convenhamos, isso não existe. Se dizem que Deus não pode atuar eternamente atendendo ou satisfazendo nossas expectativas e necessidades eternas nesse mundo, isso é exatamente o que os católicos defendem. E por que meu argumento direciona-se no sentido dos crentes em relação à Deus e não de Deus em relação aos crentes? Afinal de contas, o que está se querendo argumentar é sobre a existência ou inexistência de Deus e não a dos crentes. Ora, não exigis vós ateus somente o uso da razão por parte dos crentes? Somos nós irracionais ou antes sois vós que tendes fé?

2ª Indagação –Se é coerente para o ateísmo definir o eterno.

Refutação-Se não é coerente para o pensamento ateísta definir o eterno, pressuponho que deveria ser, pois eis que definem a matéria como eterna. Mas será que ser coerente bastaria para se ter a verdade? Nem sempre. A confusão está posta, desvendem se forem capazes: Se não existe o eterno, como defender que o universo e tudo o que está contido nele nunca foram causados por uma Causa Primeira? Por outro lado, se existe o eterno, e esse eterno é o próprio universo, então tudo o que está contido nele deve ser eterno, sendo assim, das duas uma, ou o universo não é eterno e foi causado ou é uma eternidade incompleta, ora, as estrelas não são eternas, os homens não são eternos, os componentes materiais que estruturam e formam o universo não são eternos, logo, esse argumento carece de racionalidade e de lógica para provar a inexistência de Deus.

5- Argumento contra a existência de Deus- Se Deus é imutável ele nunca criaria, pois para isso precisaria mudar, ora é observável que somos capazes de mudarmos de idéia constantemente, se Deus determinou a criar e depois criou, é porque mudou duas vezes, portanto não é imutável, logo não existe.
Resposta- Nesse argumento ou há um erro de observação da realidade ou o autor foi muito desonesto. É claro que somos capazes de mudarmos de idéia constantemente, ou de “vontade”. No entanto, não mudamos nosso cérebro quando “criamos” qualquer projeto. Não evoluímos, não nos transformamos em outra coisa quando imediatamente mudamos nossa forma de pensar. O que faz querer dizer que se Deus pensou em criar e depois criou, mudou duas vezes, e portanto é uma prova da inexistência de Deus em relação a realidade? Se fala que Deus mudou Seu pensamento, ora isso não é observável concretamente nem no pensamento do ser humano. Mas se por outro lado, se fala que é observável a mudança da matéria, só posso concordar que é. Se é assim, é melhor desistir de achar que o universo é eterno, pois o universo não é imutável. Esse argumento está na mesma linha do “perfeito que não pode produzir o imperfeito”. Penso que a relação do eterno com o tempo ou o seu amplo significado já foram suficientemente respondidos.
6- Argumento contra a existência de Deus- Deus não criou sem motivo, mas é impossível encontrar um motivo para a criação. Uma criança cristã é capaz de perguntar: por que Deus me criou? Logo, o conceito de Deus não me parece racional.
Resposta- É verdade que não só as crianças cristãs, mas os adultos cristãos certamente fazem essas perguntas. Aliás, qualquer um, cristão ou não- cristão, podem ter dúvidas sobre sua origem mas nem sempre fazer perguntas desse tipo consiste em consenti-las. O ateu tem toda a razão quando diz que o cristão não tem uma resposta racionalmente, empiricamente definitiva e satisfatória para o motivo da criação. Mas, por outro lado, o que pode ser uma resposta definitiva e satisfatória para um ateu? O que ele acredita ser racional em comparação com o que os outros ateus acreditam e com que outras “religiões” espalhadas pelo mundo acreditam? Sim, ó descrente, ó cético, o motivo da criação é um mistério e nós crentes católicos não entramos em contradição quando o afirmamos. Mas vós ateus e sectários, pensam o conceito de Deus e das “religiões” uns diferente dos outros, quando Deus e a religião são um. Não encontrar um motivo para a criação pode ser um dilema para o ateu, menos uma prova do ateísmo contra a existência de Deus.

O Sr . Faure apresenta logo após duas objeções capitais, sendo letra a e letra b atribuídas a afirmação dos crentes, ei-las:

1ª Deus escapa-vos
2ª Não há efeito sem causa
a) Não há efeito sem causa
b) Ora, o universo é um efeito

Sobre a primeira objeção capital, só bastaria dizer que se Deus escapa aos crentes, mas ainda a pretensa prova contra inexistência de Deus até agora não chegou a lugar algum. Chamo a atenção para a análise da segunda proposição elaborada por ele, que chamei “letra b”, porque na “letra a” não há divergências entre eu e ele. Saltemos então para a letra b.

b) Sim, não há efeito sem causa, porém o universo não é um efeito, pois não há provas empíricas e cientificas de que o universo é efeito de uma causa , ele poderia ser uma causa, além do mais não pode haver causa sem efeito, logo Deus não existe.
Resposta- É observável no mundo ou na natureza que não pode haver efeito sem causa e não existe causa sem efeito. Mas nossa concordância para por aí. Se o universo não é efeito de uma causa, então ele seria somente a causa? Ora, mas não se diz que a causa não pode haver sem efeito e o efeito sem a causa? Se o universo é realmente uma causa, então ele causou ou foi causado por alguma coisa certo? Não é assim nas relações de causa-efeito? Se é o universo um processo de causa- efeito (ou efeito-causa) ele é ao mesmo tempo infinito? Se ele é infinito, ele é também eterno? Se ele é eterno ele é também um eterno causa-efeito ou efeito-causa? Ora, isso sim é inadmissível!! Os homens e toda a criação não são eternos no mundo, sendo assim, as relações de causa-efeito que os movem também não o são, o universo também não é pois ele é composto de matéria, e matéria é finita, como já evidenciei, logo o universo não pode ser um eterno causa-efeito ou efeito-causa.
7- Argumento contra a existência de Deus- É impossível crer num Deus governador e criador, pois um exclui o outro, se a criação foi uma obra perfeita, não haveria necessidade de um governador, se essa máquina da criação posta em movimento faz tudo sem precisar de um manipulador, o engenheiro desta máquina não teria razão de ser, logo o Deus Governador nega a perfeição do Deus Criador.
Resposta- Por acaso, uma máquina qualquer existe por si só? Ela nunca foi construída? Ela jamais foi manipulada por homem nenhum? Ora, tal argumento é fraquíssimo e não se sustenta. Mais uma vez se coloca a questão da perfeição na criação, o que creio que já foi respondido.
8- Argumento contra a existência de Deus- Existem muitas religiões espalhadas pelo mundo, cada uma, reivindica seu Deus, ora se há tantas religiões reivindicando terem o verdadeiro Deus não poderia existir um único Deus ou única religião; se é poderoso poderia falar com todos e não somente com alguns. Logo o Deus único e poderoso não existe.
Resposta- Há uma grande maioria de políticos prometendo melhorar o seu país, há uma unanimidade de cientistas afirmando que a evolução das espécies é verdadeira, há uma gama de ambientalistas defendendo o aquecimento global, e há uma ampla quantidade de escritores reivindicando que sua obra é que é a boa, e nem por isso devo considerar que o que estão dizendo se trata da mais pura verdade. Ora, o que eu digo é: investigai-vos! Nenhum homem é capaz de reter a verdade. E que poder supremo tem alguém de reter a verdade? Pode alguém provar que está sendo sincero sem um mínimo de fundamento e demonstração? Procurai saber porque 2+2=4 e não 2+2=5. Ora, isso é demonstrável na realidade? Alguém viu esses números pulando por aí? A verdade deve ser procurada, a não ser que não queira sua existência. Outra coisa é que um homem rico não confia a guarda de sua casa a todo o mundo, mas sim a empregados de sua confiança.
9- Deus não é infinitamente bom porque o inferno existe, se Deus fosse bom e misericordioso não permitiria que seus filhos fossem castigados eternamente em semelhante lugar de tormentos, logo não pode haver um Deus infinitamente bom e infinitamente punidor.
Resposta- Imagine então um pai que não tivesse autoridade nenhuma sobre o seu filho, imagine um pai que deixasse uma criança brincar com uma arma carregada ou que deixasse ela livre totalmente para fazer as mil travessuras como bem ela quisesse. Ora, esse pai no mínimo é um irresponsável. Pai bom é aquele que é conivente com o erro do filho? É claro que não. Se um filho matar alguém, esse mesmo filho terá que prestar conta de seu crime aqui na terra, e seu pai nada poderá fazer para mudar esse quadro. Logo, esse argumento carece de fundamentos na realidade.
10- Se Deus infinitamente bom existe, o mal também não deveria existir, as pessoas sofrem, tem doenças, morrem e etc. O argumento dos cristãos sobre liberdade ou livre-arbítrio não valem de nada. Logo, o mal físico é incompatível com a existência de Deus.
Resposta- O que vale é o argumento tolo de que deveríamos ser um bando de robôs, sem vontade, sem inteligência, sem nada? De que vale o argumento ateu sobre o mal físico? Seria a morte um mal físico ou antes desejaria o ateu ter vida eterna? Ora, ela não existe - afirma vós! Desejaria ser infinitamente recompensado pelas graças de Deus? Ora, mais uma vez, isso não existe! Talvez considerem que não tenham liberdade suficiente para livra-se do mal físico. Mal físico? Eu ouso afirmar que é extremamente, absolutamente incompatível com o ateísmo falar de mal físico ou qualquer outra definição de mal. Portanto, o argumento não prova nada.

11- O homem é irresponsável e Deus é livre, pois é Todo Poderoso, Todo Onipotente, Onisciente e Onipresente, e o homem em relação a Deus é nada, é seu escravo, e depende Dele, por isso nada tem o homem de responsabilidade, logo o homem nunca deve ser castigado ou culpado por Deus.
Resposta- Sendo o homem “nada” e livre de responsabilidade, ou ele então tudo pode fazer ou nada pode fazer. Deixemos então que os homens se comam uns aos outros, como canibais. Deixemos que as maiores atrocidades causadas pelo homem aconteçam. É assim que deve ser? Ora, vivemos nós atualmente como escravos? Os patrões exercem domínio sobre os empregados, se considerareis que toda forma de ordem é uma impostura perversa, então sim, ainda somos escravos. Para que obedecer então? Não dêem ouvidos às ordens de vossos patrões, aos conselhos dos vossos mestres, pais, amigos, não escutai-vos! Não ouvireis conselhos de mortais, homens como vós, já que o absoluto, o perfeito, o certo não existem. Tu és “nada” e eles também são. Tu és livre, mas eles também são. Eles podem feri-lo com uma faca, por favor, não vos impeçais! Quer dizer, o ateu que não acredita no Deus absoluto mas quer provar que o homem em relação a Deus é o tudo? Mas isso é um absurdo, pois o homem não pode fazer o que quer. O homem, por ser “nada”, não é exímio de responsabilidades, também isso é inadmissível! Nem mesmo um escravo depende inteiramente do seu dono, os escravos podiam pensar, podiam falar e tinham responsabilidades. Logo nem defendemos uma dependência robótica em relação a Deus e nem muito menos escravocrática, sem as liberdades fundamentais concedidas por Ele.
12- Admitindo a hipótese do homem ser responsável, ainda assim, o Deus dos cristãos viola as regras fundamentais da equidade, ora toda a prática de justiça exerce uma sanção necessariamente proporcional ao mérito ou recompensa, castigo ou culpa imputados ao individuo. Ora, Deus é eterno e ilimitado e não poderia aplicar sanções proporcionais a eternidade ao homem que é limitado e mortal, logo não existe Deus.
Resposta- Ora, vós não sabeis que a recompensa do céu ou o castigo do inferno são sanções proporcionais às virtudes ou aos pecados? Se o homem quando morre se destina a eternidade, então nada mais justo que as Leis de Deus. Por exemplo, cada país tem sua própria lei relativa aos costumes, a ideologia ou a realidade do lugar, o que pode ser sancionado como lei em certo país, para os outros países não. Sendo assim, o que resta da lei soberana? Ora, não é Deus que deve se adequar as leis, e sim as leis é que devem se adequar aos mandamentos da lei de Deus. São os homens que violam tais fundamentos terrenos e nunca Deus.
Acabam-se aqui as doze “provas” do Sr. Faure e concluo evidentemente os meus argumentos. Minha argumentação foi toda usada no principio da razão que eles mesmos reivindicam, sem as citações bíblicas ou dos santos. Na verdade, usei as mesmas armas do Sr. Faure, fazendo comparações entre tudo que implica o conceito de Deus e o tudo que implica a realidade material. É pelo menos uma prova de que nem a razão reivindicada pelos ateus pode refutar a existência de Deus.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O bom combate

“Onde estáveis, ó bom Jesus? Onde estáveis?

Por que não vos achastes aqui desde o começo

para remediar a minha pena?

E foi-lhe respondido do alto:

Antão, eu aqui estava;

mas esperava o desfecho do teu combate".

Tomou-nos de assalto uma triste notícia vinda da Veneza brasileira, passada em 11 de julho. Os fiéis católicos da sempre importante diocese de Recife não mais seriam agraciados com a Santa Missa tradicional, dita Tridentina, ou comumente conhecida entre nós como de sempre. O Revmo. Pe. Nildo Leal de Sá comunicara ao final do Santo Sacrifício que não mais celebraria naquele rito. Sem mais delongas pediu que rezassem por ele. E ponto. Consternação geral. Mulheres choravam, homens emudeciam. Todos, atônitos, perguntavam-se: por quê? Nós, cá não muito longe, em Maceió, também.

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sábado, 7 de agosto de 2010

Galileu e Giordano Bruno, dois mestres da fantástica ciência da bruxaria

Os inimigos da Igreja vivem exaltando, louvando e glorificando ad semper “figuras” como Galileu e Giordano Bruno. Galileu, um astrônomo metido a sabichão e teólogo, e Giordano Bruno, um padre dominicano apóstata e herege. Essa “dupla” é reverenciada estupidamente, cegamente, pelos professores de cursinho e de faculdades como dois grandes mestres da ciência.

Galileu foi um pseudo-cientista que teve que se contentar apenas com a certeza da teoria do movimento da terra, teoria que não foi nem “descoberta” por ele e sim pelo também místico e herético Padre Copérnico. Todas as suas outras teorias, que tinham uma relação estreita com o misticismo renascentista, foram magistralmente refutadas pelo Colégio Romano dos jesuítas e os cientistas daquela época. Suas trapalhadas, físicas e metafísicas, podem ser encontradas neste livro aqui ou se preferirem, neste ótimo trabalho do site Montfort, que tem este livro como referência.

Giordano Bruno, assim como Galileu, defendia teorias alucinantes, quase sempre relacionadas à magia e o esoterismo. Há pelo menos uns três trabalhos acadêmicos interessantes, publicados na internet, que denunciam qual tipo de “ciência” foi usada por ele.

http://www.usp.br/siicusp/Resumos/16Siicusp/56.pdf

http://www.principios.cchla.ufrn.br/09P-128-135.pdf

E neste último, a autora define exatamente quem foi Giordano Bruno.

“Sua obra, ao contrário do foi interpretado pelos ilustrados do XVIII e positivistas do XIX, não refletem o conhecimento de um mártir da Ciência Moderna ou um revolucionário das idéias sociais. Ao contrário, são um tributo ao pensamento mágico e visionário, ao hermetismo na sua feição egípcia, ao neoplatonismo paracristão, ao cabalismo e esoterismo típicos da Renascença”.

Este trabalho pode ser baixado aqui

http://www.4shared.com/file/66062647/2f89aff6/A_TRADIO_HERMTICA_E_MGICA.html

Concluindo, Galileu e Giordano Bruno escreveram ou discursaram sobre “feitiçaria cientifica”, uma espécie de especulação mágica, algo assim como Darwin sobre sua seleção natural disfarçada de biologia. Qualquer bruxo contemporâneo poderia escrever coisas ridículas, e de fato, hoje em dia existem muitos paulos coelho, mas duvido muito que obtivesse o mesmo prestigio, a mesma honra, a mesma adulação que tiveram esses dois, a não ser, é claro, que escrevesse qualquer coisa “científica”, filosófica” ou “teológica” contra a Igreja.