Antes de iniciar, quero de verdade, dizer que não fui de nenhuma maneira influenciado pelas demais “teses” do site Tradition in Action de Átila Sink Guimarães e de nenhuma maneira sou um simpatizante da TFP, nem dos Arautos do Evangelho, e nem de qualquer outro grupo, quer seja dissidente ou quer seja filiado.
Agora, acho que posso começar...
Bem, eu já falei que tal “teoria” pode ser contestada, mas é bom acrescentar que pode ser contestada desde que apresentem argumentos coerentes ou lógicos.
Argumentos coerentes nem sempre são fáceis de se formular. Por exemplo, a coerência (ou a lógica) exige a mesma linha de raciocino do texto do 4º parágrafo com o que você escreveu no 3º, 2º e 1º. Porém, a coerência não significa fundamento. O fundamento, por sua vez, é a extração da resposta (mas não necessariamente a solução), por meio da coerência no texto, direcionando-o ao problema, sem fugir do seu essencial.
Argumentos fundados podem então ajudar a dirimir um problema. Se faltar pois uma fonte, um supedâneo, aí o argumento se torna vazio e sem sentido. Penso que, pelo menos, nos textos desses blogues abaixo, faltou uma resposta, no mínimo para tentar provar que a teoria seja insana, não merecendo a mínima atenção.
Não é querer ser leviano, ao ponto de achar que tais blogueiros pretendiam fazer uma disputatio estilo escolástica para refutar os opositores (ou supostos opositores). E eu digo: nem eu.
http://abbey-roads.blogspot.com/2009/05/sr-lucy-or-impostor.html
http://actsoftheapostasy.blogspot.com/2009/05/ive-got-dan-browns-next-novel-idea.html
Acredito que encontrei na crítica de ambos os bloggers, dois pontos comuns, e é sobre eles que vou comentar agora:
1) Se falam de um Papa Paulo VI falso, a teoria das “duas irmãs Lúcias” só pode ser falsa.
2) Isso é coisa de quem defende teorias da conspiração.
Sobre a “teoria do Papa Paulo VI impostor”, esta teoria parece-me ser baseada, principalmente, em uma suposta aparição de Nossa Senhora que diria, entre outras coisas, que um papa falso assumiria o seu lugar em 1972 ou em meados da década de 70. Os indícios, evidências ou provas de que existiram um “Papa Paulo VI impostor” praticamente não existem. Só existem fotos de ângulos diferentes ou uma foto em que o Papa aparece com orelhas aparentemente maiores.
Sobre a “teoria da Irmã Lúcia impostora” há não só fotos, como indícios fortissímos, beirando a evidências, sobre o seu novo comportamento e suas novas idéias. Enquanto as fotos do “Papa Paulo VI impostor”, nem merece serem consideradas indícios.
Pelo que sei, o “Papa Paulo VI falso” não mudou suas idéias em relação ao modernismo aderido por ele desde antes ser eleito. O “Papa Paulo VI falso” continuou modernista antes e depois de 1972 adiante, até sua morte.
Já a Irmã Lúcia até 1957 tinha uma postura triste e profundamente severa diante da mensagem de Nossa Senhora em Fátima. A partir de 1967, parece que um espírito de conformismo ou otimismo invadiu a irmã, isso pode ser constatado nas suas fotos mais recentes.
Esse conformismo/otimismo pode ser notado também nas suas aparições públicas na TV, nos relatos registrados por padres e leigos que obtiveram entrevistas com a irmã Lúcia pós-concílio. Para alguém que viu Nossa Senhora, e é candidata aos altares, uma atitude irreverente após receber a comunhão é muito suspeita e escândalosa.
Ousarão dizer: “Ah, tal vídeo é de empresa dos sedevacantistas, eles são malucos porque acreditam que o Papa não é Papa, portanto o vídeo não tem valor nenhum”? Sim, e quem sou eu para duvidar? E pior, tal justificativa é tão mais louca do que as deles.
Mesmo não aceitando as fotos como evidências, certamente um “tradicionalista” que tem conhecimento da polêmica não fará muito esforço intelectual para perceber que ao menos a suspeita da Dra Horvat (e a minha) tem fundamento. As ditas teorias da conspiração em geral só em existem em filmes e contos fictícios, não há como aplicá-las a realidade, e se existem, jamais darei testemunho a favor delas.
Agora, acho que posso começar...
Bem, eu já falei que tal “teoria” pode ser contestada, mas é bom acrescentar que pode ser contestada desde que apresentem argumentos coerentes ou lógicos.
Argumentos coerentes nem sempre são fáceis de se formular. Por exemplo, a coerência (ou a lógica) exige a mesma linha de raciocino do texto do 4º parágrafo com o que você escreveu no 3º, 2º e 1º. Porém, a coerência não significa fundamento. O fundamento, por sua vez, é a extração da resposta (mas não necessariamente a solução), por meio da coerência no texto, direcionando-o ao problema, sem fugir do seu essencial.
Argumentos fundados podem então ajudar a dirimir um problema. Se faltar pois uma fonte, um supedâneo, aí o argumento se torna vazio e sem sentido. Penso que, pelo menos, nos textos desses blogues abaixo, faltou uma resposta, no mínimo para tentar provar que a teoria seja insana, não merecendo a mínima atenção.
Não é querer ser leviano, ao ponto de achar que tais blogueiros pretendiam fazer uma disputatio estilo escolástica para refutar os opositores (ou supostos opositores). E eu digo: nem eu.
http://abbey-roads.blogspot.com/2009/05/sr-lucy-or-impostor.html
http://actsoftheapostasy.blogspot.com/2009/05/ive-got-dan-browns-next-novel-idea.html
Acredito que encontrei na crítica de ambos os bloggers, dois pontos comuns, e é sobre eles que vou comentar agora:
1) Se falam de um Papa Paulo VI falso, a teoria das “duas irmãs Lúcias” só pode ser falsa.
2) Isso é coisa de quem defende teorias da conspiração.
Sobre a “teoria do Papa Paulo VI impostor”, esta teoria parece-me ser baseada, principalmente, em uma suposta aparição de Nossa Senhora que diria, entre outras coisas, que um papa falso assumiria o seu lugar em 1972 ou em meados da década de 70. Os indícios, evidências ou provas de que existiram um “Papa Paulo VI impostor” praticamente não existem. Só existem fotos de ângulos diferentes ou uma foto em que o Papa aparece com orelhas aparentemente maiores.
Sobre a “teoria da Irmã Lúcia impostora” há não só fotos, como indícios fortissímos, beirando a evidências, sobre o seu novo comportamento e suas novas idéias. Enquanto as fotos do “Papa Paulo VI impostor”, nem merece serem consideradas indícios.
Pelo que sei, o “Papa Paulo VI falso” não mudou suas idéias em relação ao modernismo aderido por ele desde antes ser eleito. O “Papa Paulo VI falso” continuou modernista antes e depois de 1972 adiante, até sua morte.
Já a Irmã Lúcia até 1957 tinha uma postura triste e profundamente severa diante da mensagem de Nossa Senhora em Fátima. A partir de 1967, parece que um espírito de conformismo ou otimismo invadiu a irmã, isso pode ser constatado nas suas fotos mais recentes.
Esse conformismo/otimismo pode ser notado também nas suas aparições públicas na TV, nos relatos registrados por padres e leigos que obtiveram entrevistas com a irmã Lúcia pós-concílio. Para alguém que viu Nossa Senhora, e é candidata aos altares, uma atitude irreverente após receber a comunhão é muito suspeita e escândalosa.
Ousarão dizer: “Ah, tal vídeo é de empresa dos sedevacantistas, eles são malucos porque acreditam que o Papa não é Papa, portanto o vídeo não tem valor nenhum”? Sim, e quem sou eu para duvidar? E pior, tal justificativa é tão mais louca do que as deles.
Mesmo não aceitando as fotos como evidências, certamente um “tradicionalista” que tem conhecimento da polêmica não fará muito esforço intelectual para perceber que ao menos a suspeita da Dra Horvat (e a minha) tem fundamento. As ditas teorias da conspiração em geral só em existem em filmes e contos fictícios, não há como aplicá-las a realidade, e se existem, jamais darei testemunho a favor delas.