Muito se tem dito sobre a última (última??) polêmica envolvendo o Papa Bento XVI na qual, por meio de uma entrevista publicada em um livro, justifica o uso de preservativos "a priori" por prostitutos ou prostitutas, e diga-se, "bem intencionados moralmente". Sinceridade, nem quero mais falar um pingo de acréscimo sobre isso, pois muito já se foi dito mesmo. Porém, não usarei o espaço do blogue para fazer apelos dramáticos como: "olhem para mim, não acredito mais em nada!!" Bento XVI tirou a minha fé!
Dramas à parte, mas não totalmente, pude perceber o quão grave é o que o Santo Padre tenta justificar. É na verdade, catolicamente injustificável, o que afirma ao entrevistador, mesmo se tratando de uma mera opinião. É obvio que a questão ultrapassa a canalhice exagerada da imprensa ou a "malhação do judas antecipada" por parte dos "tradicionalistas" ou a dramaticidade digna de vários oscars de muitos por aí.
É muito importante que se diga, em matéria de consciência, e sei que vi isso em algum site católico, São Tomás de Aquino nos diz que nem a Igreja (a Igreja Militante) pode nos julgar. Certos católicos parecem não saber que nem todos os monstros tradicionalistas estão preocupados em julgar a consciência de ninguém. Se alguns católicos podem dizer besteiras online do tipo que "o Papa expôs somente fatos sobre a camisinha sem dizer sim ou não acerca do seu uso" porque não podemos nós, os radtrads, fundamentarmos nossa lógica somente em fatos, ou seja, no que o Papa mesmo disse? E depois, ainda existem aqueles que nos acusam de julgar consciências.
Quando um católico anta diz que não podemos julgar o Papa pelas suas declarações heterodoxas, ou o coitado está mesmo delirando ou está se aprofundando no vazio da sua ignorância. Esse pobre católico está entendendo que julgamos consciências, como se tivessemos poderes sobrenaturais para tal desígnio. Não, cara anta, você é que não tem a mais remota consciência do que seja julgar consciências.
Por favor, sejam sensatos, questionem a si mesmos: será que nos tornamos juízes voluntários de uma hora para outra quando julgamos nossos irmãos radtrads? Dentro dessa lógica, vocês é que devem fazer esse tipo de pergunta para si, uma vez que não compartilhamos de suas "crenças".
Sobre a polêmica, sugiro que leiam: