Ok, essa é a última de final de ano. O blogue continua em recesso, mas ....algum leitor poderia me dizer o que Padre Marcelo Rossi tem "em comum" com o ator Antony Michael Hall? Acertou quem pensou: "Ambos atuam como videntes". Para Antony Michael, nada incomum, ele é ator e ganha muito dinheiro para encarnar o vidente Johnny Smith, personagem da série de TV The Dead Zone. Para Padre Marcelo Rossi, também nada incomum, todavia, meu sensus fidei me diz que não ganha nem centavos de real para se iludir e fazer papel rídiculo frente à mídia. Mas atenção, meu sensus fidei não é infalível.
Ah, do que estou falando? Sim, Padre Marcelo Rossi agora diz que é vidente, ou melhor, ele diz que não é, mas que "a coisa" acontece quase sem querer, assim quando ele toca em alguém. Bom, já deu para perceber que o Padre não está brincando, como ele costuma brincar, seriamente, quando interpreta a dança da minhoquinha e do vira-vira.
Padre Marcelo: "Não sou vidente, Deus mostra. Você toca na pessoa e vê a imagem, você
vê coisas que vão acontecer. Surge a qualquer hora e sai em oração. Eu
sempre reluto, tento não falar nada a ninguém. Quando estou pondo as
mãos, estou orando por ela. Toco nas pessoas e vejo o que vai acontecer.
Se é bom aquilo que estou vendo, eu falo. Se é ruim, fico quieto, peço
misericórdia. Sempre me preocupo com mulheres grávidas, por exemplo."
Analisemos cuidadosamente as entrelinhas do trecho da entrevista.
Tá, esse papo de carismático "que vê coisas em oração" nós já conhecemos, né Padre? Nada de novo debaixo do arco-íris de fantasias da RCC. Sobre a preocupação com mulheres grávidas, bem isso não é da tutela de Johnny, mas talvez da de Antony. Sobre a conversa fiada de relutar para não dizer a ninguém, nem vou comentar e ponto, fim da análise.
Fundamentalmente, a lição moral da história (ou estória) nos alerta, mais uma vez, sobre o perigo dessa seita em plena comunhão. Como a RCC faz mal à cuca das pessoas! Como faz estrago às almas! Até Padres com aparentemente boas faculdades mentais, deixam se levar pela porta de saída da realidade. A RCC tem essa capacidade de combinar ficção com loucura, substituindo fé e razão, respectivamente. É zona de morte para a alma.
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