Um documento de singular importância dos tempos conciliares, sem dúvida, é o Dominus Iesus, apreciado e assinado pelo então Cardeal Ratzinger, na época, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Sua importância é a mesma que as dos outros documentos do Vaticano II, ou seja, não é importante para a adesão de fé na Igreja, e sim para os homens que governam e aderiram a nova Igreja.
Foi ao ler isso aqui, que me convenci ainda mais, que não há um documento do magistério conciliar, que analisado minuciosamente seus pormenores, se salve. Há algum tempo, no meu antigo blogue The Faith of a Lonely Catholic, tinha feito uma análise pobretona, admito, da Spe Salvi de Bento XVI. Tive algumas crises de escrúpulos e acabei por excluir tal postagem, e mais tarde, o tal blogue.
Análises pobretonas como as minhas, sejam no passado, presente ou futuro, só servem para identificar que o céu é azul, mesmo em lugares com altas taxas visíveis de poluição produzidas pelas fábricas que escurecem os céus da cidade de São Paulo, por exemplo. Não riam, o negócio é sério!
É verdade (e como gosto de digitar “é verdade”!!), que quando estou redigindo textos para eventuais publicações no blogue, penso primeiro naqueles que já têm conhecimento da crise. E depois, penso naqueles que possam um dia despertar do “sonho maravilhoso” que significa ser nascido na “geração João Paulo II”, como um belo dia despertei, ao descobrir que o som do alarme da Montfort e de outros sites, diferenciavam de tudo aquilo que sabia e aceitava desde então.
Mas esses documentos servem também como alarmes. Se tratando de mais um documento conciliar, diria que é um tipo de alarme mais complexo, quase imperceptível. Afinal, a Dominus Iesus, serve para alguma coisa na minha vida.