sexta-feira, 11 de julho de 2014

Para recordar - Prof. Orlando Fedeli sobre a polêmica das "duas Irmãs Lúcias": "é possível ter acontecido".

O Quinto Segredo de Fátima?

PERGUNTA
Nome: Joel Xavier de Macedo Jr
Local: Belo horizonte - MG, Brasil
Religião:Católica

Caríssimo Professor,

Apenas para conhecimento.


Encaminho texto e link postada na lista de BH

Salve Maria

Joel.


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Bom dia amigos,
salve Maria!

Eu recebi este texto de um blog sobre o segredo de Fátima, confesso que fiquei assustado sobre o artigo da Dra. Marian T. Horvat, o artigo está nos endereços:

http://www.traditio ninaction. org/HotTopics/ g12htArt2_ TwoSisterLucys. htm

e

http://www.traditio ninaction. org/HotTopics/ g11htTwoSisterLu cys_Horvat. htm

Realmente muito sinistro !!!

Abraços,

Paulo

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O Quinto Segredo de Fátima?

Antes de falar sobre o contundente artigo da Dra. Marian T. Horvat Phd, volto um pouco, e escrevo um resumo histórico, lembrando a trajetória de Antonio Socci, jornalista italiano e católico, que envolveu-se em uma intensa polêmica contra o Cardeal Bertone, que conseqüentemente envolveu toda a Cúria Romana. Socci, outrora negador do acobertamento do Terceiro Segredo de Fátima, “virou a casaca” e chegou a um nível de questionamento lógico acerca da publicação e divulgação visivelmente incompleta do Terceiro Segredo. Sua indignação se transformou em um livro de sua autoria chamado “O Quarto Segredo de Fátima”, que pretendia denunciar o encobrimento do Terceiro Segredo publicado em 2000. Socci repudiou a idéia do “bispo vestido de branco que cai morto era João Paulo II”, percebendo um sofisma envolto num quarto segredo ( que esconde a interpretação correta da visão profética de Lúcia) com que o Vaticano implicitamente deixou pistas por meio das interpretações simplistas e enganadoras do Cardeal Bertone, Ratzinger e Sodano.

Segundo Socci, o Vaticano esconderia algo mais no “etc”, o restante da mensagem que Nossa Senhora confidencia a Lúcia: “Em Portugal sempre se conservará o dogma da fé e etc”. Mas não foi só Antonio Socci que percebeu a incoerência nas interpretações dos textos e o controverso “etc” na frase de Nossa Senhora. Infelizmente, ele e os outros críticos teriam razão, infelizmente, há outros etcs, outros enigmas que envolvem o Terceiro Segredo de Fátima, que daria um ótimo filme de suspense.

É doloroso, como católico, pensar que além desses etcs, o Vaticano, seguindo as coordenadas do Pacto de Metz ou atendendo os apelos dos homens de boa vontade aceitariam a infiltração de uma agente duplo, uma espiã da KGB, uma impostora no Carmelo de Coimbra. E nem quero pensar muito sobre tal possibilidade, contundo, deixo claro, para não haver mal-entendidos, que esse é o meu pensamento.

Sabemos que a revelação do Terceiro Segredo deveria ter se tornado público pelo Sumo Pontífice em 1960. A Irmã Lucia queria sua publicação em 1960 porque Nossa Senhora mandou que assim o fosse, tal fato foi confirmando por vários prelados, um deles, o último entrevistador de Lúcia antes de 1960, o Padre Alonso.

A Irmã Lúcia trocou a Ordem das Irmãs Dorotéias da Espanha pelo Carmelo de Coimbra, de lá pra cá, após o Concílio Vaticano II, Irmã Lucia apareceria a Paulo VI mais forte (ver foto acima), ou gorda, e desinibida, seu comportamento tímido, fechado e sua expressão triste haviam sumido, dando lugar uma expressão alegre, aberta e satisfeita com que não foi cumprido.

Essas observações foram feitas pela Dra. Marian Horvat (não a conheço, só enfatizo como ela se apresenta) embora eu as coloque com minhas próprias palavras, ela mesma suspeita que “Irmã Lúcia II”, a versão gorda e alegre, só reapareça depois de 1960. Sem dúvida, a “Irmã Lúcia I” tinha uma feição triste e sofrida, conforme se observa nas fotos da fonte (obviamente, não na foto ao lado esquerdo). E Padre Alonso tinha tido a mesma impressão dela pessoalmente na sua entrevista em 1957.

É duro o que Marian Horvat nos apresenta. São duas irmãs lúcias completamente diferentes, no físico, comportamento, expressão facial. Há detalhes que não resta duvida, por exemplo, a diferença da boca, do sorriso, dos dentes da Irmã Lúcia I Dorotéia.

Em relação à boca da Irmã Lúcia I, quando sorri forma um “U”, enquanto a Irmã Lúcia Carmelita, a Irmã Lúcia II, seu sorriso forma um “U” invertido. Outro argumento da Dra. Horvat é que a “Irmã Lúcia II” aceita a missa nova e não combate os erros do Vaticano II. De fato, isso poderia ser explicado pela regra da obediência, porém hoje em dia é um argumento tipicamente sustentado por “conservadores” . Para finalizar coloco aqui alguns questionamentos pertinentes:

1- Onde está a verdadeira Irmã Lúcia (viva ou morta)?

2- Por que só a Dra. Horvat conseguiu perceber em fotos a diferença gritante entre a Irmã Lúcia Dorotéia e a Irmã Lúcia Carmelita o que Antonio Socci, FSSPX, Padre Kramer, Prof. Orlando Fedeli e tantos outros naõ conseguiram perceber na Irmã Lucia ainda em vida?

3- Onde estão os parentes da verdadeira Irmã Lúcia? E por que não se manifestaram?

Essas e outras interrogações devem estar com os leitores, se for mesmo uma impostora, está lá uma farsante com nome da Irmã Lúcia na lápide, sepultada na Basílica de Fátima ao lado de Francisco e Jacinta.

Rezemos pela a consagração da Rússia que venha o mais breve possivel! Para que os anseios da verdadeira Lúcia e a vontade de Deus e a Santa Virgem de Fátima enfim se concretizem! Rezemos!

É só.


RESPOSTA

Muito prezado Joel, salve Maria.

Não consegui abrir o link que você me enviou. Mas vi que é do Tradition in Action dos irmãos Horvat, que conheci na TFP, e do Atila Sink Guimaraes, que falsificou textos de minhas cartas a Dr. Plínio Corrêa de Oliveira.

Essa história de uma sósia de Irmã Lúcia é possível ter acontecido. Mas isso estaria superado, porque, hoje, Irmã Lúcia teria 102 anos. E o que mais importa não é tanto saber de uma sósia e sim conhecer o texto do Terceiro Segredo que o Vaticano não publicou, como bem demosntrou Antonio Socci.

Quanto ao valor de Átila Sinke Guimerães do Tradition in Action passo para você umas frases do próprio sobre o relacionamento dele com Dr. Plinio:

“O grande Moisés, com sua sarça ardente no alto do Sinai, não me faz inveja. Pois se ele ali se relacionou com Deus durante quarenta dias, eu me relacionei com Dr. Plínio há trinta e três anos. E, em tais relações, vejo talvez mais a presença divina do que ele ante o sagrado arbusto. E guardo a esperança de ainda vencer o Profeta nesta tertúlia, quando eu passar do atual degredo para a Pátria”. (Átila Sinke Guimarães, secretário do MNF, in O Ultimato – A Defesa, 1998, p. 28).

Quer dizer, Átila era tão fanático que considerava que Deus estava mais presente em Dr. Plinio do que na sarça ardente, que ele, ignorantemente, coloca no alto do Sinai, quando a sarça ardente aconteceu no deserto, e não no alto do Sinai.

Por essa loucura, pode-se aquilatar o valor desses pensadores in action.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20090823150506&lang=bra