quinta-feira, 24 de maio de 2018

Os caminhoneiros e o discurso histérico de uma neodireita

"Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não?
Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?

Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro.

E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição?
Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:17-21)



Então, qual o sentido? Cristo não disse que o imposto de César era justo. Tampouco, também não disse que o povo brasileiro não deva se indignar com o aumento do combustível cobrado por Temer. Mas há três coisas que se deve tirar como lição (e não interpretação teológica)* deste ensinamento de Nosso Senhor. 1- A necessidade de se aceitar o sofrimento, mesmo que seja por meio de uma lei injusta, para maior glória a Deus 2- Ter discernimento e sabedoria em determinadas situações de perigo. 3 - Não dar ouvidos aos doutores das dúvidas que estão sempre prontos a nos enganar.  

É o mínimo que falta na cabeça dos grevistas e de seus patrocinadores. Aceitar sofrer, ter discernimento, não ouvir bobagens...


Católicos, vejam bem, isso não é conformismo com a situação política do Brasil. O povo brasileiro conformou-se, acomodou-se, com coisas bem piores, como a proclamação da República em 1889. Uma constituição que determina "todo o poder emana do povo" é que deveria ser o motivo de parar um país. E não uma dor no bolso transitiva e sem diagnóstico político coerente. E pior. Tal revolta prejudica seriamente outros cidadãos e principalmente os mais pobres, e não tão somente o governo. Isso é falta de caridade com o próximo, com o pobre, com a viúva e etc.

A verdade é que os caminhoneiros estão servindo de fantoches da nova ordem mundial e não reagindo a um partido comunista ou lutando contra uma canetada de um presidente da República, embora possam pensar que não trabalham por um lado e nem o outro, só estão fazendo um bem. 

Estes trabalhadores injustiçados e pais de família, que correm riscos nas rodovias, ganham pouco e etc, vivem problemas  de falta de segurança nas estradas e outras mazelas sociais como qualquer brasileiro médio. A diferença, entre eles e os vendedores de quintanda, é porque se tornam o alvo mais confiável, por estarem atrelados a sindicatos, associações e movimentos diversos. E outros tantos a um discurso liberal bem antigo e remendado, como se fosse uma novidade; com ampla divulgação pela internet. Daí, se percebe que não é só os sindicatos da velha e desmoralizada esquerda é que são um problema. Esta categoria grevista de motoristas parece-me mais politizada e controlada pelo vento do momento, que é o vento da neodireita, pois os ideólogos da esquerda aparentemente saíram de cena.  Atendem ao chamado histérico de intelectuais da mídia alternativa dos canais de Youtube**, não importando se seus anseios políticos tenham origem nos neodireitistas monarquistas, disfarçados de católicos ou se nos messianistas intervencionistas, que clamam o fogo do céu vindo da intervenção militar. Nesta hora, o que vale, é que o apocalipse revolucionário (também chamado de vontade do povo) aconteça, independente de sua ideologia partidária liberal. 

Se o governo Temer irá recuar e atender o pedido destes caminhoneiros semirevolucionários, não nos compete fazer conjecturas ou desejar o pior. Nós católicos, fazemos melhor. Orações e penitências pelo nosso país, que infelizmente caiu na desgraça do discurso político desses grupos.

* Interpretação teológica da citação de São Mateus. A interpretação deixo para os téologos. 
** Entenda-se também: Facebook, Whatsapp, Snapchat e outros.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Série - Da Imitação de Cristo: necessidade de pedir o auxílio divino e confiança de recobrar a graça

Livro Terceiro

Capítulo 30

1. JESUS CRISTO. Filho, eu sou o Senhor "que conforta no dia da tribulação'' (Na 1,7).
Vem a Mim, quando te achares aflito.
O que mais impede a consolação celeste é o recorreres tarde à oração.
Porque, antes de me suplicares com todo o coração, procuras consolações e alívios externos.
Daqui vem que tudo te aproveita pouco, até que reconheças  que sou eu que salvo os que esperam em Mim e que, fora de Mim, não há auxílio eficaz, nem conselho proveitoso, nem remédio durável.
Mas agora que recobraste alento depois da tempestade, reanima-te à luz de minhas misericórdias; porque perto estou de ti, diz o Senhor, para tudo restaurar integralmente, e ainda com abundância e profusão. 
2.  Há por ventura coisa difícil para mim? Ou serei igual ao que diz e não faz?
Onde está a tua fé? Tem firmeza e perseverança.
Sê forte e magnânimo e a seu tempo virá a consolação.
Espera-me, espera que "eu virei e te curarei" (Mt 7,7).
O que te acabrunha é uma tentação; e vão temor o que te amedronta.
De que serve a preocupação de futuros incertos senão para "acumular tristezas sobre tristezas" (2 Cor 2,3).
"A cada dia basta o seu mal" (Mt 6,34).
É vão e inútil inquietar-se ou alegrar-se com coisas futuras que talvez nunca se realizem.
É próprio do homem deixar-se iludir por semelhantes imaginações, mas é sinal de pouco ânimo ceder tão facilmente às sugestões do inimigo. 
3.  A ele pouco importa se é por meios verdadeiros ou falsos que se seduz e engana, se é com amor dos bens presentes, ou com o temor dos males futuros que te deita a perder.
Não se perturbe, pois, nem tema teu coração" (Jo 14,27) crê em mim e tem confiança em minha misericórdia. 
Quando te julgas muito longe de Mim, mais perto estou, às vezes, de ti.
Quando pensas que está tudo quase perdido, muitas vezes está próxima a ocasião de granjeares maior mereciência.
Nem tudo está perdido, por te acontecer alguma contrariedade.
Não julgues pela impressão do momento, nem te aflijas com qualquer tribulação, venha donde vier, como se não houvesse esperança de remédio.
4.  Não te julgues inteiramente desamparado, ainda quando, de tempos a tempos, te mando alguma tribulação ou te privo de alguma consolação desejada; porque é este o caminho por onde se vai ao reino dos céus.
E, sem dúvida, convém mais a ti e a todos os meus servos, serdes exercitados nas adversidades, do que se tudo vos sucedesse à vossa vontade. 
Eu conheço os pensamentos escondidos e sei que muito importa à tua salvação seres, às vezes, privado de toda a consolação espiritual, para que não te exalte o bom progresso e te desvaneças do que não és.
O que dei posso tirar, e dar de novo, quando me aprouver.
5  É sempre meu o que dou e quando o tiro; não tomo coisa tua, pois "de Mim procede qualquer dádiva boa e todo dom perfeito"(Tg 1,17).
Se eu te enviar qualquer pena ou contrariedade, não te revoltes nem desfaleça teu coração; eu posso num momento aliviar-te e transformar tua mágoa em alegria. 
Todavia, procedendo eu assim para contigo, sou justo e digno de louvor. 
6.  Se refletires bem e julgares as coisas segundo a verdade, não deves afligir-te tanto com a adversidade, nem desanimar, mas, ao contrário, alegrar-te e dar-me graças.
Até deve ser tua única alegria que eu te aflija com dores, sem poupar-te.
"Assim como meu Pai me amava, também Eu vos amo a vós" (Jo 15,19), disse eu a meus diletos discípulos, e ,entretanto, não os enviei às delícias temporais, mas às grandes pelejas, não as honras, mas aos desprezos, não aos passatempos, mas aos trabalhos, não a descansar, mas sim a produzir fruto copioso na paciência.
Meu filho, lembra-te bem destas palavras.

(Do Livro Imitação de Cristo de Tomás de Kempis. Editora: Círculo do livro. Tradução: Paulo Matos Peixoto.)



quinta-feira, 29 de março de 2018

O Choro da Bala Perdida


Dom Lourenço Fleichman OSB

Todos os dias, na cidade do Rio de Janeiro, acontecem tiroteios, confrontos entre policiais e bandidos, nas favelas e periferias. Todos os dias há mortos, há dramas, há choro.
A população da cidade e do país fica submetida a uma série de pressões, de stress, de medos. Vivemos assim e, como em toda guerra, procuramos levar a vida dentro de certa normalidade.
Acontece que, invariavelmente, essas situações dramáticas apresentam cenas muito parecidas, eu diria mesmo repetitivas, diante do olhar distraído de todos, sem que as pessoas pareçam saber como lidar com elas.    
Os personagens do drama
Procuremos acompanhar o fato:
Em razão de alguma investigação, ou de algum chamado emergencial, ou por alguma denúncia, policiais entram nesses becos dominados por bandidos, pelo tráfico de drogas, de poder, de influência. Invariavelmente são recebidos a bala!
Eis, pois, dois personagens iniciais do nosso drama: bandidos e policiais. Se fosse um jogo de crianças, chamariam de “polícia e ladrão”. Mas não é! É vida real. Então são policiais e bandidos.
Quem são os bandidos? Contrariamente à opinião geral, os bandidos não são moradores do local. Não estão ali porque constituiram família, onde construíram com esforço suas casas, de onde saem todos os dias para trabalhar. Não moram. Escolheram aquele ponto elevado por motivos estratégicos, em razão da eficácia do seu comércio ilícito e do poder que querem exercer sobre determinado território. Ocupam aquele morro, aquela favela, pelo mesmo motivo que um general, analisando o seu campo de batalha, escolhe uma posição estratégica favorável para a defesa de sua posição e para o ataque ao inimigo.
O bandido está no morro por um ato de guerra. Esse é o nosso primeiro personagem.
O segundo personagem é o policial. Como vimos, chegou ali por motivos diversos. Mas, diferentemente do bandido, o policial mora num determinado bairro, talvez mesmo numa favela, mas mora em sua casa, com sua família, e dessa casa ele sai para o seu trabalho honesto e heróico, todos os dias, pondo em risco a sua vida para a proteção da nossa.
Antes que alguém ponha em dúvida a honestidade desse profissional, apresso-me a dizer que a fraqueza de alguns policiais não altera a ordem do drama. Corrupto ou honesto, ele está na favela porque foi ali mandado por seu superior para um trabalho árduo, perigoso e sem muitas perspectivas. Aceitemos, pois, esse detalhe: fazem parte da polícia e estão ali por obediência a seus princípios e aos seus superiores.
Voltemos ao drama.
Hoje a história se passou na favela Nova Holanda, ontem na Rocinha, ou no Jacaré. A polícia entrou porque os bandidos estão ali, e fizeram algum mal a alguém. Quando isso ocorrre na vida normal dos homens, chama-se a polícia. Ela existe para isso, para socorrer os inocentes desarmados, e entregues à maldade dos bandidos. Assinalemos mais essa evidência: a polícia é obrigada a ir na favela em virtude de sua função social de proteção da sociedade. Ela não tem escolha. E ela vai porque os bandidos são maus e fazem maldades reais. Não estão num filme americano, estão na vida de uma guerra sem tréguas que jogaram sobre suas cabeças.
Querem saber como se sente um policial que entra pelos becos da favela? Vejam esse depoimento feito por um policial de verdade:
“Sempre que andava na Rocinha lembrava do que os policiais me falavam - Você está vendo todos esses becos, essas casas informes, esse emaranhado de caos e desordem. Agora imagine andar por aí na expectativa de dar de cara com um fuzil. De onde ele vem? Quando vem? Para onde olhar? Qual lugar é seguro? Qual janela não é uma ameaça? Qual daquelas pessoas não é criminosa?”
“Claro que os jornais não falam disso. É como se as operações policiais cariocas devessem ocorrer em contextos de plena normalidade. A polícia deveria se pautar por regras, procedimentos operacionais padronizados etc. Chegam ao ridículo de dizer que não se pode chegar atirando sem aviso, como se um fuzil exigisse uma cena de filme policial americano. "– Parado, ou eu atiro!"   
Adivinhe, leitor: na notícia dessa noite, mais uma vez os policiais foram recebidos sob rajadas de tiros de fuzil, de metralhadora, ou de qualquer outro aparato de guerra presente nos domínios dos bandidos.
O Terceiro Personagem
Veio o tiroteio e uma bala perdida matou alguém. Surge o terceiro personagem do drama. Uma pessoa morta e uma família dilacerada.
Esse fato triste e terrível, infelizmente é comum em situações de guerra. Mas a guerra do Rio não é uma guerra comum. Ela existe, é real, ela dura há décadas, desde que o irresponsável Leonel Brizola, o traidor do povo do Rio de Janeiro e do Brasil, decretou com seu poder de Governador do Estado, que os bandidos estavam livres para agir sem medo, para crescer e dominar o território.
Por culpa do Brizola e de tantos outros políticos corruptos e maus, essa guerra já matou milhares de pessoas entre bandidos, policiais e inocentes.
O trabalho e os perigos por que passa a polícia são imensos, e o natural seria que a população da cidade elevasse sempre clamores de agradecimento a esses policiais que dão a sua vida para diminuir o impacto de morte causado pelos bandidos apoiados por essa esquerda corrupta e irresponsável.
Porque razão esse natural agradecimento não acontece? Porque razão a polícia é sempre apontada como a culpada pelo drama dessa família e pela morte por bala perdida?
O Quarto Personagem
A resposta a essa pergunta está na chegada, também invariável e sempre presente, de outro tipo de pessoas. É o nosso quarto personagem. Eles chegam no local do tiroteio carregados de microfones, filmadoras, carros muito bem equipados a transmitir pelas nuvens da internet as informações mais recentes.
Onde atuam esses personagens do jornalismo? No mesmo local em que o bandido acampa; no mesmo local onde a polícia entra para atender à população; no mesmo local em que um inocente morava. Ah! Sim, este morava de verdade ali, mas vivia sob o domínio do medo e o poder do bandido. Pois é nesse mesmo local que atuam os jornalistas.
Está completa a equipe de personagens do drama:
Bandidos, policiais, vítimas de bala perdida, e os jornalistas.
E a população do Rio de Janeiro, invariavelmente, escuta no rádio ou vê na televisão os jornalistas atuando. Aparentemente eles fazem o trabalho de informação. Porém, por questões ideológicas e de formação, eles vão além da informação. Eles atuam sobre a opinião pública, eles criam o mito da história, têm o poder de mudar a realidade de acordo com o pensamento do seu jornal, de sua televisão, de sua rede de internet. E esse pensamento é perfeitamente homogêneo, sempre na mesma direção, sempre escolhendo o lado. E o lado que eles escolheram foi de ser contra a polícia.
Se eu dissesse que eles estão do lado dos bandidos, eles se levantariam indignados, e provariam com citações e fotografias muito bem preparadas, cenas previamente montadas para desarmar qualquer acusação, a fim de provar que não apoiam os bandidos. E eles convenceriam qualquer juiz, qualquer cidadão. Porque eles não são a favor do bandido; o que eles são, isso sim, é contra a polícia. Ser contra a polícia é uma atitude política, carregada de ideologia revolucionária, ou seja, com o intuito de quebrar a ordem da sociedade espalhando o caos e o medo.
E como fazem isso na guerra do Rio?
Procuram as vítimas inocentes e sugam o sangue delas até a última gota. Vejam essa pobre mulher em lágrimas. Se os jornalistas estivessem ali porque um gatinho ficara preso num telhado, a pobre mulher seria perfeitamente indiferente aos jornalistas. Não lhes serviria para nada, senão para lhes servir um café. Mas ela é vítima, está chocada, está chorando pela terrível perda. Passa a ser personagem da mais alta importância para que a rede de jornalismo alcance sua meta de denegrir a polícia.
Partem ao ataque e perguntam:
- A senhora está triste?
Como se possível fora a esta mãe responder que não! Mas isso não importa. A mãe não percebe que está sendo usada, sugada. Acha importante e lindo que se interessem por ela, que dêem a ela uma cátedra para pontificar sobre a perda de sua filhinha, ou de seu filhão. Então ela responde chorando, ao vivo e em cores, para todo o Brasil, que, sim está muito triste, seu mundo desabou, sua vida acabou etc. Como qualquer mãe responderia!
Mas o jornalista passa por essa introdução que só serviu para conduzir a pobre alma a responder o que o jornalista quer que ela responda agora. E lança-lhe contra o rosto, contra a alma, a facada mortal:
- Como a senhora vê a atuação da polícia entrando assim na comunidade?
Ora, a pobre mulher já assimilou, com a pergunta, que tipo de resposta ela deve dar. O sinal foi dado. Quem poderá afirmar que já tenha ouvido alguma vez uma pobre vítima dessas dizer que agradece todos os dias pela presença da polícia? Não dizem e não conseguiriam dizer. Por detrás dela paira a brilhante luz das câmeras a engolir qualquer pensamento da mulher; e paira também as trevas dos invisíveis bandidos, prontos a matar, a torturar, a expusar a mulher e o que restou de sua família, se ela ousar apontá-los como causadores de sua dor.
E ela se entrega! O jornalista é formado e é mandado para extrair dessas pobres almas a condenação mais veemente possível da polícia.
Se a mulher tivesse um mínimo de preparo e a presença de espírito de conter suas lágrimas e olhar a realidade diria ao pérfido jornalista:
– “Meu filho, a pergunta que você deveria me fazer não é essa! A pergunta deveria ser: como eu vejo a atuação dos bandidos no lugar em que eu moro! Essa é a única questão que vale a pena tratar. Porque eles se escondem aqui nos usando de escudos humanos. Eles nos achacam todos os dias, eles corrompem nossos filhos, eles são maus, profundamente maus; suas almas corrompidas não nos olham como pessoas e sim como gado. São capazes de roubar, de matar sem razão nenhuma. Sempre que a polícia entrar nas comunidades haverá “balas perdidas”, pois eles matam crianças e inocentes de propósito porque sabem que jornalistas como os senhores vão por a culpa na polícia. E com isso eles vão ganhando a guerra contra a cidade, contra o país, pela cumplicidade dos jornais e televisões.
Mas essa realidade – continuaria a angustiada mãe – essa realidade vocês escondem da população. E vão acuando a polícia com suas ameaças de processos, com os juízes corruptos comprados pelos bandidos, mentindo sempre, enquanto fingem que nos estão entrevistando”.
Infelizmente estamos nas mãos de poderes como esse. Se uma resposta como essa existisse de fato, feita ali, ao vivo, seria cortada, banida, e a vítima chorosa perderia imediatamente seu status provisório de glória à serviço da corrupção da sociedade.
O que eles querem? O que pretendem? Querem nos manter sob o terror e o medo. Com esse tipo de atitude eles nos mantém reféns da Revolução, massa informe e sem pensamento, bajulando os poderosos do morro, os poderosos da cidade, os donos de jornais e da mídia, os donos da política infernal. Conexão para todos, desinformação para todos, celulares para todos, e com isso estarão tranquilos em seu poder de destruição da civilização católica ocidental.
Há dois tipos de viciados: o viciado das drogas e o viciado das redes sociais. O primeiro é alimentado pelo bandido; o segundo pelos jornalistas, intelectuais e políticos. Ambos sofrem da mesma consequência do seu vício: não conseguem mais pensar; tornaram-se presa fácil da Revolução. E por não mais pensar, são repetidores dóceis das palavras de ordem daqueles que pensam e comandam a sociedade Revolucionária. O intuito dessa sociedade é a destruição de toda e qualquer menção ao Cristianismo. Um dia isso ficará mais claro. A guerra do Rio, como os atentados terroristas na Europa* são dois lados de uma mesma moeda. A guerra é contra a sociedade cristã e por isso, ela é contra Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja.
Não existe, pois, um problema político ou um problema econômico no mundo. O que há é uma crise espiritual, é uma enorme apostasia, a perda da fé e a vitória provisória e aparente do demônio, até que Nosso Senhor dê o seu basta, e mate o dragão com o sopro de sua boca.
​Na guerra do Rio, escolha o seu lado: fique sempre do lado da Polícia, contra os bandidos e contra os jornais e os políticos!
http://permanencia.org.br/drupal/node/5264

* Opinião do autor do blogue: Os atentados terroristas na europa seguem um traçado mais ou menos homogêneo de terror desde o famoso "atentado das Torres Gêmeas" em 2001 nos EUA. 

quinta-feira, 15 de março de 2018

Descansar em qual paz? (Ou mais sobre juízos e juízes First Blood Part III...)

Poderei desejar um"descanse em paz" em memória de um falecido cuja fama lhe atribuem por ter defendido princípios ateístas em nome da ciência? E que paz é essa pela qual a comunidade cientifica internacional estaria engajada? Como se pode ter "a paz pós-morte" se simplesmente, segundo os ateus mais fervorosos, a consciência elimina-se junto com o fim da matéria? Poderia dizer: "vai na paz de Deus" a alguém que morreu sem crer objetivamente nesta paz? Não, absolutamente. Não, é a resposta para todas essas perguntas porque a paz da "ciência" não é a mesma paz dos cristãos. Em outras palavras, não é a ciência que dá paz à consciência

E mesmo antes do último suspiro, duvido muito que Hawking tenha "descansado em paz" sem sequer ter cogitado a idéia de seus olhos abrirem em outro lugar. Para um descrente total do céu, purgatório e inferno, não existe Deus, porém existe a imagem de uma tranquilidade eterna, após a transformação de sua mente em pó. Ou para um agnóstico meio confuso de seus conceitos acerca de Deus,* resta-lhe-ria apenas a verdade dura da morte. Em algum momento, antes da morte, Hawking pensou em aparentes verdades. Não se sabe que o ele pensou exatamente, no momento derradeiro, e não pretendo abrir uma investigação e nem dar uma aula magisterial acerca disso, mas, cabe outra pergunta pertinente sobre paz de consciência: Julgar ou não julgar a vida de Stephen Hawking? Eis a questão.  

"Só quem pode julgar é Deus", dirá os ingênuos e repetidores de um chavão muito conhecido. De fato, Deus é quem julga como Supremo Juíz todas as consciências das almas. Todavia, julgar é o próprio ato de pensar. Eu julgo que tenho um bom blog, isto é, penso com convicção. Alguém julga que sou péssimo em gramática, e tenho que admitir que esse ser hipotético tem razão. Se julgo que Hawking foi um mal exemplo acerca das suas afirmações contra a existência de Deus e isso é público, isto é, provado, então não faço mal juízo dele, guardada as devidas proporções. Ainda mesmo que minhas palavras sejam tão violentas quanto o disparar da metralhadora sanguinária de um Rambo

Então desejar um "descanso com paz" a um dito ateu é o mesmo que eu dizer: "descanse com o gasparzinho, meu camarada". Não faz o menor sentido. E para os mimizentos que não entenderam a postagem, podem levantar-se de seus esconderijos, pois eis que já sai fumaça da metralhadora.

* Suponho que este seria o caso de Hawking

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O problema de "evangelizar" católicos conciliaristas nas redes sociais. É possível?

Pense que se está diante de uma feira comum de alimentos e frutas em geral; e que feirantes gritam uns com outros em razão de disputar suas mercadorias. Em que sua direita está um carro de som de publicidade que não para de anunciar o candidato a prefeito da cidade; e à sua esquerda, pode-se ouvir o seu vizinho em um outro carro, ouvindo o mais irritante som de Reggae de todos os tempos, no volume máximo. Será que daria para bater um papo com um amigo em um lugar assim? Não, não é mesmo?

Algo parecido é o ambiente de  Facebook. Existem certamente pessoas bem intencionadas com perfis no Facebook, e de fato, conheço algumas.  Mas se deseja converter aquele seu amigo conciliarista que não falta uma reunião da RCC e é devoto da Madre Teresa de Calcutá, com postagens demasiadas  resumidas sobre o modernismo que impera na Igreja ou escrever um trecho de três parágrafos sobre a modéstia, usando frases de Santo Afonso de Ligório, para aquela romântica dos jeans rasgados da paróquia, ou falar de filosofia em três ou quatro linhas comprovando Santo Agostinho contra o Prof. Felipe de Aquino. Eu só digo que a coisa não é tão simples quanto o parece. É muito mais difícil do que falar na tal feira.

E para concluir, acerca dos católicos de hoje, com isto, entenda-se, aqueles que não frequentam a RCC, pois não aparecem na igreja a séculos, estão mais preocupados com o futebol, cerveja e outras paixões variadas mil. E este católico, jamais dará ouvidos aos seus textos longuissimamente chatos por serem retóricos demais. Ainda este católico não dará a minima sobre sua possível interpretação consistente do que disse Dom Lefebvre e a crise que açoita a Igreja a mais de 50 anos. E ainda, como se não bastasse, existe os Papas do Face, que se dividem em protofacistas, criptocomunistas, conservadores, neoconservadores, amigos de x e y da tradição e inimigos de z e b também da tradição. A quem ache possível. Será que é possível? 




Os caminhoneiros e o discurso histérico de uma neodireita

"Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não? Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me e...